segunda-feira, 30 de outubro de 2023

QUAL É O PAPEL DO INFLUENCIADOR NO REINO DE DEUS






Palavra-chave: Influência e Transformação


Introdução

Vivemos em uma época em que a palavra “influenciador” se tornou muito conhecida. Nas redes sociais, influenciadores são pessoas que conquistaram a atenção de determinado público e, por meio de seus conteúdos, conseguem influenciar opiniões, comportamentos, escolhas e até decisões de compra.

Mas existe uma pergunta que precisamos fazer:


E no Reino de Deus? Quem são os influenciadores?


Será que Deus também procura pessoas dispostas a influenciar outras vidas?

A resposta é sim.

Deus deseja usar pessoas que estejam dispostas a permitir que Ele transforme suas vidas para que, por meio delas, outras pessoas também possam conhecer o caminho da salvação.


1. O que é um influenciador?

Influenciador é uma pessoa que exerce influência sobre determinado público. Geralmente, possui conhecimento, experiência ou características que fazem com que outras pessoas prestem atenção no que ela diz e faz.


A influência tem o poder de alcançar pessoas, despertar interesses, formar opiniões e provocar mudanças.


Hoje, fala-se muito sobre os influenciadores digitais, que desempenham um papel importante na publicidade e no marketing. Com o crescimento das redes sociais e da internet, essas pessoas conquistaram espaço como formadoras de opinião e referências para milhões de seguidores.


É comum vermos influenciadores apresentando marcas, roupas, acessórios, produtos e serviços.

Algumas empresas procuram pessoas que possuem boa reputação e grande número de seguidores para divulgar seus produtos. O influenciador recebe determinado produto, experimenta, avalia, publica fotografias ou vídeos e compartilha com o seu público informações sobre onde adquiri-lo.

Dessa maneira, o influenciador funciona como uma ponte entre a marca e o consumidor.


Mas existe algo ainda mais profundo:

A influência não acontece somente através daquilo que falamos. Ela também acontece através daquilo que somos.


2. Quem está influenciando você?


Talvez você tenha pessoas que admira muito.

Pode ser um cantor, jogador, artista, empresário, influenciador digital ou até alguém próximo de você.

Às vezes, sem perceber, começamos a imitar a maneira de falar dessas pessoas, a forma de vestir, os gestos, os hábitos e até os lugares que frequentam.

Em alguns casos, as pessoas chegam a comprar as mesmas marcas usadas por seus ídolos ou passam a ouvir determinadas músicas simplesmente porque alguém que admiram também as ouve.

Isso demonstra o poder da influência.

Não é por acaso que grandes marcas procuram pessoas famosas para divulgar seus produtos. Elas sabem que determinadas pessoas possuem influência sobre outras.

Mas precisamos olhar para uma realidade ainda mais importante:

Se o mundo reconhece o poder da influência, por que a Igreja muitas vezes parece ter vergonha de exercê-la?


3. E no Reino de Deus? Onde estão os influenciadores?


É estranho perceber que existem pessoas que frequentam uma igreja, oram e buscam a Deus, mas têm vergonha de que seus familiares, colegas ou amigos saibam que são cristãs.

Certa vez, minha filha contou-me algo que me fez refletir:

“Mãe, na escola introduziram a oração antes do início das aulas, mas muitas crianças preferem entoar o hino nacional e não aceitam orar porque dizem que têm vergonha.”


Como explicar isso?

Anteriormente, as crianças entoavam apenas o hino nacional antes das aulas. Agora, a oração também foi introduzida, o que pode ser visto como uma oportunidade para que elas aprendam a buscar a Deus.

Entretanto, algumas crianças sentem vergonha de orar.


Isso nos leva a uma pergunta:


Como uma pessoa poderá exercer influência no Reino de Deus se tem vergonha de demonstrar a sua fé?

Deus precisa de pessoas disponíveis para exercer uma influência positiva na vida de outras pessoas.

Precisamos de homens e mulheres que não tenham vergonha de dizer:

“Eu pertenço a Cristo.”


4. A influência começa dentro de nós

A Bíblia nos ensina:


“Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:2)

Antes de influenciarmos outras pessoas, precisamos permitir que Deus transforme a nossa própria vida.

A verdadeira influência cristã não começa nas redes sociais, no púlpito ou diante de uma multidão.


Ela começa no coração. É necessário renovar a mente.


A fé também está relacionada ao que ouvimos e ao que permitimos entrar em nossos pensamentos. A Palavra de Deus precisa ocupar espaço em nossa mente e em nosso coração.

Quanto mais conhecemos a Palavra, mais somos preparados para compreender a vontade de Deus e vivê-la.

E quando a Palavra começa a transformar nossa vida, passamos a influenciar outras pessoas não apenas por aquilo que falamos, mas principalmente por aquilo que vivemos.


5. Quer exercer influência no Reino de Deus?


Se você deseja exercer influência no Reino de Deus, primeiro precisa estar disposto a ser ensinado.

É necessário conhecer a Palavra de Deus.

Mas não basta apenas adquirir conhecimento.

É necessário permitir que Jesus Cristo trabalhe o nosso caráter.

Existem pessoas feridas que, por causa das suas experiências, tornaram-se teimosas, rebeldes, orgulhosas ou resistentes à mudança.

Por isso, antes de Deus colocar alguém em uma posição de grande influência, muitas vezes Ele trabalha primeiro nessa pessoa.

Deus não quer apenas colocar conhecimento em nós.

Ele quer transformar quem somos.

O Espírito Santo exerce uma influência poderosa em nossa vida. Ele ensina, orienta, corrige, guia e nos conduz ao lugar onde podemos cumprir a vontade de Deus.

Por isso, antes de perguntar:

“Como posso influenciar outras pessoas?”

talvez seja necessário perguntar:

“Senhor, o que ainda precisa ser transformado em mim?”


6. O que é o Reino de Deus?


O Reino de Deus é o governo de Deus sobre aqueles que se submetem à Sua vontade.

É um Reino eterno, cujo Rei é Deus.

Jesus Cristo é o centro da mensagem do Reino, e aqueles que O recebem como Senhor e Salvador são chamados a fazer parte desse Reino.

A Bíblia também utiliza a expressão “Reino dos Céus”, especialmente no Evangelho de Mateus.

Mas uma coisa precisamos compreender:

Não podemos representar adequadamente um Reino que não conhecemos.

Por isso, quem deseja influenciar no Reino de Deus precisa conhecer o Rei e a Sua Palavra.


7. O que é necessário para ser um influenciador do Reino de Deus?


Para exercer uma influência cristã verdadeira, precisamos:

Pertencer a Cristo;

Conhecer a Palavra de Deus;

Permitir que Deus transforme o nosso caráter;

Viver aquilo que pregamos;

Ser guiados pelo Espírito Santo;

Demonstrar amor;

Ter disposição para servir;

Compartilhar a mensagem do Evangelho.

A influência cristã não consiste em fazer as pessoas admirarem a nossa pessoa.

Consiste em fazer com que elas conheçam Jesus.


8. Conhecendo os atributos de Deus


Para falar sobre o Reino de Deus, precisamos conhecer o Deus a quem servimos.

Deus é amor

A Bíblia declara:

“Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.” 1 João 4:8

O amor é uma característica fundamental de Deus.

Quem deseja representar Deus diante das pessoas precisa aprender a amar.


Deus é eterno


Deus não possui começo nem fim. Sua existência é eterna.

A Bíblia declara:

“Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim.” Apocalipse 22:13


Deus é justo

A justiça está relacionada à retidão e àquilo que é correto.

A Bíblia declara:

“Porque o Senhor é justo; ele ama a justiça; os retos verão o seu rosto.” Salmos 11:7

Deus é justo em Seu caráter e em Suas obras.


Deus é livre

Deus não depende da Sua criação para existir.

Ele é soberano e não está sujeito às limitações humanas.

Sua santidade impede que peque, e Sua eternidade significa que Ele não está sujeito à morte como nós.

Por isso, não podemos tratar Deus como alguém que nos deve alguma coisa.

Somos nós que dependemos dEle.


Deus é onipresente


Ser onipresente significa que Deus está presente em todos os lugares.


O salmista pergunta:

“Para onde poderia eu escapar do teu Espírito? Para onde poderia fugir da tua presença?” Salmos 139:7

Não existe lugar onde possamos nos esconder da presença de Deus.


Deus é onisciente

Deus conhece todas as coisas de maneira plena.

Nada está escondido dos Seus olhos.

O salmista declara:

“Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir.” Salmos 139:16

Deus conhece o nosso passado, presente e futuro.


