terça-feira, 29 de setembro de 2026

DA ESCRAVIDÃO AO RECOMEÇO

 





A HISTÓRIA DA BIBA


Uma vida marcada pela rejeição, abandono e escolhas difíceis


Introdução 

Biba tinha 28 anos e era mãe de quatro filhos. Vivia em Mocuba, na província da Zambézia, e trabalhava como prostituta para sustentar a família e garantir as necessidades básicas dos filhos.

Para quem a encontrava diariamente, Biba era simplesmente uma mulher que saía à procura de clientes.

Alguns olhavam para ela e julgavam as suas escolhas.

Outros comentavam sobre a sua maneira de vestir, o seu comportamento e a vida que levava.

Poucos, porém, conheciam a história que existia por trás daquela mulher.

Poucos sabiam que, muito antes de Biba começar a vender o próprio corpo, ela já carregava feridas que começaram na infância.

E é exactamente aí que precisamos começar: não na mulher que Biba se tornou, mas na criança que um dia foi.


Capitulo 1


Antes de Biba nascer


A história de Biba começou antes mesmo do seu nascimento.

A sua mãe era uma Jovem alegre e cheia de sonhos. Conheceu um rapaz que na altura se apaixonou por ela e iniciaram uma relação. Por causa da inexperiência dela acabou engravidando. O pai da criança por diferentes motivos não assumiu a gravidez.

Para mãe da Biba, a gravidez representou uma mudança inesperada na vida.

Os estudos foram interrompidos.

Planos foram adiados.

Sonhos precisaram ser deixados para trás.

A rejeição do homem que deveria assumir a responsabilidade pela criança aumentou ainda mais o peso daquela situação.

Em determinado momento, a mãe de Biba chegou a tentar interromper a gravidez.

Mas não conseguiu.

Biba nasceu.

E, desde os primeiros dias de vida, carregou uma história que não tinha escolhido.

Ela não tinha culpa de ter nascido.

Não tinha escolhido as circunstâncias da sua concepção.

Não tinha escolhido a ausência do pai.

Não tinha escolhido as dificuldades que a sua chegada provocou na vida da mãe.

Mas cresceu sentindo os efeitos de tudo isso.

Uma criança não consegue compreender os problemas dos adultos. Ela apenas sente quando é amada, quando é rejeitada e quando existe algo de diferente na forma como é tratada. E foi justamente nessa fase que começaram a formar-se as primeiras feridas de Biba.


Capitulo 2


Uma infância sem o amor que precisava


A mãe de Biba não conseguiu oferecer-lhe todo o carinho de que uma criança necessita.

Não necessariamente porque não sentisse nada pela filha, mas porque carregava as próprias dores, frustrações e sonhos interrompidos.

Biba cresceu percebendo que havia algo diferente na maneira como era tratada.

Em vez de sentir que era uma filha desejada e protegida, muitas vezes sentia-se como alguém que lembrava à mãe uma fase dolorosa da sua vida.

A criança não entendia completamente o que estava acontecendo.

Mas sentia.

E as crianças podem não compreender as palavras dos adultos, mas conseguem perceber quando são rejeitadas, quando não são desejadas ou quando recebem menos amor do que precisam.

Foi assim que Biba começou a construir a sua visão sobre si mesma e sobre o mundo.

Cresceu com uma pergunta silenciosa dentro do coração:

“Será que alguém realmente me ama?”

Essa pergunta, aparentemente simples, acompanharia Biba durante muitos anos. E quando uma criança cresce procurando amor dentro de casa e não o encontra da maneira que precisa, é natural que, mais tarde, procure esse amor noutros lugares. Foi o que começou a acontecer quando Biba entrou na adolescência e, depois, na vida adulta.


Capitulo 3


A ausência do pai


Biba também cresceu sem experimentar verdadeiramente o amor e a presença paterna.

O homem que participou da sua concepção não assumiu a responsabilidade de estar presente na sua vida.

A ausência daquele pai deixou um espaço que nunca foi completamente preenchido.

Biba cresceu.

Tornou-se adolescente.

Depois, tornou-se mulher.

Mas algumas feridas da infância permaneceram.

Ela procurava, nas relações que construía, aquilo que talvez tivesse procurado durante toda a vida: aceitação, carinho, segurança e alguém que permanecesse ao seu lado.

O problema é que procurar nos relacionamentos aquilo que faltou na infância pode tornar cada abandono ainda mais doloroso. Para Biba, os relacionamentos que vieram depois não trouxeram imediatamente a segurança que procurava. Pelo contrário, trouxeram novas feridas.


Capitulo 4


Os relacionamentos


Quando começou a relacionar-se com homens, Biba acreditava que poderia finalmente encontrar alguém que a valorizasse.

Queria construir uma família.

Queria sentir-se amada.

Queria ter alguém ao seu lado.

Mas as relações que viveu foram marcadas por dificuldades.

Segundo a sua própria história, foi traída e violentada.

Os homens que passaram pela sua vida nem sempre permaneceram ao seu lado.

Alguns aproximavam-se, estabeleciam uma relação com ela e depois desapareciam.

Biba foi acumulando decepções.

Cada abandono parecia confirmar aquilo que, desde criança, talvez já tivesse começado a acreditar:

que não era suficientemente importante para alguém ficar.

Mas havia uma diferença importante entre Biba adulta e a menina que um dia tinha sido: agora ela já não estava apenas a lidar com a própria dor. Havia novas responsabilidades. Havia filhos. Havia fome, despesas e necessidades que não podiam esperar. E foi nesse momento que a história de Biba começou a mudar de direção.


Capitulo 5


Os filhos


Biba tornou-se mãe de quatro filhos.

Cada criança tinha um pai diferente.

Para alguns, essa realidade poderia ser motivo de condenação.

Para Biba, porém, cada gravidez estava ligada a uma tentativa de construir algum tipo de vínculo, família e segurança.

Ela procurava encontrar alguém que pudesse permanecer.

Mas as relações terminavam.

Os homens partiam.

E os filhos ficavam.

Biba continuava.

Com quatro crianças para alimentar, vestir e proteger, as responsabilidades aumentavam.

A vida tornou-se cada vez mais difícil.

Agora, Biba já não podia pensar apenas na própria sobrevivência. Cada decisão que tomava tinha consequências para outras quatro vidas. E quando uma mãe não encontra oportunidades suficientes para sustentar os seus filhos, as escolhas que antes pareciam impossíveis podem começar a parecer as únicas disponíveis.


Capitulo 6


Quando a sobrevivência falou mais alto


Com poucas oportunidades e muitas responsabilidades, Biba encontrou uma maneira de conseguir dinheiro.

Começou a prostituir-se.

No início, talvez aquilo pudesse parecer apenas uma solução para enfrentar uma necessidade.

Com o passar do tempo, porém, aquela atividade tornou-se parte da sua rotina.

Biba deixou de esconder o que fazia.

Já não queria viver preocupada com a opinião dos outros.

Segundo as suas próprias palavras, cansou-se de tentar corresponder às expectativas da sociedade.

