quinta-feira, 8 de outubro de 2026

PODEMOS FALAR DE RECOMEÇOS?




Dia 091026



🌱 PALAVRA QUE TRANSFORMA


PODEMOS ENTÃO FALAR DE RECOMEÇOS


E se o seu passado não fosse o fim da sua história, mas apenas o lugar de onde Deus decidiu começar algo novo?

Há pessoas que olham para o próprio passado e acreditam que já foram longe demais.

Há quem pense que os erros cometidos, as escolhas feitas ou as feridas vividas tiraram-lhes o direito de sonhar novamente.

Mas a história de Biba nos mostra exatamente o contrário.

Biba conheceu uma vida marcada por escolhas que não definiam o propósito que Deus tinha para ela. Foi prostituta, carregou um passado que poderia facilmente tornar-se uma sentença.


Mas um dia ela decidiu mudar.

Depois de se converter e começar a servir a Deus, Biba não ficou parada à espera de que a vida mudasse.

Ela começou a viver a mudança.

Começou a servir.

Começou a caminhar.

Começou a construir uma nova relação com Deus.


🌱 E é aqui que começa o verdadeiro recomeço.


Não quando tudo à nossa volta muda.

Mas quando algo dentro de nós decide não permanecer no mesmo lugar.

E quando Biba conheceu Mateus, ela já estava numa caminhada de transformação.

Mateus não foi o motivo do seu recomeço.

O recomeço já tinha começado.


Ele simplesmente apareceu durante uma caminhada que Biba já havia decidido fazer com Deus.


💡 LIÇÃO


Essa parte da história de Biba nos ensina algo muito importante:

Não espere uma pessoa, uma oportunidade ou uma circunstância para começar a viver aquilo que Deus colocou no seu coração.


Sirva enquanto espera.

Agradeça enquanto caminha.

Aprenda enquanto cresce.

Permaneça fiel enquanto o propósito ainda está sendo construído.


🙏🏽 Um coração grato não espera chegar ao destino para agradecer a Deus pela caminhada.


Biba poderia ter olhado para o que perdeu.

Poderia ter permanecido presa ao que foi.

Mas decidiu olhar para aquilo que poderia se tornar.

E isso também é recomeçar.


🌿 Recomeçar é agradecer pelo que Deus já fez enquanto confiamos n'Ele pelo que ainda fará.


💭 REFLEXÃO


Talvez você esteja esperando que alguma coisa aconteça para começar a viver.

“Quando eu tiver um relacionamento...”

“Quando eu conseguir aquele emprego...”

“Quando tiver dinheiro...”

“Quando a minha vida estiver organizada...”

Mas talvez Deus esteja dizendo:

“Comece com aquilo que já coloquei nas suas mãos.”

Não espere a vida ficar perfeita para servir.

Não espere ter tudo para agradecer.

Não espere chegar ao destino para começar a viver o propósito.


🌱 O propósito também é construído durante o caminho.


Continue servindo.

Continue aprendendo.

Continue agradecendo.

Continue caminhando.

E, acima de tudo, continue confiando em Deus.


Porque talvez aquilo que você chama de “espera” seja, na verdade, a preparação para o seu próximo capítulo.


💬 E AGORA QUERO OUVIR VOCÊ


Se você estivesse vivendo um recomeço hoje, qual destas decisões escolheria primeiro?


🙏🏽 A) Aproximar-me mais de Deus

❤️ B) Aprender a agradecer mais

🌱 C) Começar a servir com aquilo que tenho

✨ D) Descobrir e viver o meu propósito


👇🏽 Escolha uma opção e, se quiser, explique porquê.

Talvez a sua resposta seja justamente a palavra de encorajamento que alguém precisava ouvir hoje.


Biba — uma história, muitas lições.


Já leu a história da Biba, intitulada “Da Escravidão ao Recomeço”? 


Para compreender melhor este trabalho e realizar correctamente o exercício acima, recomendamos que aceda primeiro ao Blogger e leia a história na íntegra. Depois da leitura, poderá responder ao exercício proposto com base na sua compreensão e nas lições aprendidas ao longo da história.



🌷 Liandra Langa | A Voz que Transforma

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

É POSSÍVEL RECOMEÇAR

 

Dia 081026 




🌿 PALAVRA QUE TRANSFORMA


📖 É POSSÍVEL RECOMEÇAR


Ao acompanharmos a história de Biba, somos levados a pensar em quantas vezes a vida nos coloca diante de situações que parecem maiores do que a nossa própria força.


Há momentos em que olhamos para a nossa história e pensamos:

“Como vou conseguir começar de novo depois de tudo isso?”


Mas é justamente nesses momentos que precisamos lembrar:


Deus não abandona uma história porque ela passou por um capítulo difícil. 🙏🏽


Biba nos ensina que, mesmo quando não conseguimos enxergar claramente o caminho, ainda podemos dar um passo sustentados pela esperança.


🌱 Recomeçar não significa acreditar que tudo será fácil.

Significa acreditar que Deus continuará conosco enquanto atravessamos o que não conseguimos controlar.


💡 A LIÇÃO


Talvez você não possa mudar aquilo que aconteceu ontem.


Talvez não consiga compreender por que algumas coisas aconteceram.


Mas você pode escolher não caminhar sozinho.


Quando colocamos a nossa esperança em Deus, começamos a entender que o nosso futuro não depende apenas das circunstâncias que estamos vivendo hoje.


🙏🏽 Deus ainda pode escrever novos capítulos onde nós só conseguimos enxergar páginas marcadas pela dor.


A história de Biba nos lembra que uma pessoa pode estar ferida e ainda ter esperança.

Pode estar cansada e ainda continuar.

Pode não saber o que virá a seguir e, mesmo assim, confiar naquele que conhece o caminho.


💭 REFLEXÃO


Talvez você esteja vivendo hoje um capítulo que não entende.

Talvez esteja perguntando:

“Deus, quando é que isso vai mudar?”

Talvez a resposta ainda não tenha chegado.

Mas isso não significa que Deus deixou de trabalhar.


🌿 Há coisas que Deus faz no silêncio.

Há sementes que crescem debaixo da terra antes de aparecerem.

E há capítulos da nossa vida cujo propósito só conseguimos compreender depois de virarmos a página.

Por isso, não perca a esperança.


O seu capítulo atual não é o fim da sua história.

🙏🏽 Confie em Deus.

🌱 Continue caminhando.

❤️ Continue acreditando.


Porque é possível recomeçar quando colocamos o nosso futuro nas mãos de Deus.


