sexta-feira, 8 de setembro de 2023

NASCI PARA RESPONDER A UMA NECESSIDADE NA TERRA









INTRODUÇÃO 

Nascer com um propósito é ser enviado para responder a uma necessidade específica.

  1. Já parou para pensar por que você nasceu? 
  2. Qual é a razão da sua existência?
  3. Que necessidade você veio responder nesta terra?
Primeiro, a criança nasce de um homem e de uma mulher, que são os seus pais na carne. Ao nascer, ela traz consigo um corpo físico, resultado de uma história construída através de gerações.

À medida que cresce, a criança começa a reconhecer os objetos, as pessoas e o ambiente ao seu redor. Também começa a imitar outras pessoas. A imitação torna-se um hábito e não se limita apenas à expressão física, mas alcança também a forma de pensar.

Como afirma Hill (2015, p. 88), a imitação pode estender-se da expressão física à expressão do pensamento.
Mas existe algo ainda mais profundo: há um segundo nascimento.

O SEGUNDO NASCIMENTO: NASCER EM CRISTO

Vamos juntos visitar as Escrituras no livro de João, capítulo 3, e acompanhar uma conversa entre Nicodemos e Jesus.

João 3:2-6
Nicodemos foi ter com Jesus de noite e disse:
“Rabi, sabemos que és Mestre, vindo de Deus; pois ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele.”

Jesus respondeu:
“Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.”

Nicodemos perguntou:
“Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?”

Jesus respondeu:
“Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.”
E acrescentou:
“O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.”

Até aqui está tudo bem.
Eu dizia inicialmente que nascer com propósito é ser enviado para responder a uma necessidade específica, certo?
Mas para compreender melhor o nosso propósito, precisamos compreender também o nosso nascimento espiritual.
O primeiro nascimento introduz-nos na vida física. O segundo nascimento, em Cristo, conduz-nos a uma nova vida espiritual.

VOCÊ TEM UMA MISSÃO NA TERRA

Moisés tinha uma missão: 
libertar o povo de Israel da escravidão no Egipto.
E você?
Qual é a sua missão?

Para melhor compreensão, vejamos o que diz Lucas 4:18-19:
“O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos e proclamar o ano aceitável do Senhor.”

Isso significa que existe uma missão específica para cada pessoa.

Amado leitor, é muito importante que você perceba que não nasceu por acaso.
Você tem uma missão especial nesta terra.
Não aceite simplesmente passar pela vida sem descobrir e cumprir aquilo para o qual Deus o chamou.

UM TESOURO DENTRO DE VOCÊ

2 Coríntios 4:7 diz:

“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não da nossa parte.”
Este versículo carrega uma mensagem profunda.

Nós carregamos alguma coisa importante dentro de nós.
Entre os atributos que podemos destacar estão:
Tesouro
Poder
Bênção
Capacidade
Graça

Com a capacidade que você tem em Cristo Jesus, pode fazer coisas diferentes das que os demais fazem.

Talvez você ainda não tenha descoberto aquilo que Deus colocou dentro de você.
Mas o facto de ainda não ter descoberto não significa que não exista.

Há algo dentro de você que precisa ser desenvolvido e colocado em funcionamento.


JOSÉ: UM HOMEM QUE CARREGAVA UMA CAPACIDADE

Quando Faraó teve um sonho, procurou alguém inteligente e entendido que pudesse fazer a sua interpretação.

Mas por que José foi lembrado?

Porque José já havia demonstrado a capacidade de interpretar sonhos quando estava na prisão.

Gênesis 40
José disse aos homens que tinham tido os sonhos:
“Porventura não pertencem a Deus as interpretações? Contai-me, peço-vos.”
José interpretou o sonho do copeiro-mor e, antes que este fosse libertado, fez-lhe um pedido:
“Mas lembra-te de mim, quando te for bem; usa, peço-te, de compaixão para comigo e faze menção de mim a Faraó e tira-me desta casa.”
Olha que interessante!

José estava na prisão, mas não havia perdido a visão do futuro.
Ele sabia que aquela situação não precisava ser o fim da sua história.

DA PRISÃO PARA O PALÁCIO

Em Gênesis 41, encontramos Faraó perturbado por causa de um sonho.
Ele chamou todos os adivinhadores e sábios do Egipto, mas ninguém conseguia interpretar o sonho.
Então José foi chamado.

Gênesis 41:14-16
“Então mandou Faraó chamar a José, e o fizeram sair apressadamente da masmorra; ele se barbeou, mudou de traje e apresentou-se a Faraó.”
Faraó disse a José:
“Tive um sonho, e não há quem o interprete; de ti, porém, ouvi dizer que, ouvindo contar um sonho, podes interpretá-lo.”
José respondeu:
“Isso não está em mim; Deus é que dará uma resposta de paz a Faraó.”
Que humildade!

José reconheceu que a capacidade que possuía vinha de Deus.
Ele interpretou o sonho e explicou que haveria sete anos de grande fartura, seguidos por sete anos de fome.
Faraó reconheceu a sabedoria que havia em José.

Gênesis 41:39-40
“Porquanto Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão entendido e sábio como tu.”
E Faraó declarou:
“Tu estarás sobre a minha casa, e por tua voz se governará todo o meu povo.”
José foi colocado como governador do Egipto.
José saiu da cadeia diretamente para o palácio.

NÃO PERCA A SUA VISÃO

O que podemos aprender com José?

É muito importante sermos verdadeiros naquilo que fazemos durante a nossa vida.
Existem pessoas que se relacionam umas com as outras apenas por interesse. Isso é complicado porque, quando nos relacionamos com pessoas somente pelo benefício que podemos obter delas, podemos acabar perdendo a nossa visão, a nossa jornada e os nossos valores.
Por isso:
Não aceite a manipulação da sua missão.
Fique firme em Deus.
Mantenha-se focado no seu verdadeiro propósito.

José não tinha conhecimento de Gestão, mas possuía dentro dele uma capacidade que Deus poderia usar.
José foi capacitado para governar o Egipto.

A SUA CAPACIDADE VEM DE DEUS

2 Coríntios 3:5 diz:
“Não sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos, mas a nossa capacidade vem de Deus.”

A capacidade que Deus colocou em você pode tornar-se uma ferramenta para cumprir o seu propósito.

O conhecimento académico que você possui pode ser transformado na criação de um negócio específico.
A arte que você tem nas mãos pode transformar-se em uma fonte de rendimento.
A experiência que você adquiriu pode ajudar outras pessoas.

Se você tem capacidade para fazer as coisas acontecerem, pode chegar a lugares que muitos nunca imaginaram que você alcançaria.

Veja José: a capacidade elevou-o à categoria de governador.

A BÊNÇÃO

Quando alguém conhece os princípios e as condições, a bênção também pode ser transmitida de uma pessoa para outra.
Na história de Isaque e Esaú encontramos um exemplo interessante.

Isaque, antes de morrer, desejava abençoar o seu filho Esaú. Havia uma condição relacionada à preparação da refeição que ele desejava comer antes de conceder a bênção.
Isso nos ensina algo importante:

Não é simplesmente porque você nasceu numa casa abençoada que automaticamente viverá todas as bênçãos dos seus pais.
Existem situações em que a bênção está relacionada com princípios, responsabilidade e obediência.
Por isso, não viva apenas da bênção dos outros.
Construa também a sua própria caminhada com Deus.

O PODER QUE DEUS COLOCOU EM VOCÊ

Atos 1:8 diz:
“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia e Samaria, até aos confins da terra.”

Muitas pessoas possuem potencial, mas não conseguem transformar esse potencial em ação.

O poder precisa ser colocado em funcionamento para que possa servir.

Efésios 3:20 declara:
“Ora, aquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera.”

Deus pode fazer muito mais através de nós do que aquilo que conseguimos imaginar.
Mas precisamos estar disponíveis.
Não limite Deus por causa das limitações do vaso que você é.

SOMOS VASOS DE BARRO


Nós somos vasos de barro.
Deus olha para o depósito e também para a condição do vaso.

Se o vaso não estiver preparado, poderá não estar disponível para aquilo que Deus deseja realizar.

Tudo depende também da nossa disposição.
Portanto:
Não limite Deus naquilo que Ele pode fazer na sua vida.
Deixe Deus agir.
Prepare o seu vaso.
Esteja pronto para receber aquilo que Deus deseja derramar sobre você.
Deus pode fazer aquilo que menos imaginamos.

O poder que há em você pode ser usado de maneira extraordinária.
Por isso, é necessário estar fortalecido e cheio do Espírito.

O PODER

O poder se transforma quando é colocado em ação.
Encha-se de poder, porque não há como servir plenamente sem estar capacitado.
O poder que Deus concede não deve ficar parado.
Ele precisa servir a um propósito.

O TESOURO

Tesouro são bens preciosos guardados: ouro, pedras preciosas e outras riquezas.

Quando Paulo diz:
“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro...”
ele está mostrando que existe algo precioso dentro de nós.

O tesouro que Deus colocou em você não deve permanecer escondido.
Ele precisa ser desenvolvido e levado do interior para a realidade.

O tesouro precisa tornar-se visível através das suas atitudes, dons, conhecimento, trabalho e serviço.
Aquilo que Deus colocou dentro de você pode ser uma resposta para a necessidade de alguém.

O PODER É MAIS DO QUE DINHEIRO

Poder não significa apenas dinheiro.
Com recursos financeiros podemos realizar algumas coisas, mas o poder de Deus é muito maior.

O poder pode capacitar uma pessoa para servir, liderar, transformar, criar, ensinar, curar feridas emocionais, inspirar e ajudar outras pessoas.

O poder precisa estar a serviço do propósito.
A unção e o tesouro caminham juntos quando o vaso está disponível para Deus.
Enquanto houver vasos preparados, haverá espaço para receber.

Mas não há transformação sem fé.
É necessária restauração e transformação dentro de nós.

DEUS PODE TRANSFORMAR VOCÊ

Deus é capaz de transformar o nosso carácter, a nossa inteligência e a nossa maneira de agir através da Sua presença e da Sua direção.