Ela dizia que havia tentado construir uma vida considerada “normal”, mas que, nas relações que teve, acabou sendo ferida, traída e abandonada.

Então decidiu assumir a identidade que havia construído para si.

A partir daquele momento, Biba passou a ser vista principalmente pela profissão que exercia. Mas, por trás dessa imagem, continuava existindo a mesma mulher que carregava as feridas da infância, as marcas dos relacionamentos e a responsabilidade de criar quatro filhos. E foi assim que nasceu a rotina que passou a dominar os seus dias.


Capitulo 7


A rotina de Biba


Todos os dias, Biba saía à procura de clientes.

Perto da sua residência havia um restaurante e bar frequentado por homens solteiros e casados.

Por volta do meio-dia, ela costumava ir até lá.

Sentava-se, observava o movimento e aproximava-se dos homens que poderiam tornar-se seus clientes.

Nos dias de maior movimento, conseguia atender muitos homens.

Nos dias mais fracos, podia conseguir apenas dois ou cinco clientes.

Mas havia dias em que não conseguia nenhum.

E esses eram os dias mais difíceis.

Porque, mesmo quando não havia clientes, as necessidades dos seus filhos continuavam existindo.

Era preciso comprar comida.

Era preciso pagar despesas.

Era preciso preparar o almoço.

A maternidade não parava simplesmente porque naquele dia ela não tinha conseguido dinheiro.

Foi num desses dias, justamente quando o movimento estava fraco e as necessidades eram muitas, que Biba encontrou alguém que mudaria o rumo daquela tarde. Ela pensou que seria apenas mais um cliente. Não sabia que aquela conversa acabaria por fazê-la voltar às partes mais dolorosas da própria história.


Capitulo 8


O encontro que a fez falar


Certo dia, Biba estava num desses momentos difíceis.

O movimento estava fraco.

Ela estava cansada, preocupada e precisava de dinheiro.

Foi então que percebeu a presença de um homem que já a conhecia de vista.

Ele havia observado Biba muitas vezes naquele local.

Sabia o que ela fazia.

Naquele dia, quando Biba se aproximou, o homem demonstrou interesse.

Ela imaginou que seria mais um cliente.

Perguntou onde poderiam ficar.

Como ele não tinha nenhum lugar específico, Biba decidiu levá-lo para a sua residência.

Para ela, aquilo fazia parte do trabalho.

Mas, quando chegaram ao local, aconteceu algo que Biba não esperava.

O homem perguntou quanto ela cobrava.

Biba respondeu.

Depois, percebendo que ainda não tinha conseguido nenhum cliente naquele dia, baixou o preço.

Precisava daquele dinheiro para preparar o almoço.

Foi então que o homem revelou que não tinha ido até ali para manter relações sexuais com ela.

Biba ficou surpresa.

Ele disse que queria ajudá-la.

Disse que acreditava que ela poderia ter uma vida diferente.

Falou sobre Deus, sobre dignidade e sobre a possibilidade de um novo começo.

Biba começou a chorar.

Talvez porque, naquele momento, alguém não estivesse olhando apenas para a prostituta.

Alguém estava olhando para Biba.

A mulher.

A mãe.

A filha.

A criança que um dia também precisou de amor.

E quando alguém finalmente perguntou, ainda que indiretamente, quem era aquela mulher por trás da profissão, Biba abriu uma porta que durante muitos anos tinha mantido fechada. Pela primeira vez naquela conversa, começou a contar não apenas o que fazia, mas por que havia chegado até ali.


Capitulo 9


A confissão de Biba


Depois de algum tempo em silêncio, Biba decidiu contar a sua história.

Disse que não queria fingir ser aquilo que não era.

Contou que estava cansada de tentar corresponder às expectativas da sociedade.

Contou que tinha tentado construir uma família.

Contou sobre as traições.

Falou sobre as violências que sofreu.

Falou sobre os homens que passaram pela sua vida e depois a abandonaram.

Falou dos filhos.

Falou da solidão.

E falou da maneira como aprendeu a sobreviver.

Para Biba, a prostituição já não era apenas uma profissão.

Tinha-se tornado parte da identidade que ela havia construído depois de tantas decepções.

Ela já não queria viver tentando provar alguma coisa às pessoas.

Queria apenas sobreviver.

Mas, à medida que Biba contava a sua história, ficava claro que a prostituição era apenas um dos capítulos da sua vida. Para compreender a mulher que estava diante daquele homem, era necessário voltar ainda mais para trás — para a menina que nasceu num contexto de rejeição e cresceu procurando um lugar onde pudesse sentir-se amada.


Capitulo 10


A mulher por trás da prostituta


Talvez seja aqui que a história de Biba realmente comece.

Porque antes de ser prostituta, Biba foi criança.

Antes de ser mãe de quatro filhos, foi filha.

Antes de aprender a procurar clientes, aprendeu a procurar amor.

Antes de aprender a sobreviver com o próprio corpo, aprendeu a sobreviver com as feridas da rejeição.

A mulher que hoje muitas pessoas enxergam na rua não apareceu de repente.

Foi sendo formada por experiências, perdas, abandonos, relacionamentos, escolhas e circunstâncias.

Isso não significa que todas as suas escolhas tenham sido certas.

Também não significa que o seu passado determine obrigatoriamente o seu futuro.

Significa apenas que existe uma história por trás daquela mulher.

E quando olhamos para toda essa trajetória, percebemos que a história de Biba não envolve apenas o passado. Existe uma pergunta que permanece aberta: o que acontecerá com a vida dela daqui para frente? E, principalmente, que futuro terão os filhos que caminham ao seu lado?


Capitulo 11


E os filhos de Biba?


Existe ainda uma parte dessa história que não pode ser ignorada.

Os filhos.

Eles não escolheram a vida da mãe.

Não escolheram os homens que foram seus pais.

Não escolheram as dificuldades da família.

Não escolheram nascer naquela realidade.

São crianças que precisam de proteção, educação, alimentação, amor e oportunidades.

A história de Biba não termina nela.

Existe uma nova geração crescendo dentro daquela realidade.

E talvez a pergunta mais importante seja:

Será que os filhos de Biba terão a oportunidade de construir uma história diferente?

Essa pergunta muda o sentido de toda a narrativa. Já não estamos apenas a olhar para aquilo que Biba fez no passado. Estamos diante de uma família que precisa pensar no futuro. E é justamente nesse ponto que surge a possibilidade de um novo capítulo.


Capítulo 12


Um novo capítulo


Quando aquele homem disse a Biba que Deus poderia ter preparado um novo tempo para a sua vida, ela ouviu.

Mas mudar uma vida não acontece apenas com uma frase.

Biba precisaria de apoio.

Precisaria de oportunidades.

Precisaria de segurança.

Precisaria de alguém disposto a caminhar com ela.

Precisaria, sobretudo, descobrir que o passado pode explicar muitas coisas, mas não precisa escrever sozinho o último capítulo da sua história.

Biba ainda tinha 28 anos.

Ainda havia tempo.