📖 “Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança.” (Jeremias 29:11)


💬 AGORA QUERO OUVIR VOCÊ


Quando você passa por um momento difícil, o que mais ajuda a manter a sua esperança em Deus?


🙏🏽 A oração
📖 A Palavra de Deus
❤️ O apoio de pessoas próximas
🌱 Lembrar de tudo que Deus já fez

Escolha uma opção ou partilhe connosco uma palavra de esperança.


Talvez aquilo que Deus já fez na sua vida seja justamente o testemunho que alguém precisa para não desistir hoje.



🌷 Liandra Langa | A Voz que Transforma


📖 Biba — uma história, muitas lições.








Acompanhe a história da BIBA no nosso bloguer e tire ilações que podem transformar a sua vida. 

O PASSADO NÃO É NOSSA IDENTIDADE 🪪

 



Dia 071026


🌿 PALAVRA QUE TRANSFORMA


📖 PALAVRA


Todos nós temos um passado.

Alguns capítulos nos trazem boas lembranças.

Outros preferíamos nunca ter vivido.

Há pessoas que carregam erros.

Outras carregam rejeições.

Algumas carregam abandono, decepções ou escolhas das quais se arrependem.

E, às vezes, o passado fala tão alto que começamos a acreditar:

“Eu sou assim porque sempre fui assim.”

Mas será que somos realmente obrigados a permanecer iguais?

A história de Biba nos faz pensar exatamente sobre isso.

Biba teve um passado que marcou a sua vida. Mas o passado dela não precisava ser a sentença do seu futuro.

🌱 O passado faz parte da nossa história, mas não precisa ser a nossa identidade.


💡 LIÇÃO


Existe uma diferença entre reconhecer o passado e viver preso a ele.

Reconhecer é dizer:

«“Isso aconteceu comigo.”»

Viver preso é dizer:

«“Por causa disso, eu nunca poderei mudar.”»

E são coisas muito diferentes.

Você pode reconhecer os seus erros sem continuar cometendo os mesmos erros.

Pode reconhecer as suas feridas sem permitir que elas controlem toda a sua vida.

Pode olhar para trás sem precisar voltar para lá.

🙏🏽 Deus não trabalha apenas com aquilo que fomos. Ele também trabalha com aquilo que podemos nos tornar.

Não permita que o seu capítulo mais difícil tenha autoridade para escrever o final da sua história.


💭 *REFLEXÃO* 


Imagine que a sua vida seja um livro.

Você chegou até aqui e encontrou algumas páginas que gostaria de apagar.

Mas você ainda não terminou de escrever.

📖 Se ainda existem páginas em branco, ainda existe possibilidade de escrever algo diferente.


Pergunte a si mesmo:

“Estou usando o meu passado para aprender ou estou usando o meu passado para me condenar?”

🌿 Aprender com o passado nos torna mais sábios.

Viver condenado pelo passado nos impede de enxergar o futuro.


💬 *INTERAÇÃO* 


Quero saber a sua opinião:

O que é mais difícil para uma pessoa que deseja recomeçar?

A) Perdoar a si mesma. ❤️

B) Conseguir que os outros deixem de julgá-la. 💭

C) Acreditar que realmente pode mudar. 🌱

D) Deixar o passado para trás. 🙏🏽

👇🏽 Escolha uma letra e, se quiser, explique o seu ponto de vista.


Para mais informações visite o nosso canal 👇

https://whatsapp.com/channel/0029VbEkRwNKwqSYROGtNo2W


Liandra Langa | A Voz que Transforma

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

LIANDRA LANGA LEVA SUA VOZ AO DEBATE SOBRE VBG NA MACHAVA - SEDE

 


Estudantes participaram numa roda de conversa marcada por experiências, questionamentos e reflexões sobre relações entre homens e mulheres


Machava Sede — Falar sobre Violência Baseada no Género (VBG) também significa abrir espaço para ouvir os jovens, questionar ideias enraizadas e promover relações baseadas no respeito, diálogo e igualdade.

Foi com esse propósito que estudantes da Machava Sede participaram numa actividade de sensibilização sobre Violência Baseada no Género, que contou com a participação do artista nacional Ziqo, convidado para partilhar experiências e interagir directamente com os alunos.


A actividade proporcionou um ambiente de diálogo aberto, no qual os estudantes puderam apresentar as suas opiniões, levantar questões e partilhar experiências relacionadas com situações de violência e conflitos nas relações.


🎤 Liandra Langa participa como Mestre de Cerimónias




A actividade contou igualmente com a participação de Liandra Langa, que teve a responsabilidade de conduzir o evento na qualidade de Mestre de Cerimónias (MC).

Para Liandra, a participação representou uma oportunidade importante de contribuir para uma conversa que envolve directamente os jovens e a sociedade.

“Fiquei muito grata por ter participado como MC deste evento. Foi uma experiência enriquecedora, principalmente por poder acompanhar a participação dos estudantes e ouvir as suas diferentes experiências e opiniões sobre a Violência Baseada no Género.”

Quando o debate ganhou força

Um dos momentos mais marcantes aconteceu durante a roda de conversa, quando os participantes começaram a discutir questões relacionadas com os papéis atribuídos ao homem e à mulher dentro de uma relação.

Entre as perguntas levantadas estavam:

  • Qual deve ser o papel do homem e da mulher numa relação?
  • O homem pode chorar?
  • Será que o ciúme é uma forma de amar?
  • Uma mulher que usa uma saia curta está a provocar os homens?

As perguntas provocaram diferentes reacções entre os estudantes e deram origem a um debate bastante participativo.

“Homem não deve chorar?”

A questão sobre o choro masculino foi uma das que mais aqueceu a conversa.

Alguns participantes defenderam inicialmente a ideia de que o homem deveria evitar chorar, enquanto outros questionaram essa forma tradicional de pensar.

A discussão levou os estudantes a reflectirem sobre a ideia de que demonstrar emoções não torna um homem menos homem.

No final, prevaleceu uma mensagem importante: o homem também pode chorar.

Chorar é uma manifestação de emoções humanas e não deve ser automaticamente associado à fraqueza. Criar espaços onde rapazes e homens possam falar sobre aquilo que sentem pode contribuir para relações mais abertas e para uma melhor comunicação.

Ciúme é amor?

Outro tema que despertou bastante interesse foi o ciúme.

Os estudantes foram convidados a reflectir sobre a diferença entre uma preocupação ou insegurança numa relação e comportamentos de controlo que podem transformar-se em violência.

