segunda-feira, 28 de setembro de 2026

DEBATE SOBRE VBG NA ESCOLA SECUNDÁRIA

 


Estudantes participaram numa roda de conversa marcada por experiências, questionamentos e reflexões sobre relações entre homens e mulheres


Machava Sede — Falar sobre Violência Baseada no Género (VBG) também significa abrir espaço para ouvir os jovens, questionar ideias enraizadas e promover relações baseadas no respeito, diálogo e igualdade.

Foi com esse propósito que estudantes da Machava Sede participaram numa actividade de sensibilização sobre Violência Baseada no Género, que contou com a participação do artista nacional Ziqo, convidado para partilhar experiências e interagir directamente com os alunos.


A actividade proporcionou um ambiente de diálogo aberto, no qual os estudantes puderam apresentar as suas opiniões, levantar questões e partilhar experiências relacionadas com situações de violência e conflitos nas relações.


🎤 Liandra Langa participa como Mestre de Cerimónias




A actividade contou igualmente com a participação de Liandra Langa, que teve a responsabilidade de conduzir o evento na qualidade de Mestre de Cerimónias (MC).

Para Liandra, a participação representou uma oportunidade importante de contribuir para uma conversa que envolve directamente os jovens e a sociedade.

“Fiquei muito grata por ter participado como MC deste evento. Foi uma experiência enriquecedora, principalmente por poder acompanhar a participação dos estudantes e ouvir as suas diferentes experiências e opiniões sobre a Violência Baseada no Género.”

Quando o debate ganhou força

Um dos momentos mais marcantes aconteceu durante a roda de conversa, quando os participantes começaram a discutir questões relacionadas com os papéis atribuídos ao homem e à mulher dentro de uma relação.

Entre as perguntas levantadas estavam:

  • Qual deve ser o papel do homem e da mulher numa relação?
  • O homem pode chorar?
  • Será que o ciúme é uma forma de amar?
  • Uma mulher que usa uma saia curta está a provocar os homens?

As perguntas provocaram diferentes reacções entre os estudantes e deram origem a um debate bastante participativo.

“Homem não deve chorar?”

A questão sobre o choro masculino foi uma das que mais aqueceu a conversa.

Alguns participantes defenderam inicialmente a ideia de que o homem deveria evitar chorar, enquanto outros questionaram essa forma tradicional de pensar.

A discussão levou os estudantes a reflectirem sobre a ideia de que demonstrar emoções não torna um homem menos homem.

No final, prevaleceu uma mensagem importante: o homem também pode chorar.

Chorar é uma manifestação de emoções humanas e não deve ser automaticamente associado à fraqueza. Criar espaços onde rapazes e homens possam falar sobre aquilo que sentem pode contribuir para relações mais abertas e para uma melhor comunicação.

Ciúme é amor?

Outro tema que despertou bastante interesse foi o ciúme.

Os estudantes foram convidados a reflectir sobre a diferença entre uma preocupação ou insegurança numa relação e comportamentos de controlo que podem transformar-se em violência.

A discussão procurou mostrar que amar não significa controlar, humilhar, ameaçar ou limitar a liberdade do outro.

A roupa da mulher justifica a violência?

A discussão sobre o uso de saia curta também provocou diferentes opiniões.

A pergunta — “Usar uma saia curta é uma provocação para os homens?” — abriu espaço para uma reflexão sobre responsabilidade individual, respeito e a necessidade de não justificar comportamentos violentos pela forma como alguém se veste.

O debate mostrou que questões relacionadas com género continuam a despertar opiniões diferentes, mas também demonstrou a importância de conversar sobre elas num ambiente educativo e respeitoso.


A voz dos estudantes


Mais do que simplesmente ouvir palestrantes, os estudantes tiveram espaço para falar, questionar e partilhar as suas próprias experiências.



A participação dos jovens tornou a actividade numa verdadeira roda de conversa, permitindo que diferentes perspectivas fossem apresentadas e discutidas.

A iniciativa reforçou a importância de envolver os estudantes nas discussões sobre Violência Baseada no Género, uma vez que são também parte fundamental da construção de relações mais saudáveis e respeitosas na sociedade.




Uma experiência de reflexão


A actividade terminou deixando uma mensagem que vai para além daquele espaço de debate: combater a Violência Baseada no Género começa também pela forma como homens e mulheres aprendem a relacionar-se, comunicar e respeitar os seus limites e direitos.


Para Liandra Langa, a experiência fica marcada não apenas pela oportunidade de conduzir o evento, mas sobretudo pela possibilidade de ouvir os jovens e testemunhar a sua participação.


“Foi uma experiência que me deixou muito grata. Quando damos espaço aos jovens para falar, descobrimos que eles têm muito a dizer e que também podem contribuir para a construção de uma sociedade com mais respeito, diálogo e harmonia.”

Por uma sociedade onde falar também seja uma forma de prevenir a violência.

Texto: Liandra Langa
Mestre de Cerimónias | Escritora, Mentora e Palestrante



domingo, 27 de setembro de 2026

REFLEXÃO SOBRE A VIOLÊNCIA BASEADA NO GÊNERO

 



Liandra Langa leva a sua voz à reflexão sobre a Violência Baseada no Género


Diálogo, respeito e harmonia familiar como caminhos para relações mais saudáveis


Maputo — No dia 19 de Setembro de 2026, a escritora, mentora e palestrante Liandra Langa teve a oportunidade de participar num programa televisivo dedicado à reflexão sobre a Violência Baseada no Género (VBG).


O convite foi recebido com grande satisfação, proporcionando a Liandra Langa um espaço para partilhar as suas perspectivas e contribuir para o debate em torno de uma questão que continua a merecer atenção e reflexão por parte da sociedade.

Durante a sua participação, Liandra Langa destacou a importância de homens e mulheres procurarem fortalecer o diálogo, o respeito, a compreensão e a harmonia no seio familiar. Na sua perspectiva, a comunicação aberta pode contribuir para que os membros da família expressem as suas preocupações, compreendam melhor uns aos outros e procurem formas construtivas de enfrentar os desafios das relações familiares.


Uma mensagem para homens e mulheres

Ao abordar o tema, Liandra Langa deixou uma mensagem dirigida tanto aos homens como às mulheres, incentivando-os a valorizar o diálogo e o respeito mútuo nas relações.

Mais do que falar sobre conflitos, a reflexão procura chamar a atenção para a necessidade de construir relações baseadas na dignidade, responsabilidade e valorização de cada pessoa.

“Quando existe diálogo, há espaço para ouvir, compreender e procurar soluções. O respeito deve estar na base das relações familiares.”

A participação no programa representou, para Liandra Langa, uma oportunidade de continuar a usar a sua voz para abordar temas relevantes para a sociedade e promover reflexões que possam contribuir para famílias e comunidades mais conscientes.


Gratidão pela oportunidade

Liandra Langa expressa o seu profundo agradecimento pelo convite e pela oportunidade de participar no programa televisivo, valorizando a confiança depositada no seu trabalho e na sua contribuição para esta importante conversa.

Com entusiasmo, manifesta também a sua disponibilidade para continuar a participar em programas, debates, palestras e outras iniciativas relacionadas com temas de interesse social e familiar.

Para Liandra Langa, cada oportunidade de falar, ouvir e partilhar ideias representa também uma oportunidade de semear reflexão e contribuir para mudanças positivas na sociedade.


Liandra Langa

Escritora, Mentora e Palestrante

terça-feira, 1 de setembro de 2026

150 MIL VISUALIZAÇÕES - GRATIDÃO 🙏❤️



 ✨ 150 MIL VISUALIZAÇÕES! ✨



Queridos leitores 🎈🌺❤️

Hoje o meu coração está cheio de gratidão e emoção 💓! Chegámos às 150 mil visualizações no blogue! 🙏✨

Eu gosto de escrever, mas perceber que aquilo que escrevo pode tocar, inspirar e transformar vidas é algo que me emociona profundamente. 🥹❤️

Este marco não significa que sou a melhor, mas mostra-me que vale a pena continuar a escrever e a partilhar aquilo em que acredito: paz, esperança, alegria e sabedoria. O meu desejo é deixar um legado que possa alcançar não apenas o presente, mas também as futuras gerações. 🌱✨

A você, querido (a ) leitor (a), que tem visitado o blogue, lido, partilhado e confiado no nosso trabalho: o meu muito obrigada! ❤️

Continue a visitar e partilhe a página com mais pessoas. Quem sabe, juntos, possamos alcançar cada vez mais vidas com uma mensagem de paz que excede todo o entendimento e sabedoria que vem do alto. 🙏✨

Gratidão pelas 150 mil visualizações! 🥂💓

Que este seja apenas o começo de algo ainda maior. 🌟

sábado, 20 de junho de 2026

PROCEDIMENTOS DOS FILHOS DA LUZ 🕯️



1. A LUZ E AS TREVAS

A Bíblia Sagrada está repleta de palavras sobre a luz. Desde o princípio, no livro de Gênesis, quando Deus criou os céus e a terra, encontramos:

«“No princípio Deus criou os céus e a terra. Era a terra sem forma e vazia; trevas cobriam a face do abismo, e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. Disse Deus: ‘Haja luz’, e houve luz.”