Deus é santo

A santidade significa que Deus é absolutamente puro e separado de tudo aquilo que é pecaminoso e impuro.

A Bíblia declara:

“Eu sou o Senhor, o Deus de vocês; consagrem-se e sejam santos, porque eu sou santo.” Levítico 11:44

Se queremos representar um Deus santo, precisamos compreender a importância de uma vida de santidade.


Deus é espírito

Jesus declarou:

“Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.” João 4:24

Deus não está limitado à matéria ou às limitações físicas humanas.


Deus é soberano

Deus é o Ser supremo e possui autoridade sobre toda a criação.

A Bíblia declara:

“Tudo o que o Senhor deseja, ele o faz, nos céus e na terra, nos mares e em todas as suas profundezas.” Salmos 135:6

Reconhecer a soberania de Deus significa reconhecer que Ele está acima de nós e que Sua vontade deve ocupar o primeiro lugar.

Deus é verdadeiro

Deus é verdadeiro e coerente consigo mesmo.

Jesus declarou:

“A vida eterna é esta: que te conheçam, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” João 17:3

Conhecer a Deus é muito mais do que conhecer informações sobre Ele.


É desenvolver um relacionamento com Ele.


9. É necessário nascer de novo


Jesus ensinou algo fundamental:

“Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus.” João 3:3

Para fazer parte do Reino de Deus, é necessário experimentar uma transformação espiritual.

O novo nascimento representa uma nova vida em Cristo.


A Bíblia também declara:


“Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado.” Colossenses 1:13

Em Cristo, somos libertos do domínio das trevas e passamos a viver sob o senhorio de Jesus.


10. Somos embaixadores de Cristo


A Bíblia nos apresenta uma responsabilidade extraordinária:

“Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio.” 2 Coríntios 5:20

Um embaixador representa o seu país em outro território.

Da mesma maneira, nós somos chamados a representar Cristo neste mundo.

Mas como podemos representar alguém que não conhecemos?

Como podemos falar sobre Jesus se não permitimos que Ele transforme a nossa própria vida?

Por isso, o arrependimento é fundamental.

João Batista anunciou:

“Arrependam-se, porque o Reino dos céus está próximo!” Mateus 3:2

O verdadeiro influenciador do Reino não chama as pessoas para si mesmo. Ele aponta para Cristo.


11. A influência que nasce de uma vida transformada


Em Atos 3, Pedro e João encontraram um homem que era paralítico desde o nascimento.

Ele estava junto à porta do templo, pedindo esmolas.

Quando viu Pedro e João, pediu-lhes dinheiro.

Pedro, porém, disse:

“Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isto lhe dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, ande.” Atos 3:6

Pedro tomou-o pela mão e o ajudou a levantar-se. Imediatamente, os pés e os tornozelos daquele homem ficaram firmes, e ele começou a andar.

Pedro não tinha prata nem ouro para oferecer.

Mas ele tinha algo muito maior:

Ele tinha Cristo.

Pedro estava sendo usado por Deus porque sua vida havia sido profundamente transformada pelo encontro com Jesus.

Isso nos ensina algo poderoso:

Não podemos oferecer aquilo que não temos.

Se queremos levar Cristo às pessoas, precisamos primeiro permitir que Cristo habite e transforme a nossa vida.


12. Somos uma geração escolhida

Pedro escreveu:

“Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.”  1 Pedro 2:9


Observe a finalidade:

“Para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.”

Fomos chamados para anunciar.

Fomos chamados para testemunhar.

Fomos chamados para influenciar.

Mas a nossa influência precisa conduzir as pessoas para Deus.


13. Jesus e a mulher samaritana: um exemplo de influência


Um dos exemplos mais marcantes de influência encontramos no encontro de Jesus com a mulher samaritana, registrado em João 4.

Jesus encontrou aquela mulher junto ao poço e iniciou uma conversa dizendo:

“Dê-me um pouco de água.”

A mulher ficou surpresa porque Jesus era judeu e ela era samaritana.

Então Jesus começou a conduzir aquela conversa para uma realidade espiritual mais profunda.

Ele falou sobre a água viva.

A mulher respondeu:

“Senhor, dê-me dessa água, para que eu não tenha mais sede.”

Jesus então revelou aspectos da vida daquela mulher que somente alguém com conhecimento sobrenatural poderia conhecer.

A conversa continuou até que ela percebeu que estava diante de alguém extraordinário.

Jesus também ensinou sobre a verdadeira adoração:

“Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade.” João 4:23

Aquela conversa transformou a mulher.


E aqui encontramos algo extraordinário:

A mulher que havia encontrado Jesus tornou-se uma mensageira para outras pessoas.

Ela voltou à cidade e anunciou aquilo que havia experimentado.

A pessoa que talvez fosse improvável aos olhos daquela sociedade tornou-se instrumento para levar outras pessoas até Jesus.


14. O verdadeiro influenciador aponta para Jesus


A mulher samaritana não voltou à cidade dizendo:

“Olhem para mim!”

Ela voltou falando sobre aquele que havia encontrado.

Essa é uma das maiores diferenças entre a influência do mundo e a influência do Reino de Deus.

No mundo, muitas vezes a pessoa é colocada no centro.

No Reino de Deus, Cristo precisa estar no centro.

O verdadeiro influenciador cristão não procura construir um império para si mesmo.

Ele procura apresentar o Rei.

Não procura apenas seguidores para sua própria imagem.

Procura discípulos para Cristo.


Conclusão

Pedro encontrou um homem necessitado e ofereceu aquilo que tinha.

A mulher samaritana encontrou Jesus e correu para contar aos outros.

Os dois nos ensinam uma grande verdade:

Quem foi verdadeiramente transformado por Cristo não consegue guardar essa experiência somente para si.

Se você se considera parte da geração eleita, permita que Deus transforme a sua vida e use o seu testemunho para influenciar positivamente outras pessoas.

Não tente influenciar alguém enquanto continua preso às mesmas coisas das quais Deus deseja libertá-lo.

Imagine, por exemplo, uma pessoa que está lutando para abandonar a prostituição. Se você deseja ajudá-la, não significa que precisa viver como ela, frequentar os mesmos ambientes ou fazer da prostituição o centro das suas conversas.

Jesus nos ensinou uma maneira diferente.

Ele entrou em diálogo com a mulher samaritana. Começou com algo simples — água — e conduziu aquela conversa para uma verdade espiritual muito mais profunda.

Isso é influência.

É entrar na realidade de alguém sem perder a própria identidade.

É aproximar-se sem ser dominado.

É amar sem aprovar o pecado.

É levar luz sem se tornar trevas.

É mostrar um caminho diferente porque você mesmo decidiu caminhar por ele.

Por isso, se você deseja exercer influência no Reino de Deus, permita primeiro que Deus trabalhe em você.


Aceite a transformação.

Conheça a Palavra.

Permita que Jesus Cristo molde o seu caráter.

Deixe o Espírito Santo conduzir a sua vida.

E, quando Deus perguntar:

“A quem enviarei?”

que a sua resposta seja:

“Eis-me aqui. Envia-me a mim.”

Então você estará preparado para levar a Boa-Nova às pessoas que precisam conhecer a Cristo.

Porque o verdadeiro influenciador do Reino de Deus não leva pessoas para si.

Ele leva pessoas até Jesus.

sábado, 28 de outubro de 2023

segunda-feira, 23 de outubro de 2023

A LEI DA SEMEADURA








CADA UM COLHE O QUE PLANTOU


Introdução


É fácil pensar que não haverá consequências para as nossas ações simplesmente porque ninguém nos viu. Podemos esconder algumas atitudes das pessoas, mas jamais podemos escondê-las de Deus.

A Bíblia nos adverte em Gálatas 6:7-8:

“Não vos enganeis; Deus não se deixa escarnecer; pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque quem semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas quem semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.”

Isso significa que, mesmo que ninguém tenha visto aquilo que fizemos, haverá uma colheita correspondente àquilo que cultivamos. Não importa se a semente foi lançada publicamente ou no oculto: toda semente produz uma colheita.

A Lei da Semeadura ensina-nos uma verdade simples e profunda:

Cada um colhe o que plantou.




1. A semente que lançamos


Quando falamos de semeadura, não estamos falando apenas da agricultura. As sementes que lançamos na terra também podem representar nossas palavras, escolhas, atitudes, decisões e comportamentos.

Cada atitude que tomamos pode produzir consequências.

Uma palavra de amor pode gerar esperança.
Uma palavra de ódio pode gerar feridas.
Uma atitude de generosidade pode gerar gratidão.
Uma atitude de injustiça pode gerar sofrimento.