A discussão procurou mostrar que amar não significa controlar, humilhar, ameaçar ou limitar a liberdade do outro.

A roupa da mulher justifica a violência?

A discussão sobre o uso de saia curta também provocou diferentes opiniões.

A pergunta — “Usar uma saia curta é uma provocação para os homens?” — abriu espaço para uma reflexão sobre responsabilidade individual, respeito e a necessidade de não justificar comportamentos violentos pela forma como alguém se veste.

O debate mostrou que questões relacionadas com género continuam a despertar opiniões diferentes, mas também demonstrou a importância de conversar sobre elas num ambiente educativo e respeitoso.


A voz dos estudantes


Mais do que simplesmente ouvir palestrantes, os estudantes tiveram espaço para falar, questionar e partilhar as suas próprias experiências.



A participação dos jovens tornou a actividade numa verdadeira roda de conversa, permitindo que diferentes perspectivas fossem apresentadas e discutidas.

A iniciativa reforçou a importância de envolver os estudantes nas discussões sobre Violência Baseada no Género, uma vez que são também parte fundamental da construção de relações mais saudáveis e respeitosas na sociedade.




Uma experiência de reflexão


A actividade terminou deixando uma mensagem que vai para além daquele espaço de debate: combater a Violência Baseada no Género começa também pela forma como homens e mulheres aprendem a relacionar-se, comunicar e respeitar os seus limites e direitos.


Para Liandra Langa, a experiência fica marcada não apenas pela oportunidade de conduzir o evento, mas sobretudo pela possibilidade de ouvir os jovens e testemunhar a sua participação.


“Foi uma experiência que me deixou muito grata. Quando damos espaço aos jovens para falar, descobrimos que eles têm muito a dizer e que também podem contribuir para a construção de uma sociedade com mais respeito, diálogo e harmonia.”

Por uma sociedade onde falar também seja uma forma de prevenir a violência.

Texto: Liandra Langa
Mestre de Cerimónias | Escritora, Mentora e Palestrante



domingo, 27 de setembro de 2026

REFLEXÃO SOBRE A VIOLÊNCIA BASEADA NO GÊNERO

 



Liandra Langa leva a sua voz à reflexão sobre a Violência Baseada no Género


Diálogo, respeito e harmonia familiar como caminhos para relações mais saudáveis


Maputo — No dia 19 de Setembro de 2026, a escritora, mentora e palestrante Liandra Langa teve a oportunidade de participar num programa televisivo dedicado à reflexão sobre a Violência Baseada no Género (VBG).


O convite foi recebido com grande satisfação, proporcionando a Liandra Langa um espaço para partilhar as suas perspectivas e contribuir para o debate em torno de uma questão que continua a merecer atenção e reflexão por parte da sociedade.

Durante a sua participação, Liandra Langa destacou a importância de homens e mulheres procurarem fortalecer o diálogo, o respeito, a compreensão e a harmonia no seio familiar. Na sua perspectiva, a comunicação aberta pode contribuir para que os membros da família expressem as suas preocupações, compreendam melhor uns aos outros e procurem formas construtivas de enfrentar os desafios das relações familiares.


Uma mensagem para homens e mulheres

Ao abordar o tema, Liandra Langa deixou uma mensagem dirigida tanto aos homens como às mulheres, incentivando-os a valorizar o diálogo e o respeito mútuo nas relações.

Mais do que falar sobre conflitos, a reflexão procura chamar a atenção para a necessidade de construir relações baseadas na dignidade, responsabilidade e valorização de cada pessoa.

“Quando existe diálogo, há espaço para ouvir, compreender e procurar soluções. O respeito deve estar na base das relações familiares.”

A participação no programa representou, para Liandra Langa, uma oportunidade de continuar a usar a sua voz para abordar temas relevantes para a sociedade e promover reflexões que possam contribuir para famílias e comunidades mais conscientes.


Gratidão pela oportunidade

Liandra Langa expressa o seu profundo agradecimento pelo convite e pela oportunidade de participar no programa televisivo, valorizando a confiança depositada no seu trabalho e na sua contribuição para esta importante conversa.

Com entusiasmo, manifesta também a sua disponibilidade para continuar a participar em programas, debates, palestras e outras iniciativas relacionadas com temas de interesse social e familiar.

Para Liandra Langa, cada oportunidade de falar, ouvir e partilhar ideias representa também uma oportunidade de semear reflexão e contribuir para mudanças positivas na sociedade.


Liandra Langa

Escritora, Mentora e Palestrante

terça-feira, 1 de setembro de 2026

150 MIL VISUALIZAÇÕES - GRATIDÃO 🙏❤️



 ✨ 150 MIL VISUALIZAÇÕES! ✨



Queridos leitores 🎈🌺❤️

Hoje o meu coração está cheio de gratidão e emoção 💓! Chegámos às 150 mil visualizações no blogue! 🙏✨

Eu gosto de escrever, mas perceber que aquilo que escrevo pode tocar, inspirar e transformar vidas é algo que me emociona profundamente. 🥹❤️

Este marco não significa que sou a melhor, mas mostra-me que vale a pena continuar a escrever e a partilhar aquilo em que acredito: paz, esperança, alegria e sabedoria. O meu desejo é deixar um legado que possa alcançar não apenas o presente, mas também as futuras gerações. 🌱✨

A você, querido (a ) leitor (a), que tem visitado o blogue, lido, partilhado e confiado no nosso trabalho: o meu muito obrigada! ❤️

Continue a visitar e partilhe a página com mais pessoas. Quem sabe, juntos, possamos alcançar cada vez mais vidas com uma mensagem de paz que excede todo o entendimento e sabedoria que vem do alto. 🙏✨

Gratidão pelas 150 mil visualizações! 🥂💓

Que este seja apenas o começo de algo ainda maior. 🌟

sexta-feira, 3 de julho de 2026

OUÇA A VOZ DE DEUS



Base bíblica: 

Génesis 1:1-2;

 Jó 33:13-14;

 1 Coríntios 14:10

A Necessidade de ouvir a Voz de Deus 

A Palavra de Deus mostra-nos, em Génesis 1:1-2, que, no princípio, a terra era sem forma e vazia. Tudo estava desorganizado, sem direcção e sem vida. Porém, Deus apareceu e falou. E, quando Deus fala, o vazio é preenchido, a desordem transforma-se em ordem, e aquilo que parecia não ter propósito passa a receber direcção.

Deus tem sempre algo a dizer em todas as situações. Não existe nenhuma circunstância em que Deus não possa falar. Pelo contrário, é justamente nos momentos em que tudo parece sem forma, vazio e sem direcção que a voz de Deus se manifesta.