Gênesis 1.1-3»

Mais adiante, no Novo Testamento, encontramos:

«“No princípio era aquele que é a Palavra (Jesus). Ele estava com Deus e era Deus. Ele estava com Deus no princípio. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito. A luz brilha nas trevas, e as trevas não a compreenderam.”

João 1.1-3, 5»

A palavra “trevas”, nesse contexto, significa muito mais do que a ausência de luz. Como vimos em Gênesis 1, Deus separou a luz das trevas e chamou a luz de boa, e não as trevas.

Também podemos observar isso em 1 João:

«“Deus é luz; nele não há treva alguma. Se afirmarmos que temos comunhão com ele, mas andamos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.”

1 João 1.5-7»

2. QUEM SÃO OS FILHOS DA LUZ?

Com certeza, você pode ser filho da luz. O livro de Efésios declara:

«“Porque outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor. Vivam como filhos da luz!” (Efésios 5:8)

Podemos dizer que os filhos da luz são aqueles que abandonaram as trevas, isto é, o pecado, e vivem segundo o Evangelho, cumprindo os princípios instituídos por Deus.


3. OS PRINCÍPIOS INSTITUÍDOS POR DEUS

Mas o que seriam os princípios instituídos por Deus? São verdades imutáveis que orientam o caráter, as escolhas e os relacionamentos.

Entre esses princípios, podemos destacar:

- Amar a Deus acima de todas as coisas;

- Amar o próximo como a si mesmo;

- Praticar a verdade e a justiça;

- Viver de maneira coerente com a fé professada.

Caro leitor, entenda que um princípio bíblico, quando identificado e aceito, torna-se uma verdade interior que governa nossas ações.

A Palavra de Deus é viva e eficaz, mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e as intenções do coração.(Hebreus 4:12)

4. OS FILHOS DA LUZ DEVEM PRATICAR A VERDADE E A JUSTIÇA

É importante que os filhos da luz pratiquem a verdade e a justiça.

É possível que você tenha crescido em um ambiente diferente, no qual havia práticas contrárias aos princípios de Deus. Eu entendo perfeitamente.

Deixe-me contar um testemunho pessoal. Mas, por favor, não se escandalize.

Depois de aceitar Jesus como Senhor e Salvador, não havia em mim um verdadeiro comprometimento como cristã ou como filha de Deus. Havia uma distância tremenda entre o meu estilo de vida na igreja e fora dela.

Ainda que me considerasse filha de Deus, eu continuava bebendo aos sábados e, aos domingos, ia normalmente à igreja. Continuava frequentando ambientes promíscuos, perdendo noites dançando músicas seculares e idolatrando artistas.

Chorava de emoção por um artista em uma noite e, no dia seguinte, chorava de emoção durante o louvor na igreja.

Eu estava sendo falsa?

Não necessariamente. Apenas não tinha conhecimento de que um cristão, independentemente de onde esteja, continua sendo cristão.

Deus não nos chamou para uma vida dupla, marcada por pensamentos e atitudes inconstantes.

Às vezes, você pode estar agindo de forma inocente, mas as consequências das suas atitudes são inevitáveis.


5. ABANDONANDO AS OBRAS DAS TREVAS

A Bíblia Sagrada revela que as obras da carne são manifestas:

«“Imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes.”»

E continua:

«“Eu os advirto, como antes já os adverti: Aqueles que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus.” Gálatas 5:19-21»

Ainda que uma pessoa se considere filha de Deus, não há como viver uma vida de inteira entrega às coisas do mundo e, ao mesmo tempo, afirmar que vive plenamente para Deus.

Por isso, é necessário abandonar as obras das trevas e buscar uma vida de obediência, verdade e santidade.


6. ABANDONAR A MENTIRA E O ENGANO

Nos últimos dias, somos tentados a praticar obras das trevas, como mentir e enganar os outros de maneira fria e calculista, porque ouvimos que Deus só quer o nosso coração.

Entretanto, o apóstolo Paulo, através da Palavra de Deus, exorta a igreja a ser sensível às coisas espirituais, mudando o seu procedimento anterior, agindo com honestidade e rejeitando principalmente a mentira e o engano.

A Palavra diz:

«“Quanto à antiga maneira de viver, vocês foram ensinados a despir-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos, a revestir-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade.”» Efésios 4:22-24

Falar a verdade não deve ser um procedimento momentâneo, mas deve ser o nosso estilo de vida como filhos da luz.

É necessário que cada um abandone a mentira e fale a verdade ao seu próximo, pois todos somos membros de um mesmo corpo.

7. ENFRENTAR A VERDADE

Enfrente a verdade, ainda que isso lhe custe perder algumas pessoas que têm a mentira como base de sobrevivência.

Saia dos grupos de fofocas, contendas e intrigas. Junte-se aos filhos da luz através da mudança da sua posição.

Aceite passar pela dor de enfrentar a verdade. Isso, com certeza, poderá mudar a sua vida.

Você ganhará paz e liberdade.


8. A INTEGRIDADE DOS FILHOS DA LUZ

Os filhos da luz devem demonstrar integridade.

Demonstre, por meio das suas atitudes:

- Bondade;

- Mansidão;

- Longanimidade;

- Temperança;

- Domínio próprio.

Evite:

- Imoralidade sexual;

- Engano;

- Manipulação;

- Avareza;

- Conversas obscenas e tolas.

Aquele que furtava, não furte mais; antes, trabalhe, fazendo algo útil com as próprias mãos, para que tenha o que repartir com quem estiver em necessidade.


9. PALAVRAS QUE EDIFICAM

Nenhuma palavra torpe deve sair da nossa boca, mas somente aquela que for útil para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda graça aos que a ouvem.

Não entristeçam o Espírito Santo de Deus, com o qual vocês foram selados para o dia da redenção.

Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo.


CONCLUSÃO

Ser filho da luz não significa apenas declarar que pertence a Deus. Significa abandonar as obras das trevas, viver segundo a Palavra, praticar a verdade e a justiça, demonstrar integridade e permitir que as nossas atitudes reflitam aquilo que professamos crer.

Que a nossa vida seja um verdadeiro testemunho de que somos filhos da luz.

sábado, 4 de abril de 2026

A CRUCIFICAÇÃO: PARTE DO CUMPRIMENTO DO PROPÓSITO DO FILHO UNIGÉNITO DE DEUS







Base bíblica

Romanos 1:1-6; João 3:16-17; João 14:1-31; João 16:5-11; Actos 1:8; Isaías 53:2-10; Actos 2:2-4; Filipenses 2:5-11; Mateus 16:21-23.


Introdução

O apóstolo Paulo, servo de Cristo Jesus, fala acerca da promessa que Deus havia feito por meio dos profetas nas Escrituras Sagradas, acerca do Seu Filho, Jesus Cristo. Segundo Paulo, Jesus, como homem, era descendente de Davi e, mediante o Espírito de santidade, foi declarado Filho de Deus com poder pela Sua ressurreição dentre os mortos.

Por meio de Jesus Cristo e por causa do Seu nome, recebemos graça e o chamado para levar a mensagem do Evangelho a todas as nações, conduzindo as pessoas à obediência que vem pela fé. E nós também somos chamados a pertencer a Cristo (Romanos 1:1-6).


Em João 3:16-17, encontramos uma das maiores demonstrações do amor de Deus pela humanidade:

“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho unigénito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele.”

 

O propósito do envio do Filho de Deus era a salvação da humanidade, a libertação do pecado e a reconciliação do homem com Deus por meio da Sua morte e ressurreição.

Jesus sabia que o Seu propósito culminaria na cruz. A Sua morte não foi um acidente nem uma derrota inesperada; fazia parte do plano de Deus para a redenção da humanidade.


Jesus sabia que precisava partir

Antes da Sua morte, Jesus preparou os Seus discípulos para a Sua partida. Ele sabia que a Sua presença física entre eles chegaria ao fim, mas também sabia que a Sua partida abriria caminho para a vinda do Consolador, o Espírito Santo.