Tempo para aprender.

Tempo para reconstruir.

Tempo para cuidar dos filhos.

Tempo para descobrir novos caminhos.

Tempo para escrever uma história diferente.

Talvez seja justamente aqui que devamos deixar a história de Biba por enquanto: não com uma resposta definitiva, mas com uma porta aberta. Porque algumas histórias não terminam quando conhecemos o passado. É nesse momento que começa a verdadeira pergunta sobre o futuro.


Capitulo 13


Afinal, quem é Biba?


Biba é muito mais do que a profissão que exerce.

É uma mulher marcada por uma infância difícil.

É uma filha que cresceu sem conhecer plenamente o amor paterno.

É uma mulher que sofreu rejeições.

É alguém que viveu relacionamentos dolorosos.

É mãe de quatro filhos.

É alguém que encontrou na prostituição uma forma de sobrevivência.

É uma mulher que fez escolhas.

É também uma mulher que carrega consequências dessas escolhas.

Mas, acima de tudo, Biba é um ser humano.

E talvez a sua história nos ensine uma coisa:

antes de perguntarmos apenas “o que essa pessoa fez?”, precisamos também perguntar “o que aconteceu com essa pessoa?”

Conhecer a história não significa aprovar todas as escolhas.

Significa compreender que nenhuma vida pode ser resumida a uma única decisão.

Biba ainda tem uma história para escrever.

E talvez o capítulo mais importante da sua vida ainda não tenha começado.


segunda-feira, 28 de setembro de 2026

LIANDRA LANGA LEVA SUA VOZ AO DEBATE SOBRE VBG NA MACHAVA - SEDE

 


Estudantes participaram numa roda de conversa marcada por experiências, questionamentos e reflexões sobre relações entre homens e mulheres


Machava Sede — Falar sobre Violência Baseada no Género (VBG) também significa abrir espaço para ouvir os jovens, questionar ideias enraizadas e promover relações baseadas no respeito, diálogo e igualdade.

Foi com esse propósito que estudantes da Machava Sede participaram numa actividade de sensibilização sobre Violência Baseada no Género, que contou com a participação do artista nacional Ziqo, convidado para partilhar experiências e interagir directamente com os alunos.


A actividade proporcionou um ambiente de diálogo aberto, no qual os estudantes puderam apresentar as suas opiniões, levantar questões e partilhar experiências relacionadas com situações de violência e conflitos nas relações.


🎤 Liandra Langa participa como Mestre de Cerimónias




A actividade contou igualmente com a participação de Liandra Langa, que teve a responsabilidade de conduzir o evento na qualidade de Mestre de Cerimónias (MC).

Para Liandra, a participação representou uma oportunidade importante de contribuir para uma conversa que envolve directamente os jovens e a sociedade.

“Fiquei muito grata por ter participado como MC deste evento. Foi uma experiência enriquecedora, principalmente por poder acompanhar a participação dos estudantes e ouvir as suas diferentes experiências e opiniões sobre a Violência Baseada no Género.”

Quando o debate ganhou força

Um dos momentos mais marcantes aconteceu durante a roda de conversa, quando os participantes começaram a discutir questões relacionadas com os papéis atribuídos ao homem e à mulher dentro de uma relação.

Entre as perguntas levantadas estavam:

  • Qual deve ser o papel do homem e da mulher numa relação?
  • O homem pode chorar?
  • Será que o ciúme é uma forma de amar?
  • Uma mulher que usa uma saia curta está a provocar os homens?

As perguntas provocaram diferentes reacções entre os estudantes e deram origem a um debate bastante participativo.

“Homem não deve chorar?”

A questão sobre o choro masculino foi uma das que mais aqueceu a conversa.

Alguns participantes defenderam inicialmente a ideia de que o homem deveria evitar chorar, enquanto outros questionaram essa forma tradicional de pensar.

A discussão levou os estudantes a reflectirem sobre a ideia de que demonstrar emoções não torna um homem menos homem.

No final, prevaleceu uma mensagem importante: o homem também pode chorar.

Chorar é uma manifestação de emoções humanas e não deve ser automaticamente associado à fraqueza. Criar espaços onde rapazes e homens possam falar sobre aquilo que sentem pode contribuir para relações mais abertas e para uma melhor comunicação.

Ciúme é amor?

Outro tema que despertou bastante interesse foi o ciúme.

Os estudantes foram convidados a reflectir sobre a diferença entre uma preocupação ou insegurança numa relação e comportamentos de controlo que podem transformar-se em violência.

A discussão procurou mostrar que amar não significa controlar, humilhar, ameaçar ou limitar a liberdade do outro.

A roupa da mulher justifica a violência?

A discussão sobre o uso de saia curta também provocou diferentes opiniões.

A pergunta — “Usar uma saia curta é uma provocação para os homens?” — abriu espaço para uma reflexão sobre responsabilidade individual, respeito e a necessidade de não justificar comportamentos violentos pela forma como alguém se veste.

O debate mostrou que questões relacionadas com género continuam a despertar opiniões diferentes, mas também demonstrou a importância de conversar sobre elas num ambiente educativo e respeitoso.


A voz dos estudantes


Mais do que simplesmente ouvir palestrantes, os estudantes tiveram espaço para falar, questionar e partilhar as suas próprias experiências.



A participação dos jovens tornou a actividade numa verdadeira roda de conversa, permitindo que diferentes perspectivas fossem apresentadas e discutidas.

A iniciativa reforçou a importância de envolver os estudantes nas discussões sobre Violência Baseada no Género, uma vez que são também parte fundamental da construção de relações mais saudáveis e respeitosas na sociedade.




Uma experiência de reflexão


A actividade terminou deixando uma mensagem que vai para além daquele espaço de debate: combater a Violência Baseada no Género começa também pela forma como homens e mulheres aprendem a relacionar-se, comunicar e respeitar os seus limites e direitos.


Para Liandra Langa, a experiência fica marcada não apenas pela oportunidade de conduzir o evento, mas sobretudo pela possibilidade de ouvir os jovens e testemunhar a sua participação.


“Foi uma experiência que me deixou muito grata. Quando damos espaço aos jovens para falar, descobrimos que eles têm muito a dizer e que também podem contribuir para a construção de uma sociedade com mais respeito, diálogo e harmonia.”

Por uma sociedade onde falar também seja uma forma de prevenir a violência.

Texto: Liandra Langa
Mestre de Cerimónias | Escritora, Mentora e Palestrante



domingo, 27 de setembro de 2026

REFLEXÃO SOBRE A VIOLÊNCIA BASEADA NO GÊNERO

 



Liandra Langa leva a sua voz à reflexão sobre a Violência Baseada no Género


Diálogo, respeito e harmonia familiar como caminhos para relações mais saudáveis


Maputo — No dia 19 de Setembro de 2026, a escritora, mentora e palestrante Liandra Langa teve a oportunidade de participar num programa televisivo dedicado à reflexão sobre a Violência Baseada no Género (VBG).


