sábado, 27 de setembro de 2025

SEGREDOS PARA CAPTAR UMA GRAÇA


Compreender a graça é essencial, pois tudo quanto você deseja alcançar ou que Deus deseja realizar em si depende dela. Deus envia a graça em tempos determinados, e cabe a si discerni -la, não permitindo que saia sem se manifestar plenamente na sua vida.

Abraão é um exemplo vivo: a promessa já existia, mas só quando recebeu os visitantes e os serviu é que a graça começou a agir. A graça não está à venda, mas possui formas espirituais de troca, e cada promessa exige reconhecer e valorizar quem a traz.

Existem quatro formas principais para captar a graça na vida de um ungido/a, de acordo com a maneira como ela se manifesta:

1. Honra

A graça não permanece onde não há honra. Pode até entrar, mas jamais permanecerá num ambiente que não a valorize. A graça não depende apenas de quem a traz, mas sobretudo de quem a recebe com reverência, respeito e coração submisso a Deus.

2. Fé

A Bíblia, em João 1:12, declara: “Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus”.

Deus envia a graça para cumprir promessas. Algumas vezes ela chega até si; outras vezes exige que você se aproxime com fé activa, confiando que aquilo que é invisível está sendo realizado no seu espírito.

3. Contacto (três formas)

Toque:

Há graças que só se manifestam quando você toca nelas em fé viva, assim como a mulher com fluxo de sangue tocou a orla das vestes de Jesus. Ele declarou: “Alguém me tocou, porque de mim saiu virtude”.

Visão:

Algumas graças são despertadas ao observar a unção de Deus em alguém. Ver a manifestação do Espírito, os sinais e milagres que Deus opera, activa a mesma graça no seu espírito. Eliseu recebeu a porção dobrada apenas quando viu Elias ser tomado. Assistir à obra de Deus em outros desperta fé e libera graça em quem observa.

Ouvir:

A graça também se transmite pelo ouvir. Ouvir a ministração de um ungido, a Palavra de Deus, cânticos, orações ou mensagens espirituais em áudio e vídeo pode liberar unção e ativar a graça sobre si.

Exemplo: Maria foi ao encontro de Isabel, e ao saudá-la, a criança no ventre saltou; ambas foram cheias do Espírito Santo. Assim também acontece na Igreja: a fé se manifesta quando se sente o poder de Deus fluir através do portador da graça, como Jesus disse: “Saiu poder de mim, porque alguém me tocou”.

4. Plantar

Plantar, em Deus, significa depositar com fé, amor e generosidade, preparando, desta forma, um terreno fértil para que a graça de Deus se manifeste. Cada acto de bondade, oração, serviço ou sacrifício cria condições para o sobrenatural agir. A colheita pode não ser imediata, mas Deus recompensa cada semeadura feita em obediência.

A graça é enviada por Deus para cumprir promessas, mas para captá- la é necessário honrar, crer, tocar, assistir, ouvir e semear com fé.

#OraVemSenhorJesus

Ministério Tabernáculo de Oração raiz de Davi, 21.09.25


segunda-feira, 1 de setembro de 2025

DE QUEM É A CULPA? Antes de Julgar Conheça a história



“Não julguem apenas pela aparência, mas façam julgamentos justos” (João 7:24)

 

DE QUEM É A CULPA?

Antes de julgar, conheça a história

«“É muito fácil julgar aquilo que os nossos olhos conseguem ver. Difícil é compreender aquilo que o coração do outro precisou suportar.”»

Você já olhou para alguém e pensou: “Como essa pessoa consegue viver assim?”

Já perguntou por que alguém tomou determinada decisão?

Já criticou alguém pela sua aparência, pelo seu comportamento, pela sua profissão ou pelas escolhas que fez?

Agora pare por um instante e pense:

Será que conhecemos realmente a história dessa pessoa?

É exatamente aqui que começa a história de Biba.

A história de Biba

Biba é uma jovem de 28 anos, solteira e mãe de quatro filhos. Vive na província da Zambézia, na cidade de Mocuba, num condomínio onde vivem várias mulheres trabalhadoras do sexo.

Para sustentar os seus filhos e satisfazer as suas necessidades básicas, Biba sai diariamente à procura de clientes. Ela assumiu a vida que leva e já não sente vergonha de falar sobre o seu trabalho.

Próximo da sua residência existe um restaurante e bar. Todos os dias, por volta das 12 horas, Biba vai até lá à procura de potenciais clientes, entre homens casados e solteiros que frequentam o estabelecimento.