Jesus disse:

“Não se perturbe o coração de vocês. Creiam em Deus; creiam também em mim. Na casa de meu Pai há muitos aposentos; se não fosse assim, eu teria dito a vocês. Vou preparar lugar para vocês. E, quando eu for e preparar lugar, voltarei e os levarei para mim, para que vocês estejam onde eu estiver.”

E acrescentou:

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.”

Jesus também prometeu o Espírito Santo:

“E eu pedirei ao Pai, e ele dará a vocês outro Conselheiro para estar com vocês para sempre, o Espírito da verdade.”

(João 14:1-3, 6, 16-17)

Portanto, a partida de Jesus não significava o fim da Sua obra. Pelo contrário, fazia parte da continuidade do propósito de Deus.


A igreja chora a morte do Filho unigénito de Deus

Quando era criança, a minha avó levava-me à sua igreja para participar no culto da Sexta-Feira Santa. Era considerado um dos cultos mais importantes, porque se pregava sobre a morte de Cristo.

O culto era carregado de muita emoção, pois se falava intensamente das dores que o nosso Senhor Jesus Cristo sofreu durante a crucificação.

Lembro-me de que, quando chegavam as 15 horas, toda a igreja começava a chorar 😭, como se Cristo estivesse a ser crucificado naquele momento.

Na minha inocência de criança, eu perguntava:

“Será que Jesus morreu outra vez? E desta vez não haverá ressurreição?”


Hoje, olhando para aquela experiência com mais entendimento das Escrituras, surge em mim uma reflexão:

Será que a morte de Cristo deve ser lembrada apenas com tristeza ou também deve ser contemplada à luz da vitória que ela produziu?

Não podemos negar a dor, o sofrimento e a gravidade da cruz. Mas também não podemos esquecer que a cruz não foi o fim da história.


Era necessário que Jesus partisse

Em João 16:5-11, Jesus explicou aos Seus discípulos que a Sua partida seria necessária:

“Mas eu afirmo que é para o bem de vocês que eu vou. Se eu não for, o Conselheiro não virá para vocês; mas, se eu for, eu o enviarei.”

Jesus estava a preparar os discípulos para compreenderem que a Sua partida fazia parte de um propósito maior.

Era necessário que Jesus fosse para que o Espírito Santo viesse sobre os Seus discípulos.

Em Actos 1:8, Jesus declarou:

“Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra.”

Surge então uma pergunta:

Como seríamos testemunhas de Cristo se Ele não tivesse cumprido o Seu propósito?

A morte e a ressurreição de Jesus abriram caminho para uma nova etapa da missão dos Seus discípulos.


O cumprimento da promessa do Espírito Santo

Depois da morte, ressurreição e ascensão de Cristo, os discípulos continuaram reunidos, dando continuidade à missão que Jesus lhes havia confiado.

Em Actos 2:2-4, encontramos o cumprimento da promessa da descida do Espírito Santo:

“De repente veio do céu um som, como de um vento muito forte, e encheu toda a casa na qual estavam assentados. E viram o que parecia línguas de fogo, que se separaram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito os capacitava.”

Aqui vemos que a obra de Cristo não terminou na cruz.

A cruz conduziu à ressurreição; a ressurreição conduziu à exaltação; e a exaltação abriu caminho para o derramamento do Espírito Santo e para a expansão do Evangelho.


Cristo veio para cumprir as profecias

Importa também compreender que Jesus veio para cumprir aquilo que havia sido anunciado nas Escrituras.

Em Isaías 53 encontramos uma profecia profunda acerca do sofrimento e do propósito do Messias:

“Ele não tinha qualquer beleza ou majestade que nos atraísse, nada havia em sua aparência para que o desejássemos. Foi desprezado e rejeitado pelos homens, um homem de dores e experimentado no sofrimento.”

O profeta continua:

“Mas ele foi traspassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados.”

E ainda:

“Como um cordeiro, foi levado para o matadouro; e, como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca.”

(Isaías 53:2-10)

Desde o início desta reflexão, percebemos que aquilo que foi escrito, profetizado e anunciado apontava para a missão redentora de Cristo.

A cruz fazia parte do propósito.


Devemos chorar ou celebrar?

É neste ponto que surge uma questão que considero importante:

A Igreja deve apenas chorar pela morte de Cristo ou também deve celebrar porque Ele cumpriu perfeitamente o propósito para o qual veio?

Tenho acompanhado algumas ministrações sobre a morte de Cristo e, em alguns momentos, parece haver uma ênfase tão grande na tristeza da crucificação que se perde de vista a vitória que a cruz representa.

Não se trata de desvalorizar o sofrimento de Jesus. Pelo contrário, devemos reconhecer a profundidade do Seu sacrifício.

Mas precisamos compreender que Jesus não foi derrotado na cruz. Ele entregou a Sua vida voluntariamente e cumpriu a missão que o Pai lhe confiou.

Por meio do Seu sacrifício, fomos reconciliados com Deus e recebemos a esperança da vida eterna.

A cruz representa sofrimento, mas também representa amor, redenção, reconciliação, vitória e cumprimento do propósito de Deus.


Jesus explicou aos discípulos a Sua morte

Em Mateus 16:21-23, Jesus começou a explicar aos Seus discípulos que era necessário ir a Jerusalém, sofrer nas mãos dos líderes religiosos, ser morto e ressuscitar ao terceiro dia.

Pedro, porém, chamou Jesus à parte e começou a repreendê-lo:

“Nunca, Senhor! Isso nunca te acontecerá!”

Jesus respondeu:

“Para trás de mim, Satanás! Você é uma pedra de tropeço para mim, e não pensa nas coisas de Deus, mas nas dos homens.”

Essa passagem merece a nossa atenção.

Pedro não queria aceitar que Jesus sofresse e morresse. Humanamente, parecia absurdo permitir que alguém tão importante passasse por tamanho sofrimento.

Mas Jesus mostrou que aquela oposição estava a tentar impedir o cumprimento do propósito de Deus.

Isso leva-nos a uma reflexão:


Quando nos recusamos a aceitar aquilo que Deus determinou dentro do Seu propósito, será que não corremos o risco de olhar apenas para a dor momentânea e perder de vista a vitória que Deus está a produzir?

Jesus sabia que a cruz era necessária.


A oração de Jesus pelos discípulos

Quando chegou a hora de partir, Jesus também orou pelos Seus discípulos:

“Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do Maligno. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como me enviaste ao mundo, eu os enviei ao mundo. Em favor deles eu me santifico, para que também eles sejam santificados pela verdade.” (João 17:15, 17-19)

 

Jesus estava a concluir a Sua missão terrena e, ao mesmo tempo, a preparar os Seus discípulos para continuarem a obra.

A Sua morte não significaria o encerramento da missão.

A missão continuaria através daqueles que Ele enviaria.


A vitória da cruz

Jesus Cristo cumpriu o propósito para o qual veio.

Ele não permaneceu na morte.

Ele ressuscitou.

Ele venceu a morte.

Ele foi exaltado.

E o Seu nome foi colocado acima de todo nome.

Filipenses 2:5-11 declara:

“Embora sendo Deus, não considerou que ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz!”

E então vem a parte gloriosa:

“Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.”

(Filipenses 2:5-11)


Conclusão

Jesus venceu na cruz.

Por isso, quando contemplamos a crucificação, não devemos ficar apenas presos à dor daquele momento. Devemos também olhar para aquilo que aconteceu depois:

Ele morreu, mas ressuscitou.
Foi humilhado, mas foi exaltado.

Foi rejeitado, mas recebeu o nome que está acima de todo nome.
Foi à cruz, mas venceu a morte.

Por isso, a cruz não deve ser apenas um símbolo de tristeza.

A cruz é também o testemunho do amor de Deus, da obediência de Cristo e da vitória sobre o pecado e a morte.

Precisamos, portanto, celebrar não a morte em si, mas a vitória que Cristo alcançou através da Sua morte e ressurreição.

E esta vitória também nos chama a uma responsabilidade.

Cristo cumpriu com sucesso o propósito que Deus lhe confiou.


E você? E eu?

Será que estamos a viver de maneira alinhada com o propósito que Deus nos confiou nesta terra?

Será que estamos dispostos a obedecer, mesmo quando o caminho exige sacrifício?

Será que estamos a permitir que o Espírito Santo nos capacite para sermos testemunhas de Cristo?

Jesus cumpriu o Seu propósito.

Agora, precisamos perguntar a nós mesmos: estamos a cumprir o propósito que Deus colocou nas nossas vidas?

🙏 Que a nossa vida não seja apenas uma celebração daquilo que Cristo fez, mas também uma resposta de obediência àquilo que Ele nos chamou para fazer.