Por isso, não olhe apenas para aquilo que você é hoje.
Olhe também para aquilo que Deus pode fazer de você.

Talvez hoje você esteja numa situação semelhante à prisão de José.
Mas a prisão não foi o fim de José.
O processo estava preparando-o para o palácio.

Talvez o seu processo também esteja preparando você para aquilo que ainda não consegue enxergar.


ENTÃO, QUAL É O SEU PROPÓSITO?


Agora volto à pergunta que dá título a este texto:

NASCI PARA RESPONDER A UMA NECESSIDADE NA TERRA. QUAL SERÁ? 🤔

Não tenha medo de fazer essa pergunta.
Pergunte a Deus.
Ore.
Busque.
Observe os dons que Ele colocou em você.
Observe as necessidades que existem ao seu redor.
Observe aquilo que você consegue fazer com excelência.
Talvez a resposta esteja justamente naquilo que você carrega dentro de si.
O que você sabe fazer pode ser uma resposta para a necessidade de alguém.

CONCLUSÃO

Amado leitor, é importante que você entenda:
Você não nasceu por acaso.
Existe algo dentro de você.
Existe um tesouro.
Existe capacidade.
Existe poder.
Existe graça.
Existe uma missão.

Não permita que o medo, as circunstâncias, os interesses de outras pessoas ou as suas próprias limitações façam você abandonar o propósito para o qual nasceu.

José começou na prisão, mas terminou no palácio.

Moisés foi chamado para libertar um povo.
Jesus veio para cumprir uma missão.

E você?
Qual é a necessidade que você nasceu para responder?

Ore para descobrir o seu propósito.

Prepare o seu vaso.
Desenvolva os seus dons.
Permaneça firme em Deus.
Coloque o seu tesouro em ação.
Não aceite morrer antes de começar a viver.
Você não nasceu por acaso.
Você nasceu para fazer a diferença.

terça-feira, 11 de abril de 2023

IDENTIDADE 🆔 EM CRISTO JESUS








Descubra quem você é em Deus

«“Se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” 2 Coríntios 5:17»

🌿 Uma pergunta que pode transformar a sua vida

Quem é você?

Talvez esta pareça uma pergunta simples. Afinal, sabemos o nosso nome, onde nascemos, quem são os nossos pais, onde vivemos e tantas outras informações sobre nós.

Mas existe uma pergunta muito mais profunda:


Quem você é em Cristo Jesus?

É sobre isso que quero conversar com você.

Se chegou até aqui, talvez esteja à procura de respostas, de direção ou até de uma nova compreensão sobre a sua própria vida.

Então, permita-se parar por alguns minutos e olhar para dentro de si.

Você sabe realmente quem é?

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🪪 O QUE É IDENTIDADE?

Identidade é aquilo que nos permite reconhecer quem somos. É o conjunto de características que nos identifica.

Mas a nossa identidade vai muito além de um nome, de uma profissão, de uma aparência ou daquilo que as pessoas dizem sobre nós.

Existe uma identidade que nasce da nossa relação com Deus.

Você não está nesta terra por acaso. A sua existência tem propósito.

Talvez, por falta de conhecimento e entendimento, você tenha vivido como se a sua passagem por este mundo não fosse importante. Mas não desperdice a vida que Deus lhe concedeu.

Viva de maneira que a sua existência deixe uma marca positiva nas próximas gerações.

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ANTES DE FAZER, É PRECISO SER

No livro de Atos dos Apóstolos 1:1, encontramos uma referência àquilo que Jesus começou a fazer e ensinar.

Existe uma lição importante aqui:

SERFAZERENSINAR

Jesus não ensinava apenas aquilo que sabia. Ele ensinava aquilo que vivia. As Suas ações estavam alinhadas com quem Ele era.

Por isso, antes de perguntar:

“O que devo fazer?”

talvez seja necessário perguntar:

“Quem estou me tornando?”

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🌱 SER

Em Cristo, somos chamados a uma nova vida.

2 Coríntios 5:17 apresenta uma das verdades mais poderosas da fé cristã:

«“Se alguém está em Cristo, nova criatura é.”»

Quando compreendemos quem somos em Deus, a nossa maneira de pensar começa a mudar.

As nossas palavras mudam.

As nossas atitudes mudam.

As nossas escolhas mudam.

A nossa maneira de tratar as pessoas muda.

Porque aquilo que somos por dentro começa a refletir-se naquilo que fazemos por fora.

A transformação começa no interior.

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🙌 FAZER

Depois de ser, vem o fazer.

As nossas ações são uma expressão daquilo que existe dentro de nós.

Jesus realizou milagres, curou pessoas, ensinou, serviu e demonstrou amor.

Se somos uma nova criatura em Cristo, as nossas ações também precisam refletir essa nova realidade.

Não basta dizer que somos cristãos.

A nossa vida precisa confirmar aquilo que os nossos lábios professam.

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📖 ENSINAR

Jesus não apenas fazia; também ensinava.

E ensinava com autoridade porque vivia aquilo que pregava.


Essa é uma grande responsabilidade para quem ensina outras pessoas. Não podemos transmitir apenas teorias. Precisamos ensinar através daquilo que vivemos. A nossa vida também é uma mensagem.sA pessoas podem esquecer aquilo que dissemos, mas muitas vezes lembrarão daquilo que viram em nós.

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❤️ DIGA-ME: QUEM VOCÊ É?

Jeremias 1:5 diz: «“Antes que eu te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre te santifiquei.”»

Que declaração poderosa!

Antes que outras pessoas tivessem uma opinião sobre você, Deus já o conhecia.

Antes que alguém colocasse um rótulo sobre a sua vida, Deus já conhecia a sua história.

Por isso, não permita que a opinião das pessoas seja maior do que aquilo que Deus diz sobre você.

É muito fácil falar sobre os outros.

Difícil é olhar para dentro de nós mesmos e responder:

Quem sou eu?

Será que você conhece a sua verdadeira identidade?

Ou será que tem vivido de acordo com os rótulos que recebeu?

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🌍 QUANDO O MUNDO TENTA MUDAR A NOSSA IDENTIDADE

Amado leitor, se você é filho de Deus, foi chamado para influenciar o mundo e não para ser dominado por ele.

Vivemos num tempo em que muitas pessoas frequentam a igreja, participam dos cultos, ofertam, dizimam e cumprem as atividades religiosas, mas continuam vivendo exatamente como antes.

Dentro da igreja são uma pessoa. Fora dela, outra. E isso nos leva a uma pergunta muito séria:

Será que entrámos no evangelho, mas o evangelho ainda não entrou em nós?

É como a imagem do povo que saiu do Egito, mas precisava permitir que o Egipto também saísse do seu coração.

Sair de um lugar é diferente de deixar aquele lugar sair de dentro de nós.

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🔥 O EXEMPLO DE DANIEL

Daniel viveu numa sociedade cheia de influências contrárias aos seus valores. Ele tinha motivos para se adaptar. Tinha motivos para ceder. Tinha motivos para fazer como todos faziam. Mas decidiu permanecer fiel.

Daniel 1:8 mostra que Daniel tomou uma decisão no coração de não se contaminar.

Ele sabia quem era.

Daniel não permitiu que o ambiente determinasse a sua identidade.

E você?

Quem você é quando ninguém está olhando?

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🌱 EM CRISTO, VOCÊ PODE COMEÇAR DE NOVO


Talvez o seu passado tenha sido marcado por erros.

Talvez tenha tomado decisões das quais se arrepende.

Talvez carregue culpa, vergonha ou lembranças que gostaria de apagar.

Mas o seu passado não precisa ser o seu endereço permanente.

Em Cristo, existe uma nova realidade.

Você não precisa continuar escravo dos velhos hábitos.

Você não precisa permitir que os seus erros definam quem você é.

Gálatas 2:20 declara: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim.”»

Que transformação!

Quando Cristo começa a ocupar o centro da nossa vida, começamos a compreender que alguns comportamentos simplesmente já não combinam com a pessoa que estamos nos tornando.

Se antes vivíamos na fofoca, precisamos aprender a abandonar a fofoca.

Se antes éramos dominados pelo orgulho, precisamos aprender a viver em humildade.

Se antes feríamos as pessoas com as nossas palavras, precisamos aprender a falar com amor.

Não porque queremos simplesmente parecer bons diante dos outros, mas porque a nossa nova identidade exige uma nova maneira de viver.

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⚠️ CUIDADO COM AQUILO QUE TENTA DOMINAR VOCÊ

O mundo oferece muitas coisas que parecem proporcionar felicidade imediata.

Dinheiro.

Prazer.

Festas.

Bebidas.

Drogas.

Relacionamentos.

Reconhecimento.

Sucesso.

Mas aquilo que parece liberdade pode transformar-se em escravidão quando passa a dominar o nosso coração.

A pessoa começa querendo pouco e termina querendo sempre mais.

Mais dinheiro.

Mais prazer.

Mais reconhecimento.

Mais satisfação.

Mais e mais...

E, mesmo assim, continua existindo um vazio.

Porque somente aquilo que Deus coloca dentro de nós pode preencher verdadeiramente a nossa vida.

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🙏 HOJE VOCÊ PODE ESCOLHER UMA NOVA VIDA


Talvez você tenha chegado até aqui sem saber exatamente porquê.

Mas talvez este seja o momento de Deus lhe lembrar:

Você não está sozinho.

Você não está esquecido.

A sua vida tem valor.

A sua história ainda pode ser transformada.

João 1:12 declara: «“Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus.”»

Que privilégio!

Ser filho de Deus.

E Jesus nos lembra em João 15:5:

«“Quem permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.”»

Sem Jesus, podemos até conquistar muitas coisas.

Mas é em Cristo que encontramos o verdadeiro sentido da nossa caminhada.

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💭 PARE E REFLITA


Antes de terminar, quero deixar algumas perguntas para você:

Quem sou eu?

O que tem definido a minha identidade?

A opinião das pessoas ou a Palavra de Deus?

O meu passado ou aquilo que Cristo está fazendo em mim?

Tenho sido influenciado pelo mundo ou tenho influenciado o mundo através da minha vida?