O convite foi recebido com grande satisfação, proporcionando a Liandra Langa um espaço para partilhar as suas perspectivas e contribuir para o debate em torno de uma questão que continua a merecer atenção e reflexão por parte da sociedade.

Durante a sua participação, Liandra Langa destacou a importância de homens e mulheres procurarem fortalecer o diálogo, o respeito, a compreensão e a harmonia no seio familiar. Na sua perspectiva, a comunicação aberta pode contribuir para que os membros da família expressem as suas preocupações, compreendam melhor uns aos outros e procurem formas construtivas de enfrentar os desafios das relações familiares.


Uma mensagem para homens e mulheres

Ao abordar o tema, Liandra Langa deixou uma mensagem dirigida tanto aos homens como às mulheres, incentivando-os a valorizar o diálogo e o respeito mútuo nas relações.

Mais do que falar sobre conflitos, a reflexão procura chamar a atenção para a necessidade de construir relações baseadas na dignidade, responsabilidade e valorização de cada pessoa.

“Quando existe diálogo, há espaço para ouvir, compreender e procurar soluções. O respeito deve estar na base das relações familiares.”

A participação no programa representou, para Liandra Langa, uma oportunidade de continuar a usar a sua voz para abordar temas relevantes para a sociedade e promover reflexões que possam contribuir para famílias e comunidades mais conscientes.


Gratidão pela oportunidade

Liandra Langa expressa o seu profundo agradecimento pelo convite e pela oportunidade de participar no programa televisivo, valorizando a confiança depositada no seu trabalho e na sua contribuição para esta importante conversa.

Com entusiasmo, manifesta também a sua disponibilidade para continuar a participar em programas, debates, palestras e outras iniciativas relacionadas com temas de interesse social e familiar.

Para Liandra Langa, cada oportunidade de falar, ouvir e partilhar ideias representa também uma oportunidade de semear reflexão e contribuir para mudanças positivas na sociedade.


Liandra Langa

Escritora, Mentora e Palestrante

terça-feira, 1 de setembro de 2026

150 MIL VISUALIZAÇÕES - GRATIDÃO 🙏❤️



 ✨ 150 MIL VISUALIZAÇÕES! ✨



Queridos leitores 🎈🌺❤️

Hoje o meu coração está cheio de gratidão e emoção 💓! Chegámos às 150 mil visualizações no blogue! 🙏✨

Eu gosto de escrever, mas perceber que aquilo que escrevo pode tocar, inspirar e transformar vidas é algo que me emociona profundamente. 🥹❤️

Este marco não significa que sou a melhor, mas mostra-me que vale a pena continuar a escrever e a partilhar aquilo em que acredito: paz, esperança, alegria e sabedoria. O meu desejo é deixar um legado que possa alcançar não apenas o presente, mas também as futuras gerações. 🌱✨

A você, querido (a ) leitor (a), que tem visitado o blogue, lido, partilhado e confiado no nosso trabalho: o meu muito obrigada! ❤️

Continue a visitar e partilhe a página com mais pessoas. Quem sabe, juntos, possamos alcançar cada vez mais vidas com uma mensagem de paz que excede todo o entendimento e sabedoria que vem do alto. 🙏✨

Gratidão pelas 150 mil visualizações! 🥂💓

Que este seja apenas o começo de algo ainda maior. 🌟

sábado, 20 de junho de 2026

PROCEDIMENTOS DOS FILHOS DA LUZ 🕯️



1. A LUZ E AS TREVAS

A Bíblia Sagrada está repleta de palavras sobre a luz. Desde o princípio, no livro de Gênesis, quando Deus criou os céus e a terra, encontramos:

«“No princípio Deus criou os céus e a terra. Era a terra sem forma e vazia; trevas cobriam a face do abismo, e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. Disse Deus: ‘Haja luz’, e houve luz.”

Gênesis 1.1-3»

Mais adiante, no Novo Testamento, encontramos:

«“No princípio era aquele que é a Palavra (Jesus). Ele estava com Deus e era Deus. Ele estava com Deus no princípio. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito. A luz brilha nas trevas, e as trevas não a compreenderam.”

João 1.1-3, 5»

A palavra “trevas”, nesse contexto, significa muito mais do que a ausência de luz. Como vimos em Gênesis 1, Deus separou a luz das trevas e chamou a luz de boa, e não as trevas.

Também podemos observar isso em 1 João:

«“Deus é luz; nele não há treva alguma. Se afirmarmos que temos comunhão com ele, mas andamos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.”

1 João 1.5-7»

2. QUEM SÃO OS FILHOS DA LUZ?

Com certeza, você pode ser filho da luz. O livro de Efésios declara:

«“Porque outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor. Vivam como filhos da luz!” (Efésios 5:8)

Podemos dizer que os filhos da luz são aqueles que abandonaram as trevas, isto é, o pecado, e vivem segundo o Evangelho, cumprindo os princípios instituídos por Deus.


3. OS PRINCÍPIOS INSTITUÍDOS POR DEUS

Mas o que seriam os princípios instituídos por Deus? São verdades imutáveis que orientam o caráter, as escolhas e os relacionamentos.

Entre esses princípios, podemos destacar:

- Amar a Deus acima de todas as coisas;

- Amar o próximo como a si mesmo;

- Praticar a verdade e a justiça;

- Viver de maneira coerente com a fé professada.

Caro leitor, entenda que um princípio bíblico, quando identificado e aceito, torna-se uma verdade interior que governa nossas ações.

A Palavra de Deus é viva e eficaz, mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e as intenções do coração.(Hebreus 4:12)

4. OS FILHOS DA LUZ DEVEM PRATICAR A VERDADE E A JUSTIÇA

É importante que os filhos da luz pratiquem a verdade e a justiça.

É possível que você tenha crescido em um ambiente diferente, no qual havia práticas contrárias aos princípios de Deus. Eu entendo perfeitamente.

Deixe-me contar um testemunho pessoal. Mas, por favor, não se escandalize.

Depois de aceitar Jesus como Senhor e Salvador, não havia em mim um verdadeiro comprometimento como cristã ou como filha de Deus. Havia uma distância tremenda entre o meu estilo de vida na igreja e fora dela.

Ainda que me considerasse filha de Deus, eu continuava bebendo aos sábados e, aos domingos, ia normalmente à igreja. Continuava frequentando ambientes promíscuos, perdendo noites dançando músicas seculares e idolatrando artistas.

Chorava de emoção por um artista em uma noite e, no dia seguinte, chorava de emoção durante o louvor na igreja.

Eu estava sendo falsa?

Não necessariamente. Apenas não tinha conhecimento de que um cristão, independentemente de onde esteja, continua sendo cristão.

Deus não nos chamou para uma vida dupla, marcada por pensamentos e atitudes inconstantes.

Às vezes, você pode estar agindo de forma inocente, mas as consequências das suas atitudes são inevitáveis.


5. ABANDONANDO AS OBRAS DAS TREVAS

A Bíblia Sagrada revela que as obras da carne são manifestas:

«“Imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes.”»