Por isso, querido leitor, observe atentamente aquilo que você está semeando hoje.

Se você já plantou, espere o tempo certo para colher.



2. Você está decepcionado porque ainda não viu a colheita?


Talvez você esteja decepcionado com Deus porque tem semeado, mas ainda não consegue enxergar os resultados.

Calma!

Não abandone a sua fé simplesmente porque a colheita ainda não chegou.

A Bíblia ensina que existe um tempo determinado para todas as coisas. Nem toda semente produz frutos imediatamente.

Há sementes que germinam rapidamente e outras que precisam de muito tempo para crescer. Da mesma forma, existem coisas que Deus está trabalhando em nossas vidas cujo resultado ainda não conseguimos enxergar.

E precisamos compreender também que a colheita não acontece somente para as boas sementes.

As más sementes também produzem frutos.




3. Não desista porque a colheita não saiu como esperava


Você desistiu da fé porque a sua colheita não foi aquilo que esperava?

Calma! Não desista.

Em Romanos 2:6-8, encontramos uma importante advertência:

“Que retribuirá a cada um segundo as suas obras; a saber: a vida eterna aos que, com perseverança em fazer o bem, procuram glória, e honra e incorrupção; mas ira e indignação aos que são contenciosos, desobedientes à verdade e obedientes à iniquidade.”

Deus conhece as nossas obras e vê o que está sendo semeado em nosso coração.

Por isso, não devemos olhar apenas para o resultado momentâneo. Precisamos continuar fazendo o bem, permanecendo firmes e confiando em Deus.




4. Você espera colher mangas de um limoeiro?


Você espera colher mangas de um limoeiro?

Não é possível.

Da mesma forma, não podemos esperar colher determinados frutos quando estamos continuamente plantando sementes contrárias àquilo que desejamos receber.

Se queremos colher amor, precisamos semear amor.

Se queremos colher respeito, precisamos semear respeito.

Se queremos colher paz, precisamos promover a paz.

Se queremos colher bondade, precisamos praticar a bondade.

A pergunta que cada um de nós precisa fazer é:

Que tipo de semente estou lançando hoje?




5. O que fazer com as más sementes do passado?


Talvez você esteja olhando para o seu passado e percebendo que algumas das sementes que plantou não foram boas.

O que fazer?

Primeiro, reconheça o seu erro.

Depois, confesse a Deus e peça perdão.

E, principalmente, mude de comportamento.

O arrependimento verdadeiro não consiste apenas em dizer “perdoa-me”, mas também em decidir abandonar aquilo que estava errado.

Se você estiver enfrentando consequências de escolhas passadas, procure ajuda de um discipulador ou de alguém espiritualmente maduro que possa orientá-lo.

Mas existe algo que você não pode fazer:

Não pode desistir de semear.




6. Não abandone o processo antes da colheita


Um dos grandes problemas de muitas pessoas é desistirem antes de chegar o momento da colheita.

Começam bem, mas quando surgem dificuldades, abandonam o processo.

Começam a orar, mas param porque não veem respostas imediatas.

Começam a fazer o bem, mas desistem porque não são reconhecidas.

Começam um projeto, mas abandonam porque os resultados demoram.

Porém, a colheita exige perseverança.

É preciso continuar semeando, regando, cuidando e esperando.

Não abandone o processo simplesmente porque ainda não viu o fruto.




7. Perdão não significa ausência de consequências


Deus perdoa aquele que se humilha, reconhece o seu pecado e pede perdão.

Mas precisamos compreender que o perdão de Deus não significa necessariamente que todas as consequências das nossas escolhas desaparecerão imediatamente.

Se você sabe que a sua plantação não foi boa, peça misericórdia ao Senhor, arrependa-se e volte ao primeiro amor.

Não permita que os erros do passado determinem todas as sementes que você lançará no futuro.

Você pode começar uma nova plantação.




8. Semeie sem murmurar

A Palavra de Deus também nos orienta em Filipenses 2:14-16:

“Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas, para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus imaculados no meio de uma geração corrupta e perversa, entre a qual resplandeceis como luminares no mundo, retendo a palavra da vida.”

Observe que Deus nos chama para viver de maneira diferente.

Enquanto muitos reclamam, nós podemos agradecer.

Enquanto muitos desistem, nós podemos perseverar.

Enquanto muitos espalham conflitos, nós podemos promover a paz.

Enquanto muitos semeiam maldade, nós podemos escolher semear amor.




9. Toda semente passa pelo teste do tempo


Toda semente precisa de tempo e persistência.

Pense em uma árvore: você não planta hoje e espera encontrar uma árvore adulta amanhã.

É necessário preparar a terra, plantar, regar, cuidar e esperar.

Assim também acontece em nossa vida.

Precisamos conhecer o tipo de semente que estamos carregando e compreender que cada processo possui o seu tempo.

Esse entendimento nos ajudará a permanecer firmes quando as circunstâncias ao nosso redor tentarem nos fazer desistir.

Nem tudo que demora está perdido.

Às vezes, aquilo que parece demora é simplesmente parte do processo.




10. Permaneça onde Deus o plantou


A Bíblia mostra em Gênesis 26 que Deus falou com Isaque e orientou-o a permanecer na terra de Gerar.

Mesmo enfrentando lutas, dificuldades e perseguições, Isaque permaneceu.

Ele poderia ter desistido.

Poderia ter procurado outro lugar.

Poderia ter abandonado aquilo que Deus havia determinado.

Mas permaneceu firme.

E, no tempo certo, Deus abriu portas de favor diante dele, justamente no lugar onde havia enfrentado adversidades.

Isso nos ensina uma grande lição:

Nem sempre o lugar da luta é o lugar do abandono. Às vezes, é exatamente o lugar onde Deus preparou a nossa colheita.




11. Valorize a terra onde Deus o plantou


Deus tem propósitos e caminhos específicos para cada um dos seus filhos.

Por isso, ame e valorize a terra onde Deus o plantou.

Não permita que a comparação faça você desprezar o lugar onde está.

Não procure constantemente viver a história de outra pessoa.

Não tome decisões apenas porque alguém lhe disse que o caminho daquela pessoa funcionou.

Precisamos de discernimento para compreender aquilo que Deus está fazendo especificamente em nossa vida.

Enquanto você estiver no lugar que Deus determinou, permaneça firme.




12. Se caiu, levante-se e semeie novamente


Se você caiu, levante-se.

Se errou, arrependa-se.

Se perdeu, aprenda.

Se plantou sementes ruins, comece uma nova plantação.

Talvez você ainda esteja colhendo, com lágrimas e sofrimento, aquilo que plantou em uma estação passada.

Mesmo assim, não pare.

Enquanto colhe o que foi plantado anteriormente, prepare a terra para uma nova semeadura.

Você não pode mudar algumas sementes que já foram lançadas, mas pode decidir o que irá plantar a partir de hoje.




13. Os princípios da semeadura


Existem princípios que precisamos compreender:

Dar.

Semear.

Cuidar.

Perseverar.

Não se cansar de fazer o bem.

Ao seguir esses princípios com fé e perseverança, no tempo certo colheremos os frutos daquilo que foi plantado.

Deus honra aqueles que semeiam no Espírito e permanecem firmes na Sua Palavra.

Por isso, não pare de semear.




14. Plante, regue e espere

Querido leitor, talvez você esteja vivendo um período em que ainda não consegue enxergar os resultados.

Não se desespere.

Plante.

Regue.

Cuide.

Espere.

E, enquanto espera, continue louvando.

Continue agradecendo.

Continue ajudando o próximo.

Continue fazendo o bem.

Continue acreditando.

Não permita que a demora da colheita faça você abandonar a semente.




Conclusão


A vida é feita de sementes.

Todos os dias lançamos sementes por meio das nossas palavras, pensamentos, atitudes e escolhas.

Por isso, antes de reclamar daquilo que estamos colhendo, precisamos olhar para aquilo que plantamos.

Se a colheita não foi boa, não significa que tudo terminou.

É possível recomeçar.

Peça perdão a Deus, mude o seu comportamento, prepare novamente a terra e comece a semear boas sementes.

Não desista por causa do tempo.

Não desista por causa das dificuldades.

Não desista porque ainda não vê resultados.

A semente precisa de tempo para produzir frutos.

Plante com fé.

Regue com perseverança.

Espere com paciência.

E, enquanto espera, louve, agradeça e faça o bem.

Porque no tempo certo, você colherá.

O que você planta hoje poderá determinar aquilo que colherá amanhã.

Deus ama você e deseja o melhor para a sua vida. Continue firme, continue semeando e continue confiando n'Ele.