Nos dias de maior movimento, chega a atender mais de 20 homens durante o fim de semana. Nos dias de menor movimento, consegue entre dois e cinco clientes.

Certo dia, porém, o movimento estava fraco.

Biba estava cansada, estressada e preocupada com várias necessidades que precisava resolver.

Foi então que apareceu um homem misterioso.

Ele já conhecia Biba de vista. Frequentemente a observava naquele lugar, passando de mesa em mesa à procura de clientes. Também sabia que naquela região havia um ambiente frequentado por várias mulheres trabalhadoras do sexo.

Naquele dia, quando Biba se aproximou da mesa dele, o homem disse:

— Biba, hoje eu quero...

Ela respirou fundo. Não esperava que aquele homem fosse aceitar a sua proposta, pois, pela maneira como se apresentava, parecia ser alguém responsável e completamente deslocado daquele ambiente.

Mas Biba precisava de dinheiro.

Ela perguntou:

— Tem algum lugar privado da sua preferência?

Ele respondeu que não.

Então Biba decidiu levá-lo para a sua residência.

Ao chegarem, ela preparava-se para iniciar o trabalho. Afinal, não havia tempo a perder.

O homem perguntou:

— Quanto custa uma hora?

— 150 meticais, respondeu Biba.

Ele fingiu não ter ouvido bem e perguntou novamente.

Desta vez, Biba respondeu:

— Pode me dar 100 meticais. Já são 14 horas e ainda não consegui nenhum cliente. Preciso desse dinheiro para preparar o almoço.

O homem olhou para Biba e disse:

— Eu não vim aqui para ter relações sexuais consigo. Longe de mim esse pensamento. Eu quero ajudá-la a sair dessa vida.

Biba ficou surpresa.

Ele continuou:

— Você é uma mulher linda e acredito que pode ser muito útil em outro lugar. Deus ama você e preparou um lugar especial para a sua vida. Alegre-se, porque talvez o tempo de vergonha e humilhação esteja chegando ao fim. Este pode ser um novo tempo para você. Mas tudo depende de si.

Biba começou a chorar.

Depois de alguns instantes, respondeu:

«“Eu não sei quem você é nem por que está me fazendo essa proposta. Mas, se quer realmente saber, eu faço este trabalho porque gosto e não pretendo deixá-lo. Já não quero viver para impressionar uma sociedade que julga sem conhecer.

Tentei ser aquilo que a sociedade e os seus padrões diziam que eu deveria ser. Mas cansei. Cansei de fingir ser igual às outras mulheres enquanto, por dentro, eu estava destruída.

Tentei construir uma família, mas fui traída e violentada. Nunca fui verdadeiramente feliz com os homens que passaram pela minha vida. Cada filho tem um pai diferente, porque eu procurava alguém que pudesse me completar. Mas o que aconteceu? Eles usavam-me e depois abandonavam-me.

Foi assim que aprendi a assumir quem sou. A minha identidade.”»

Biba então começou a contar uma história ainda mais dolorosa.

Desde antes de nascer, carregava consigo a marca da rejeição.

A sua mãe engravidou, mas o pai da criança não assumiu a gravidez. A mãe chegou a tentar interromper a gestação, sem sucesso.

Quando Biba nasceu, a mãe não conseguiu oferecer-lhe o amor e o carinho de que precisava, pois via naquela criança a lembrança de uma gravidez que havia trazido dor, rejeição e sonhos interrompidos.

A mãe precisou interromper os estudos por causa da gravidez e viu muitos dos seus planos serem adiados.

Biba cresceu sentindo-se rejeitada pela mãe, pela família e pela sociedade. Cresceu sem conhecer verdadeiramente o amor paterno e carregando feridas que nunca foram tratadas.

E então surge a pergunta:

Afinal, de quem é a culpa?

É culpa da Biba?

Da mãe?

Do pai?

Da família?

Dos homens que passaram pela sua vida?

Da sociedade?

Ou será que estamos diante de uma história muito mais complexa do que aquilo que os nossos olhos conseguem enxergar?

Não é apenas sobre Biba. É sobre julgamento.

A sociedade costuma olhar para o comportamento final de uma pessoa, mas raramente pergunta o que aconteceu antes.

Vemos a mulher que se prostitui, mas não perguntamos que caminhos a levaram até ali.

Vemos o jovem rebelde, mas não perguntamos o que ele viveu dentro de casa.

Vemos uma pessoa agressiva, mas não sabemos quantas vezes ela foi ferida.

Vemos alguém que desistiu, mas não sabemos quantas vezes tentou.

Isso não significa justificar todos os comportamentos.