As minhas atitudes refletem aquilo que digo acreditar?

Pense nisso.

Talvez uma simples resposta possa marcar o início de uma grande transformação.

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🙏 FAÇA UMA ORAÇÃO SINCERA

Se chegou até aqui, feche os olhos por alguns instantes e converse com Deus.

Peça-Lhe que revele quem você é n'Ele.

Fale sobre as suas imperfeições.

Entregue os seus medos.

Confesse aquilo que precisa ser transformado.

E peça um novo coração.

Você pode orar assim:

«“Senhor, guia-me na tua verdade e ensina-me, pois tu és o Deus da minha salvação. Revela-me quem sou em Ti. Ajuda-me a abandonar tudo aquilo que não corresponde à minha nova identidade. Dá-me um coração novo, transforma os meus pensamentos, as minhas palavras e as minhas atitudes. Ensina-me a viver de acordo com a Tua vontade e a refletir Cristo através da minha vida. Em nome de Jesus. Amém.” 🙏»

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🌹 PARA GUARDAR NO CORAÇÃO

Você não nasceu por acaso.

Existe um propósito para a sua vida.

Não permita que o mundo defina quem você é.

Não permita que o seu passado determine o seu futuro.

Não permita que os rótulos das pessoas sejam maiores do que a voz de Deus.

Conheça a sua identidade.

Permaneça firme em Cristo.

Viva aquilo que você crê.

Faça o bem.

Ensine pelo exemplo.

Deixe um legado.

Porque, no final, a pergunta não será apenas:

“O que eu fiz?”

Mas também:

“Quem eu me tornei enquanto fazia?”

Que Deus nos ajude a viver cada dia como verdadeiros filhos Seus, refletindo o amor de Cristo e deixando marcas que apontem para Ele.



Dia abençoado por Deus! 🙏❤️

Liandra Langa

A Alegria de Viver ❤️


segunda-feira, 26 de outubro de 2020

A SENTENÇA DA OUTRA











INTRODUÇÃO


A vida é feita de momentos de alegria, conquistas, lágrimas, perdas, desafios e recomeços. Em meio a tudo isso, aprendemos que ser vencedor não significa viver sem problemas, mas permanecer de pé mesmo quando as circunstâncias parecem querer derrubar-nos.

Foi com esse pensamento que nasceu esta história.

Uma família pode ser construída com muito amor, sacrifício, oração e dedicação. Pais podem educar os seus filhos segundo princípios cristãos, ensinando-lhes a importância da fidelidade, do respeito, da honestidade e do temor a Deus. Porém, quando chegam à vida adulta, cada pessoa precisa decidir por si mesma que caminho seguirá.

Maria Coana acreditava ter construído uma família sólida. Desde cedo aprendera a valorizar o casamento e a colocar Deus no centro da sua vida.

Muitas vezes, diante das dificuldades, repetia para si mesma:

“Posso todas as coisas naquele que me fortalece.” Filipenses 4:13


Ela acreditava que, com Deus, conseguiria enfrentar qualquer situação.

Mas ninguém imagina o que pode acontecer quando a pessoa que prometeu caminhar ao nosso lado decide seguir por outro caminho.

O adultério é uma ferida profunda. Ele não destrói apenas a confiança entre duas pessoas; pode atingir filhos, famílias e até relações construídas durante muitos anos.

A Bíblia é clara ao condenar o adultério:

“Não adulterarás.” Deuteronómio 5:18

E Jesus ensinou:

“Assim já não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem.” Mateus 19:6

Mas o que acontece quando um casamento é atingido pela infidelidade?

O que acontece quando a pessoa traída, em vez de procurar cura, decide procurar vingança?

Até onde pode chegar alguém ferido pela traição?

E o que acontece quando, na tentativa de recuperar aquilo que perdeu, a pessoa abandona os princípios que um dia dizia defender?

Esta é a história de Maria Coana, uma mulher que acreditava conhecer o caminho da sua vida, mas que, depois de descobrir a traição do marido, entrou num caminho de dor, revolta e vingança.

É também a história de António, um homem que, apesar de conhecer a sua responsabilidade dentro do casamento, permitiu que uma escolha errada colocasse em risco tudo o que havia construído.

E é a história de Katy, uma mulher cuja vida difícil a ensinou a lutar pela sobrevivência, mas que também tomou decisões capazes de ferir outras pessoas.

Nenhum dos personagens é simplesmente vítima ou vilão. Cada um carrega uma história, escolhas, fraquezas e consequências.


A SENTENÇA DA OUTRA é uma história de traição, dor, tradição, fé, escolhas e consequências.

Os nomes utilizados são fictícios, e alguns acontecimentos foram inspirados em situações que podem ser encontradas na realidade.

Que esta história sirva não apenas para entreter, mas também para provocar reflexão.

Porque, algumas vezes, aquilo que pensamos ser uma vitória pode ser apenas o começo de uma grande batalha.



CAPÍTULO I

UMA FAMÍLIA, UMA ROTINA E UMA TENTAÇÃO

Maria Coana tinha 36 anos e era conhecida no bairro pela sua dedicação à família.

Estava casada com António, de 45 anos, havia seis anos. Juntos tinham quatro filhos.

Maria era dona de casa e, para ajudar nas despesas, vendia alguns produtos básicos no quintal. António era funcionário público e passava grande parte do dia no trabalho. Viviam em Inhagoia, na cidade de Maputo.

Maria nascera e crescera em Gaza, numa família tradicional. Desde pequena, aprendera que uma mulher deveria respeitar profundamente o marido e cuidar da casa.

A mãe ensinara-lhe muitas coisas.

Quando o marido chegasse, deveria encontrar a casa organizada. Quando fosse tomar banho, Maria preparava a água. Quando chegasse a hora da refeição, a comida deveria estar pronta.

Maria cresceu acreditando que aquilo era uma das principais formas de demonstrar amor e respeito.

Todos os dias repetia a mesma rotina.

António chegava do trabalho, tomava banho, jantava e, por volta das 20 horas, sentava-se para assistir ao Jornal Nacional.

Depois, os filhos queriam assistir às suas novelas e programas preferidos. António, cansado, retirava-se para descansar. Maria ficava.

Ainda precisava arrumar a cozinha, cuidar das crianças, organizar a casa e resolver as pequenas tarefas que pareciam nunca terminar.

Muitas vezes, só conseguia comer depois de todos terem terminado. Com o passar do tempo, o casamento começou a perder algumas das pequenas atenções que existiam no início. Maria estava cansada.

Entre os filhos, a casa e o pequeno negócio, sentia que não tinha tempo nem energia para si mesma.

António, por outro lado, sentia falta da proximidade que existia entre eles nos primeiros anos.

O problema não era apenas físico. Era emocional. Os dois estavam cada vez mais distantes, embora continuassem vivendo debaixo do mesmo teto. António era conhecido como um homem reservado. Ia à igreja, trabalhava e gostava de permanecer em casa. Tinha poucos amigos.

O seu amigo mais próximo era Raul, conhecido desde os tempos de infância. Mas tudo começou a mudar depois de algumas conversas no trabalho.

Certo dia, durante o almoço, António estava com dois colegas, Crimildo e Salomão.

A conversa acabou chegando aos relacionamentos.

Crimildo falava abertamente sobre a sua vida conjugal.

— Lá em casa, eu e a minha esposa conversamos sobre tudo — dizia ele. — Até sobre aquilo que cada um espera do casamento.

Salomão tinha uma opinião diferente.

— Mulher não deve tomar muita iniciativa — comentou.

António permanecia calado, apenas ouvindo.

A conversa ficou na sua cabeça durante todo o dia.

Quando chegou a casa, olhou para Maria de uma maneira diferente.

Pensou que talvez precisasse fazer alguma coisa para aproximá-los novamente.

No dia seguinte, comprou uma peça de roupa íntima vermelha para oferecer à esposa.

Queria surpreendê-la.

À noite, entregou-lhe o presente.

Maria olhou para a peça e ficou constrangida.

— António, onde arranjaste isso?

— Comprei para ti.

Ela ficou em silêncio.

— Não gosto dessas coisas — respondeu.

António tentou explicar que queria apenas quebrar a rotina e aproximar-se dela.

Mas Maria, influenciada pelos ensinamentos tradicionais que recebera, respondeu:

— A minha mãe sempre me ensinou que esse tipo de roupa não era para uma mulher casada usar.

António ficou frustrado.

A conversa transformou-se numa discussão.

Depois daquela noite, algo mudou dentro dele.

No trabalho, José percebeu que António estava diferente.

— O que se passa contigo?

— Nada.

— Não parece. Estás sempre distraído.

José insistiu.

— Talvez precises sair um pouco. Conhecer pessoas. Distrair-te.

António recusou inicialmente.

— Não preciso disso. Tenho a minha família.

Mas José não desistiu.

Numa sexta-feira, conseguiu convencê-lo a sair.

Foram para uma zona de barracas na região do Museu, onde havia movimento, música e muita gente.

António sentia-se deslocado.

Não era o seu ambiente.

Foi então que conheceu Katy.

Ela aproximou-se com um sorriso.

Conversaram.

Inicialmente, nada parecia perigoso.

Mas, pouco a pouco, António começou a sentir-se atraído por aquela mulher.

Katy percebeu.

E também percebeu outra coisa:

António era casado.



CAPÍTULO II

QUANDO A CONFIANÇA COMEÇA A MORRER


Katy era uma jovem bonita, comunicativa e determinada.

A sua vida, porém, não tinha sido fácil.

Perdera os pais ainda jovem e precisou assumir responsabilidades muito cedo. Tinha irmãos mais novos para ajudar e pouca oportunidade de estudar.

A pobreza obrigou-a a amadurecer rapidamente.

Entrou em relacionamentos muito cedo e teve filhos de pais diferentes. Duas uniões não deram certo.

Para sobreviver e sustentar os filhos, começou a relacionar-se com homens mais velhos e financeiramente estáveis.

Foi assim que conheceu João, um empresário de origem asiática.

João nunca escondeu que era casado.