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domingo, 29 de março de 2026

A IMPORTÂNCIA DE PERMITIR A INFLUÊNCIA DO ESPÍRITO SANTO

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O ESPÍRITO SANTO INFLUENCIANDO A MINHA FAMÍLIA 



Bases bíblicas: Mateus 4:1, 4; Marcos 3:13; Actos 1:2

JESUS: UM EXEMPLO DE VIDA DIRIGIDA PELO ESPÍRITO SANTO

Quando Jesus morreu e ressuscitou, apareceu aos Seus discípulos. Já não era apenas o Jesus que caminhava com eles anteriormente, mas manifestava uma dimensão mais profunda, trazendo ensino e revelação de outro nível.

Em João 5:19 está escrito:

“Em verdade, em verdade vos digo que o Filho nada pode fazer de si mesmo; faz somente o que vê o Pai fazer, porque tudo quanto Ele faz, o Filho o faz igualmente.”

Tudo o que Jesus fazia era resultado daquilo que via o Pai fazer. O Espírito Santo foi quem O conduziu ao deserto, mostrando que a Sua vida era totalmente dirigida pelo Espírito.

O Espírito Santo pode conduzir alguém ao casamento, mas isso não significa que irá liderar dentro dele, caso não haja entrega e liberdade para que influencie cada decisão.

Jesus ensinava pelo poder do Espírito Santo. Diante de Pilatos, foi o Espírito Santo quem O sustentou, levando-O a permanecer em silêncio quando era questionado. Em todas as áreas e dimensões da Sua vida, o Espírito Santo estava presente.

A IMPORTÂNCIA DE PERMITIR A INFLUÊNCIA DO ESPÍRITO SANTO

Muitos têm facilidade em aceitar a direcção do Espírito Santo nas coisas simples, mas resistem nas difíceis. Há quem limite o Espírito Santo apenas à revelação, sem permitir a Sua manifestação plena na sua vida.

Sem o Espírito Santo, por mais graça que exista, nada se sustenta. Pedro, sem o Espírito, não manifestaria poder ao ponto de curar enfermos até com a sua sombra.

Existem situações das quais se foge, e a raiz disso é a ausência da influência do Espírito Santo.

Quando Pedro se levantou no dia de Pentecostes, foi pela influência do Espírito Santo que a sua palavra tocou os corações e levou muitos a interessarem-se por Jesus.

O Espírito Santo foi quem enraizou o ministério de Jesus, e essa mesma influência foi transmitida aos apóstolos. Pedro, cheio do 

Espírito Santo, falava ao povo com autoridade, e a sua forma de falar revelava quem o influenciava. Pela fala, torna-se evidente qual espírito está a conduzir a vida.

O Espírito Santo é real. Ele deseja influenciar a sua vida. Ele não é alguém distante, mas Ele é alguém próximo, presente, disposto a ajudá-lo nas suas fraquezas, mesmo naquelas que você tenta esconder.

Ele quer direccionar a sua vida e influenciar a sua família. Ele quer revelar coisas ocultas, mistérios profundos que você ainda não conhece. Ele quer trazer luz onde há confusão, clareza onde há dúvida e paz onde há inquietação. Ele quer ser o seu amigo constante, aquele que permanece em todos os momentos nos dias bons e nos dias difíceis.

‎Oração:

- “Santo Espírito, lidere e influencie a minha vida e a vida da minha família”;

- “Santo Espírito, mude a minha maneira de pensar e agir em nome de Jesus”; 

- “Santo Espírito, eu saio do lugar de juiz e vítima, e me coloco no lugar de filho de Deus”; 

- Hoje, eu saio do lugar de egoísta e dos lugares escuros da minha alma, em nome de Jesus”.


Profetisa Ana Yeshua 

29.03.26

Ministério Tabernáculo de Oração 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

COMO CONSERVAR A LIBERDADE CRISTÃ?




Já que estou em Cristo sou livre para pecar? 


Liberdade não é licença para pecar, mas um chamado para viver segundo o Espírito

A Bíblia Sagrada revela:

«“Tudo é permitido”, mas nem tudo convém. “Tudo é permitido”, mas nem tudo edifica. (1 Coríntios 10:23)»

O facto de uma pessoa pertencer a uma igreja significa que ela está autorizada a praticar o pecado deliberadamente?

Será que a liberdade cristã nos dá permissão para fazer tudo aquilo que desejamos?

Hoje vamos refletir sobre como conservar a liberdade cristã.

O que é liberdade?

A palavra liberdade tem origem no latim libertas e refere-se à condição de um indivíduo que possui o direito de fazer escolhas de acordo com a sua própria vontade.

A liberdade é também um dos temas estudados na disciplina de Filosofia. Aristóteles relaciona a liberdade com a possibilidade de realizar escolhas orientadas pela vontade.

Entretanto, a verdadeira liberdade deve ser acompanhada pelo conhecimento, responsabilidade e discernimento.

O que é liberdade cristã?

A liberdade cristã está relacionada com a libertação do poder do pecado por meio da fé em Cristo.

Jesus disse:

«“E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará.”(João 8:32)»

Em Cristo, somos chamados a viver em liberdade. Temos capacidade de fazer escolhas, mas essa liberdade não deve ser utilizada como desculpa para praticar o pecado.

A liberdade cristã não significa fazer tudo o que queremos. Significa ter liberdade para escolher aquilo que agrada a Deus.

As Escrituras chamam a nossa atenção para o perigo de rejeitarmos o conhecimento de Deus:

«“Já que desprezaram o conhecimento de Deus, ele os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem o que não deviam.” (Romanos 1:28)»

Por isso, precisamos compreender que ser cristão não significa apenas frequentar uma igreja. A vida cristã deve ser acompanhada por uma transformação de comportamento e de atitudes.

A seguir, veremos o exemplo de uma mulher que se considera cristã, mas continua vivendo de acordo com padrões que entram em conflito com os princípios da sua fé.

Conheça Celeste e o gozo da liberdade cristã

Factos reais

Celeste é uma mulher de 40 anos, casada e mãe de três filhos. Apesar de ter aceitado Jesus como seu Senhor e Salvador, continua sendo uma pessoa que pratica fofocas e provoca dissensões no seio familiar, na comunidade e na igreja onde congrega.

Vários irmãos já deixaram a igreja por causa de informações falsas que Celeste colocou em circulação.

Celeste é muito simpática com todos e, por isso, consegue facilmente fazer amizades com diferentes pessoas. No entanto, a sua fraqueza em relação à fofoca acaba provocando conflitos e divisões na comunidade.

Parte do trabalho voluntário que Celeste desenvolve na igreja inclui a preparação dos cultos. Às cinco horas da manhã, antes de ir para o trabalho, ela dirige o culto matinal com a participação de algumas irmãs intercessoras.

Porém, às dezoito horas, depois do trabalho, reúne-se com um grupo de amigas chamado “Forever”, onde conversam, bebem e dançam ao som de músicas seculares cujos conteúdos deixam muito a desejar. O lema do grupo é:

«“A vida é uma só: o gozo é na terra e o descanso no céu.”»

Celeste é casada, mas o seu marido não é cristão. No entanto, ele nunca a proibiu de frequentar a igreja, pois acredita que a igreja é o lugar onde se encontram pessoas que poderão organizar o funeral quando alguém da família morrer.

Apesar dos esforços que faz para impressionar os líderes da sua igreja, Celeste não tem paz.

Todos os dias precisa lidar com problemas que, consciente ou inconscientemente, são causados por ela.

Ao chegar a casa, depois de um dia cansativo, não consegue controlar as suas emoções. Por vezes, grita com os filhos e profere insultos.

Quando os filhos questionam o seu comportamento, ela responde:

«“Não me faça sair do espírito, Satanás! A casa é minha e os incomodados que se retirem. Eu sou filha de Deus e não é por acaso que sirvo na igreja. Quem é você para falar assim comigo? Tenha mais respeito!”»

Os filhos de Celeste já não a respeitam como deveriam, pois consideram-na uma pessoa irresponsável devido à maneira como vive e àquilo que percebem como uma espécie de dupla personalidade.

Estamos diante de uma situação que pode ser vivenciada por muitas pessoas que frequentam uma igreja e, ao mesmo tempo, utilizam a liberdade cristã de maneira equivocada.

Mas surge a pergunta:

Como conservar a liberdade cristã?

Base bíblica

Para esta reflexão, podemos considerar as seguintes referências bíblicas:

- Provérbios 3:35; 12:20; 26:28
- João 8:32
- Gálatas 5 e 6
- Efésios 2:1-8, 10
- Romanos 6:1-23

Exortação para conservar a liberdade cristã

A Bíblia revela que, se estamos em Cristo Jesus, devemos permanecer firmes e não voltar a colocar-nos debaixo do jugo da escravidão do pecado.