E continua:

«“Eu os advirto, como antes já os adverti: Aqueles que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus.” Gálatas 5:19-21»

Ainda que uma pessoa se considere filha de Deus, não há como viver uma vida de inteira entrega às coisas do mundo e, ao mesmo tempo, afirmar que vive plenamente para Deus.

Por isso, é necessário abandonar as obras das trevas e buscar uma vida de obediência, verdade e santidade.


6. ABANDONAR A MENTIRA E O ENGANO

Nos últimos dias, somos tentados a praticar obras das trevas, como mentir e enganar os outros de maneira fria e calculista, porque ouvimos que Deus só quer o nosso coração.

Entretanto, o apóstolo Paulo, através da Palavra de Deus, exorta a igreja a ser sensível às coisas espirituais, mudando o seu procedimento anterior, agindo com honestidade e rejeitando principalmente a mentira e o engano.

A Palavra diz:

«“Quanto à antiga maneira de viver, vocês foram ensinados a despir-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos, a revestir-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade.”» Efésios 4:22-24

Falar a verdade não deve ser um procedimento momentâneo, mas deve ser o nosso estilo de vida como filhos da luz.

É necessário que cada um abandone a mentira e fale a verdade ao seu próximo, pois todos somos membros de um mesmo corpo.

7. ENFRENTAR A VERDADE

Enfrente a verdade, ainda que isso lhe custe perder algumas pessoas que têm a mentira como base de sobrevivência.

Saia dos grupos de fofocas, contendas e intrigas. Junte-se aos filhos da luz através da mudança da sua posição.

Aceite passar pela dor de enfrentar a verdade. Isso, com certeza, poderá mudar a sua vida.

Você ganhará paz e liberdade.


8. A INTEGRIDADE DOS FILHOS DA LUZ

Os filhos da luz devem demonstrar integridade.

Demonstre, por meio das suas atitudes:

- Bondade;

- Mansidão;

- Longanimidade;

- Temperança;

- Domínio próprio.

Evite:

- Imoralidade sexual;

- Engano;

- Manipulação;

- Avareza;

- Conversas obscenas e tolas.

Aquele que furtava, não furte mais; antes, trabalhe, fazendo algo útil com as próprias mãos, para que tenha o que repartir com quem estiver em necessidade.


9. PALAVRAS QUE EDIFICAM

Nenhuma palavra torpe deve sair da nossa boca, mas somente aquela que for útil para edificar os outros, conforme a necessidade, para que conceda graça aos que a ouvem.

Não entristeçam o Espírito Santo de Deus, com o qual vocês foram selados para o dia da redenção.

Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo.


CONCLUSÃO

Ser filho da luz não significa apenas declarar que pertence a Deus. Significa abandonar as obras das trevas, viver segundo a Palavra, praticar a verdade e a justiça, demonstrar integridade e permitir que as nossas atitudes reflitam aquilo que professamos crer.

Que a nossa vida seja um verdadeiro testemunho de que somos filhos da luz.

sábado, 4 de abril de 2026

A CRUCIFICAÇÃO: PARTE DO CUMPRIMENTO DO PROPÓSITO DO FILHO UNIGÉNITO DE DEUS







Base bíblica

Romanos 1:1-6; João 3:16-17; João 14:1-31; João 16:5-11; Actos 1:8; Isaías 53:2-10; Actos 2:2-4; Filipenses 2:5-11; Mateus 16:21-23.


Introdução

O apóstolo Paulo, servo de Cristo Jesus, fala acerca da promessa que Deus havia feito por meio dos profetas nas Escrituras Sagradas, acerca do Seu Filho, Jesus Cristo. Segundo Paulo, Jesus, como homem, era descendente de Davi e, mediante o Espírito de santidade, foi declarado Filho de Deus com poder pela Sua ressurreição dentre os mortos.

Por meio de Jesus Cristo e por causa do Seu nome, recebemos graça e o chamado para levar a mensagem do Evangelho a todas as nações, conduzindo as pessoas à obediência que vem pela fé. E nós também somos chamados a pertencer a Cristo (Romanos 1:1-6).


Em João 3:16-17, encontramos uma das maiores demonstrações do amor de Deus pela humanidade:

“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho unigénito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele.”

 

O propósito do envio do Filho de Deus era a salvação da humanidade, a libertação do pecado e a reconciliação do homem com Deus por meio da Sua morte e ressurreição.

Jesus sabia que o Seu propósito culminaria na cruz. A Sua morte não foi um acidente nem uma derrota inesperada; fazia parte do plano de Deus para a redenção da humanidade.


Jesus sabia que precisava partir

Antes da Sua morte, Jesus preparou os Seus discípulos para a Sua partida. Ele sabia que a Sua presença física entre eles chegaria ao fim, mas também sabia que a Sua partida abriria caminho para a vinda do Consolador, o Espírito Santo.


Jesus disse:

“Não se perturbe o coração de vocês. Creiam em Deus; creiam também em mim. Na casa de meu Pai há muitos aposentos; se não fosse assim, eu teria dito a vocês. Vou preparar lugar para vocês. E, quando eu for e preparar lugar, voltarei e os levarei para mim, para que vocês estejam onde eu estiver.”

E acrescentou:

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.”

Jesus também prometeu o Espírito Santo:

“E eu pedirei ao Pai, e ele dará a vocês outro Conselheiro para estar com vocês para sempre, o Espírito da verdade.”

(João 14:1-3, 6, 16-17)

Portanto, a partida de Jesus não significava o fim da Sua obra. Pelo contrário, fazia parte da continuidade do propósito de Deus.


A igreja chora a morte do Filho unigénito de Deus

Quando era criança, a minha avó levava-me à sua igreja para participar no culto da Sexta-Feira Santa. Era considerado um dos cultos mais importantes, porque se pregava sobre a morte de Cristo.

O culto era carregado de muita emoção, pois se falava intensamente das dores que o nosso Senhor Jesus Cristo sofreu durante a crucificação.

Lembro-me de que, quando chegavam as 15 horas, toda a igreja começava a chorar 😭, como se Cristo estivesse a ser crucificado naquele momento.

Na minha inocência de criança, eu perguntava:

“Será que Jesus morreu outra vez? E desta vez não haverá ressurreição?”


Hoje, olhando para aquela experiência com mais entendimento das Escrituras, surge em mim uma reflexão:

Será que a morte de Cristo deve ser lembrada apenas com tristeza ou também deve ser contemplada à luz da vitória que ela produziu?

Não podemos negar a dor, o sofrimento e a gravidade da cruz. Mas também não podemos esquecer que a cruz não foi o fim da história.


Era necessário que Jesus partisse

Em João 16:5-11, Jesus explicou aos Seus discípulos que a Sua partida seria necessária:

“Mas eu afirmo que é para o bem de vocês que eu vou. Se eu não for, o Conselheiro não virá para vocês; mas, se eu for, eu o enviarei.”

Jesus estava a preparar os discípulos para compreenderem que a Sua partida fazia parte de um propósito maior.

Era necessário que Jesus fosse para que o Espírito Santo viesse sobre os Seus discípulos.