Disse-lhe desde o início que amava a esposa, mas queria manter uma relação fora do casamento.

Katy aceitou.

Com o tempo, João ajudou-a a abrir uma pequena boutique de roupas femininas.

A partir daí, a sua vida melhorou.

Katy passou a morar numa casa arrendada em Maputo, tinha uma empregada doméstica e conseguia sustentar melhor os filhos.

Nas sextas-feiras, costumava frequentar lugares onde podia conhecer homens com capacidade financeira.

Foi num desses lugares que encontrou António.

Ela percebeu rapidamente que ele era diferente dos homens que normalmente conhecia.

António tinha emprego, família e estabilidade.

Para Katy, aquilo representava uma oportunidade.

Para António, Katy representava uma fuga.

E foi assim que começou uma relação que nenhum dos dois deveria ter iniciado.

A aproximação tornou-se cada vez maior.

António começou a esconder mensagens, chamadas e encontros.

Até que, numa noite, ultrapassou definitivamente os limites do casamento.

Quando regressou a casa, já era tarde.

Maria estava acordada, esperando por ele.

Ele entrou cansado, com sinais de ter bebido.

Maria aproximou-se.

Foi então que percebeu algo estranho.

Havia perfume de mulher na roupa dele.

E uma marca de batom.

Maria ficou imóvel.

Não perguntou imediatamente.

Preferiu esperar.

Talvez estivesse enganada.

Talvez houvesse uma explicação.

Mas aquela dúvida começou a consumir-lhe o coração.

Na manhã seguinte, António só voltou para casa por volta das nove horas.

Maria não aguentou.

— Onde estiveste?

— No serviço.

— Desde ontem?

António ficou irritado.

— Já disse que estava fora.

Maria olhou para ele.

— E esse perfume?

Ele não respondeu.

— E o batom?

Silêncio.

Maria sentiu os olhos encherem-se de lágrimas.

— Onde foi que eu errei?

António continuou calado.

— O que fiz para merecer isso? Dei-te quatro filhos. Nunca te traí. Sempre cuidei desta casa. Sempre procurei respeitar-te.

A voz dela tremia.

— Quem é essa mulher? O que ela tem que eu não tenho?

António perdeu a paciência.

— Para de fazer perguntas!

Maria recuou.

Não porque tivesse entendido a situação, mas porque naquele momento percebeu que o homem que conhecia já não estava diante dela da mesma maneira.

Mais tarde, uma vizinha chamada Joana apareceu.

Joana era conhecida no bairro por saber de tudo o que acontecia.

Durante a conversa, começou a contar histórias sobre uma mulher chamada Lúcia e sobre homens casados que frequentavam determinados lugares.

Maria ouvia em silêncio.

As palavras de Joana pareciam confirmar os seus maiores medos.

Naquela noite, António recebeu uma mensagem.

Era Katy.

“Oi, amor. Senti a tua falta.”

António levantou-se discretamente e foi para a sala.

Maria estava deitada, mas ainda não dormia.

Ouviu-o falar baixinho.

— Também sinto a tua falta.

Maria fechou os olhos.

As lágrimas começaram a escorrer.

Naquele momento, a sua dor deixou de ser apenas uma suspeita.

Ela sabia que havia outra mulher.



CAPÍTULO III

A DOR QUE SE TRANSFORMA EM VINGANÇA

Eram duas horas da madrugada.

Maria levantou-se.

Encontrou António sentado na sala, segurando o telemóvel.

— Estás a falar com ela?

António levantou os olhos.

— Com quem?

— Não mintas.

Ele ficou em silêncio.

Maria sentiu uma mistura de vergonha, raiva e humilhação.

Durante anos, acreditara que o seu casamento era protegido pela fé.

Agora, sentia que tudo estava a desmoronar.

Voltou para o quarto.

Naquela noite não conseguiu dormir.

Pensou nos filhos.

Pensou nos anos de casamento.

Pensou em todas as vezes que sacrificara os próprios desejos pela família.

E então surgiu dentro dela um pensamento perigoso:

vingança.

Queria que António sentisse a mesma dor.

Queria que ele voltasse para casa.

Queria que aquela outra mulher desaparecesse da vida dele.

Maria lembrou-se de uma conversa antiga, na qual ouvira alguém falar sobre formas tradicionais de prender emocionalmente um homem.

O pensamento ficou na sua cabeça.

Na manhã seguinte, ligou para Madalena, uma amiga de infância.

— Preciso de falar contigo.

— O que aconteceu?

Maria contou tudo.

Madalena ficou em silêncio por alguns segundos.

— Conheço alguém que talvez possa ajudar.

— Quem?

— Avó Guida.

Maria hesitou.

Madalena explicou que Avó Guida era conhecida por pessoas que procuravam soluções tradicionais para problemas familiares.

— Dizem que ela resolve casos difíceis — contou.

Maria respirou fundo.

— Quero o meu marido de volta.

— Tens a certeza?

— Tenho.

No dia seguinte, antes do amanhecer, Maria dirigiu-se à casa de Avó Guida.

Era uma pequena palhota afastada.

Quando chegou, ouviu:

Nguena, mwananga. A kaya yi kola.

Maria entrou.

Avó Guida olhou para ela atentamente.

— Senta-te.

Maria explicou o que estava acontecendo.

Avó Guida fez perguntas sobre o marido e sobre a outra mulher.

Depois disse:

— O teu marido está envolvido com uma mulher mais jovem. Mas ainda existe uma ligação entre vocês.

Maria agarrou-se àquelas palavras.

— Pode ajudá-lo a voltar?

— Existe uma maneira.

Maria ficou esperançosa.

Avó Guida explicou que precisaria de alguns objetos pessoais de António e de dinheiro para realizar o trabalho.

Falou também num valor elevado.

Maria ficou assustada quando ouviu:

— Vinte mil meticais.

Era muito dinheiro.

Mas Maria estava desesperada.

— Eu vou conseguir.

Antes de sair, recebeu instruções gerais sobre aquilo que deveria trazer.

Maria voltou para casa com uma única coisa na cabeça:

António tinha de voltar para ela.

Naquele momento, ela ainda não percebia que, ao procurar controlar o marido por meios que contrariavam a sua fé, estava a afastar-se cada vez mais dos princípios que um dia defendera.



CAPÍTULO IV

A OUTRA

Maria precisava de dinheiro.

Ligou para a madrinha.

— Madrinha, preciso de ajuda.

— Para quê?

Maria hesitou.

Não contou a verdade.

Disse que precisava comprar alguns móveis que seriam trazidos da África do Sul e que devolveria o dinheiro através do xitiqui.

A madrinha acreditou.

Enviou-lhe o dinheiro através do e-Mola.

Maria recebeu.

Mas não estava a comprar móveis.

Estava a preparar-se para uma batalha que acreditava poder vencer através da vingança.

Enquanto isso, António estava cada vez mais distante.

Passava menos tempo em casa.

Katy ocupava cada vez mais espaço na sua vida.

Ela sabia que António era casado, mas acreditava que poderia conquistar definitivamente o lugar de Maria.

Começou a falar sobre futuro.

António também começou a pensar numa possibilidade que antes nunca tinha considerado seriamente:

levar Katy para conhecer a sua família em Gaza.

Um dia, ligou para casa.

— Vou viajar para Gaza por causa do trabalho.

Maria ouviu.

— Quando vais?

— Amanhã.

Ela preparou a mala dele.

Não sabia que estava a preparar a mala do homem que viajaria para apresentar outra mulher à família.

Em Gaza, a família recebeu António com alegria.

Quando perceberam que ele não estava sozinho, começaram as perguntas.

Katy foi apresentada.

Alguns familiares receberam-na com naturalidade.

Em determinados contextos tradicionais, a ideia de um homem ter mais de uma mulher ainda pode ser encarada por algumas pessoas como sinal de estatuto ou capacidade.

Mas nem todos concordaram.

Uma das cunhadas de António ficou profundamente incomodada.

Ela conhecia Maria e sabia que aquela situação lhe causaria sofrimento.

Por isso, decidiu telefonar-lhe.

— Maria, preciso contar-te uma coisa.

— O que foi?

— O António não veio sozinho.

Maria ficou em silêncio.

— Trouxe uma mulher.

O telefone quase caiu das mãos de Maria.

Ela não chorou.

Desta vez, sentiu raiva.

Uma raiva profunda.

Enquanto isso, Katy procurava conquistar a família.

Era simpática, conversava com todos e prometia ajudar no que pudesse.

Levou presentes e mostrou-se disponível.

A mãe de António começou a gostar dela.

Katy parecia saber exatamente como conquistar as pessoas.

Mas havia uma contradição dentro dela.

Apesar de frequentar uma igreja evangélica e falar sobre Deus, também acreditava que precisava recorrer a práticas tradicionais para garantir que António permanecesse ao seu lado.

No fundo, tanto Maria quanto Katy estavam procurando controlar uma situação que nenhuma delas conseguia controlar.

Uma buscava segurança.

A outra buscava estabilidade.

Uma tinha medo de perder o marido.

A outra tinha medo de voltar à pobreza.

E António, entre as duas, continuava fazendo escolhas.

O problema é que escolhas sempre produzem consequências.

Maria recebeu a notícia de Gaza e tomou uma decisão:

voltaria a procurar Avó Guida.

Desta vez, não queria apenas conselhos.

Queria uma solução definitiva.



CAPÍTULO V

O PLANO

Eram cinco horas da manhã de uma segunda-feira quando Maria voltou à casa de Avó Guida.

Levava consigo aquilo que havia sido solicitado anteriormente.

Também levava o dinheiro.

Entrou em silêncio.

Avó Guida recebeu-a.

— Voltaste.

— Sim.

— Trouxeste tudo?

Maria confirmou.

Avó Guida preparou o que considerava necessário para o trabalho.

Maria observava em silêncio.

Não fazia perguntas.

Na sua mente, só existia uma coisa:


António tinha de voltar para ela.

Avó Guida entregou-lhe uma preparação e orientou-a sobre como utilizá-la.

Maria guardou tudo cuidadosamente.

Não queria falhar.