A voz de Deus manifesta-se de várias maneiras. De tal forma que, até na boca de uma criança você pode ouvir a voz de Deus; até mesmo na boca de um incrédulo, Deus pode falar. Entretanto, o problema não é a falta da voz de Deus, mas a falta de sensibilidade para discerni-la.

Infelizmente, não estamos acostumados a ouvir a Deus. Muitas vezes, oramos, levantamo-nos da oração e pensamos que já ouvimos a Deus, quando, na verdade, apenas falámos com Ele. Isto é, apresentamos as nossas necessidades, mas nem sempre permanecemos atentos para ouvir aquilo que Deus deseja responder.

Existem muitas vozes no mundo, e nenhuma delas é sem significado. A incapacidade de discernir o significado dessas vozes não anula o efeito que elas produzem. Por isso, é indispensável desenvolver sensibilidade espiritual para distinguir a voz de Deus no meio de tantas outras vozes.

Em Jó 33:13-14, percebemos que o problema nunca foi Deus deixar de falar, porque Deus sabe que, se não falar connosco, estaremos perdidos. Quando Deus Se pronunciou sobre a condição da terra, trouxe ordem àquilo que estava desorganizado.

Da mesma forma, se Deus não falar consigo, você continuará sem forma e vazio em muitas áreas da sua vida. Portanto, ouvir a voz de Deus não é apenas um privilégio espiritual; é uma necessidade para todos os filhos dos homens.

Você ouve aquilo a que dá atenção, e não simplesmente aquilo que chega aos seus ouvidos. Ou seja, não é a voz de Deus que deixou de ser ouvida; é a sua atenção que se tornou fraca para ouvir a voz de Deus.

O que faz você não ouvir a voz d’Ele é o simples facto de a sua atenção estar dividida. Ela já não está totalmente voltada para a voz de Deus, pois o Senhor sabe que você está preocupado com o que comer, com o que beber, com as finanças, com o emprego e com tantas outras questões da vida. É exactamente esse nível de preocupação que, muitas vezes, impede você de ouvir a voz de Deus.

Quantas vezes você já foi à presença de Deus em busca de soluções, mas saiu sem ouvir a Sua voz? Não porque Deus não tenha falado, mas porque a sua mente estava distante da voz d’Ele. 

Enquanto o Senhor procurava comunicar direcção, o seu coração permanecia ocupado com as preocupações da vida.

Por isso, ouvir a voz de Deus exige mais do que ouvidos atentos; exige um coração disponível, uma mente sensível e uma atenção completamente voltada para Aquele que continua a falar.




Missionário Manuel Boana

Igreja Ministério Tabernáculo de Oração Raiz de David 

Fluxo no Altar 03/07/26

sábado, 20 de junho de 2026

PROCEDIMENTOS DOS FILHOS DA LUZ 🕯️



1. A LUZ E AS TREVAS

A Bíblia Sagrada está repleta de palavras sobre a luz. Desde o princípio, no livro de Gênesis, quando Deus criou os céus e a terra, encontramos:

«“No princípio Deus criou os céus e a terra. Era a terra sem forma e vazia; trevas cobriam a face do abismo, e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. Disse Deus: ‘Haja luz’, e houve luz.”

Gênesis 1.1-3»

Mais adiante, no Novo Testamento, encontramos:

«“No princípio era aquele que é a Palavra (Jesus). Ele estava com Deus e era Deus. Ele estava com Deus no princípio. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito. A luz brilha nas trevas, e as trevas não a compreenderam.”

João 1.1-3, 5»

A palavra “trevas”, nesse contexto, significa muito mais do que a ausência de luz. Como vimos em Gênesis 1, Deus separou a luz das trevas e chamou a luz de boa, e não as trevas.

Também podemos observar isso em 1 João:

«“Deus é luz; nele não há treva alguma. Se afirmarmos que temos comunhão com ele, mas andamos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.”

1 João 1.5-7»

2. QUEM SÃO OS FILHOS DA LUZ?

Com certeza, você pode ser filho da luz. O livro de Efésios declara:

«“Porque outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor. Vivam como filhos da luz!” (Efésios 5:8)

Podemos dizer que os filhos da luz são aqueles que abandonaram as trevas, isto é, o pecado, e vivem segundo o Evangelho, cumprindo os princípios instituídos por Deus.


3. OS PRINCÍPIOS INSTITUÍDOS POR DEUS

Mas o que seriam os princípios instituídos por Deus? São verdades imutáveis que orientam o caráter, as escolhas e os relacionamentos.

Entre esses princípios, podemos destacar:

- Amar a Deus acima de todas as coisas;

- Amar o próximo como a si mesmo;

- Praticar a verdade e a justiça;

- Viver de maneira coerente com a fé professada.

Caro leitor, entenda que um princípio bíblico, quando identificado e aceito, torna-se uma verdade interior que governa nossas ações.

A Palavra de Deus é viva e eficaz, mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e as intenções do coração.(Hebreus 4:12)

4. OS FILHOS DA LUZ DEVEM PRATICAR A VERDADE E A JUSTIÇA

É importante que os filhos da luz pratiquem a verdade e a justiça.

É possível que você tenha crescido em um ambiente diferente, no qual havia práticas contrárias aos princípios de Deus. Eu entendo perfeitamente.

Deixe-me contar um testemunho pessoal. Mas, por favor, não se escandalize.

Depois de aceitar Jesus como Senhor e Salvador, não havia em mim um verdadeiro comprometimento como cristã ou como filha de Deus. Havia uma distância tremenda entre o meu estilo de vida na igreja e fora dela.

Ainda que me considerasse filha de Deus, eu continuava bebendo aos sábados e, aos domingos, ia normalmente à igreja. Continuava frequentando ambientes promíscuos, perdendo noites dançando músicas seculares e idolatrando artistas.

Chorava de emoção por um artista em uma noite e, no dia seguinte, chorava de emoção durante o louvor na igreja.

Eu estava sendo falsa?

Não necessariamente. Apenas não tinha conhecimento de que um cristão, independentemente de onde esteja, continua sendo cristão.

Deus não nos chamou para uma vida dupla, marcada por pensamentos e atitudes inconstantes.

Às vezes, você pode estar agindo de forma inocente, mas as consequências das suas atitudes são inevitáveis.


5. ABANDONANDO AS OBRAS DAS TREVAS

A Bíblia Sagrada revela que as obras da carne são manifestas:

«“Imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes.”»