Vai dar tudo certo.


Desenhe um plano Semanal, siga e garanta o cumprimento

 


sexta-feira, 8 de setembro de 2023

NASCI PARA RESPONDER A UMA NECESSIDADE NA TERRA









INTRODUÇÃO 

Nascer com um propósito é ser enviado para responder a uma necessidade específica.

  1. Já parou para pensar por que você nasceu? 
  2. Qual é a razão da sua existência?
  3. Que necessidade você veio responder nesta terra?
Primeiro, a criança nasce de um homem e de uma mulher, que são os seus pais na carne. Ao nascer, ela traz consigo um corpo físico, resultado de uma história construída através de gerações.

À medida que cresce, a criança começa a reconhecer os objetos, as pessoas e o ambiente ao seu redor. Também começa a imitar outras pessoas. A imitação torna-se um hábito e não se limita apenas à expressão física, mas alcança também a forma de pensar.

Como afirma Hill (2015, p. 88), a imitação pode estender-se da expressão física à expressão do pensamento.
Mas existe algo ainda mais profundo: há um segundo nascimento.

O SEGUNDO NASCIMENTO: NASCER EM CRISTO

Vamos juntos visitar as Escrituras no livro de João, capítulo 3, e acompanhar uma conversa entre Nicodemos e Jesus.

João 3:2-6
Nicodemos foi ter com Jesus de noite e disse:
“Rabi, sabemos que és Mestre, vindo de Deus; pois ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele.”

Jesus respondeu:
“Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.”

Nicodemos perguntou:
“Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?”

Jesus respondeu:
“Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.”
E acrescentou:
“O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.”

Até aqui está tudo bem.
Eu dizia inicialmente que nascer com propósito é ser enviado para responder a uma necessidade específica, certo?
Mas para compreender melhor o nosso propósito, precisamos compreender também o nosso nascimento espiritual.
O primeiro nascimento introduz-nos na vida física. O segundo nascimento, em Cristo, conduz-nos a uma nova vida espiritual.

VOCÊ TEM UMA MISSÃO NA TERRA

Moisés tinha uma missão: 
libertar o povo de Israel da escravidão no Egipto.
E você?
Qual é a sua missão?

Para melhor compreensão, vejamos o que diz Lucas 4:18-19:
“O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos e proclamar o ano aceitável do Senhor.”

Isso significa que existe uma missão específica para cada pessoa.

Amado leitor, é muito importante que você perceba que não nasceu por acaso.
Você tem uma missão especial nesta terra.
Não aceite simplesmente passar pela vida sem descobrir e cumprir aquilo para o qual Deus o chamou.

UM TESOURO DENTRO DE VOCÊ

2 Coríntios 4:7 diz:

“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não da nossa parte.”
Este versículo carrega uma mensagem profunda.

Nós carregamos alguma coisa importante dentro de nós.
Entre os atributos que podemos destacar estão:
Tesouro
Poder
Bênção
Capacidade
Graça

Com a capacidade que você tem em Cristo Jesus, pode fazer coisas diferentes das que os demais fazem.

Talvez você ainda não tenha descoberto aquilo que Deus colocou dentro de você.
Mas o facto de ainda não ter descoberto não significa que não exista.

Há algo dentro de você que precisa ser desenvolvido e colocado em funcionamento.


JOSÉ: UM HOMEM QUE CARREGAVA UMA CAPACIDADE

Quando Faraó teve um sonho, procurou alguém inteligente e entendido que pudesse fazer a sua interpretação.

Mas por que José foi lembrado?

Porque José já havia demonstrado a capacidade de interpretar sonhos quando estava na prisão.

Gênesis 40
José disse aos homens que tinham tido os sonhos:
“Porventura não pertencem a Deus as interpretações? Contai-me, peço-vos.”
José interpretou o sonho do copeiro-mor e, antes que este fosse libertado, fez-lhe um pedido:
“Mas lembra-te de mim, quando te for bem; usa, peço-te, de compaixão para comigo e faze menção de mim a Faraó e tira-me desta casa.”
Olha que interessante!

José estava na prisão, mas não havia perdido a visão do futuro.
Ele sabia que aquela situação não precisava ser o fim da sua história.

DA PRISÃO PARA O PALÁCIO

Em Gênesis 41, encontramos Faraó perturbado por causa de um sonho.
Ele chamou todos os adivinhadores e sábios do Egipto, mas ninguém conseguia interpretar o sonho.
Então José foi chamado.

Gênesis 41:14-16
“Então mandou Faraó chamar a José, e o fizeram sair apressadamente da masmorra; ele se barbeou, mudou de traje e apresentou-se a Faraó.”
Faraó disse a José:
“Tive um sonho, e não há quem o interprete; de ti, porém, ouvi dizer que, ouvindo contar um sonho, podes interpretá-lo.”
José respondeu:
“Isso não está em mim; Deus é que dará uma resposta de paz a Faraó.”
Que humildade!

José reconheceu que a capacidade que possuía vinha de Deus.
Ele interpretou o sonho e explicou que haveria sete anos de grande fartura, seguidos por sete anos de fome.
Faraó reconheceu a sabedoria que havia em José.

Gênesis 41:39-40
“Porquanto Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão entendido e sábio como tu.”
E Faraó declarou:
“Tu estarás sobre a minha casa, e por tua voz se governará todo o meu povo.”
José foi colocado como governador do Egipto.
José saiu da cadeia diretamente para o palácio.

NÃO PERCA A SUA VISÃO

O que podemos aprender com José?

É muito importante sermos verdadeiros naquilo que fazemos durante a nossa vida.
Existem pessoas que se relacionam umas com as outras apenas por interesse. Isso é complicado porque, quando nos relacionamos com pessoas somente pelo benefício que podemos obter delas, podemos acabar perdendo a nossa visão, a nossa jornada e os nossos valores.
Por isso:
Não aceite a manipulação da sua missão.
Fique firme em Deus.
Mantenha-se focado no seu verdadeiro propósito.

José não tinha conhecimento de Gestão, mas possuía dentro dele uma capacidade que Deus poderia usar.
José foi capacitado para governar o Egipto.

A SUA CAPACIDADE VEM DE DEUS

2 Coríntios 3:5 diz:
“Não sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos, mas a nossa capacidade vem de Deus.”

A capacidade que Deus colocou em você pode tornar-se uma ferramenta para cumprir o seu propósito.

O conhecimento académico que você possui pode ser transformado na criação de um negócio específico.
A arte que você tem nas mãos pode transformar-se em uma fonte de rendimento.
A experiência que você adquiriu pode ajudar outras pessoas.

Se você tem capacidade para fazer as coisas acontecerem, pode chegar a lugares que muitos nunca imaginaram que você alcançaria.

Veja José: a capacidade elevou-o à categoria de governador.

A BÊNÇÃO

Quando alguém conhece os princípios e as condições, a bênção também pode ser transmitida de uma pessoa para outra.
Na história de Isaque e Esaú encontramos um exemplo interessante.

Isaque, antes de morrer, desejava abençoar o seu filho Esaú. Havia uma condição relacionada à preparação da refeição que ele desejava comer antes de conceder a bênção.
Isso nos ensina algo importante:

Não é simplesmente porque você nasceu numa casa abençoada que automaticamente viverá todas as bênçãos dos seus pais.
Existem situações em que a bênção está relacionada com princípios, responsabilidade e obediência.
Por isso, não viva apenas da bênção dos outros.
Construa também a sua própria caminhada com Deus.

O PODER QUE DEUS COLOCOU EM VOCÊ

Atos 1:8 diz:
“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia e Samaria, até aos confins da terra.”

Muitas pessoas possuem potencial, mas não conseguem transformar esse potencial em ação.

O poder precisa ser colocado em funcionamento para que possa servir.

Efésios 3:20 declara:
“Ora, aquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera.”

Deus pode fazer muito mais através de nós do que aquilo que conseguimos imaginar.
Mas precisamos estar disponíveis.
Não limite Deus por causa das limitações do vaso que você é.

SOMOS VASOS DE BARRO


Nós somos vasos de barro.
Deus olha para o depósito e também para a condição do vaso.

Se o vaso não estiver preparado, poderá não estar disponível para aquilo que Deus deseja realizar.

Tudo depende também da nossa disposição.
Portanto:
Não limite Deus naquilo que Ele pode fazer na sua vida.
Deixe Deus agir.
Prepare o seu vaso.
Esteja pronto para receber aquilo que Deus deseja derramar sobre você.
Deus pode fazer aquilo que menos imaginamos.