No caminho de volta para casa, começou a pensar nos filhos.

Por alguns minutos, perguntou a si mesma:

“Será que estou fazendo a coisa certa?”

Mas a raiva rapidamente silenciou a dúvida.

Quando chegou a casa, começou a preparar tudo.

O dia passou.

António ainda não tinha regressado de Gaza.

Maria esperava.

Finalmente, ao final do dia, ouviu a porta abrir.

Era António.

Parecia cansado.

Maria respirou fundo.

Decidiu recebê-lo como se nada tivesse acontecido.

— Chegaste.

— Sim. Estou muito cansado.

Ela preparou o jantar.

As crianças correram para abraçá-lo.

António sentou-se com os filhos.

Por alguns minutos, a casa parecia novamente uma família normal.

Maria observava.

Por dentro, porém, travava uma batalha.

Queria perguntar sobre a outra mulher.

Queria gritar.

Queria chorar.

Mas ficou calada.

Depois do jantar, António sentou-se no sofá.

Ligou a televisão.

As notícias começaram.

Pouco tempo depois, o cansaço venceu-o.

Adormeceu.

Maria ficou olhando para ele.

Era o homem com quem tinha construído uma família.

O mesmo homem que agora dividia o coração entre duas mulheres.

Maria levantou-se.

Foi até à cozinha.

Olhou para aquilo que havia preparado.

Seu coração acelerou.

Ela acreditava que aquele era o momento de recuperar o marido.

Voltou à sala.

António continuava dormindo.

Maria esperou.

Quando ele acordou, chamou os filhos.

— Quero comer mais um pouco.

Um dos filhos foi até à cozinha.

— Papá, queres aquele prato que a mamã preparou?

António respondeu:

— Não. Tira da panela.

Maria ficou imóvel.

O plano que ela havia preparado não aconteceria da maneira que imaginara.

Ela observou o filho voltar à cozinha.

Pela primeira vez, percebeu que talvez não tivesse controle sobre o que estava acontecendo.

António comeu da panela.

Maria ficou em silêncio.

Naquela noite, enquanto todos dormiam, ela permaneceu acordada.

O seu plano tinha falhado.

Mas a guerra dentro dela estava apenas começando.

E talvez a verdadeira sentença ainda não fosse para a outra mulher.

Talvez fosse para todos aqueles que, de alguma forma, haviam permitido que a dor, a mentira, a traição e a vingança entrassem naquela família.


CONTINUA...


sábado, 18 de abril de 2020

VENÇA O MEDO E VIVA FELIZ












DEDICATÓRIA

Dedico este livro a todas as pessoas que, em algum momento da vida, sentiram medo, insegurança, ansiedade ou pensaram que não conseguiriam continuar.

Dedico-o, de forma especial, à memória da minha querida irmã Edith, cuja vida, coragem, força e amor deixaram uma marca profunda em mim.

A sua partida ensinou-me que a vida é preciosa, que não devemos permanecer presos à zona de conforto e que, mesmo diante da dor, precisamos encontrar forças para continuar.

Dedico também esta obra a todos aqueles que enfrentam momentos difíceis em silêncio.

Que estas palavras possam lembrar-lhe que você não está sozinho, que existe esperança e que, com fé, coragem e determinação, é possível levantar-se e continuar.

Não permita que o medo determine o seu futuro.




INTRODUÇÃO


Algumas pessoas têm medo de baratas 🪳, outras têm medo do escuro, de sons estranhos na calada da noite ou até mesmo da morte.

Com certeza, você já ouviu muitas histórias acerca do medo. Porém, neste livro quero apresentar uma reflexão diferente, baseada não apenas em conceitos, mas também numa experiência pessoal que marcou profundamente a minha vida.

Preste atenção em cada detalhe. Talvez, ao ler estas páginas, você consiga compreender melhor alguns dos seus próprios medos e descobrir que é possível enfrentá-los.

O medo pode aparecer quando nos deparamos com situações estressantes, complexas ou inesperadas. Todos nós, em algum momento, podemos sentir medo.

Eu também já senti muito medo.

Houve um momento em que pensei que fosse o fim. Tive medo de seguir em frente e de enfrentar o futuro.

Foi justamente através de uma das experiências mais dolorosas da minha vida que comecei a compreender muitas coisas sobre o medo.



CAPÍTULO 1


O QUE É O MEDO?


O medo é um estado emocional que surge quando tomamos consciência de uma situação que consideramos perigosa ou ameaçadora.

Muitas vezes, antes ou juntamente com o medo, surge a ansiedade: um sentimento desagradável relacionado à expectativa de que algo possa acontecer.

Na vida, deparamo-nos com situações que podem despertar medo. Algumas são pequenas, outras são tão profundas que podem transformar completamente a nossa maneira de pensar e de enxergar a vida.

Foi isso que aconteceu comigo.




CAPÍTULO 2


QUANDO O MEDO ENTROU NA MINHA VIDA

Tudo começou quando perdi a minha irmã mais velha, a mana Edith, de quem eu gostava muito.

Ela era uma fonte de inspiração para mim pela sua coragem e bravura. Era bastante forte e, acima de tudo, ousada e humilde.

A sabedoria que tinha na resolução de conflitos era admirável. A força que carregava para enfrentar as adversidades da vida fazia com que eu a admirasse ainda mais.

Apesar de ser minha irmã mais velha, nunca se mostrou competitiva. Ela compreendia que a minha vitória também era a sua vitória.

Por isso, dava-me força em tudo o que eu fazia, principalmente na minha formação profissional, pois considerava que esse era um caminho importante para eu singrar na vida.

Ela acreditava que eu podia dar certo.

O seu excesso de zelo, algumas vezes, fazia com que eu permanecesse numa zona de conforto.

Era uma daquelas irmãs com quem nos sentimos à vontade para dizer o que pensamos e sentimos, sem medo de represálias ou de sermos incompreendidos.

Quando existe amor entre as pessoas, não é necessário procurar sempre as palavras certas. Mesmo quando existe uma situação desagradável ou desafiadora, é possível manter uma comunicação saudável.

Eu estava tão aconchegada à sua presença que pensei que ela viveria para sempre.

Pensava que ela estaria sempre por perto para me levantar diante das quedas e das adversidades da vida.

Mas, de repente, tudo mudou.

A cortina se fechou e deu lugar a uma realidade dura e cruel.




CAPÍTULO 3


A CHAMADA QUE MUDOU TUDO


Era um dia como tantos outros.

Acordei e fiz os meus trabalhos de casa. De repente, o meu celular tocou.

Pensei que fosse apenas mais uma chamada.

O que eu não sabia era que aquela chamada colocaria fim a uma esperança que eu guardava a sete chaves.

Quando olhei para o celular 📱, vi que era um número desconhecido, com o indicativo da África do Sul.

A voz não era familiar. A pessoa cumprimentou-me educadamente e perguntou se eu estava bem.

Respondi que sim.

Então, com uma voz diferente e trémula, disse:

“A sua irmã Edith perdeu a vida.”

Fiquei alguns segundos tentando compreender se tinha ouvido corretamente.

A pessoa do outro lado da linha explicou que tinha acontecido um acidente de carro e que a minha irmã havia perdido a vida no local.

Tentei fazer mais perguntas para entender melhor o que tinha acontecido, mas a chamada caiu.

Informei a minha mãe e continuei com os meus afazeres.

Eu não queria acreditar.

Era uma verdade demasiado dura para conseguir digerir naquele momento.

Quando saí para fora, vi pessoas entrando em nossa casa para prestar condolências. A minha mãe estava inconsolável.

Os meus irmãos, preocupados, tentavam voltar a ligar para aquele número em busca de mais informações.

Ganhei uma força que nem sei de onde veio para acalmar a minha mãe, que chorava copiosamente.

Por quê?

Porque eu ainda não acreditava no que tinha acontecido.




CAPÍTULO 4


QUANDO A FICHA CAIU

Preste atenção a um aspecto importante.

Todos estavam agitados, angustiados e inconformados com a situação, enquanto eu permanecia aparentemente calma.

Sabe por quê?

Porque a ficha ainda não tinha caído.

Eu ainda não tinha aceitado aquela informação como verdadeira.

Para mim, havia algum erro na informação.

A qualquer momento, eu acreditava que a minha irmã poderia ligar para dizer que tudo não passava de uma confusão.

O meu coração dizia:

“Calma, vai ficar tudo bem. Ela vai ligar.”

A cada minuto, eu ficava na expectativa de receber uma informação diferente.

Enquanto não aceitava a informação como verdadeira, eu conseguia permanecer tranquila.

Dias depois, preparou-se o funeral.

Quando chegou o momento do velório, a ficha caiu.

Todos os sentimentos vieram à tona:

medo, raiva, angústia e ansiedade.

Chorei tanto. 😭

Ao ver o caixão, desapareceram as expectativas de receber aquela chamada.

A dor tomou conta de mim.

Senti uma angústia que nunca antes tinha sentido em toda a minha vida.

Eu estava inconsolável.

Algumas pessoas ficaram preocupadas porque aquela pessoa que parecia muito forte tinha-se tornado bastante frágil.

Quando o caixão desceu à cova, todas as expectativas ficaram para trás.

Naquele momento, eu precisava aceitar uma realidade que não queria aceitar.




CAPÍTULO 5


O MEDO DO FUTURO


Quando chegou a noite, não conseguia dormir.

Várias coisas vinham à minha consciência.

Foi daí que surgiu um sentimento de insegurança em relação à própria vida.

Percebi que a vida, afinal, é como um sopro.

Tinha chegado o fim da vida para a minha irmã.

E agora?

Como continuaria a minha vida sem ela?

Eu precisava escolher.

Poderia permanecer fechada naquela dor durante toda a minha vida ou aceitar a situação e seguir em frente.

Foi então que percebi que precisava levantar-me, assumir responsabilidades e sair da minha zona de conforto.




CAPÍTULO 6


DEUS NO MEIO DA DOR

A Bíblia Sagrada, no livro de Romanos 12:12, afirma:

“Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração.”

O único consolo que me restava era acreditar nas promessas do Senhor e na esperança da ressurreição dos mortos.