E continua:

«“Eu os advirto, como antes já os adverti: Aqueles que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus.” Gálatas 5:19-21»

Ainda que uma pessoa se considere filha de Deus, não há como viver uma vida de inteira entrega às coisas do mundo e, ao mesmo tempo, afirmar que vive plenamente para Deus.

Por isso, é necessário abandonar as obras das trevas e buscar uma vida de obediência, verdade e santidade.


6. ABANDONAR A MENTIRA E O ENGANO

Nos últimos dias, somos tentados a praticar obras das trevas, como mentir e enganar os outros de maneira fria e calculista, porque ouvimos que Deus só quer o nosso coração.

Entretanto, o apóstolo Paulo, através da Palavra de Deus, exorta a igreja a ser sensível às coisas espirituais, mudando o seu procedimento anterior, agindo com honestidade e rejeitando principalmente a mentira e o engano.

A Palavra diz:

«“Quanto à antiga maneira de viver, vocês foram ensinados a despir-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos, a revestir-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade.”» Efésios 4:22-24

Falar a verdade não deve ser um procedimento momentâneo, mas deve ser o nosso estilo de vida como filhos da luz.

É necessário que cada um abandone a mentira e fale a verdade ao seu próximo, pois todos somos membros de um mesmo corpo.

7. ENFRENTAR A VERDADE

Enfrente a verdade, ainda que isso lhe custe perder algumas pessoas que têm a mentira como base de sobrevivência.

Saia dos grupos de fofocas, contendas e intrigas. Junte-se aos filhos da luz através da mudança da sua posição.

Aceite passar pela dor de enfrentar a verdade. Isso, com certeza, poderá mudar a sua vida.

Você ganhará paz e liberdade.


8. A INTEGRIDADE DOS FILHOS DA LUZ

Os filhos da luz devem demonstrar integridade.

Demonstre, por meio das suas atitudes:

- Bondade;

- Mansidão;

- Longanimidade;

- Temperança;

- Domínio próprio.

Evite:

- Imoralidade sexual;

- Engano;

- Manipulação;

- Avareza;

- Conversas obscenas e tolas.

Aquele que furtava, não furte mais; antes, trabalhe, fazendo algo útil com as próprias mãos, para que tenha o que repartir com quem estiver em necessidade.


9. PALAVRAS QUE EDIFICAM

Nenhuma palavra torpe deve sair da nossa boca, mas somente aquela que for útil para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda graça aos que a ouvem.

Não entristeçam o Espírito Santo de Deus, com o qual vocês foram selados para o dia da redenção.

Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo.


CONCLUSÃO

Ser filho da luz não significa apenas declarar que pertence a Deus. Significa abandonar as obras das trevas, viver segundo a Palavra, praticar a verdade e a justiça, demonstrar integridade e permitir que as nossas atitudes reflitam aquilo que professamos crer.

Que a nossa vida seja um verdadeiro testemunho de que somos filhos da luz.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

ESCOLHIDOS POR DEUS, MAS CHAMADOS A CRER NA PROMESSA




Base Bíblica

Romanos 4:20-21;

 2 Tessalonicenses 2:13; 

Hebreus 3:19;

2 Coríntios, 1:20;

João 21;

Números, 13:14

1. DEUS ESCOLHE PARA UMA PROMESSA

Deus não escolhe alguém por causa das suas capacidades, dos seus talentos ou daquilo que consegue fazer. A Bíblia ensina que Deus escolheu o Seu povo antes da fundação do mundo, o que significa que a escolha divina não está baseada no desempenho humano, mas na Sua graça e no Seu propósito.

Muitas pessoas pensam que Deus só chama pessoas preparadas ou perfeitas. Contudo, Deus não espera que alguém alcance a perfeição para o escolher. Pelo contrário, Deus escolhe e depois trabalha na vida dessa pessoa para cumprir o Seu propósito.

Por isso, não se deve olhar para as próprias limitações e concluir que Deus não escolheu. A escolha divina não depende daquilo que alguém é, mas daquilo que Deus decidiu fazer através dessa vida.

Mas o facto de Deus escolher alguém não pode ser apenas uma informação. Toda pessoa escolhida recebe também uma promessa da parte de Deus para um determinado fim.

Deus apareceu a Moisés e disse-lhe que o tinha escolhido. Depois enviou-o ao Egipto para libertar o Seu povo. Deus não apenas escolheu Israel para sair da escravidão; Deus tinha preparado uma terra que mana leite e mel para o Seu povo.

Contudo, é exactamente neste ponto que surge uma questão importante: se todos eram escolhidos, porque razão nem todos viveram a promessa?

2. MUITOS ESCOLHIDOS NÃO VIVEM A PROMESSA

O exemplo do povo de Israel mostra claramente esta realidade.

Todos saíram do Egipto. Todos atravessaram o mar. Todos viram os milagres de Deus. Todos ouviram a mesma promessa.

Contudo, apesar de todos serem escolhidos, nem todos entraram na terra prometida.

Hebreus 3:19 declara:

“E vemos que não puderam entrar por causa da incredulidade."

O problema não era a falta de promessa. O problema não era a falta da presença de Deus. O problema não era a falta de milagres. O problema era a falta de fé.

Existe uma mentira que muitas vezes entra no coração dos filhos de Deus: acreditar que ser escolhido já é suficiente para viver o propósito divino. Porém, a história de Israel ensina exactamente o contrário.

É possível ser escolhido e permanecer no deserto. É possível receber uma promessa e nunca vê-la cumprir-se.

Muitos conhecem aquilo que Deus falou acerca das suas vidas. Conhecem a promessa, conhecem a profecia e conhecem o destino que Deus preparou. Mas conhecer não é o mesmo que possuir.

Por isso, existe algo indispensável entre a escolha e a promessa.

3. A FÉ É A PONTE ENTRE A ESCOLHA E A PROMESSA

A fé é o elemento que transforma a promessa em realidade.

Israel sabia que existia uma terra prometida. Os espias chegaram a vê-la, contemplaram os seus frutos e testemunharam a sua abundância. Contudo, quando olharam para os gigantes, deixaram de olhar para a Palavra de Deus.

Quanto maior for a promessa, maior também deve ser a fé para sustentá-la.

Muitas vezes, o problema não está em desconhecer aquilo que Deus prometeu. O problema está em não acreditar plenamente que Deus é capaz de cumprir aquilo que disse.