Se fomos chamados à liberdade, não devemos usar essa liberdade como oportunidade para satisfazer os desejos da carne. Pelo contrário, devemos servir uns aos outros em amor.

Mortos para o pecado e vivos para Deus

Todos fomos batizados em Jesus Cristo e, por meio do batismo, fomos identificados com a sua morte.

Fomos sepultados com Ele pelo batismo na morte, para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, também nós andemos em novidade de vida.

Isso significa que o nosso velho homem foi crucificado com Cristo, para que o corpo do pecado fosse destruído e não continuássemos a servir ao pecado.

Aquele que morreu está justificado do pecado.

Se morremos com Cristo, cremos que também com Ele viveremos.

Cristo ressuscitou, e a morte já não tem domínio sobre Ele. Ele morreu para o pecado e vive para Deus.

Da mesma forma, aqueles que seguem a Cristo são chamados a morrer para o pecado e a viver para Deus.

Já não devemos ser controlados pelo pecado. Devemos apresentar-nos a Deus como pessoas vivas, oferecendo os nossos membros como instrumentos de justiça.

Isso acontece porque estamos debaixo da graça. Estar debaixo da graça não significa ter autorização para pecar. Pelo contrário, fomos libertos do pecado e feitos servos da justiça. Fomos libertos do pecado para servir a Deus, e os nossos frutos devem conduzir à santificação, tendo como fim a vida eterna.

 «“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Romanos 6:23)»

As obras da carne e o fruto do Espírito

A Bíblia ensina que existe uma diferença entre as obras da carne e o fruto do Espírito.

As Escrituras nos ensinam a andar no Espírito e a não satisfazer os desejos da carne.

«“Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes se opõem um ao outro.”»

Por isso, precisamos permanecer firmes e seguir os princípios da Palavra de Deus.

Entre as obras da carne estão:

- imoralidade sexual;
- impureza e libertinagem;
- idolatria e feitiçaria;
- ódio;
- discórdia;
- ciúmes;
- ira;
- egoísmo;
- dissensões;
- facções;
- inveja;
- embriaguez;
- orgias e coisas semelhantes.

A Palavra de Deus alerta que aqueles que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus.

O fruto do Espírito

Em contraste com as obras da carne, encontramos o fruto do Espírito:

- amor;
- alegria;
- paz;
- paciência;
- amabilidade;
- bondade;
- fidelidade.

Aqueles que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e os seus desejos. Por isso, precisamos examinar constantemente os nossos atos.

Se existe alguma coisa errada em nós, devemos lutar para mudar.

Se percebemos que estamos sendo dominados pelo orgulho, pela ira, pelas dissensões ou por qualquer outra obra da carne, precisamos procurar vencer essas atitudes.

A vida cristã exige transformação contínua.
  Não basta dizer que somos cristãos. Precisamos viver como cristãos.

O que estamos semeando?

A Bíblia nos lembra: «“De Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá.”»

Quem semeia para a carne colherá destruição; mas quem semeia para o Espírito colherá a vida eterna.

Por isso, não devemos cansar-nos de fazer o bem, porque, no tempo certo, colheremos, se não desanimarmos

Conclusão

«“No coração dos que maquinam o mal há engano.” (Provérbios 12:20)»

Uma pessoa que pratica continuamente o mal acaba encontrando consequências nas próprias escolhas. O mal que ela planeia e pratica pode tornar-se a sua própria ruína.

A Bíblia revela que Cristo nos vivificou quando estávamos mortos em ofensas e pecados.

Anteriormente, todos nós vivíamos segundo os desejos da carne, seguindo as nossas vontades e pensamentos.

Todavia, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos vida juntamente com Cristo quando ainda estávamos mortos em transgressões.

Fomos salvos pela graça.

Deus nos ressuscitou com Cristo e nos fez assentar com Ele nas regiões celestiais, em Cristo Jesus, para demonstrar a riqueza da sua graça e da sua bondade para connosco.

Porque somos criação de Deus, realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou anteriormente para que as praticássemos. (Efésios 2:1-8, 10)

Celeste é apenas um exemplo de pessoas que podem frequentar uma igreja e, ao mesmo tempo, utilizar a liberdade cristã como justificativa para continuar na prática do pecado.

Entretanto, a Palavra de Deus nos chama a uma vida diferente.

Afinal, o que é liberdade Cristã?

Liberdade cristã é ser livre do domínio do pecado, da culpa e da condenação por meio de Cristo.

Não é liberdade para viver na libertinagem.

Não é liberdade para satisfazer todos os desejos da carne.

Não é liberdade para fazer tudo aquilo que queremos.

É liberdade para amar, servir e glorificar a Deus.

É liberdade para edificar outras pessoas.

É liberdade de consciência para viver segundo o Espírito.

É escolher servir por amor, e não usar a liberdade como pretexto para praticar a imoralidade ou desobedecer aos princípios de Deus.

A verdadeira liberdade cristã não nos afasta de Deus; aproxima-nos Dele.

Por isso, precisamos vigiar a nossa vida, examinar as nossas atitudes e permitir que o Espírito Santo produza em nós os seus frutos.

Celeste precisa lutar para vencer aquilo que ainda domina a sua vida e permitir que o fruto do Espírito seja manifestado nas suas atitudes, nas suas palavras, na sua família e na sua relação com Deus.

E nós também precisamos fazer o mesmo.

Que tipo de liberdade estamos a viver?

A liberdade para fazer tudo o que queremos ou a liberdade para escolher aquilo que agrada a Deus?

Essa é uma pergunta que cada cristão precisa responder diariamente.

Que Deus nos ajude a conservar a nossa liberdade cristã e a viver de maneira digna do chamado que recebemos. 🙏❤️

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

ENTRANDO PELAS PORTAS DE DEUS COM GRATIDÃO

           







Introdução

Sempre acreditei no amor de Deus, porque a Bíblia nos revela que:

«“Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3:16»

Deus demonstra o seu amor pela humanidade fazendo um sacrifício jamais visto: a entrega do seu Filho amado para morrer pelos pecadores, dos quais eu também faço parte.


O rei Davi reconheceu a grandeza de Deus:

«“Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe, o mundo e os que nele vivem; pois foi ele quem a estabeleceu sobre os mares e a firmou sobre as águas. Abram-se, ó portais; abram-se, ó portas antigas, para que o Rei da Glória entre.” Salmos 24:1-2,7»

Às vezes, passamos por vários problemas difíceis, nos quais procuramos soluções sem sucesso. Porém, o coração só desperta quando percebemos que não há ninguém que possa resolver determinada situação além do sobrenatural.

É então que nos damos conta da nossa dependência daquele que é o Rei da Glória, o poderoso na batalha.

Certamente, você já esteve numa situação em que bateu a várias portas, mas ninguém abriu. Ligou para as pessoas em quem mais confiava e elas também não atenderam, ou a resposta foi: “Neste momento, não podemos ajudar.”

Procurou os líderes da sua igreja e a resposta foi: “Ore. Fale com Deus. Somente Ele tem a resposta.”

Quando todas as fontes secam, damos conta de que somente Jesus é a fonte da vida, a nossa alegria e a nossa única satisfação. Ele é a nossa esperança e a nossa paz.

Às vezes, semeamos com tristeza e com dor no coração, mas é com alegria que colheremos os frutos.

É com grande alegria e satisfação que escrevo este testemunho para dar graças ao meu Bom Pastor, aquele que deu a vida pelas ovelhas.

Não é sobre conquistas materiais, promoção no trabalho, casamento ou o fechamento de um grande negócio que escrevo. Pois a Palavra diz:

«“Mas também nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança, um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança. E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou o seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu.” Romanos 5:3-5»


Quando as respostas não são aquelas que esperamos


Ao longo das nossas vidas, vamos compreender que existirão momentos em que Deus não dará uma resposta positiva ou não permitirá que o milagre aconteça da forma como esperamos, porque poderá usar as nossas vidas como exemplo de perseverança em meio à dor e aos desafios desta terra.

Paulo dizia que a tribulação produz perseverança, e é na perseverança que o nosso caráter é forjado e transformado para aquilo que Deus pensou acerca das nossas vidas.

Ao longo do ano de 2025, aprendi, pela experiência, que nem tudo o que pedimos ao Senhor nos será concedido, porque, às vezes, os nossos pedidos são contrários à vontade de Deus e ao propósito estabelecido por Ele para as nossas vidas.


Em Salmos 55:22, a Palavra diz:

«“Entregue suas preocupações ao Senhor, e ele o susterá; jamais permitirá que o justo venha a cair.”»