O poder que há em você pode ser usado de maneira extraordinária.
Por isso, é necessário estar fortalecido e cheio do Espírito.

O PODER

O poder se transforma quando é colocado em ação.
Encha-se de poder, porque não há como servir plenamente sem estar capacitado.
O poder que Deus concede não deve ficar parado.
Ele precisa servir a um propósito.

O TESOURO

Tesouro são bens preciosos guardados: ouro, pedras preciosas e outras riquezas.

Quando Paulo diz:
“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro...”
ele está mostrando que existe algo precioso dentro de nós.

O tesouro que Deus colocou em você não deve permanecer escondido.
Ele precisa ser desenvolvido e levado do interior para a realidade.

O tesouro precisa tornar-se visível através das suas atitudes, dons, conhecimento, trabalho e serviço.
Aquilo que Deus colocou dentro de você pode ser uma resposta para a necessidade de alguém.

O PODER É MAIS DO QUE DINHEIRO

Poder não significa apenas dinheiro.
Com recursos financeiros podemos realizar algumas coisas, mas o poder de Deus é muito maior.

O poder pode capacitar uma pessoa para servir, liderar, transformar, criar, ensinar, curar feridas emocionais, inspirar e ajudar outras pessoas.

O poder precisa estar a serviço do propósito.
A unção e o tesouro caminham juntos quando o vaso está disponível para Deus.
Enquanto houver vasos preparados, haverá espaço para receber.

Mas não há transformação sem fé.
É necessária restauração e transformação dentro de nós.

DEUS PODE TRANSFORMAR VOCÊ

Deus é capaz de transformar o nosso carácter, a nossa inteligência e a nossa maneira de agir através da Sua presença e da Sua direção.

Por isso, não olhe apenas para aquilo que você é hoje.
Olhe também para aquilo que Deus pode fazer de você.

Talvez hoje você esteja numa situação semelhante à prisão de José.
Mas a prisão não foi o fim de José.
O processo estava preparando-o para o palácio.

Talvez o seu processo também esteja preparando você para aquilo que ainda não consegue enxergar.


ENTÃO, QUAL É O SEU PROPÓSITO?


Agora volto à pergunta que dá título a este texto:

NASCI PARA RESPONDER A UMA NECESSIDADE NA TERRA. QUAL SERÁ? 🤔

Não tenha medo de fazer essa pergunta.
Pergunte a Deus.
Ore.
Busque.
Observe os dons que Ele colocou em você.
Observe as necessidades que existem ao seu redor.
Observe aquilo que você consegue fazer com excelência.
Talvez a resposta esteja justamente naquilo que você carrega dentro de si.
O que você sabe fazer pode ser uma resposta para a necessidade de alguém.

CONCLUSÃO

Amado leitor, é importante que você entenda:
Você não nasceu por acaso.
Existe algo dentro de você.
Existe um tesouro.
Existe capacidade.
Existe poder.
Existe graça.
Existe uma missão.

Não permita que o medo, as circunstâncias, os interesses de outras pessoas ou as suas próprias limitações façam você abandonar o propósito para o qual nasceu.

José começou na prisão, mas terminou no palácio.

Moisés foi chamado para libertar um povo.
Jesus veio para cumprir uma missão.

E você?
Qual é a necessidade que você nasceu para responder?

Ore para descobrir o seu propósito.

Prepare o seu vaso.
Desenvolva os seus dons.
Permaneça firme em Deus.
Coloque o seu tesouro em ação.
Não aceite morrer antes de começar a viver.
Você não nasceu por acaso.
Você nasceu para fazer a diferença.

terça-feira, 11 de abril de 2023

IDENTIDADE 🆔 EM CRISTO JESUS








Descubra quem você é em Deus

«“Se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” 2 Coríntios 5:17»

🌿 Uma pergunta que pode transformar a sua vida

Quem é você?

Talvez esta pareça uma pergunta simples. Afinal, sabemos o nosso nome, onde nascemos, quem são os nossos pais, onde vivemos e tantas outras informações sobre nós.

Mas existe uma pergunta muito mais profunda:


Quem você é em Cristo Jesus?

É sobre isso que quero conversar com você.

Se chegou até aqui, talvez esteja à procura de respostas, de direção ou até de uma nova compreensão sobre a sua própria vida.

Então, permita-se parar por alguns minutos e olhar para dentro de si.

Você sabe realmente quem é?

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🪪 O QUE É IDENTIDADE?

Identidade é aquilo que nos permite reconhecer quem somos. É o conjunto de características que nos identifica.

Mas a nossa identidade vai muito além de um nome, de uma profissão, de uma aparência ou daquilo que as pessoas dizem sobre nós.

Existe uma identidade que nasce da nossa relação com Deus.

Você não está nesta terra por acaso. A sua existência tem propósito.

Talvez, por falta de conhecimento e entendimento, você tenha vivido como se a sua passagem por este mundo não fosse importante. Mas não desperdice a vida que Deus lhe concedeu.

Viva de maneira que a sua existência deixe uma marca positiva nas próximas gerações.

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ANTES DE FAZER, É PRECISO SER

No livro de Atos dos Apóstolos 1:1, encontramos uma referência àquilo que Jesus começou a fazer e ensinar.

Existe uma lição importante aqui:

SERFAZERENSINAR

Jesus não ensinava apenas aquilo que sabia. Ele ensinava aquilo que vivia. As Suas ações estavam alinhadas com quem Ele era.

Por isso, antes de perguntar:

“O que devo fazer?”

talvez seja necessário perguntar:

“Quem estou me tornando?”

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🌱 SER

Em Cristo, somos chamados a uma nova vida.

2 Coríntios 5:17 apresenta uma das verdades mais poderosas da fé cristã:

«“Se alguém está em Cristo, nova criatura é.”»

Quando compreendemos quem somos em Deus, a nossa maneira de pensar começa a mudar.

As nossas palavras mudam.

As nossas atitudes mudam.

As nossas escolhas mudam.

A nossa maneira de tratar as pessoas muda.

Porque aquilo que somos por dentro começa a refletir-se naquilo que fazemos por fora.

A transformação começa no interior.

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🙌 FAZER

Depois de ser, vem o fazer.

As nossas ações são uma expressão daquilo que existe dentro de nós.

Jesus realizou milagres, curou pessoas, ensinou, serviu e demonstrou amor.

Se somos uma nova criatura em Cristo, as nossas ações também precisam refletir essa nova realidade.

Não basta dizer que somos cristãos.

A nossa vida precisa confirmar aquilo que os nossos lábios professam.

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📖 ENSINAR

Jesus não apenas fazia; também ensinava.

E ensinava com autoridade porque vivia aquilo que pregava.


Essa é uma grande responsabilidade para quem ensina outras pessoas. Não podemos transmitir apenas teorias. Precisamos ensinar através daquilo que vivemos. A nossa vida também é uma mensagem.sA pessoas podem esquecer aquilo que dissemos, mas muitas vezes lembrarão daquilo que viram em nós.

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❤️ DIGA-ME: QUEM VOCÊ É?

Jeremias 1:5 diz: «“Antes que eu te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre te santifiquei.”»

Que declaração poderosa!

Antes que outras pessoas tivessem uma opinião sobre você, Deus já o conhecia.

Antes que alguém colocasse um rótulo sobre a sua vida, Deus já conhecia a sua história.

Por isso, não permita que a opinião das pessoas seja maior do que aquilo que Deus diz sobre você.

É muito fácil falar sobre os outros.

Difícil é olhar para dentro de nós mesmos e responder:

Quem sou eu?

Será que você conhece a sua verdadeira identidade?

Ou será que tem vivido de acordo com os rótulos que recebeu?

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🌍 QUANDO O MUNDO TENTA MUDAR A NOSSA IDENTIDADE

Amado leitor, se você é filho de Deus, foi chamado para influenciar o mundo e não para ser dominado por ele.

Vivemos num tempo em que muitas pessoas frequentam a igreja, participam dos cultos, ofertam, dizimam e cumprem as atividades religiosas, mas continuam vivendo exatamente como antes.

Dentro da igreja são uma pessoa. Fora dela, outra. E isso nos leva a uma pergunta muito séria:

Será que entrámos no evangelho, mas o evangelho ainda não entrou em nós?

É como a imagem do povo que saiu do Egito, mas precisava permitir que o Egipto também saísse do seu coração.

Sair de um lugar é diferente de deixar aquele lugar sair de dentro de nós.

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🔥 O EXEMPLO DE DANIEL

Daniel viveu numa sociedade cheia de influências contrárias aos seus valores. Ele tinha motivos para se adaptar. Tinha motivos para ceder. Tinha motivos para fazer como todos faziam. Mas decidiu permanecer fiel.