Compreender não significa concordar.

Significa reconhecer que existe uma história por trás de cada pessoa.

E quando conhecemos a história, talvez a nossa maneira de olhar para ela também mude.

O que é julgamento?

Julgamento é o ato ou efeito de emitir um juízo, avaliar ou formar uma opinião acerca de alguém ou alguma coisa.

Na vida cotidiana, julgamos constantemente.

Julgamos quem errou.

Julgamos quem caiu.

Julgamos quem escolheu um caminho diferente do nosso.

Julgamos sem conhecer as lágrimas que aquela pessoa derramou em silêncio.

Julgamos sem conhecer as batalhas que ela enfrentou.

E, muitas vezes, julgamos sem perceber que também somos pessoas imperfeitas.

A Bíblia nos ensina sobre a importância de termos cuidado com os nossos julgamentos.

Em Mateus 7:1-2, Jesus ensina:

«“Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgais sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós.”»

E em João 7:24, encontramos uma orientação igualmente importante:

«“Não julgueis pela aparência, mas julgai segundo o reto juízo.”»

Não devemos simplesmente olhar para a aparência ou para o comportamento exterior de alguém e acreditar que já conhecemos toda a verdade.

Precisamos aprender a olhar mais profundamente.

Talvez existam pessoas que foram rejeitadas desde a infância.

Talvez existam pessoas que nunca aprenderam o verdadeiro significado do amor porque nunca foram verdadeiramente amadas.

Talvez existam pessoas que apresentam comportamentos que condenamos, mas que, na realidade, estão tentando sobreviver às suas próprias dores.

Isso não significa dizer que todo comportamento está correto.

Significa apenas que compreender a história de alguém é diferente de aprovar os seus erros.

Jesus e a mulher acusada de adultério

No capítulo 8 do Evangelho de João, encontramos uma das passagens mais fortes sobre julgamento.

Uma mulher foi encontrada em flagrante adultério e levada até Jesus pelos escribas e fariseus.

Eles queriam condená-la.

Mas Jesus respondeu:

«“Aquele dentre vós que está sem pecado seja o primeiro que lhe atire uma pedra.”»

Um a um, os acusadores foram embora.

Depois, Jesus perguntou à mulher:

«“Mulher, onde estão os teus acusadores? Ninguém te condenou?”»

Ela respondeu:

«“Ninguém, Senhor.”»

Então Jesus disse:

«“Nem eu te condeno; vai e não peques mais.”»


Que ensinamento poderoso!

Jesus não aprovou o pecado, mas também não transformou aquela mulher num objeto de humilhação.

Ele mostrou que podemos corrigir sem destruir, ensinar sem humilhar e orientar sem condenar.

Quem somos nós para lançar pedras?

Antes de apontarmos o dedo para alguém, precisamos olhar para nós mesmos.

Também temos falhas.

Também temos histórias que preferimos esconder.

Também precisamos da graça, do perdão e da misericórdia de Deus.

Por isso, antes de julgar alguém, pergunte:

Eu conheço toda a história?

Estou tentando ajudar ou apenas condenar?

As minhas palavras vão restaurar ou destruir?

Eu aplicaria a mesma medida a mim?

Essas perguntas podem mudar completamente a maneira como tratamos as pessoas.


Como evitar julgamentos desnecessários?

1. Faça tudo em amor ❤️

Quem ama não procura simplesmente condenar o outro. Procura ajudar.

2. Analise tudo à luz da Palavra de Deus 📖

Antes de apresentar uma opinião, procure saber se aquilo realmente está de acordo com os princípios da Palavra de Deus.

3. Tenha cuidado com as aparências 👀

Nem tudo aquilo que parece ser é realmente aquilo que é.

Não julgue apenas pela aparência. Procure compreender.

4. Olhe primeiro para si mesmo

Antes de apontar o erro de alguém, pergunte:

Eu sou um bom exemplo dos princípios que estou defendendo?

Se não sou, talvez seja melhor corrigir primeiro a minha própria vida.

5. Procure compreender o outro lado 🤍

Não precisamos concordar com alguém para compreender a sua história.

6. Seja tolerante 🕊️

Tolerar não significa concordar com tudo.

Significa saber lidar com alguém que pensa ou age de maneira diferente, sem abandonar o amor, o respeito e a dignidade.

7. Evite polémicas desnecessárias

Muitas discussões começam com opiniões e terminam em palavras duras, ofensas e divisões entre as pessoas.

Nem toda discussão merece a nossa resposta.

Às vezes, o silêncio é sabedoria.