Uma pessoa pode servir a Deus, ofertar, sacrificar e dedicar-se à Sua obra. Pode até conhecer profundamente as Escrituras. Porém, sem fé, continuará distante daquilo que Deus preparou.

Romanos 4:20-21 mostra o exemplo de Abraão, que não duvidou da promessa por incredulidade, mas fortaleceu-se na fé, estando plenamente convicto de que Deus era poderoso para cumprir tudo aquilo que tinha prometido.

A fé não ignora os obstáculos. A fé reconhece que Deus é maior do que qualquer obstáculo. A fé não olha apenas para as circunstâncias; a fé olha para Aquele que fez a promessa.

A escolha faz sair do Egipto, mas a fé faz entrar em Canaã.

4. A FÉ É DEIXAR-SE CONDUZIR POR DEUS

O cristianismo não se mede pelos dons que alguém manifesta, mas pelo quanto se deixa conduzir por Deus.

Fé em Deus é a capacidade de confiar nEle ao ponto de entregar o controlo da própria vida às Suas mãos. É acreditar que, mesmo sem compreender o caminho, Deus sabe exactamente para onde está a conduzir.

Pedro saiu de um barco seguro e andou sobre as águas porque decidiu confiar na voz de Jesus. Pedro não sabia se as águas eram fundas ou rasas. Apenas respondeu à direcção de Cristo. Enquanto manteve os olhos em Jesus, caminhou sobre aquilo que era impossível. Porém, quando desviou o olhar para as circunstâncias, começou a afundar.

A questão nunca é saber se o lugar parece bom ou mau, fácil ou difícil. A verdadeira questão é saber se Deus falou.

A fé leva alguém a seguir a voz de Deus mesmo quando não consegue ver o caminho por completo.

E é exactamente aqui que muitos se perdem. Porque começam a confiar mais na promessa do que naquele que fez a promessa.

5. O OBJECTO DA FÉ NÃO É A PROMESSA, MAS A PRESENÇA DE DEUS

Toda promessa de Deus possui um "sim" e um "amém", porque Deus é fiel para cumprir tudo aquilo que promete.

Entretanto, a fé não deve estar fundamentada apenas na promessa, mas naquele que fez a promessa.

Abraão nunca viu a terra prometida quando recebeu a palavra de Deus. Ainda assim, saiu da sua terra porque confiou na voz daquele que o chamou.

Muitas pessoas conhecem a promessa, desejam a promessa e procuram a promessa, mas esquecem-se da presença de Deus. Contudo, a promessa nunca pode ocupar o lugar daquele que prometeu.

O objecto da fé não é a bênção. O objecto da fé é Deus.

Toda promessa é valiosa porque vem de Deus. Sem a Sua presença, até aquilo que parece bom perde o seu verdadeiro valor.

Quando alguém coloca a sua confiança em Deus, a consequência natural dessa confiança passa a ser a obediência.

6. A OBEDIÊNCIA É A EVIDÊNCIA DA FÉ

A fé não é apenas aquilo que se acredita. A fé revela-se através da obediência.

Josué e Calebe olharam para a mesma terra, viram os mesmos gigantes e ouviram o mesmo relatório que os outros espias. Contudo, responderam de forma diferente porque confiaram na Palavra de Deus.

A fé avalia-se pela forma como alguém responde àquilo que Deus falou.

Muitas pessoas conhecem a promessa de Deus para as suas vidas, mas não chegam ao seu destino porque deixam de obedecer às instruções que receberam.

A escolha de Deus fez Israel sair do Egipto, mas foi a resposta dada à Palavra de Deus que determinou quem entraria em Canaã.

Por isso, a escolha tira alguém do Egipto, mas a fé manifesta-se através da confiança, da dependência e da obediência até ao cumprimento da promessa.

O deserto está cheio de escolhidos que conheciam a promessa, mas nunca chegaram ao lugar que Deus lhes tinha preparado, porque nunca se deixaram conduzir por Deus até ao destino da promessa.


Ministro Eddie Macamo

Ministério Tabernáculo de Oração raiz de David 

Domingo, 14.06.26

quinta-feira, 7 de maio de 2026

LIBERTAÇÃO QUE A MATURIDADE SUSTENTA




Base Bíblica:

Gênesis 15:13-16;

Êxodo 23:30;        Êxodo, 08:01

Deuteronômio 7:21-22

Mateus, 11:28-30

Vivemos numa geração que deseja respostas rápidas, milagres imediatos e libertações instantâneas. Porém, no Reino de Deus, o processo é tão importante quanto a própria vitória, pois Deus não está preocupado apenas em libertar alguém de uma prisão espiritual, mas também em formar pessoas maduras, conscientes e preparadas para permanecerem livres.

A Bíblia mostra, em Êxodo 23:30, que Deus disse ao povo de Israel: “Pouco a pouco os lançarei de diante de ti, até que te multipliques e possuas a terra.”

Essa palavra revela um princípio espiritual muito profundo: existem batalhas que Deus não remove imediatamente, porque antes da conquista é necessário crescimento, estrutura e maturidade. Ou seja, há libertações instantâneas; entretanto, existem outras que dependem do nível de transformação que Deus deseja realizar dentro da pessoa.

Sendo assim, a verdadeira libertação acontece à medida que conhecemos a Deus. Muitas pessoas desejam apenas ser livres da dor e das opressões espirituais; porém, Deus deseja ir além disso. Ele quer transformar o interior do homem, desenvolver discernimento e gerar maturidade espiritual.

Em Deuteronômio 7:21-22, o Senhor reafirma que expulsaria os inimigos gradualmente, para que o povo pudesse crescer e sustentar aquilo que receberia. Isso significa que existem libertações que dependem directamente da maturidade espiritual.

Muitas vezes, a própria pessoa atrasa sua libertação por não desenvolver intimidade com Deus, vida de oração e conhecimento da Palavra, porque a liberdade exige responsabilidade espiritual.

A libertação também é um tempo de aprendizado. Quem não aprende durante o processo deixa a “casa vazia”. Por isso, não basta apenas expulsar espíritos malignos; é necessário encher-se da presença de Deus, da Palavra e da comunhão com o Espírito Santo.

Portanto, existem libertações que somente a maturidade consegue sustentar. Quanto mais alguém se enche de Deus, mais espaço a luz ocupa e menos espaço as trevas encontram. A verdadeira libertação não é apenas ser livre por um momento, mas permanecer livre através de uma vida continuamente transformada pela presença de Deus.

LIBERTOS PARA SERVIR

A libertação não é apenas saída de um lugar de opressão, é muito mais que isso; Deus não liberta o homem simplesmente para si mesmo, mas porque existe uma razão maior, e essa razão precisa ser encontrada. 