Foi então que aprendi a orar e a buscar respostas em Deus.

Enquanto procurava forças para continuar, encontrei uma palavra que falou profundamente ao meu coração:

“Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça.”

Isaías 41:10

Essas palavras lembraram-me de que eu não estava sozinha.

Deus continuava comigo mesmo no meio da dor.




CAPÍTULO 7


HÁ UM TEMPO PARA TODAS AS COISAS


Precisamos entender que existem coisas na vida que não podemos controlar.

Eclesiastes 3:1-2 ensina que existe tempo para todo propósito debaixo do céu.

Há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou.

Havia chegado o tempo da minha irmã partir.

Eu precisava aceitar essa realidade e continuar acreditando nas promessas de Deus para a minha vida.

Precisava levantar-me, assumir a responsabilidade pela minha vida e sair da zona de conforto.




CAPÍTULO 8


É POSSÍVEL VENCER O MEDO

Querido leitor, espero que tenha acompanhado atentamente a situação que acabei de relatar.

O medo pode tomar conta de nós quando permitimos que determinada situação domine os nossos pensamentos.

Muitas pessoas procuram-me desesperadas porque não conseguem controlar a si mesmas. Têm medo do futuro, medo do escuro, medo de baratas e medo de tantas outras situações.

Mas quero mostrar-lhe, através desta reflexão, que é possível libertar-se do domínio do medo.

Não permita que o medo seja maior do que a sua capacidade de continuar.

A Palavra de Deus, em Filipenses 4:6, ensina:

“Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças.”

Quando a ansiedade e o medo surgirem, aprenda a entregar as suas preocupações a Deus.



CAPÍTULO 9


NÃO TEMAS


Alguém um dia disse:

“Se as pessoas não sentissem medo, não viveriam por muito tempo.”

Mas acredito que o medo, quando passa a dominar a nossa mente, pode impedir-nos de viver plenamente.

O medo do futuro pode levar uma pessoa ao desespero.

A vergonha pode fazer com que alguém se afaste das outras pessoas.

O medo do julgamento pode fazer com que uma pessoa tome decisões que mais tarde poderá lamentar.

Por isso, não permita que o medo governe a sua vida.

Não temas.

Acredite que as situações difíceis também passam.

A dor passa.

Quem está sem trabalho pode encontrar uma nova oportunidade.

Uma situação difícil pode transformar-se numa oportunidade de crescimento.

Se o seu casamento chegou ao fim, isso pode representar uma oportunidade para reconstruir a sua vida e encontrar um novo caminho.

Não permita que o momento presente determine toda a sua história.




CAPÍTULO 10


ENTREGUE AS SUAS PREOCUPAÇÕES A DEUS


É importante crer que Deus existe e que Ele cuida das nossas ansiedades e preocupações.

Mateus 11:28 diz:

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.”

Jesus chama os cansados e oprimidos para encontrar descanso.

Você é importante para Deus.

Ele formou você para um propósito específico.

Jeremias 29:11 declara:

“Pois eu bem sei os planos que estou projetando para vós, diz o Senhor; planos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança.”

Existe esperança para a sua vida.




CAPÍTULO 11


MUDE OS SEUS PENSAMENTOS

É importante aceitar os seus medos e compreender aquilo que acontece dentro da sua mente.

A aceitação é importante para enfrentarmos as situações da vida.

Cultive pensamentos positivos.

Isso poderá ajudá-lo a viver com mais paz consigo mesmo.

Mude os seus pensamentos.

Romanos 12:2 ensina:

“E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente...”

Aceite transformar pensamentos negativos em pensamentos positivos.

Você pode vencer.

Mas também precisa aprender a mudar a maneira como olha para as situações da sua vida.

Nem tudo aquilo que acontece hoje determinará o seu amanhã.




CAPÍTULO 12


LEMBRE-SE DAS SUAS VITÓRIAS

Sempre que algo negativo acontecer na sua vida, lembre-se também daquilo que já deu certo.

Lembre-se do dia da sua graduação.

Lembre-se do nascimento do seu primeiro filho.

Lembre-se daquele momento em que foi aplaudido por ter vencido um desafio.

Lembre-se de todas as vezes em que conseguiu superar algo que parecia impossível.

Não permita que uma derrota apague todas as suas vitórias.

Você já venceu outras batalhas.

E pode vencer novamente.




CAPÍTULO 13


ERRAR FAZ PARTE DO CRESCIMENTO

Aceite que errar faz parte do crescimento.

Nem tudo sairá como planejamos.

Algumas coisas poderão dar errado, mas isso não significa que a sua vida acabou.

Quando errar, não permaneça preso ao erro.

Pergunte a si mesmo:

“O que posso aprender com esta situação?”

Use os seus erros como oportunidades para crescer, amadurecer e tornar-se uma pessoa melhor.



CAPÍTULO 14

TENHA OBJETIVOS


Tenha um objetivo e corra atrás dele.

Muitas vezes, vivemos sem metas e objetivos concretos para as nossas vidas.

Por isso, estabeleça metas tangíveis.

Tenha sonhos.

Faça planos.

Dê passos em direção ao que deseja alcançar.

Mesmo que alguma coisa dê errado, não se concentre apenas naquilo que não funcionou.

Levante-se e tente novamente.



CAPÍTULO 15

ACREDITE NA SUA CAPACIDADE

Acredite na sua capacidade.

Você é importante para Deus.

Mesmo que algumas pessoas não acreditem em você, não permita que isso determine o seu valor.

Deus acredita em você.

Tenha fé.

Você nasceu para vencer.

Não permita que o medo roube os sonhos que existem dentro de você.

Levante-se.

Continue.

Avance.




CONCLUSÃO


VENÇA O MEDO E VIVA FELIZ

O medo pode aparecer, mas não precisa governar a sua vida.

Você pode enfrentar a dor.

Pode superar as dificuldades.

Pode renovar os seus pensamentos.

Pode levantar-se e continuar caminhando.

Eu aprendi isso através de uma das experiências mais dolorosas da minha vida.

A perda da minha irmã Edith deixou uma ferida profunda, mas também me ensinou importantes lições.

Aprendi a buscar forças em Deus.

Aprendi a aceitar aquilo que não podia mudar.

Aprendi que precisava sair da minha zona de conforto.

E aprendi que, mesmo quando a vida nos coloca diante de situações que não compreendemos, ainda podemos escolher continuar.

Por isso, querido leitor, quero deixar uma mensagem no seu coração:

Não permita que o medo determine o seu futuro.

Acredite em Deus.

Acredite em si mesmo.

Tenha esperança.

Renove a sua mente.

Estabeleça objetivos.

Aprenda com os seus erros.

Valorize as suas vitórias.

Levante-se e siga em frente.

A vida continua.

Você ainda tem um propósito.

Você ainda tem sonhos para realizar.

Você ainda pode escrever uma nova história.

VENÇA O MEDO E VIVA FELIZ!



SOBRE A AUTORA

LIANDRA LANGA

Escritora, Palestrante e Mentora

Liandra Langa escreve e partilha mensagens de inspiração, fé, desenvolvimento pessoal e superação, procurando levar aos seus leitores palavras que despertem coragem, esperança e determinação.

Através das suas experiências e reflexões, procura incentivar cada pessoa a acreditar na sua capacidade, enfrentar os seus desafios e continuar avançando.

“Você nasceu para vencer.”




MENSAGEM FINAL

Não tenha medo de recomeçar.

Às vezes, aquilo que parece ser o fim pode ser apenas o início de uma nova etapa.

Tenha fé.
Tenha coragem.
Continue.
Você nasceu para vencer.

Liandra Langa


quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Queremos Justiça ⚖️












QUEREMOS JUSTIÇA
Queremos Justiça...


Ohhhh Cidadão ! Preste atenção...
Tenho algo a confessar :
É interessante como me sinto!
Presa numa cadeia sem grades, sem polícia e sem outros reclusos.
A minha prisão é muito confortável!

Tenho direito a computador, sala de refeições, sala de repouso e até telemóvel.
Posso falar com quem quiser, a qualquer hora que quiser.
Posso vestir a roupa que quiser.
Posso escolher as combinações de cores que mais gosto: preto e branco.
Mas por que essa preferência?
Porque, para mim, o preto representa a escuridão, enquanto o branco representa a luz.

E eu acredito que, mesmo no meio da escuridão, ainda podemos encontrar luz.
Mas então surge uma pergunta:
Por que estou sozinha?
Quando olho ao meu redor, vejo outros cidadãos que nem sequer têm direito ao banho de sol.

E eu?
Eu tenho acesso a tantas coisas...
Tenho direito ao jornal, a refeições de minha preferência e a outras comodidades.
Meu Deus... preciso de respostas, mas ouço do outro lado!!!

**Queremos Justiça!
Queremos Justiça!**

Que Justiça ⚖️?

AJUDE-ME A ENCONTRAR RESPOSTAS
Meu irmão, você que está lendo estas palavras, ajude-me a encontrar respostas.
Preciso ouvir alguém.

Você está aí? 
Sim
Eu tenho fome?
Mas não é apenas fome de comida.
Tenho fome de justiça.

Tenho fome de igualdade de direitos e de oportunidades entre irmãos moçambicanos.
Quero compreender uma realidade que, muitas vezes, parece difícil de explicar:
Por que, aos olhos de alguns, aqueles que possuem poder económico e financeiro parecem ter mais oportunidades e melhores condições do que aqueles que trabalham honestamente todos os dias?

Será que o dinheiro determina quem merece dignidade?
Será que a pobreza determina quem deve sofrer?
E os outros?
E OS QUE NÃO TÊM VOZ?
Será por serem pobres?

Quando olho para determinadas situações, vejo mais de vinte pessoas aglomeradas numa mesma cela, muitas vezes sem condições dignas e sem sequer terem direito ao simples banho de sol.

Então pergunto:
Será que a dignidade humana depende da condição económica?
Será que depende da classe social?
Será que depende de quem somos ou de quanto temos?