O julgamento correto aos olhos de Deus

A Bíblia também apresenta um exemplo extraordinário de julgamento sábio.

Duas mulheres foram até ao rei Salomão disputando a maternidade de uma criança. Ambas afirmavam ser a mãe do menino.

O caso parecia impossível de resolver.

Salomão, conhecido pela sua sabedoria, propôs uma decisão que revelou o coração de cada uma.

Quando ele determinou que a criança fosse dividida, a verdadeira mãe imediatamente pediu que o menino fosse entregue à outra mulher para que pudesse viver.

A outra, porém, aceitou que a criança fosse dividida.

Foi assim que Salomão percebeu quem era a verdadeira mãe.

O julgamento foi difícil, mas ele procurou descobrir a verdade sem simplesmente humilhar ou atacar aquelas mulheres.


A Bíblia relata que todo Israel reconheceu a sabedoria de Deus que estava em Salomão para fazer justiça.

1 Reis 3:16-28

Isso nos ensina que julgar corretamente exige sabedoria, discernimento e busca pela verdade.

E os filhos de Biba?

Talvez exista uma pergunta ainda mais difícil.

O que acontecerá com os filhos de Biba se a sociedade continuar a rejeitá-los por causa das escolhas da mãe?

Eles escolheram nascer naquela família?

Escolheram a profissão da mãe?

Escolheram as circunstâncias em que cresceram?

Não.

Então por que deveriam carregar para sempre uma culpa que não lhes pertence?

Quando rejeitamos uma mãe, muitas vezes atingimos também os seus filhos.

Quando humilhamos uma família, podemos estar produzindo novas feridas numa geração que ainda está a crescer.

Por isso, se queremos realmente construir uma sociedade de valores, precisamos ir além das críticas.

Precisamos perguntar:

Como podemos ajudar?

De quem é a culpa?

Talvez essa seja a pergunta que nos acompanha desde o início.

Mas talvez exista uma pergunta ainda mais importante:

Qual é o meu papel diante dessa realidade?

Porque é fácil julgar.

É fácil apontar.


É fácil comentar.

É fácil dizer:

“Eu jamais faria isso.”

Difícil é aproximar-se.

Difícil é ouvir.

Difícil é compreender.

Difícil é ajudar.

E talvez seja exatamente aí que esteja a diferença entre simplesmente julgar uma pessoa e procurar transformar uma vida.


CONCLUSÃO 

Esta história não é apenas sobre Biba.

É sobre todos nós.

É sobre as pessoas que julgamos sem conhecer.

É sobre as histórias que nunca ouvimos.

É sobre as feridas que não conseguimos enxergar.

É sobre uma sociedade que muitas vezes condena antes de compreender.

Biba pode ter feito escolhas que muitos de nós não aprovamos. Mas antes de reduzi-la às suas escolhas, precisamos lembrar que ela é, acima de tudo, um ser humano.

E seres humanos podem errar.

Podem cair.

Podem ser feridos.

Podem se perder.

Mas também podem mudar.

Podem recomeçar.

Podem ser restaurados.

Por isso, da próxima vez que sentir vontade de julgar alguém, pare e pergunte:

“Eu conheço realmente a história dessa pessoa?”

Talvez você descubra que, por trás daquele comportamento, existe uma dor que nunca imaginou.

E talvez Deus esteja permitindo que você não seja apenas um espectador daquela história, mas alguém capaz de levar uma palavra de amor, orientação e esperança.

Não precisamos concordar com o erro para amar a pessoa.

Não precisamos aprovar o pecado para oferecer misericórdia.

Não precisamos lançar pedras quando podemos estender as mãos.

Que Deus nos dê sabedoria para discernir, humildade para reconhecer as nossas próprias falhas e amor para ajudar aqueles que precisam de uma segunda oportunidade.


JUNTOS POR UMA SOCIEDADE MELHOR! ❤️

E você, o que pensa?

Antes de julgar alguém, devemos procurar conhecer a sua história?


Deixe a sua opinião nos comentários.


Que Deus abençoe a sua vida e lhe dê um coração cada vez mais disposto a compreender, amar e ajudar. ❤️🙏



Quer falar connosco ligue :

828754470 ou 844597287

Quer contribuir, faça usando os mesmos  contactos 


150 MIL VISUALIZAÇÕES - GRATIDÃO 🙏❤️

 ✨ 150 MIL VISUALIZAÇÕES! ✨ Queridos leitores 🎈🌺❤️ Hoje o meu coração está cheio de gratidão e emoção 💓! Chegámos às 150 mil visualizaçõe...