Em Actos 1:8, Jesus declarou:

“Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra.”

Surge então uma pergunta:

Como seríamos testemunhas de Cristo se Ele não tivesse cumprido o Seu propósito?

A morte e a ressurreição de Jesus abriram caminho para uma nova etapa da missão dos Seus discípulos.


O cumprimento da promessa do Espírito Santo

Depois da morte, ressurreição e ascensão de Cristo, os discípulos continuaram reunidos, dando continuidade à missão que Jesus lhes havia confiado.

Em Actos 2:2-4, encontramos o cumprimento da promessa da descida do Espírito Santo:

“De repente veio do céu um som, como de um vento muito forte, e encheu toda a casa na qual estavam assentados. E viram o que parecia línguas de fogo, que se separaram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito os capacitava.”

Aqui vemos que a obra de Cristo não terminou na cruz.

A cruz conduziu à ressurreição; a ressurreição conduziu à exaltação; e a exaltação abriu caminho para o derramamento do Espírito Santo e para a expansão do Evangelho.


Cristo veio para cumprir as profecias

Importa também compreender que Jesus veio para cumprir aquilo que havia sido anunciado nas Escrituras.

Em Isaías 53 encontramos uma profecia profunda acerca do sofrimento e do propósito do Messias:

“Ele não tinha qualquer beleza ou majestade que nos atraísse, nada havia em sua aparência para que o desejássemos. Foi desprezado e rejeitado pelos homens, um homem de dores e experimentado no sofrimento.”

O profeta continua:

“Mas ele foi traspassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados.”

E ainda:

“Como um cordeiro, foi levado para o matadouro; e, como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca.”

(Isaías 53:2-10)

Desde o início desta reflexão, percebemos que aquilo que foi escrito, profetizado e anunciado apontava para a missão redentora de Cristo.

A cruz fazia parte do propósito.


Devemos chorar ou celebrar?

É neste ponto que surge uma questão que considero importante:

A Igreja deve apenas chorar pela morte de Cristo ou também deve celebrar porque Ele cumpriu perfeitamente o propósito para o qual veio?

Tenho acompanhado algumas ministrações sobre a morte de Cristo e, em alguns momentos, parece haver uma ênfase tão grande na tristeza da crucificação que se perde de vista a vitória que a cruz representa.

Não se trata de desvalorizar o sofrimento de Jesus. Pelo contrário, devemos reconhecer a profundidade do Seu sacrifício.

Mas precisamos compreender que Jesus não foi derrotado na cruz. Ele entregou a Sua vida voluntariamente e cumpriu a missão que o Pai lhe confiou.

Por meio do Seu sacrifício, fomos reconciliados com Deus e recebemos a esperança da vida eterna.

A cruz representa sofrimento, mas também representa amor, redenção, reconciliação, vitória e cumprimento do propósito de Deus.


Jesus explicou aos discípulos a Sua morte

Em Mateus 16:21-23, Jesus começou a explicar aos Seus discípulos que era necessário ir a Jerusalém, sofrer nas mãos dos líderes religiosos, ser morto e ressuscitar ao terceiro dia.

Pedro, porém, chamou Jesus à parte e começou a repreendê-lo:

“Nunca, Senhor! Isso nunca te acontecerá!”

Jesus respondeu:

“Para trás de mim, Satanás! Você é uma pedra de tropeço para mim, e não pensa nas coisas de Deus, mas nas dos homens.”

Essa passagem merece a nossa atenção.

Pedro não queria aceitar que Jesus sofresse e morresse. Humanamente, parecia absurdo permitir que alguém tão importante passasse por tamanho sofrimento.

Mas Jesus mostrou que aquela oposição estava a tentar impedir o cumprimento do propósito de Deus.

Isso leva-nos a uma reflexão:


Quando nos recusamos a aceitar aquilo que Deus determinou dentro do Seu propósito, será que não corremos o risco de olhar apenas para a dor momentânea e perder de vista a vitória que Deus está a produzir?

Jesus sabia que a cruz era necessária.


A oração de Jesus pelos discípulos

Quando chegou a hora de partir, Jesus também orou pelos Seus discípulos:

“Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do Maligno. Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como me enviaste ao mundo, eu os enviei ao mundo. Em favor deles eu me santifico, para que também eles sejam santificados pela verdade.” (João 17:15, 17-19)

 

Jesus estava a concluir a Sua missão terrena e, ao mesmo tempo, a preparar os Seus discípulos para continuarem a obra.

A Sua morte não significaria o encerramento da missão.

A missão continuaria através daqueles que Ele enviaria.


A vitória da cruz

Jesus Cristo cumpriu o propósito para o qual veio.

Ele não permaneceu na morte.

Ele ressuscitou.

Ele venceu a morte.

Ele foi exaltado.

E o Seu nome foi colocado acima de todo nome.

Filipenses 2:5-11 declara:

“Embora sendo Deus, não considerou que ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz!”

E então vem a parte gloriosa:

“Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.”

(Filipenses 2:5-11)


Conclusão

Jesus venceu na cruz.

Por isso, quando contemplamos a crucificação, não devemos ficar apenas presos à dor daquele momento. Devemos também olhar para aquilo que aconteceu depois:

Ele morreu, mas ressuscitou.
Foi humilhado, mas foi exaltado.

Foi rejeitado, mas recebeu o nome que está acima de todo nome.
Foi à cruz, mas venceu a morte.

Por isso, a cruz não deve ser apenas um símbolo de tristeza.

A cruz é também o testemunho do amor de Deus, da obediência de Cristo e da vitória sobre o pecado e a morte.

Precisamos, portanto, celebrar não a morte em si, mas a vitória que Cristo alcançou através da Sua morte e ressurreição.

E esta vitória também nos chama a uma responsabilidade.

Cristo cumpriu com sucesso o propósito que Deus lhe confiou.


E você? E eu?

Será que estamos a viver de maneira alinhada com o propósito que Deus nos confiou nesta terra?

Será que estamos dispostos a obedecer, mesmo quando o caminho exige sacrifício?

Será que estamos a permitir que o Espírito Santo nos capacite para sermos testemunhas de Cristo?

Jesus cumpriu o Seu propósito.

Agora, precisamos perguntar a nós mesmos: estamos a cumprir o propósito que Deus colocou nas nossas vidas?

🙏 Que a nossa vida não seja apenas uma celebração daquilo que Cristo fez, mas também uma resposta de obediência àquilo que Ele nos chamou para fazer.


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domingo, 29 de março de 2026

A IMPORTÂNCIA DE PERMITIR A INFLUÊNCIA DO ESPÍRITO SANTO

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O ESPÍRITO SANTO INFLUENCIANDO A MINHA FAMÍLIA 



Bases bíblicas: Mateus 4:1, 4; Marcos 3:13; Actos 1:2

JESUS: UM EXEMPLO DE VIDA DIRIGIDA PELO ESPÍRITO SANTO

Quando Jesus morreu e ressuscitou, apareceu aos Seus discípulos. Já não era apenas o Jesus que caminhava com eles anteriormente, mas manifestava uma dimensão mais profunda, trazendo ensino e revelação de outro nível.