Daniel 1:8 mostra que Daniel tomou uma decisão no coração de não se contaminar.

Ele sabia quem era.

Daniel não permitiu que o ambiente determinasse a sua identidade.

E você?

Quem você é quando ninguém está olhando?

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🌱 EM CRISTO, VOCÊ PODE COMEÇAR DE NOVO


Talvez o seu passado tenha sido marcado por erros.

Talvez tenha tomado decisões das quais se arrepende.

Talvez carregue culpa, vergonha ou lembranças que gostaria de apagar.

Mas o seu passado não precisa ser o seu endereço permanente.

Em Cristo, existe uma nova realidade.

Você não precisa continuar escravo dos velhos hábitos.

Você não precisa permitir que os seus erros definam quem você é.

Gálatas 2:20 declara: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim.”»

Que transformação!

Quando Cristo começa a ocupar o centro da nossa vida, começamos a compreender que alguns comportamentos simplesmente já não combinam com a pessoa que estamos nos tornando.

Se antes vivíamos na fofoca, precisamos aprender a abandonar a fofoca.

Se antes éramos dominados pelo orgulho, precisamos aprender a viver em humildade.

Se antes feríamos as pessoas com as nossas palavras, precisamos aprender a falar com amor.

Não porque queremos simplesmente parecer bons diante dos outros, mas porque a nossa nova identidade exige uma nova maneira de viver.

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⚠️ CUIDADO COM AQUILO QUE TENTA DOMINAR VOCÊ

O mundo oferece muitas coisas que parecem proporcionar felicidade imediata.

Dinheiro.

Prazer.

Festas.

Bebidas.

Drogas.

Relacionamentos.

Reconhecimento.

Sucesso.

Mas aquilo que parece liberdade pode transformar-se em escravidão quando passa a dominar o nosso coração.

A pessoa começa querendo pouco e termina querendo sempre mais.

Mais dinheiro.

Mais prazer.

Mais reconhecimento.

Mais satisfação.

Mais e mais...

E, mesmo assim, continua existindo um vazio.

Porque somente aquilo que Deus coloca dentro de nós pode preencher verdadeiramente a nossa vida.

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🙏 HOJE VOCÊ PODE ESCOLHER UMA NOVA VIDA


Talvez você tenha chegado até aqui sem saber exatamente porquê.

Mas talvez este seja o momento de Deus lhe lembrar:

Você não está sozinho.

Você não está esquecido.

A sua vida tem valor.

A sua história ainda pode ser transformada.

João 1:12 declara: «“Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus.”»

Que privilégio!

Ser filho de Deus.

E Jesus nos lembra em João 15:5:

«“Quem permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.”»

Sem Jesus, podemos até conquistar muitas coisas.

Mas é em Cristo que encontramos o verdadeiro sentido da nossa caminhada.

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💭 PARE E REFLITA


Antes de terminar, quero deixar algumas perguntas para você:

Quem sou eu?

O que tem definido a minha identidade?

A opinião das pessoas ou a Palavra de Deus?

O meu passado ou aquilo que Cristo está fazendo em mim?

Tenho sido influenciado pelo mundo ou tenho influenciado o mundo através da minha vida?

As minhas atitudes refletem aquilo que digo acreditar?

Pense nisso.

Talvez uma simples resposta possa marcar o início de uma grande transformação.

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🙏 FAÇA UMA ORAÇÃO SINCERA

Se chegou até aqui, feche os olhos por alguns instantes e converse com Deus.

Peça-Lhe que revele quem você é n'Ele.

Fale sobre as suas imperfeições.

Entregue os seus medos.

Confesse aquilo que precisa ser transformado.

E peça um novo coração.

Você pode orar assim:

«“Senhor, guia-me na tua verdade e ensina-me, pois tu és o Deus da minha salvação. Revela-me quem sou em Ti. Ajuda-me a abandonar tudo aquilo que não corresponde à minha nova identidade. Dá-me um coração novo, transforma os meus pensamentos, as minhas palavras e as minhas atitudes. Ensina-me a viver de acordo com a Tua vontade e a refletir Cristo através da minha vida. Em nome de Jesus. Amém.” 🙏»

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🌹 PARA GUARDAR NO CORAÇÃO

Você não nasceu por acaso.

Existe um propósito para a sua vida.

Não permita que o mundo defina quem você é.

Não permita que o seu passado determine o seu futuro.

Não permita que os rótulos das pessoas sejam maiores do que a voz de Deus.

Conheça a sua identidade.

Permaneça firme em Cristo.

Viva aquilo que você crê.

Faça o bem.

Ensine pelo exemplo.

Deixe um legado.

Porque, no final, a pergunta não será apenas:

“O que eu fiz?”

Mas também:

“Quem eu me tornei enquanto fazia?”

Que Deus nos ajude a viver cada dia como verdadeiros filhos Seus, refletindo o amor de Cristo e deixando marcas que apontem para Ele.



Dia abençoado por Deus! 🙏❤️

Liandra Langa

A Alegria de Viver ❤️


segunda-feira, 26 de outubro de 2020

A SENTENÇA DA OUTRA











INTRODUÇÃO


A vida é feita de momentos de alegria, conquistas, lágrimas, perdas, desafios e recomeços. Em meio a tudo isso, aprendemos que ser vencedor não significa viver sem problemas, mas permanecer de pé mesmo quando as circunstâncias parecem querer derrubar-nos.

Foi com esse pensamento que nasceu esta história.

Uma família pode ser construída com muito amor, sacrifício, oração e dedicação. Pais podem educar os seus filhos segundo princípios cristãos, ensinando-lhes a importância da fidelidade, do respeito, da honestidade e do temor a Deus. Porém, quando chegam à vida adulta, cada pessoa precisa decidir por si mesma que caminho seguirá.

Maria Coana acreditava ter construído uma família sólida. Desde cedo aprendera a valorizar o casamento e a colocar Deus no centro da sua vida.

Muitas vezes, diante das dificuldades, repetia para si mesma:

“Posso todas as coisas naquele que me fortalece.” Filipenses 4:13


Ela acreditava que, com Deus, conseguiria enfrentar qualquer situação.

Mas ninguém imagina o que pode acontecer quando a pessoa que prometeu caminhar ao nosso lado decide seguir por outro caminho.

O adultério é uma ferida profunda. Ele não destrói apenas a confiança entre duas pessoas; pode atingir filhos, famílias e até relações construídas durante muitos anos.

A Bíblia é clara ao condenar o adultério:

“Não adulterarás.” Deuteronómio 5:18

E Jesus ensinou:

“Assim já não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem.” Mateus 19:6

Mas o que acontece quando um casamento é atingido pela infidelidade?

O que acontece quando a pessoa traída, em vez de procurar cura, decide procurar vingança?

Até onde pode chegar alguém ferido pela traição?

E o que acontece quando, na tentativa de recuperar aquilo que perdeu, a pessoa abandona os princípios que um dia dizia defender?

Esta é a história de Maria Coana, uma mulher que acreditava conhecer o caminho da sua vida, mas que, depois de descobrir a traição do marido, entrou num caminho de dor, revolta e vingança.

É também a história de António, um homem que, apesar de conhecer a sua responsabilidade dentro do casamento, permitiu que uma escolha errada colocasse em risco tudo o que havia construído.

E é a história de Katy, uma mulher cuja vida difícil a ensinou a lutar pela sobrevivência, mas que também tomou decisões capazes de ferir outras pessoas.

Nenhum dos personagens é simplesmente vítima ou vilão. Cada um carrega uma história, escolhas, fraquezas e consequências.


A SENTENÇA DA OUTRA é uma história de traição, dor, tradição, fé, escolhas e consequências.

Os nomes utilizados são fictícios, e alguns acontecimentos foram inspirados em situações que podem ser encontradas na realidade.

Que esta história sirva não apenas para entreter, mas também para provocar reflexão.

Porque, algumas vezes, aquilo que pensamos ser uma vitória pode ser apenas o começo de uma grande batalha.



CAPÍTULO I

UMA FAMÍLIA, UMA ROTINA E UMA TENTAÇÃO

Maria Coana tinha 36 anos e era conhecida no bairro pela sua dedicação à família.

Estava casada com António, de 45 anos, havia seis anos. Juntos tinham quatro filhos.

Maria era dona de casa e, para ajudar nas despesas, vendia alguns produtos básicos no quintal. António era funcionário público e passava grande parte do dia no trabalho. Viviam em Inhagoia, na cidade de Maputo.