Quando Deus enviou Moisés de volta ao Egipto a fim de libertar o povo da escravidão, ele foi com uma palavra de ordem diante de Faraó: "Deixa o meu povo ir para que me sirva". Por meio desta declaração, percebe-se claramente que a finalidade da libertação do povo de Israel era o serviço a Deus. Em outras palavras, o povo estava sob domínio de um sistema de opressão e seria livre para o sistema divino.

Ao libertar o povo, Deus  não olhou somente para opressão actual, mas para o destino que esperava a cada um. 

Na mente de Deus, a libertação implicava Arão servi-Lo como sacerdote no meio do Seu povo.

Uma das maiores libertações acontece quando Deus reclama alguém pelo lugar onde vê essa pessoa nEle, e não apenas pelo lugar onde ela se encontra.

Muitas pessoas têm dificuldade de atingir uma libertação plena porque não existe nelas sede em saber os pensamentos de Deus ao seu respeito. Limitam-se apenas a pensar na saída de espíritos malignos para posteriormente viveram para elas mesmas e alcançarem suas metas pessoais. 

No evangelho segundo Mateus 11:28-29, Jesus diz: “Vinde a mim todos os que estais cansados e eu vos darei descanso", e, "tomai sobre vós o meu jugo...";  o que dá descanso ao homem não é apenas o alívio do jugo de opressão, mas também tomar sobre si a carga de Jesus.

Assim, a libertação não consiste apenas em tirar uma carga, mas retirar a carga de um sistema para entregar a carga de outro sistema. 

A promessa do descanso que Jesus apresenta nestes versículos vem acompanhada de um chamado a aprender de Jesus a manejar devidamente aquilo que Ele lhe concede para servi-Lo.

Por isso, a verdadeira libertação não termina no momento da saída. Ela completa-se quando o propósito é encontrado, quando o serviço é assumido e quando o destino pensado por Deus começa finalmente a ser vivido.


#OraVemSenhorJesus

Apóstolo Siloe Betel 


sábado, 4 de abril de 2026

A CRUCIFICAÇÃO: PARTE DO CUMPRIMENTO DO PROPÓSITO DO FILHO UNIGÉNITO DE DEUS







Base bíblica

Romanos 1:1-6; João 3:16-17; João 14:1-31; João 16:5-11; Actos 1:8; Isaías 53:2-10; Actos 2:2-4; Filipenses 2:5-11; Mateus 16:21-23.


Introdução

O apóstolo Paulo, servo de Cristo Jesus, fala acerca da promessa que Deus havia feito por meio dos profetas nas Escrituras Sagradas, acerca do Seu Filho, Jesus Cristo. Segundo Paulo, Jesus, como homem, era descendente de Davi e, mediante o Espírito de santidade, foi declarado Filho de Deus com poder pela Sua ressurreição dentre os mortos.

Por meio de Jesus Cristo e por causa do Seu nome, recebemos graça e o chamado para levar a mensagem do Evangelho a todas as nações, conduzindo as pessoas à obediência que vem pela fé. E nós também somos chamados a pertencer a Cristo (Romanos 1:1-6).


Em João 3:16-17, encontramos uma das maiores demonstrações do amor de Deus pela humanidade:

“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho unigénito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele.”

 

O propósito do envio do Filho de Deus era a salvação da humanidade, a libertação do pecado e a reconciliação do homem com Deus por meio da Sua morte e ressurreição.

Jesus sabia que o Seu propósito culminaria na cruz. A Sua morte não foi um acidente nem uma derrota inesperada; fazia parte do plano de Deus para a redenção da humanidade.


Jesus sabia que precisava partir

Antes da Sua morte, Jesus preparou os Seus discípulos para a Sua partida. Ele sabia que a Sua presença física entre eles chegaria ao fim, mas também sabia que a Sua partida abriria caminho para a vinda do Consolador, o Espírito Santo.


Jesus disse:

“Não se perturbe o coração de vocês. Creiam em Deus; creiam também em mim. Na casa de meu Pai há muitos aposentos; se não fosse assim, eu teria dito a vocês. Vou preparar lugar para vocês. E, quando eu for e preparar lugar, voltarei e os levarei para mim, para que vocês estejam onde eu estiver.”

E acrescentou:

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.”

Jesus também prometeu o Espírito Santo:

“E eu pedirei ao Pai, e ele dará a vocês outro Conselheiro para estar com vocês para sempre, o Espírito da verdade.”

(João 14:1-3, 6, 16-17)

Portanto, a partida de Jesus não significava o fim da Sua obra. Pelo contrário, fazia parte da continuidade do propósito de Deus.


A igreja chora a morte do Filho unigénito de Deus

Quando era criança, a minha avó levava-me à sua igreja para participar no culto da Sexta-Feira Santa. Era considerado um dos cultos mais importantes, porque se pregava sobre a morte de Cristo.

O culto era carregado de muita emoção, pois se falava intensamente das dores que o nosso Senhor Jesus Cristo sofreu durante a crucificação.

Lembro-me de que, quando chegavam as 15 horas, toda a igreja começava a chorar 😭, como se Cristo estivesse a ser crucificado naquele momento.

Na minha inocência de criança, eu perguntava:

“Será que Jesus morreu outra vez? E desta vez não haverá ressurreição?”


Hoje, olhando para aquela experiência com mais entendimento das Escrituras, surge em mim uma reflexão:

Será que a morte de Cristo deve ser lembrada apenas com tristeza ou também deve ser contemplada à luz da vitória que ela produziu?

Não podemos negar a dor, o sofrimento e a gravidade da cruz. Mas também não podemos esquecer que a cruz não foi o fim da história.


Era necessário que Jesus partisse

Em João 16:5-11, Jesus explicou aos Seus discípulos que a Sua partida seria necessária:

“Mas eu afirmo que é para o bem de vocês que eu vou. Se eu não for, o Conselheiro não virá para vocês; mas, se eu for, eu o enviarei.”

Jesus estava a preparar os discípulos para compreenderem que a Sua partida fazia parte de um propósito maior.

Era necessário que Jesus fosse para que o Espírito Santo viesse sobre os Seus discípulos.

Em Actos 1:8, Jesus declarou:

“Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra.”

Surge então uma pergunta:

Como seríamos testemunhas de Cristo se Ele não tivesse cumprido o Seu propósito?

A morte e a ressurreição de Jesus abriram caminho para uma nova etapa da missão dos Seus discípulos.