O ano iniciou cheio de planos e várias expectativas. Porém, ao longo do percurso, fiquei doente e tive de ser internada no hospital.

Naquele lugar, percebi que o maior clamor é por mais um dia de vida.

No leito do hospital, não há exibição de carros, celulares, roupas de marca ou mesmo dinheiro, porque ninguém tem tempo para isso.


O maior pedido é:

“Senhor, cura-me! Tira-me daqui! Permite que eu veja a minha família por mais um dia.”

Naquele lugar, vi pessoas que estavam em situações mais graves e outras nem tanto. Na verdade, o que estava em jogo não era competição, mas comunhão.

Todos falávamos a mesma língua.

E, ainda que não nos conhecêssemos, orávamos umas pelas outras.

Não foi tanto tempo que lá fiquei, mas foi o suficiente para ter uma das maiores experiências da minha vida.

Compreendi que, afinal, a vida não é sobre o material, nem sobre selfies, porque ninguém estava interessado em notificar outra pessoa sobre o seu real estado.

Foi então que me lembrei do livro de Eclesiastes:

«“E melhor do que uns e outros é aquele que ainda não é, e que não viu as más obras que se fazem debaixo do sol. Também vi que todo trabalho e toda destreza em obras provêm da inveja que o homem tem do seu próximo, e isso também é vaidade e desejo vão.” Eclesiastes 4:3-4»

Quando chegamos ao limite, compreendemos que, afinal, tudo é vaidade e que o que realmente importa é o nosso “eu” diante do Criador.

Amado irmão, amada irmã, quando chegar o momento da prestação de contas, será você e Deus — e mais nada.

O seu esposo ou a sua esposa não estará consigo. O seu carro também não será permitido. Aquele fato ou vestido de que tanto gosta será doado ou então jogado no lixo, e você nem terá a oportunidade de escolher a última roupa para cobrir a sua nudez.


Porque não é sobre posses ou bens materiais. É sobre nós mesmos. É sobre a nossa essência.


Dando continuidade à experiência no hospital:

 Fui submetida aos exames e, posteriormente, ao tratamento.

Quero louvar a Deus pela vida dos profissionais de saúde, que têm dado as suas vidas para salvar outras pessoas.

Gosto do lema que diz: “O nosso maior valor é a vida.”

Na sala de tratamento, olhei para o alto, pedindo socorro ao meu Deus. Daí, senti uma forte necessidade de fazer a leitura do Livro da Vida, a Bíblia Sagrada.

O Espírito Santo conduziu-me até ao livro de Mateus 8:2-4, que me revelou que um leproso se prostrou diante de Jesus e o adorou, dizendo:

«“Senhor, se quiseres, podes purificar-me.”»

E, de seguida, Jesus respondeu: «“Quero. Seja purificado.”»

Aquele homem aproximou-se de Jesus reconhecendo a sua autoridade e demonstrando fé. Aquela passagem falou profundamente ao meu coração. Compreendi que a adoração e a oração nos aproximam de Deus e permitem que reconheçamos a sua soberania sobre as nossas vidas.

Quando eu já não conseguia fazer mais nada, quando a dor era mais intensa, quando os meus membros superiores e inferiores já não me obedeciam mais, parei de implorar pela cura e comecei a dar graças a Deus.

Porque, ainda que sentisse as dores, o meu coração continuava batendo.

Foi daí que entendi que ainda havia esperança de vida. Mas algo faltava em mim para que a situação fosse transformada.

O que estava faltando?

Talvez faltasse o reconhecimento de que, sem a vontade de Deus, nada poderia mudar.

Porque quem dá a última palavra não é o médico, o curandeiro ou a família, mas Deus.

Às vezes, pensamos que somos autossuficientes, e Deus permite certas situações para mostrar-nos que somos dependentes dEle e que, sem Ele, nada podemos fazer.

A Palavra de Deus diz:

«“Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Romanos 12:2»

A vontade de Deus ultrapassa qualquer fenómeno natural ou biológico.

Comecei a salmodiar:

«“Senhor, tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe. Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas! Digo isso com convicção.” Salmos 139:13-14»

Dei graças pelo privilégio de ser filha de Deus, mas também pela oportunidade que Ele me concedeu de perceber que, afinal, não sou autossuficiente.

Preciso da mão protetora de Deus para continuar seguindo.

Quando acabam as esperanças quanto ao homem, começa a manifestação da glória de Deus nas nossas vidas.

A gratidão me fez levantar

A gratidão fez-me acessar a cura e vi a mão do Senhor a levantar-me e a dizer:

“Filha, continue seguindo.”

Naquele instante, levantei-me e, ainda que o meu corpo estivesse frágil, já conseguia dar alguns passos firmes.

Continuei louvando ao Senhor pela restauração da minha saúde. 💖

Tudo o que eu queria era contar ao mundo que, afinal, não somos auto suficientes.

Em qualquer momento e em qualquer lugar, a cortina pode fechar-se.


E a questão que fica é: Você está preparado?


Faltando poucos dias para o fim do ano de 2025, não posso deixar de dar graças a Deus, pois a Palavra de Deus, no livro de Salmos, fala-nos sobre a necessidade de dar graças a Deus em todo o tempo.

«“Aclamem o Senhor todos os habitantes da terra! Prestem culto ao Senhor com alegria; entrem na sua presença com cânticos alegres. Reconheçam que o Senhor é o nosso Deus. Ele nos fez e somos dele: somos o seu povo, e rebanho do seu pastoreio. Entrem por suas portas com ações de graças e em seus átrios com louvor; deem-lhe graças e bendigam o seu nome. Pois o Senhor é bom e o seu amor leal é eterno; a sua fidelidade permanece por todas as gerações. ”Salmos 100:1-5»

Nessa perspectiva, vim dar graças ao Senhor pelo início de uma nova estação na minha vida. Gratidão! 🙏❤️

Quero que você saiba que, em meio à dor, compreendi que a saúde é a minha maior riqueza.

O ano de 2025 foi um ano de muitos desafios. Contudo, continuo em pé. Por isso, vim agradecer a Deus pelo dom da vida e, principalmente, pela minha saúde restaurada.


Os meus motivos de gratidão


Gratidão a Jesus pelos milagres concedidos.

Só eu sei quantos milagres foram necessários para chegar até ao mês de dezembro com a saúde restaurada.

Gratidão pelas minhas pernas e pelas minhas mãos.

Gratidão pela vida da minha mãe. ❤️

Gratidão pela vida da minha filha. ❤️

Gratidão pela vida dos meus irmãos e de toda a minha família.

Muito obrigada a toda a minha família, pois desempenhou um papel preponderante na minha vida no ano de 2025.

Fiquei impossibilitada de trabalhar. No entanto, vi a mão de Deus manifestar-se de forma poderosa em mim. Gratidão! 🙏❤️

Gratidão por ter tido mais tempo para ficar com a minha família.

Sou grata pelo facto de a minha vida ter ganho mais sentido graças ao tempo livre que tive.

Sou grata por ter estado empregada durante a maior parte da minha vida e pela experiência que adquiri.

Sou grata por haver emprego no mercado e por novas vagas surgirem a cada dia.

Sou grata por todas as coisas que aprendi quando me candidatei a vagas e nas entrevistas de emprego que fiz.

Sou grata por ter tido saúde para trabalhar e pelas experiências adquiridas ao longo dos anos.

Sou grata pelas empresas e pelos cargos que ocupei ao longo dos anos.

Sou grata pelo incentivo e apoio da minha família enquanto estive impossibilitada de realizar qualquer trabalho.

Sou grata pela oportunidade que tive de descansar, pois estava a precisar disso.

Sou grata pelo tempo que me foi concedido, porque percebi que a minha família precisava de mim.

Existem coisas que o dinheiro não compra e existem assuntos que, à distância, não são possíveis de resolver.

Por ter tido a oportunidade de cuidar de mim e da minha família, eu agradeço.

Não sei quanto seria necessário pagar a Deus pelo ar que respiro desde que nasci. Só sei que continuo respirando. Por isso, não tenho valor suficiente para pagar a Deus por tudo o que Ele tem feito na minha vida.

Só sei dizer:

Obrigada.

Obrigada.

Muito obrigada, Senhor! 🙏❤️

E sobre o resto, falamos em secreto. 🙌

GRATIDÃO, PAI! 🙏❤️






sábado, 27 de setembro de 2025

SEGREDOS PARA CAPTAR UMA GRAÇA


Compreender a graça é essencial, pois tudo quanto você deseja alcançar ou que Deus deseja realizar em si depende dela. Deus envia a graça em tempos determinados, e cabe a si discerni -la, não permitindo que saia sem se manifestar plenamente na sua vida.