Maria nascera e crescera em Gaza, numa família tradicional. Desde pequena, aprendera que uma mulher deveria respeitar profundamente o marido e cuidar da casa.

A mãe ensinara-lhe muitas coisas.

Quando o marido chegasse, deveria encontrar a casa organizada. Quando fosse tomar banho, Maria preparava a água. Quando chegasse a hora da refeição, a comida deveria estar pronta.

Maria cresceu acreditando que aquilo era uma das principais formas de demonstrar amor e respeito.

Todos os dias repetia a mesma rotina.

António chegava do trabalho, tomava banho, jantava e, por volta das 20 horas, sentava-se para assistir ao Jornal Nacional.

Depois, os filhos queriam assistir às suas novelas e programas preferidos. António, cansado, retirava-se para descansar. Maria ficava.

Ainda precisava arrumar a cozinha, cuidar das crianças, organizar a casa e resolver as pequenas tarefas que pareciam nunca terminar.

Muitas vezes, só conseguia comer depois de todos terem terminado. Com o passar do tempo, o casamento começou a perder algumas das pequenas atenções que existiam no início. Maria estava cansada.

Entre os filhos, a casa e o pequeno negócio, sentia que não tinha tempo nem energia para si mesma.

António, por outro lado, sentia falta da proximidade que existia entre eles nos primeiros anos.

O problema não era apenas físico. Era emocional. Os dois estavam cada vez mais distantes, embora continuassem vivendo debaixo do mesmo teto. António era conhecido como um homem reservado. Ia à igreja, trabalhava e gostava de permanecer em casa. Tinha poucos amigos.

O seu amigo mais próximo era Raul, conhecido desde os tempos de infância. Mas tudo começou a mudar depois de algumas conversas no trabalho.

Certo dia, durante o almoço, António estava com dois colegas, Crimildo e Salomão.

A conversa acabou chegando aos relacionamentos.

Crimildo falava abertamente sobre a sua vida conjugal.

— Lá em casa, eu e a minha esposa conversamos sobre tudo — dizia ele. — Até sobre aquilo que cada um espera do casamento.

Salomão tinha uma opinião diferente.

— Mulher não deve tomar muita iniciativa — comentou.

António permanecia calado, apenas ouvindo.

A conversa ficou na sua cabeça durante todo o dia.

Quando chegou a casa, olhou para Maria de uma maneira diferente.

Pensou que talvez precisasse fazer alguma coisa para aproximá-los novamente.

No dia seguinte, comprou uma peça de roupa íntima vermelha para oferecer à esposa.

Queria surpreendê-la.

À noite, entregou-lhe o presente.

Maria olhou para a peça e ficou constrangida.

— António, onde arranjaste isso?

— Comprei para ti.

Ela ficou em silêncio.

— Não gosto dessas coisas — respondeu.

António tentou explicar que queria apenas quebrar a rotina e aproximar-se dela.

Mas Maria, influenciada pelos ensinamentos tradicionais que recebera, respondeu:

— A minha mãe sempre me ensinou que esse tipo de roupa não era para uma mulher casada usar.

António ficou frustrado.

A conversa transformou-se numa discussão.

Depois daquela noite, algo mudou dentro dele.

No trabalho, José percebeu que António estava diferente.

— O que se passa contigo?

— Nada.

— Não parece. Estás sempre distraído.

José insistiu.

— Talvez precises sair um pouco. Conhecer pessoas. Distrair-te.

António recusou inicialmente.

— Não preciso disso. Tenho a minha família.

Mas José não desistiu.

Numa sexta-feira, conseguiu convencê-lo a sair.

Foram para uma zona de barracas na região do Museu, onde havia movimento, música e muita gente.

António sentia-se deslocado.

Não era o seu ambiente.

Foi então que conheceu Katy.

Ela aproximou-se com um sorriso.

Conversaram.

Inicialmente, nada parecia perigoso.

Mas, pouco a pouco, António começou a sentir-se atraído por aquela mulher.

Katy percebeu.

E também percebeu outra coisa:

António era casado.



CAPÍTULO II

QUANDO A CONFIANÇA COMEÇA A MORRER


Katy era uma jovem bonita, comunicativa e determinada.

A sua vida, porém, não tinha sido fácil.

Perdera os pais ainda jovem e precisou assumir responsabilidades muito cedo. Tinha irmãos mais novos para ajudar e pouca oportunidade de estudar.

A pobreza obrigou-a a amadurecer rapidamente.

Entrou em relacionamentos muito cedo e teve filhos de pais diferentes. Duas uniões não deram certo.

Para sobreviver e sustentar os filhos, começou a relacionar-se com homens mais velhos e financeiramente estáveis.

Foi assim que conheceu João, um empresário de origem asiática.

João nunca escondeu que era casado.

Disse-lhe desde o início que amava a esposa, mas queria manter uma relação fora do casamento.

Katy aceitou.

Com o tempo, João ajudou-a a abrir uma pequena boutique de roupas femininas.

A partir daí, a sua vida melhorou.

Katy passou a morar numa casa arrendada em Maputo, tinha uma empregada doméstica e conseguia sustentar melhor os filhos.

Nas sextas-feiras, costumava frequentar lugares onde podia conhecer homens com capacidade financeira.

Foi num desses lugares que encontrou António.

Ela percebeu rapidamente que ele era diferente dos homens que normalmente conhecia.

António tinha emprego, família e estabilidade.

Para Katy, aquilo representava uma oportunidade.

Para António, Katy representava uma fuga.

E foi assim que começou uma relação que nenhum dos dois deveria ter iniciado.

A aproximação tornou-se cada vez maior.

António começou a esconder mensagens, chamadas e encontros.

Até que, numa noite, ultrapassou definitivamente os limites do casamento.

Quando regressou a casa, já era tarde.

Maria estava acordada, esperando por ele.

Ele entrou cansado, com sinais de ter bebido.

Maria aproximou-se.

Foi então que percebeu algo estranho.

Havia perfume de mulher na roupa dele.

E uma marca de batom.

Maria ficou imóvel.

Não perguntou imediatamente.

Preferiu esperar.

Talvez estivesse enganada.

Talvez houvesse uma explicação.

Mas aquela dúvida começou a consumir-lhe o coração.

Na manhã seguinte, António só voltou para casa por volta das nove horas.

Maria não aguentou.

— Onde estiveste?

— No serviço.

— Desde ontem?

António ficou irritado.

— Já disse que estava fora.

Maria olhou para ele.

— E esse perfume?

Ele não respondeu.

— E o batom?

Silêncio.

Maria sentiu os olhos encherem-se de lágrimas.

— Onde foi que eu errei?

António continuou calado.

— O que fiz para merecer isso? Dei-te quatro filhos. Nunca te traí. Sempre cuidei desta casa. Sempre procurei respeitar-te.

A voz dela tremia.

— Quem é essa mulher? O que ela tem que eu não tenho?

António perdeu a paciência.

— Para de fazer perguntas!

Maria recuou.

Não porque tivesse entendido a situação, mas porque naquele momento percebeu que o homem que conhecia já não estava diante dela da mesma maneira.

Mais tarde, uma vizinha chamada Joana apareceu.

Joana era conhecida no bairro por saber de tudo o que acontecia.

Durante a conversa, começou a contar histórias sobre uma mulher chamada Lúcia e sobre homens casados que frequentavam determinados lugares.

Maria ouvia em silêncio.

As palavras de Joana pareciam confirmar os seus maiores medos.

Naquela noite, António recebeu uma mensagem.

Era Katy.

“Oi, amor. Senti a tua falta.”

António levantou-se discretamente e foi para a sala.

Maria estava deitada, mas ainda não dormia.

Ouviu-o falar baixinho.

— Também sinto a tua falta.

Maria fechou os olhos.

As lágrimas começaram a escorrer.

Naquele momento, a sua dor deixou de ser apenas uma suspeita.

Ela sabia que havia outra mulher.



CAPÍTULO III

A DOR QUE SE TRANSFORMA EM VINGANÇA

Eram duas horas da madrugada.

Maria levantou-se.

Encontrou António sentado na sala, segurando o telemóvel.

— Estás a falar com ela?

António levantou os olhos.

— Com quem?

— Não mintas.

Ele ficou em silêncio.

Maria sentiu uma mistura de vergonha, raiva e humilhação.

Durante anos, acreditara que o seu casamento era protegido pela fé.

Agora, sentia que tudo estava a desmoronar.

Voltou para o quarto.

Naquela noite não conseguiu dormir.

Pensou nos filhos.

Pensou nos anos de casamento.

Pensou em todas as vezes que sacrificara os próprios desejos pela família.