Vejo pessoas presas por crimes de diferentes naturezas.
Algumas podem ter cometido pequenos delitos.
Outras podem ter cometido crimes muito mais graves.
Mas uma pergunta permanece no meu coração:

A justiça deve ser diferente para cada pessoa?
Não tenho todas as respostas.
Mas tenho perguntas.
E enquanto tiver perguntas, continuarei a procurar respostas.

Mas continuo ouvindo gritos de outro lado da minha cela...

QUEREMOS JUSTIÇA!
Não queremos privilégios.
Não queremos vingança.
Não queremos que ninguém seja tratado com crueldade!?

Queremos justiça!
Queremos igualdade!
Queremos dignidade.
Queremos oportunidades!
Queremos que a lei seja aplicada com responsabilidade e humanidade!

Queremos uma sociedade onde o valor de uma pessoa não seja determinado pelo dinheiro que possui.
Queremos um lugar onde o pobre também tenha voz.

Onde o trabalhador seja respeitado.
Onde aquele que não tem poder económico também possa ser ouvido.
**Porque justiça não deve ser privilégio de alguns.

Justiça deve ser um direito de todos.**

MEU IRMÃO, DIGA-ME ALGUMA COISA...
Talvez você também tenha feito estas perguntas.
Talvez já tenha observado situações que não consegue compreender.
Talvez tenha sentido que a sua voz não é ouvida.
Mas não podemos desistir de procurar respostas.
Precisamos continuar a questionar!
Precisamos continuar a conversar!
Precisamos continuar a defender a dignidade humana!

E, acima de tudo, precisamos acreditar que é possível construir uma sociedade mais justa.
Por isso, volto a perguntar:

**Meu irmão...
diga-me alguma coisa.**
Você está aí?
Você também tem fome de justiça?

Sim
**QUEREMOS JUSTIÇA!
QUEREMOS JUSTIÇA!**



“A justiça não é um favor. É um direito!

quarta-feira, 6 de maio de 2015

QUEIMADAS DESCONTROLADAS COMO FACTOR IMPULSIONADOR DO AQUECIMENTO GLOBAL - estudo de caso de Changalane ano 2014-2015


AUTORA
ORLANDA LANGA 


Queimada descontrolada 



RESUMO


O presente trabalho aborda aspectos referentes às “queimadas descontroladas e o aquecimento global”. Faz parte do módulo de Ciências Naturais e ambientais cujo objetivo é fazer com que o estudante esteja preparado para defender assuntos relacionados com o meio ambiente, ou seja, relação homem-natureza. Segundo as pesquisas feitas, o homem continua a ser o principal responsável pelas queimadas descontroladas. Em Moçambique, especialmente em Changalane, as queimadas descontroladas afectam severamente a comunidade que vive privação social agravado pelos índices elevados de pobreza.    
O objetivo desta pesquisa é analisar os fatores que concorrem para o aquecimento global. Com efeito, a fundamentação teórica do trabalho foi com base na revisão bibliográfica, pesquisa web gráfica, consulta de artigos científicos e livros atinentes ao tema. Com o trabalho feito concluímos que o problema das queimadas descontroladas em Changalane está em parte relacionado com as práticas de agricultura tradicional que tem como característica a queima de resíduos orgânicos. Outro factor que contribui para as queimadas descontroladas segundo os residentes de Changalane é a caça, pastagem de gado bovino e produção de carvão vegetal resultando na destruição da biodiversidade e na perda da fertilidade de solos.

Palavras-chave
Queimadas descontroladas & aquecimento global

INTRODUÇÃO


O mundo contemporâneo pela sua complexidade, pela sua riqueza e diversidade, exige que sejamos capazes de interagir e sobretudo cooperar. Há no entanto, uma necessidade de criar e desenvolver sinergias entre as temáticas do ambiente e as realidades do desenvolvimento.

Um dos maiores desafios do nosso tempo é o “aquecimento global e as alterações climáticas”. [1]Em 2000, Moçambique teve as primeiras grandes inundações da década onde 1 milhão de pessoas ficou desabrigado e 700 morreram. Por muitos anos apenas a região Sul do país era propensa às cheias.

O presente trabalho cujo tema é Queimada descontrolada como factor impulsionador de aquecimento global- estudo de caso de Changalane  tem como objetivo analisar os factores que concorrem para o aquecimento global.

Os problemas meio ambientais põem em risco a biodiversidade e aumentam os níveis de pobreza para a maioria das comunidades pobres que tem a terra como meio de sobrevivência. 
Em Moçambique, especialmente em Changalane, as queimadas descontroladas constituem um problema que afecta a comunidade, agravando os índices de pobreza para a maioria da população local. Todos sabemos que a maior parte da população pobre, principalmente a de Changalane, vive do que produz e que a fonte de renda é a própria terra. Se há queimadas descontroladas consequentemente haverá mudanças drásticas de temperatura e isso vai fazer com que haja maior destruição de espécies vegetais e animais, mudanças de chuvas e consequentemente irão agravar o índice de pobreza na região.

As queimadas descontroladas em Changalane de acordo com as pesquisas feitas estão relacionadas à actividade humana[2]

De acordo com Lovelock a Terra pode reagir de forma negativa, isto é, pode ficar doente se o homem continuar a praticar acções como é o caso de queimadas descontroladas. Portanto, é necessário que os homens optem por atitudes que possam beneficiar a terra e não periga-la.

Outro factor que igualmente contribui para as queimadas descontroladas é a caça e produção de carvão vegetal resultando na destruição da biodiversidade e na perda da fertilidade de solos. 

A teoria Gaia, advoga que a Terra comparada ao organismo vivo pode gozar de boa saúde ou adoecer, dependendo das acções humanas. Neste caso, com o aumento das queimadas descontroladas além de reduzir a quantidade de árvores, que servem como reguladores de temperaturas, as queimadas jogam gases poluentes na atmosfera. No entanto, o aumento da emissão dos gases do efeito estufa  pode contribuir na intensificação das secas que observamos na comunidade de Changalane.

Queimada descontrolada como factor impulsionador de aquecimento global- estudo de caso de Changalane ano 2014-2015


O tema é relevante porque na atualidade grande parte dos problemas ambientais está relacionada à atividade humana. Segundo Lavelock (1991:16), ambientalistas, igrejas, políticos e a ciência, todos estão preocupados com os danos provocados ao meio ambiente e a preocupação deles é o bem da natureza e nós não ficamos isentos dessa realidade. No contexto de Desenvolvimento Comunitário um dos maiores desafios é a promoção de uma cultura de cidadania global e de responsabilidade coletiva nas nossas acções sobre o ambiente. Para Preston, (1992) protecção ambiental é essencial para o desenvolvimento por isso sem a adequada protecção ambiental o desenvolvimento fica comprometido. Acreditamos que com este trabalho iremos contribuir na diminuição das queimadas descontroladas na Comunidade de Changalane através da consciencialização da população ao abandono dessas práticas.


Como é que as queimadas descontroladas contribuem para o aquecimento global?


As famílias residentes em Changalane enfrentam as queimadas descontroladas criadas pelo homem na prática de agricultura tradicional que tem como característica a queima de resíduos orgânicos, caça de animais de pequeno porte (ratazanas e coelhos), cigarro aceso deixado na mata, confecionamento de alimentos na mata pelos pastores de gado e muito mais.

As queimadas descontroladas além de reduzirem a quantidade de árvores que servem como reguladores de temperatura jogam gases poluentes (Dióxido de carbono, Metano e Óxido Nitroso) na atmosfera que contribuem no aumento da emissão dos gases de efeito estufa que destroem a camada de ozônio, deixando o planeta mais vulnerável aos raios ultravioletas do sol.  Esses gases se misturam com outros gases da atmosfera e se propagam nas extensas áreas levadas pelos ventos ocasionando o aquecimento global. A população tem o hábito de cortar as árvores e não repõem. Não tem consciência que as suas acções poe em risco as próprias vidas porque não estão mobilizadas com relação ao plantio de árvores que podem servir como reguladoras de temperatura.


*    Analisar os factores em Changalane que contribuem para o aquecimento global.


 Identificar as causas das queimadas descontroladas em Changalane

          Consciencializar a população a abandonar a  prática das queimadas descontroladas em Changalane

    Mobilizar a população para o  plantio de árvores em Changalane.


       A identificação das causas das queimadas descontroladas pode oferecer estratégias para a sua diminuição;

   A Consciencialização da população ao abandono da prática das queimadas descontroladas pode diminuir o aquecimento global.

II. REVISÃO DA LITERATURA



Queimadas ‘é uma prática primitiva da agricultura, destinada principalmente à limpeza do terreno para o cultivo de plantações ou formação de pastos, com uso de fogo de forma controlada que as vezes pode descontrolar-se e causar incêndios em florestas, matas e terrenos grandes’.( Wikipedia, 18 de Janeiro de 2015).

Em Changalane as queimadas normalmente são feitas para limpeza dos campos, caça animais de pequeno porte e para produção de carvão.

Queimada descontroladaé o acto de colocar o fogo na mata por negligência ou acidentalmente sem nenhum controlo, resultando em grandes prejuízos económicos sociais e ambientais’.     (http://brunahenriquesjanet.blogspot.com/2012/11/queimadasdescontroladas_1.html).

No que concerne as queimadas descontroladas em Changalane acontecem quando as pessoas queimam os restos das espécies vegetais nos seus campos agrícolas e não tem esperado o tempo suficiente para ter a certeza que o fogo foi apagado devidamente ou não, o que acaba se alastrando para os vizinhos e muito mais.

Aquecimento Global ‘é a elevação da temperatura do planeta, gerando sérias complicações como: furacões, secas, enchentes, extinção de milhares de animais e vegetais, derretimento dos pólos e vários outros problemas que o homem não tem condições de enfrentar ou controlar. (Gomes, S/d).

Aquecimento global[3] é o Processo de aumento da temperatura média dos oceanos e do ar perto da superficie da terra causado pelas emissões humanas de gases do efeito estufa. 