Abraão é um exemplo vivo: a promessa já existia, mas só quando recebeu os visitantes e os serviu é que a graça começou a agir. A graça não está à venda, mas possui formas espirituais de troca, e cada promessa exige reconhecer e valorizar quem a traz.

Existem quatro formas principais para captar a graça na vida de um ungido/a, de acordo com a maneira como ela se manifesta:

1. Honra

A graça não permanece onde não há honra. Pode até entrar, mas jamais permanecerá num ambiente que não a valorize. A graça não depende apenas de quem a traz, mas sobretudo de quem a recebe com reverência, respeito e coração submisso a Deus.

2. Fé

A Bíblia, em João 1:12, declara: “Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus”.

Deus envia a graça para cumprir promessas. Algumas vezes ela chega até si; outras vezes exige que você se aproxime com fé activa, confiando que aquilo que é invisível está sendo realizado no seu espírito.

3. Contacto (três formas)

Toque:

Há graças que só se manifestam quando você toca nelas em fé viva, assim como a mulher com fluxo de sangue tocou a orla das vestes de Jesus. Ele declarou: “Alguém me tocou, porque de mim saiu virtude”.

Visão:

Algumas graças são despertadas ao observar a unção de Deus em alguém. Ver a manifestação do Espírito, os sinais e milagres que Deus opera, activa a mesma graça no seu espírito. Eliseu recebeu a porção dobrada apenas quando viu Elias ser tomado. Assistir à obra de Deus em outros desperta fé e libera graça em quem observa.

Ouvir:

A graça também se transmite pelo ouvir. Ouvir a ministração de um ungido, a Palavra de Deus, cânticos, orações ou mensagens espirituais em áudio e vídeo pode liberar unção e ativar a graça sobre si.

Exemplo: Maria foi ao encontro de Isabel, e ao saudá-la, a criança no ventre saltou; ambas foram cheias do Espírito Santo. Assim também acontece na Igreja: a fé se manifesta quando se sente o poder de Deus fluir através do portador da graça, como Jesus disse: “Saiu poder de mim, porque alguém me tocou”.

4. Plantar

Plantar, em Deus, significa depositar com fé, amor e generosidade, preparando, desta forma, um terreno fértil para que a graça de Deus se manifeste. Cada acto de bondade, oração, serviço ou sacrifício cria condições para o sobrenatural agir. A colheita pode não ser imediata, mas Deus recompensa cada semeadura feita em obediência.

A graça é enviada por Deus para cumprir promessas, mas para captá- la é necessário honrar, crer, tocar, assistir, ouvir e semear com fé.

#OraVemSenhorJesus

Ministério Tabernáculo de Oração raiz de Davi, 21.09.25


segunda-feira, 1 de setembro de 2025

DE QUEM É A CULPA? Antes de Julgar Conheça a história



“Não julguem apenas pela aparência, mas façam julgamentos justos” (João 7:24)

 

DE QUEM É A CULPA?

Antes de julgar, conheça a história

«“É muito fácil julgar aquilo que os nossos olhos conseguem ver. Difícil é compreender aquilo que o coração do outro precisou suportar.”»

Você já olhou para alguém e pensou: “Como essa pessoa consegue viver assim?”

Já perguntou por que alguém tomou determinada decisão?

Já criticou alguém pela sua aparência, pelo seu comportamento, pela sua profissão ou pelas escolhas que fez?

Agora pare por um instante e pense:

Será que conhecemos realmente a história dessa pessoa?

É exatamente aqui que começa a história de Biba.

A história de Biba

Biba é uma jovem de 28 anos, solteira e mãe de quatro filhos. Vive na província da Zambézia, na cidade de Mocuba, num condomínio onde vivem várias mulheres trabalhadoras do sexo.

Para sustentar os seus filhos e satisfazer as suas necessidades básicas, Biba sai diariamente à procura de clientes. Ela assumiu a vida que leva e já não sente vergonha de falar sobre o seu trabalho.

Próximo da sua residência existe um restaurante e bar. Todos os dias, por volta das 12 horas, Biba vai até lá à procura de potenciais clientes, entre homens casados e solteiros que frequentam o estabelecimento.

Nos dias de maior movimento, chega a atender mais de 20 homens durante o fim de semana. Nos dias de menor movimento, consegue entre dois e cinco clientes.

Certo dia, porém, o movimento estava fraco.

Biba estava cansada, estressada e preocupada com várias necessidades que precisava resolver.

Foi então que apareceu um homem misterioso.

Ele já conhecia Biba de vista. Frequentemente a observava naquele lugar, passando de mesa em mesa à procura de clientes. Também sabia que naquela região havia um ambiente frequentado por várias mulheres trabalhadoras do sexo.

Naquele dia, quando Biba se aproximou da mesa dele, o homem disse:

— Biba, hoje eu quero...

Ela respirou fundo. Não esperava que aquele homem fosse aceitar a sua proposta, pois, pela maneira como se apresentava, parecia ser alguém responsável e completamente deslocado daquele ambiente.

Mas Biba precisava de dinheiro.

Ela perguntou:

— Tem algum lugar privado da sua preferência?

Ele respondeu que não.

Então Biba decidiu levá-lo para a sua residência.

Ao chegarem, ela preparava-se para iniciar o trabalho. Afinal, não havia tempo a perder.

O homem perguntou:

— Quanto custa uma hora?

— 150 meticais, respondeu Biba.

Ele fingiu não ter ouvido bem e perguntou novamente.

Desta vez, Biba respondeu:

— Pode me dar 100 meticais. Já são 14 horas e ainda não consegui nenhum cliente. Preciso desse dinheiro para preparar o almoço.

O homem olhou para Biba e disse:

— Eu não vim aqui para ter relações sexuais consigo. Longe de mim esse pensamento. Eu quero ajudá-la a sair dessa vida.

Biba ficou surpresa.

Ele continuou:

— Você é uma mulher linda e acredito que pode ser muito útil em outro lugar. Deus ama você e preparou um lugar especial para a sua vida. Alegre-se, porque talvez o tempo de vergonha e humilhação esteja chegando ao fim. Este pode ser um novo tempo para você. Mas tudo depende de si.

Biba começou a chorar.

Depois de alguns instantes, respondeu:

«“Eu não sei quem você é nem por que está me fazendo essa proposta. Mas, se quer realmente saber, eu faço este trabalho porque gosto e não pretendo deixá-lo. Já não quero viver para impressionar uma sociedade que julga sem conhecer.

Tentei ser aquilo que a sociedade e os seus padrões diziam que eu deveria ser. Mas cansei. Cansei de fingir ser igual às outras mulheres enquanto, por dentro, eu estava destruída.

Tentei construir uma família, mas fui traída e violentada. Nunca fui verdadeiramente feliz com os homens que passaram pela minha vida. Cada filho tem um pai diferente, porque eu procurava alguém que pudesse me completar. Mas o que aconteceu? Eles usavam-me e depois abandonavam-me.

Foi assim que aprendi a assumir quem sou. A minha identidade.”»

Biba então começou a contar uma história ainda mais dolorosa.

Desde antes de nascer, carregava consigo a marca da rejeição.

A sua mãe engravidou, mas o pai da criança não assumiu a gravidez. A mãe chegou a tentar interromper a gestação, sem sucesso.

Quando Biba nasceu, a mãe não conseguiu oferecer-lhe o amor e o carinho de que precisava, pois via naquela criança a lembrança de uma gravidez que havia trazido dor, rejeição e sonhos interrompidos.

A mãe precisou interromper os estudos por causa da gravidez e viu muitos dos seus planos serem adiados.

Biba cresceu sentindo-se rejeitada pela mãe, pela família e pela sociedade. Cresceu sem conhecer verdadeiramente o amor paterno e carregando feridas que nunca foram tratadas.

E então surge a pergunta:

Afinal, de quem é a culpa?

É culpa da Biba?

Da mãe?

Do pai?

Da família?

Dos homens que passaram pela sua vida?

Da sociedade?

Ou será que estamos diante de uma história muito mais complexa do que aquilo que os nossos olhos conseguem enxergar?

Não é apenas sobre Biba. É sobre julgamento.

A sociedade costuma olhar para o comportamento final de uma pessoa, mas raramente pergunta o que aconteceu antes.

Vemos a mulher que se prostitui, mas não perguntamos que caminhos a levaram até ali.

Vemos o jovem rebelde, mas não perguntamos o que ele viveu dentro de casa.

Vemos uma pessoa agressiva, mas não sabemos quantas vezes ela foi ferida.