O cumprimento da promessa do Espírito Santo

Depois da morte, ressurreição e ascensão de Cristo, os discípulos continuaram reunidos, dando continuidade à missão que Jesus lhes havia confiado.

Em Actos 2:2-4, encontramos o cumprimento da promessa da descida do Espírito Santo:

“De repente veio do céu um som, como de um vento muito forte, e encheu toda a casa na qual estavam assentados. E viram o que parecia línguas de fogo, que se separaram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito os capacitava.”

Aqui vemos que a obra de Cristo não terminou na cruz.

A cruz conduziu à ressurreição; a ressurreição conduziu à exaltação; e a exaltação abriu caminho para o derramamento do Espírito Santo e para a expansão do Evangelho.


Cristo veio para cumprir as profecias

Importa também compreender que Jesus veio para cumprir aquilo que havia sido anunciado nas Escrituras.

Em Isaías 53 encontramos uma profecia profunda acerca do sofrimento e do propósito do Messias:

“Ele não tinha qualquer beleza ou majestade que nos atraísse, nada havia em sua aparência para que o desejássemos. Foi desprezado e rejeitado pelos homens, um homem de dores e experimentado no sofrimento.”

O profeta continua:

“Mas ele foi traspassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados.”

E ainda:

“Como um cordeiro, foi levado para o matadouro; e, como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca.”

(Isaías 53:2-10)

Desde o início desta reflexão, percebemos que aquilo que foi escrito, profetizado e anunciado apontava para a missão redentora de Cristo.

A cruz fazia parte do propósito.


Devemos chorar ou celebrar?

É neste ponto que surge uma questão que considero importante:

A Igreja deve apenas chorar pela morte de Cristo ou também deve celebrar porque Ele cumpriu perfeitamente o propósito para o qual veio?

Tenho acompanhado algumas ministrações sobre a morte de Cristo e, em alguns momentos, parece haver uma ênfase tão grande na tristeza da crucificação que se perde de vista a vitória que a cruz representa.

Não se trata de desvalorizar o sofrimento de Jesus. Pelo contrário, devemos reconhecer a profundidade do Seu sacrifício.

Mas precisamos compreender que Jesus não foi derrotado na cruz. Ele entregou a Sua vida voluntariamente e cumpriu a missão que o Pai lhe confiou.

Por meio do Seu sacrifício, fomos reconciliados com Deus e recebemos a esperança da vida eterna.

A cruz representa sofrimento, mas também representa amor, redenção, reconciliação, vitória e cumprimento do propósito de Deus.


Jesus explicou aos discípulos a Sua morte

Em Mateus 16:21-23, Jesus começou a explicar aos Seus discípulos que era necessário ir a Jerusalém, sofrer nas mãos dos líderes religiosos, ser morto e ressuscitar ao terceiro dia.

Pedro, porém, chamou Jesus à parte e começou a repreendê-lo:

“Nunca, Senhor! Isso nunca te acontecerá!”

Jesus respondeu:

“Para trás de mim, Satanás! Você é uma pedra de tropeço para mim, e não pensa nas coisas de Deus, mas nas dos homens.”

Essa passagem merece a nossa atenção.

Pedro não queria aceitar que Jesus sofresse e morresse. Humanamente, parecia absurdo permitir que alguém tão importante passasse por tamanho sofrimento.

Mas Jesus mostrou que aquela oposição estava a tentar impedir o cumprimento do propósito de Deus.

Isso leva-nos a uma reflexão:


Quando nos recusamos a aceitar aquilo que Deus determinou dentro do Seu propósito, será que não corremos o risco de olhar apenas para a dor momentânea e perder de vista a vitória que Deus está a produzir?

Jesus sabia que a cruz era necessária.


A oração de Jesus pelos discípulos

Quando chegou a hora de partir, Jesus também orou pelos Seus discípulos:

“Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do Maligno. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como me enviaste ao mundo, eu os enviei ao mundo. Em favor deles eu me santifico, para que também eles sejam santificados pela verdade.” (João 17:15, 17-19)

 

Jesus estava a concluir a Sua missão terrena e, ao mesmo tempo, a preparar os Seus discípulos para continuarem a obra.

A Sua morte não significaria o encerramento da missão.

A missão continuaria através daqueles que Ele enviaria.


A vitória da cruz

Jesus Cristo cumpriu o propósito para o qual veio.

Ele não permaneceu na morte.

Ele ressuscitou.

Ele venceu a morte.

Ele foi exaltado.

E o Seu nome foi colocado acima de todo nome.

Filipenses 2:5-11 declara:

“Embora sendo Deus, não considerou que ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz!”

E então vem a parte gloriosa:

“Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.”

(Filipenses 2:5-11)


Conclusão

Jesus venceu na cruz.

Por isso, quando contemplamos a crucificação, não devemos ficar apenas presos à dor daquele momento. Devemos também olhar para aquilo que aconteceu depois:

Ele morreu, mas ressuscitou.
Foi humilhado, mas foi exaltado.

Foi rejeitado, mas recebeu o nome que está acima de todo nome.
Foi à cruz, mas venceu a morte.

Por isso, a cruz não deve ser apenas um símbolo de tristeza.

A cruz é também o testemunho do amor de Deus, da obediência de Cristo e da vitória sobre o pecado e a morte.

Precisamos, portanto, celebrar não a morte em si, mas a vitória que Cristo alcançou através da Sua morte e ressurreição.

E esta vitória também nos chama a uma responsabilidade.

Cristo cumpriu com sucesso o propósito que Deus lhe confiou.


E você? E eu?

Será que estamos a viver de maneira alinhada com o propósito que Deus nos confiou nesta terra?

Será que estamos dispostos a obedecer, mesmo quando o caminho exige sacrifício?

Será que estamos a permitir que o Espírito Santo nos capacite para sermos testemunhas de Cristo?

Jesus cumpriu o Seu propósito.

Agora, precisamos perguntar a nós mesmos: estamos a cumprir o propósito que Deus colocou nas nossas vidas?

🙏 Que a nossa vida não seja apenas uma celebração daquilo que Cristo fez, mas também uma resposta de obediência àquilo que Ele nos chamou para fazer.


Deixe o seu comentário.


UM NOME, UMA HISTÓRIA, UMA BENÇÃO

  ENTRE A DÚVIDA E A FÉ Por Liandra Langa ❤️  CAPÍTULO 24 UM NOME, UMA HISTÓRIA, UMA BÊNÇÃO A chegada de uma criança transforma uma casa...