E então surgiu dentro dela um pensamento perigoso:

vingança.

Queria que António sentisse a mesma dor.

Queria que ele voltasse para casa.

Queria que aquela outra mulher desaparecesse da vida dele.

Maria lembrou-se de uma conversa antiga, na qual ouvira alguém falar sobre formas tradicionais de prender emocionalmente um homem.

O pensamento ficou na sua cabeça.

Na manhã seguinte, ligou para Madalena, uma amiga de infância.

— Preciso de falar contigo.

— O que aconteceu?

Maria contou tudo.

Madalena ficou em silêncio por alguns segundos.

— Conheço alguém que talvez possa ajudar.

— Quem?

— Avó Guida.

Maria hesitou.

Madalena explicou que Avó Guida era conhecida por pessoas que procuravam soluções tradicionais para problemas familiares.

— Dizem que ela resolve casos difíceis — contou.

Maria respirou fundo.

— Quero o meu marido de volta.

— Tens a certeza?

— Tenho.

No dia seguinte, antes do amanhecer, Maria dirigiu-se à casa de Avó Guida.

Era uma pequena palhota afastada.

Quando chegou, ouviu:

Nguena, mwananga. A kaya yi kola.

Maria entrou.

Avó Guida olhou para ela atentamente.

— Senta-te.

Maria explicou o que estava acontecendo.

Avó Guida fez perguntas sobre o marido e sobre a outra mulher.

Depois disse:

— O teu marido está envolvido com uma mulher mais jovem. Mas ainda existe uma ligação entre vocês.

Maria agarrou-se àquelas palavras.

— Pode ajudá-lo a voltar?

— Existe uma maneira.

Maria ficou esperançosa.

Avó Guida explicou que precisaria de alguns objetos pessoais de António e de dinheiro para realizar o trabalho.

Falou também num valor elevado.

Maria ficou assustada quando ouviu:

— Vinte mil meticais.

Era muito dinheiro.

Mas Maria estava desesperada.

— Eu vou conseguir.

Antes de sair, recebeu instruções gerais sobre aquilo que deveria trazer.

Maria voltou para casa com uma única coisa na cabeça:

António tinha de voltar para ela.

Naquele momento, ela ainda não percebia que, ao procurar controlar o marido por meios que contrariavam a sua fé, estava a afastar-se cada vez mais dos princípios que um dia defendera.



CAPÍTULO IV

A OUTRA

Maria precisava de dinheiro.

Ligou para a madrinha.

— Madrinha, preciso de ajuda.

— Para quê?

Maria hesitou.

Não contou a verdade.

Disse que precisava comprar alguns móveis que seriam trazidos da África do Sul e que devolveria o dinheiro através do xitiqui.

A madrinha acreditou.

Enviou-lhe o dinheiro através do e-Mola.

Maria recebeu.

Mas não estava a comprar móveis.

Estava a preparar-se para uma batalha que acreditava poder vencer através da vingança.

Enquanto isso, António estava cada vez mais distante.

Passava menos tempo em casa.

Katy ocupava cada vez mais espaço na sua vida.

Ela sabia que António era casado, mas acreditava que poderia conquistar definitivamente o lugar de Maria.

Começou a falar sobre futuro.

António também começou a pensar numa possibilidade que antes nunca tinha considerado seriamente:

levar Katy para conhecer a sua família em Gaza.

Um dia, ligou para casa.

— Vou viajar para Gaza por causa do trabalho.

Maria ouviu.

— Quando vais?

— Amanhã.

Ela preparou a mala dele.

Não sabia que estava a preparar a mala do homem que viajaria para apresentar outra mulher à família.

Em Gaza, a família recebeu António com alegria.

Quando perceberam que ele não estava sozinho, começaram as perguntas.

Katy foi apresentada.

Alguns familiares receberam-na com naturalidade.

Em determinados contextos tradicionais, a ideia de um homem ter mais de uma mulher ainda pode ser encarada por algumas pessoas como sinal de estatuto ou capacidade.

Mas nem todos concordaram.

Uma das cunhadas de António ficou profundamente incomodada.

Ela conhecia Maria e sabia que aquela situação lhe causaria sofrimento.

Por isso, decidiu telefonar-lhe.

— Maria, preciso contar-te uma coisa.

— O que foi?

— O António não veio sozinho.

Maria ficou em silêncio.

— Trouxe uma mulher.

O telefone quase caiu das mãos de Maria.

Ela não chorou.

Desta vez, sentiu raiva.

Uma raiva profunda.

Enquanto isso, Katy procurava conquistar a família.

Era simpática, conversava com todos e prometia ajudar no que pudesse.

Levou presentes e mostrou-se disponível.

A mãe de António começou a gostar dela.

Katy parecia saber exatamente como conquistar as pessoas.

Mas havia uma contradição dentro dela.

Apesar de frequentar uma igreja evangélica e falar sobre Deus, também acreditava que precisava recorrer a práticas tradicionais para garantir que António permanecesse ao seu lado.

No fundo, tanto Maria quanto Katy estavam procurando controlar uma situação que nenhuma delas conseguia controlar.

Uma buscava segurança.

A outra buscava estabilidade.

Uma tinha medo de perder o marido.

A outra tinha medo de voltar à pobreza.

E António, entre as duas, continuava fazendo escolhas.

O problema é que escolhas sempre produzem consequências.

Maria recebeu a notícia de Gaza e tomou uma decisão:

voltaria a procurar Avó Guida.

Desta vez, não queria apenas conselhos.

Queria uma solução definitiva.



CAPÍTULO V

O PLANO

Eram cinco horas da manhã de uma segunda-feira quando Maria voltou à casa de Avó Guida.

Levava consigo aquilo que havia sido solicitado anteriormente.

Também levava o dinheiro.

Entrou em silêncio.

Avó Guida recebeu-a.

— Voltaste.

— Sim.

— Trouxeste tudo?

Maria confirmou.

Avó Guida preparou o que considerava necessário para o trabalho.

Maria observava em silêncio.

Não fazia perguntas.

Na sua mente, só existia uma coisa:


António tinha de voltar para ela.

Avó Guida entregou-lhe uma preparação e orientou-a sobre como utilizá-la.

Maria guardou tudo cuidadosamente.

Não queria falhar.

No caminho de volta para casa, começou a pensar nos filhos.

Por alguns minutos, perguntou a si mesma:

“Será que estou fazendo a coisa certa?”

Mas a raiva rapidamente silenciou a dúvida.

Quando chegou a casa, começou a preparar tudo.

O dia passou.

António ainda não tinha regressado de Gaza.

Maria esperava.

Finalmente, ao final do dia, ouviu a porta abrir.

Era António.

Parecia cansado.

Maria respirou fundo.

Decidiu recebê-lo como se nada tivesse acontecido.

— Chegaste.

— Sim. Estou muito cansado.

Ela preparou o jantar.

As crianças correram para abraçá-lo.

António sentou-se com os filhos.

Por alguns minutos, a casa parecia novamente uma família normal.

Maria observava.

Por dentro, porém, travava uma batalha.

Queria perguntar sobre a outra mulher.

Queria gritar.

Queria chorar.

Mas ficou calada.

Depois do jantar, António sentou-se no sofá.

Ligou a televisão.

As notícias começaram.

Pouco tempo depois, o cansaço venceu-o.

Adormeceu.

Maria ficou olhando para ele.

Era o homem com quem tinha construído uma família.

O mesmo homem que agora dividia o coração entre duas mulheres.

Maria levantou-se.

Foi até à cozinha.

Olhou para aquilo que havia preparado.

Seu coração acelerou.

Ela acreditava que aquele era o momento de recuperar o marido.

Voltou à sala.

António continuava dormindo.

Maria esperou.

Quando ele acordou, chamou os filhos.

— Quero comer mais um pouco.

Um dos filhos foi até à cozinha.

— Papá, queres aquele prato que a mamã preparou?

António respondeu:

— Não. Tira da panela.

Maria ficou imóvel.

O plano que ela havia preparado não aconteceria da maneira que imaginara.

Ela observou o filho voltar à cozinha.

Pela primeira vez, percebeu que talvez não tivesse controle sobre o que estava acontecendo.

António comeu da panela.

Maria ficou em silêncio.

Naquela noite, enquanto todos dormiam, ela permaneceu acordada.

O seu plano tinha falhado.

Mas a guerra dentro dela estava apenas começando.

E talvez a verdadeira sentença ainda não fosse para a outra mulher.

Talvez fosse para todos aqueles que, de alguma forma, haviam permitido que a dor, a mentira, a traição e a vingança entrassem naquela família.


CONTINUA...


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