Em João 5:19 está escrito:

“Em verdade, em verdade vos digo que o Filho nada pode fazer de si mesmo; faz somente o que vê o Pai fazer, porque tudo quanto Ele faz, o Filho o faz igualmente.”

Tudo o que Jesus fazia era resultado daquilo que via o Pai fazer. O Espírito Santo foi quem O conduziu ao deserto, mostrando que a Sua vida era totalmente dirigida pelo Espírito.

O Espírito Santo pode conduzir alguém ao casamento, mas isso não significa que irá liderar dentro dele, caso não haja entrega e liberdade para que influencie cada decisão.

Jesus ensinava pelo poder do Espírito Santo. Diante de Pilatos, foi o Espírito Santo quem O sustentou, levando-O a permanecer em silêncio quando era questionado. Em todas as áreas e dimensões da Sua vida, o Espírito Santo estava presente.

A IMPORTÂNCIA DE PERMITIR A INFLUÊNCIA DO ESPÍRITO SANTO

Muitos têm facilidade em aceitar a direcção do Espírito Santo nas coisas simples, mas resistem nas difíceis. Há quem limite o Espírito Santo apenas à revelação, sem permitir a Sua manifestação plena na sua vida.

Sem o Espírito Santo, por mais graça que exista, nada se sustenta. Pedro, sem o Espírito, não manifestaria poder ao ponto de curar enfermos até com a sua sombra.

Existem situações das quais se foge, e a raiz disso é a ausência da influência do Espírito Santo.

Quando Pedro se levantou no dia de Pentecostes, foi pela influência do Espírito Santo que a sua palavra tocou os corações e levou muitos a interessarem-se por Jesus.

O Espírito Santo foi quem enraizou o ministério de Jesus, e essa mesma influência foi transmitida aos apóstolos. Pedro, cheio do 

Espírito Santo, falava ao povo com autoridade, e a sua forma de falar revelava quem o influenciava. Pela fala, torna-se evidente qual espírito está a conduzir a vida.

O Espírito Santo é real. Ele deseja influenciar a sua vida. Ele não é alguém distante, mas Ele é alguém próximo, presente, disposto a ajudá-lo nas suas fraquezas, mesmo naquelas que você tenta esconder.

Ele quer direccionar a sua vida e influenciar a sua família. Ele quer revelar coisas ocultas, mistérios profundos que você ainda não conhece. Ele quer trazer luz onde há confusão, clareza onde há dúvida e paz onde há inquietação. Ele quer ser o seu amigo constante, aquele que permanece em todos os momentos nos dias bons e nos dias difíceis.

‎Oração:

- “Santo Espírito, lidere e influencie a minha vida e a vida da minha família”;

- “Santo Espírito, mude a minha maneira de pensar e agir em nome de Jesus”; 

- “Santo Espírito, eu saio do lugar de juiz e vítima, e me coloco no lugar de filho de Deus”; 

- Hoje, eu saio do lugar de egoísta e dos lugares escuros da minha alma, em nome de Jesus”.


Profetisa Ana Yeshua 

29.03.26

Ministério Tabernáculo de Oração 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

COMO CONSERVAR A LIBERDADE CRISTÃ?




Já que estou em Cristo sou livre para pecar? 


Liberdade não é licença para pecar, mas um chamado para viver segundo o Espírito

A Bíblia Sagrada revela:

«“Tudo é permitido”, mas nem tudo convém. “Tudo é permitido”, mas nem tudo edifica. (1 Coríntios 10:23)»

O facto de uma pessoa pertencer a uma igreja significa que ela está autorizada a praticar o pecado deliberadamente?

Será que a liberdade cristã nos dá permissão para fazer tudo aquilo que desejamos?

Hoje vamos refletir sobre como conservar a liberdade cristã.

O que é liberdade?

A palavra liberdade tem origem no latim libertas e refere-se à condição de um indivíduo que possui o direito de fazer escolhas de acordo com a sua própria vontade.

A liberdade é também um dos temas estudados na disciplina de Filosofia. Aristóteles relaciona a liberdade com a possibilidade de realizar escolhas orientadas pela vontade.

Entretanto, a verdadeira liberdade deve ser acompanhada pelo conhecimento, responsabilidade e discernimento.

O que é liberdade cristã?

A liberdade cristã está relacionada com a libertação do poder do pecado por meio da fé em Cristo.

Jesus disse:

«“E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará.”(João 8:32)»

Em Cristo, somos chamados a viver em liberdade. Temos capacidade de fazer escolhas, mas essa liberdade não deve ser utilizada como desculpa para praticar o pecado.

A liberdade cristã não significa fazer tudo o que queremos. Significa ter liberdade para escolher aquilo que agrada a Deus.

As Escrituras chamam a nossa atenção para o perigo de rejeitarmos o conhecimento de Deus:

«“Já que desprezaram o conhecimento de Deus, ele os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem o que não deviam.” (Romanos 1:28)»

Por isso, precisamos compreender que ser cristão não significa apenas frequentar uma igreja. A vida cristã deve ser acompanhada por uma transformação de comportamento e de atitudes.

A seguir, veremos o exemplo de uma mulher que se considera cristã, mas continua vivendo de acordo com padrões que entram em conflito com os princípios da sua fé.

Conheça Celeste e o gozo da liberdade cristã

Factos reais

Celeste é uma mulher de 40 anos, casada e mãe de três filhos. Apesar de ter aceitado Jesus como seu Senhor e Salvador, continua sendo uma pessoa que pratica fofocas e provoca dissensões no seio familiar, na comunidade e na igreja onde congrega.

Vários irmãos já deixaram a igreja por causa de informações falsas que Celeste colocou em circulação.

Celeste é muito simpática com todos e, por isso, consegue facilmente fazer amizades com diferentes pessoas. No entanto, a sua fraqueza em relação à fofoca acaba provocando conflitos e divisões na comunidade.

Parte do trabalho voluntário que Celeste desenvolve na igreja inclui a preparação dos cultos. Às cinco horas da manhã, antes de ir para o trabalho, ela dirige o culto matinal com a participação de algumas irmãs intercessoras.

Porém, às dezoito horas, depois do trabalho, reúne-se com um grupo de amigas chamado “Forever”, onde conversam, bebem e dançam ao som de músicas seculares cujos conteúdos deixam muito a desejar. O lema do grupo é:

«“A vida é uma só: o gozo é na terra e o descanso no céu.”»

Celeste é casada, mas o seu marido não é cristão. No entanto, ele nunca a proibiu de frequentar a igreja, pois acredita que a igreja é o lugar onde se encontram pessoas que poderão organizar o funeral quando alguém da família morrer.

Apesar dos esforços que faz para impressionar os líderes da sua igreja, Celeste não tem paz.

Todos os dias precisa lidar com problemas que, consciente ou inconscientemente, são causados por ela.