Vemos alguém que desistiu, mas não sabemos quantas vezes tentou.

Isso não significa justificar todos os comportamentos.

Compreender não significa concordar.

Significa reconhecer que existe uma história por trás de cada pessoa.

E quando conhecemos a história, talvez a nossa maneira de olhar para ela também mude.

O que é julgamento?

Julgamento é o ato ou efeito de emitir um juízo, avaliar ou formar uma opinião acerca de alguém ou alguma coisa.

Na vida cotidiana, julgamos constantemente.

Julgamos quem errou.

Julgamos quem caiu.

Julgamos quem escolheu um caminho diferente do nosso.

Julgamos sem conhecer as lágrimas que aquela pessoa derramou em silêncio.

Julgamos sem conhecer as batalhas que ela enfrentou.

E, muitas vezes, julgamos sem perceber que também somos pessoas imperfeitas.

A Bíblia nos ensina sobre a importância de termos cuidado com os nossos julgamentos.

Em Mateus 7:1-2, Jesus ensina:

«“Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgais sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós.”»

E em João 7:24, encontramos uma orientação igualmente importante:

«“Não julgueis pela aparência, mas julgai segundo o reto juízo.”»

Não devemos simplesmente olhar para a aparência ou para o comportamento exterior de alguém e acreditar que já conhecemos toda a verdade.

Precisamos aprender a olhar mais profundamente.

Talvez existam pessoas que foram rejeitadas desde a infância.

Talvez existam pessoas que nunca aprenderam o verdadeiro significado do amor porque nunca foram verdadeiramente amadas.

Talvez existam pessoas que apresentam comportamentos que condenamos, mas que, na realidade, estão tentando sobreviver às suas próprias dores.

Isso não significa dizer que todo comportamento está correto.

Significa apenas que compreender a história de alguém é diferente de aprovar os seus erros.

Jesus e a mulher acusada de adultério

No capítulo 8 do Evangelho de João, encontramos uma das passagens mais fortes sobre julgamento.

Uma mulher foi encontrada em flagrante adultério e levada até Jesus pelos escribas e fariseus.

Eles queriam condená-la.

Mas Jesus respondeu:

«“Aquele dentre vós que está sem pecado seja o primeiro que lhe atire uma pedra.”»

Um a um, os acusadores foram embora.

Depois, Jesus perguntou à mulher:

«“Mulher, onde estão os teus acusadores? Ninguém te condenou?”»

Ela respondeu:

«“Ninguém, Senhor.”»

Então Jesus disse:

«“Nem eu te condeno; vai e não peques mais.”»


Que ensinamento poderoso!

Jesus não aprovou o pecado, mas também não transformou aquela mulher num objeto de humilhação.

Ele mostrou que podemos corrigir sem destruir, ensinar sem humilhar e orientar sem condenar.

Quem somos nós para lançar pedras?

Antes de apontarmos o dedo para alguém, precisamos olhar para nós mesmos.

Também temos falhas.

Também temos histórias que preferimos esconder.

Também precisamos da graça, do perdão e da misericórdia de Deus.

Por isso, antes de julgar alguém, pergunte:

Eu conheço toda a história?

Estou tentando ajudar ou apenas condenar?

As minhas palavras vão restaurar ou destruir?

Eu aplicaria a mesma medida a mim?

Essas perguntas podem mudar completamente a maneira como tratamos as pessoas.


Como evitar julgamentos desnecessários?

1. Faça tudo em amor ❤️

Quem ama não procura simplesmente condenar o outro. Procura ajudar.

2. Analise tudo à luz da Palavra de Deus 📖

Antes de apresentar uma opinião, procure saber se aquilo realmente está de acordo com os princípios da Palavra de Deus.

3. Tenha cuidado com as aparências 👀

Nem tudo aquilo que parece ser é realmente aquilo que é.

Não julgue apenas pela aparência. Procure compreender.

4. Olhe primeiro para si mesmo

Antes de apontar o erro de alguém, pergunte:

Eu sou um bom exemplo dos princípios que estou defendendo?

Se não sou, talvez seja melhor corrigir primeiro a minha própria vida.

5. Procure compreender o outro lado 🤍

Não precisamos concordar com alguém para compreender a sua história.

6. Seja tolerante 🕊️

Tolerar não significa concordar com tudo.

Significa saber lidar com alguém que pensa ou age de maneira diferente, sem abandonar o amor, o respeito e a dignidade.

7. Evite polémicas desnecessárias

Muitas discussões começam com opiniões e terminam em palavras duras, ofensas e divisões entre as pessoas.

Nem toda discussão merece a nossa resposta.

Às vezes, o silêncio é sabedoria.

O julgamento correto aos olhos de Deus

A Bíblia também apresenta um exemplo extraordinário de julgamento sábio.

Duas mulheres foram até ao rei Salomão disputando a maternidade de uma criança. Ambas afirmavam ser a mãe do menino.

O caso parecia impossível de resolver.

Salomão, conhecido pela sua sabedoria, propôs uma decisão que revelou o coração de cada uma.

Quando ele determinou que a criança fosse dividida, a verdadeira mãe imediatamente pediu que o menino fosse entregue à outra mulher para que pudesse viver.

A outra, porém, aceitou que a criança fosse dividida.

Foi assim que Salomão percebeu quem era a verdadeira mãe.

O julgamento foi difícil, mas ele procurou descobrir a verdade sem simplesmente humilhar ou atacar aquelas mulheres.


A Bíblia relata que todo Israel reconheceu a sabedoria de Deus que estava em Salomão para fazer justiça.

1 Reis 3:16-28

Isso nos ensina que julgar corretamente exige sabedoria, discernimento e busca pela verdade.

E os filhos de Biba?

Talvez exista uma pergunta ainda mais difícil.

O que acontecerá com os filhos de Biba se a sociedade continuar a rejeitá-los por causa das escolhas da mãe?

Eles escolheram nascer naquela família?

Escolheram a profissão da mãe?

Escolheram as circunstâncias em que cresceram?

Não.

Então por que deveriam carregar para sempre uma culpa que não lhes pertence?

Quando rejeitamos uma mãe, muitas vezes atingimos também os seus filhos.

Quando humilhamos uma família, podemos estar produzindo novas feridas numa geração que ainda está a crescer.

Por isso, se queremos realmente construir uma sociedade de valores, precisamos ir além das críticas.

Precisamos perguntar:

Como podemos ajudar?

De quem é a culpa?

Talvez essa seja a pergunta que nos acompanha desde o início.

Mas talvez exista uma pergunta ainda mais importante:

Qual é o meu papel diante dessa realidade?

Porque é fácil julgar.

É fácil apontar.


É fácil comentar.

É fácil dizer:

“Eu jamais faria isso.”

Difícil é aproximar-se.

Difícil é ouvir.

Difícil é compreender.

Difícil é ajudar.

E talvez seja exatamente aí que esteja a diferença entre simplesmente julgar uma pessoa e procurar transformar uma vida.


CONCLUSÃO 

Esta história não é apenas sobre Biba.

É sobre todos nós.

É sobre as pessoas que julgamos sem conhecer.

É sobre as histórias que nunca ouvimos.

É sobre as feridas que não conseguimos enxergar.

É sobre uma sociedade que muitas vezes condena antes de compreender.

Biba pode ter feito escolhas que muitos de nós não aprovamos. Mas antes de reduzi-la às suas escolhas, precisamos lembrar que ela é, acima de tudo, um ser humano.

E seres humanos podem errar.

Podem cair.

Podem ser feridos.

Podem se perder.

Mas também podem mudar.

Podem recomeçar.

Podem ser restaurados.

Por isso, da próxima vez que sentir vontade de julgar alguém, pare e pergunte:

“Eu conheço realmente a história dessa pessoa?”

Talvez você descubra que, por trás daquele comportamento, existe uma dor que nunca imaginou.

E talvez Deus esteja permitindo que você não seja apenas um espectador daquela história, mas alguém capaz de levar uma palavra de amor, orientação e esperança.

Não precisamos concordar com o erro para amar a pessoa.

Não precisamos aprovar o pecado para oferecer misericórdia.

Não precisamos lançar pedras quando podemos estender as mãos.

Que Deus nos dê sabedoria para discernir, humildade para reconhecer as nossas próprias falhas e amor para ajudar aqueles que precisam de uma segunda oportunidade.


JUNTOS POR UMA SOCIEDADE MELHOR! ❤️

E você, o que pensa?

Antes de julgar alguém, devemos procurar conhecer a sua história?


Deixe a sua opinião nos comentários.


Que Deus abençoe a sua vida e lhe dê um coração cada vez mais disposto a compreender, amar e ajudar. ❤️🙏



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