Ao chegar a casa, depois de um dia cansativo, não consegue controlar as suas emoções. Por vezes, grita com os filhos e profere insultos.

Quando os filhos questionam o seu comportamento, ela responde:

«“Não me faça sair do espírito, Satanás! A casa é minha e os incomodados que se retirem. Eu sou filha de Deus e não é por acaso que sirvo na igreja. Quem é você para falar assim comigo? Tenha mais respeito!”»

Os filhos de Celeste já não a respeitam como deveriam, pois consideram-na uma pessoa irresponsável devido à maneira como vive e àquilo que percebem como uma espécie de dupla personalidade.

Estamos diante de uma situação que pode ser vivenciada por muitas pessoas que frequentam uma igreja e, ao mesmo tempo, utilizam a liberdade cristã de maneira equivocada.

Mas surge a pergunta:

Como conservar a liberdade cristã?

Base bíblica

Para esta reflexão, podemos considerar as seguintes referências bíblicas:

- Provérbios 3:35; 12:20; 26:28
- João 8:32
- Gálatas 5 e 6
- Efésios 2:1-8, 10
- Romanos 6:1-23

Exortação para conservar a liberdade cristã

A Bíblia revela que, se estamos em Cristo Jesus, devemos permanecer firmes e não voltar a colocar-nos debaixo do jugo da escravidão do pecado.

Se fomos chamados à liberdade, não devemos usar essa liberdade como oportunidade para satisfazer os desejos da carne. Pelo contrário, devemos servir uns aos outros em amor.

Mortos para o pecado e vivos para Deus

Todos fomos batizados em Jesus Cristo e, por meio do batismo, fomos identificados com a sua morte.

Fomos sepultados com Ele pelo batismo na morte, para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, também nós andemos em novidade de vida.

Isso significa que o nosso velho homem foi crucificado com Cristo, para que o corpo do pecado fosse destruído e não continuássemos a servir ao pecado.

Aquele que morreu está justificado do pecado.

Se morremos com Cristo, cremos que também com Ele viveremos.

Cristo ressuscitou, e a morte já não tem domínio sobre Ele. Ele morreu para o pecado e vive para Deus.

Da mesma forma, aqueles que seguem a Cristo são chamados a morrer para o pecado e a viver para Deus.

Já não devemos ser controlados pelo pecado. Devemos apresentar-nos a Deus como pessoas vivas, oferecendo os nossos membros como instrumentos de justiça.

Isso acontece porque estamos debaixo da graça. Estar debaixo da graça não significa ter autorização para pecar. Pelo contrário, fomos libertos do pecado e feitos servos da justiça. Fomos libertos do pecado para servir a Deus, e os nossos frutos devem conduzir à santificação, tendo como fim a vida eterna.

 «“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Romanos 6:23)»

As obras da carne e o fruto do Espírito

A Bíblia ensina que existe uma diferença entre as obras da carne e o fruto do Espírito.

As Escrituras nos ensinam a andar no Espírito e a não satisfazer os desejos da carne.

«“Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes se opõem um ao outro.”»

Por isso, precisamos permanecer firmes e seguir os princípios da Palavra de Deus.

Entre as obras da carne estão:

- imoralidade sexual;
- impureza e libertinagem;
- idolatria e feitiçaria;
- ódio;
- discórdia;
- ciúmes;
- ira;
- egoísmo;
- dissensões;
- facções;
- inveja;
- embriaguez;
- orgias e coisas semelhantes.

A Palavra de Deus alerta que aqueles que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus.

O fruto do Espírito

Em contraste com as obras da carne, encontramos o fruto do Espírito:

- amor;
- alegria;
- paz;
- paciência;
- amabilidade;
- bondade;
- fidelidade.

Aqueles que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e os seus desejos. Por isso, precisamos examinar constantemente os nossos atos.

Se existe alguma coisa errada em nós, devemos lutar para mudar.

Se percebemos que estamos sendo dominados pelo orgulho, pela ira, pelas dissensões ou por qualquer outra obra da carne, precisamos procurar vencer essas atitudes.

A vida cristã exige transformação contínua.
  Não basta dizer que somos cristãos. Precisamos viver como cristãos.

O que estamos semeando?

A Bíblia nos lembra: «“De Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá.”»

Quem semeia para a carne colherá destruição; mas quem semeia para o Espírito colherá a vida eterna.

Por isso, não devemos cansar-nos de fazer o bem, porque, no tempo certo, colheremos, se não desanimarmos

Conclusão

«“No coração dos que maquinam o mal há engano.” (Provérbios 12:20)»

Uma pessoa que pratica continuamente o mal acaba encontrando consequências nas próprias escolhas. O mal que ela planeia e pratica pode tornar-se a sua própria ruína.

A Bíblia revela que Cristo nos vivificou quando estávamos mortos em ofensas e pecados.

Anteriormente, todos nós vivíamos segundo os desejos da carne, seguindo as nossas vontades e pensamentos.

Todavia, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos vida juntamente com Cristo quando ainda estávamos mortos em transgressões.

Fomos salvos pela graça.

Deus nos ressuscitou com Cristo e nos fez assentar com Ele nas regiões celestiais, em Cristo Jesus, para demonstrar a riqueza da sua graça e da sua bondade para connosco.

Porque somos criação de Deus, realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou anteriormente para que as praticássemos. (Efésios 2:1-8, 10)

Celeste é apenas um exemplo de pessoas que podem frequentar uma igreja e, ao mesmo tempo, utilizar a liberdade cristã como justificativa para continuar na prática do pecado.

Entretanto, a Palavra de Deus nos chama a uma vida diferente.

Afinal, o que é liberdade Cristã?

Liberdade cristã é ser livre do domínio do pecado, da culpa e da condenação por meio de Cristo.

Não é liberdade para viver na libertinagem.

Não é liberdade para satisfazer todos os desejos da carne.

Não é liberdade para fazer tudo aquilo que queremos.

É liberdade para amar, servir e glorificar a Deus.

É liberdade para edificar outras pessoas.

É liberdade de consciência para viver segundo o Espírito.

É escolher servir por amor, e não usar a liberdade como pretexto para praticar a imoralidade ou desobedecer aos princípios de Deus.

A verdadeira liberdade cristã não nos afasta de Deus; aproxima-nos Dele.

Por isso, precisamos vigiar a nossa vida, examinar as nossas atitudes e permitir que o Espírito Santo produza em nós os seus frutos.

Celeste precisa lutar para vencer aquilo que ainda domina a sua vida e permitir que o fruto do Espírito seja manifestado nas suas atitudes, nas suas palavras, na sua família e na sua relação com Deus.

E nós também precisamos fazer o mesmo.

Que tipo de liberdade estamos a viver?

A liberdade para fazer tudo o que queremos ou a liberdade para escolher aquilo que agrada a Deus?

Essa é uma pergunta que cada cristão precisa responder diariamente.

Que Deus nos ajude a conservar a nossa liberdade cristã e a viver de maneira digna do chamado que recebemos. 🙏❤️

DA ESCRAVIDÃO AO RECOMEÇO

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