Podemos afirmar que Changalane está a ter efeitos do aquecimento global através da secura dos campos, baixa produtividade agrícola e extinção de algumas espécies animais e vegetais. Um dos exemplos que podemos aqui mencionar é que antigamente em Changalane tinha muitas árvores, mas agora já não existem por causa do abate para a produção do carvão acabando por emitir quantidades exageradas de CO2 para a atmosfera perigando desta forma o bem estar de terra.

 
Para Al Gore citado por (Walter[4], 2007: 169), a temperatura da terra está aumentando e que a principal causa de aquecimento global são as acções do homem e as mesmas exercem influencias na mudança do clima. 

Segundo os estudos feitos, o aquecimento global[5] é causado pela intensificação do efeito estufa que, por sua vez, é consequência do excesso da concentração de gases de efeito estufa, dentre eles o dióxido de carbono, o metano e o óxido nitroso. A principal fonte desses gases tem sido atribuída particularmente à queima de combustíveis fósseis e ao desmatamento

A terra se comporta como um organismo vivo através da reação que faz perante as acções humanas e fenómenos naturais. A terra reage perante a erosão, queimadas e desflorestamento. Portanto quando praticamos queimadas descontroladas a terra reage fazendo com que haja a diminuição da capacidade de produção.

Para Maria da Luz citada no jornal notícias de 3 de Setembro de 2012, as queimadas descontroladas além de empobrecer o solo através da destruição de nutrientes, causam também alterações na formação de nuvens, elementos fundamentais à queda de chuvas, que quando escasseiam perigam a própria sobrevivência humana.
 
Concordando com as ideias da Maria da Luz e indo concretamente para Changalane, segundo os dados recolhidos na população local, antigamente tinham uma produção e produtividade maior. Hoje em dia os solos estão empobrecidos e a queda de chuva é condicionada o que leva ao aumento de bolsas de fome.

O aumento nas temperaturas globais e a nova composição da atmosfera desencadeiam alterações importantes em vários sistemas da Terra.’. (Wikipédia, 18 de Janeiro de 2015).

Em Changalane, nos últimos tempos tem sofrido com a falta de chuva o que faz com que a população não consiga alcançar a produção e produtividade devido a algumas ações feitas pela própria comunidade como é o caso de queimadas descontroladas. No entanto, reduzindo as queimadas descontroladas estaremos a concorrer para a diminuição da temperatura e consequentemente bem estar de Gaia que é a nossa terra mãe.

Segundo (MICOA, 2005:6) ‘as queimadas descontroladas constituem um dos grandes factores de destruição dos recursos naturais que contribuem para as mudanças climáticas, devido á emissão de gases com efeitos estufa. De acordo com os estudos feitos no campo científico, o aumento dos gases de efeito estufa na atmosfera terrestre é atribuído principalmente a queima de combustíveis fósseis e madeira.’ 

No entanto, o aquecimento global é um problema muito sério que temos enfrentado actualmente no planeta Terra. Segundo Alexandria, (2008) este fenómeno tem feito com que alguns acontecimentos fora do normal estejam ocorrendo em todo o planeta.
 
No entanto, ‘estudos recentes mostram que é necessária uma mudança de postura o mais rápido possível porque a situação neste planeta poderá atingir um patamar no qual não haverá mais retorno para as consequências deste fenómeno’ (Lovelock, 2006 citado por Alexandria, 2008).

As acções que os seres humanos precisam desenvolver apartir de agora devem garantir a sustentabilidade ambiental como por exemplo, fazer-se a restauração das áreas degradadas, evitar queimadas descontroladas, praticar-se a agricultura sustentável, apostar no uso dos restos vegetais ão invés de queima- las e consciencializar a toda a comunidade os riscos decorrentes da prática desses actos ao longo do tempo.

Segundo (MICOA, 2007) ‘em Moçambique a área florestal tende a diminuir a um rítmo acelerado não só pelo aumento demográfico, derrube para fins agro-pecuários, mas também devido à prática de queimadas descontroladas. As queimadas ocorrem anualmente em todo território nacional, durante o período seco e no início das campanhas agrícolas e de caça.’


2.3. Problemas causados pelas Queimadas descontroladas

Para o ambiente 

‘A destruição da vegetação pela queimada causa equilíbrio da biosfera, degeneração do solo e poluição do ar,’ (Marqui, 2011:7).

Acrescentando as palávras do autor, as queimadas descontroladas contribuem para a degradação dos solos, destruição de infra-estruturas, perda de vidas humanas e animais, alteração climática e destruição de ecossistemas.

Para a saúde humana
Segundo (Ribeiro e De Assunção, 2002) ‘nas queimadas são emitidos vários poluentes clássicos, entre eles NOX(Oxido de Nitrogénio), CO(Monóxido de Carbono), HC (Hidrocarbonetos) e material particulado, além de substâncias tóxicas’.

O efeito para a saúde humana de acordo com os autores pode ser agudo à saúde da população em geral, mas fica restrito àquelas pessoas mais próximas á área da queimada, e eles apontam como especial as que estejam actuando em seu combate. O efeito pode ir de intoxicação até a morte por asfixia, pela redução da concentração de oxigênio.

‘O facto das pessoas se sentirem «asfixiadas» quando presentes numa região de queimadas, onde o oxigênio é consumido rapidamente, faz com que adoptem autoproteção e se dirijam para áreas menos críticas. Existem casos de queimadas de grande intensidade, que podem atingir áreas habitadas e ocasionar danos agudos ou mesmo irreparáveis, como mortes.
Fontes diferentes de poluição de ar geram emissões diferentes, que têm efeitos específicos sobre a saúde humana’ (Ribeiro e  De Assunção, 2002).

Segundo Jornal o País (26 de Janeiro de 2010), relata que ‘os peritos de países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) defendem a necessidade de se criar sinergias no combate e controle das queimadas descontroladas para garantir uma vida sustentável dos recursos florestais da região. A mesma fonte avança ainda que as queimadas descontroladas têm como implicações a longo prazo o aumento da frequência de episódios como as secas, ciclones, cheias.’

2.4.   Queimadas Descontroladas em Moçambique


Segundo (MICOA, 2007) ‘em Moçambique a área florestal tende a diminuir a um rítmo acelerado não só pelo aumento demográfico, derrube para fins agro-pecuários, mas também devido à prática de queimadas descontroladas. As queimadas ocorrem anualmente em todo território nacional, durante o período seco e no início das campanhas agrícolas e de caça.

Diante dos cenários que temos observado de queimadas descontroladas em todas as regiões do país, várias acções são realizadas no sentido de estancar essa problemática. Contudo, as acções que vem sendo levadas a cabo pelo Governo Moçambicano é ajudar as comunidades a entenderem que preservando o ambiente estarão elas próprias a contribuir para o sucesso da luta que se trava contra a pobreza. (Portal de Governo, 2008).

[6]O Ministério da Agricultura (MINAG, 2011) estima que o prejuízo global causado por queimadas descontroladas em Moçambique foi de cerca de dois milhões de dólares norte-americanos. Citando ainda a mesma fonte, estima que o país perde anualmente cerca de 219.000 hectares de florestas, o equivalente a mais de 405.500 campos de futebol. As queimadas descontroladas são ainda apontadas como sendo a causa da devastação do ambiente, contribuindo desta forma para as mudanças climáticas.

Muitos são os hectares que estão destruídos pelo fogo descontrolado todos os anos, afetando habitações, celeiros e infra-estruturas públicas colocando em perigo a segurança alimentar e a segurança de pessoas e bens (http://www.org.za/article/moambique-queimadas-descontroladas genderlinks).

Segundo a vice Ministra do Ambiente Ana Chichava, para sensibilizar as comunidades em relação a preservação do meio ambiente, existem no país programas escolares de plantio de árvores e concursos de promoção de programas de preservação ambiental, entre outras acções.

[7]A vice ministra acrescentou ainda que se o país não conseguir controlar, por exemplo, as queimadas estará a perder milhares de hectares de florestas, estas que servem de sustento para a maioria da população moçambicana. (Portal de governo, 2008).

2.5. Queimadas descontroladas & Aquecimento Global


As queimadas liberam gases que contribuem para o efeito estufa e consequentemente para o aquecimento global, sendo esta prática a segunda no processo.

Metano (CH4) , 60% da sua emissão no mundo é produzido da ação humana principalmente na agricultura. A liberação deste metano do sedimento é sugerido como possível causa do aquecimento global.  

Óxido Nitroso (N2O)

Assim como o metano, a origem do óxido nitroso pode ser natural (como descargas elétricas) ou antrópicas (queima da biomassa). Seu tempo de permanência na atmosfera varia de 120 a 175 anos, o que resulta em uma taxa anua de N2O na atmosfera de cerca de cinco milhões de toneladas.

Com aumento de emissões de gases de efeito-estufa, gerado em grandes cidades e nas queimadas de florestas a temperatura no planeta tem aumentado paulatinamente. Exemplo: espécies que perdemos de gazelas e coelhos em Changalane, estamos a perder a biodiversidade desses animais.

Consequências do aquecimento global
·         Aumento do nível dos oceanos
·         Crescimento e surgimento de desertos
·         Aumento de furacões, tufões e ciclones
·         Degelo
·         Desertificação, alteração do regime das chuvas, intensificação das secas em determinados locais
·         Escassez da água
·         Abundância de chuva, inundações, alteração de ecossistemas  e redução da biodiversidade
·         Destruição de espécies vegetais e animais
·         Temperaturas altas e contaminação dos oceanos.

3.  Metodologias

Segundo Gil (1999) citado por Medeiros (2003:13), para a realização de uma investigação científica deve-se levar em conta um conjunto de procedimentos intelectuais e técnicos, que permitem que os objectivos sejam alcançados. Este conjunto de procedimentos intelectuais e técnicos chama-se de método científico.


Através da leitura de alguns manuais disponíveis na internet e alguns ficheiros do módulo sobre queimadas descontroladas e aquecimento global que são citados no trabalho.


Observação participante

Utilizou-se no presente trabalho observação participante como instrumento para a coleta de dados por se tratar duma estratégia de uma investigação-acção. Observamos os factos e intervimos.

Entrevista estruturada

Fez-se a colecta de dados através de entrevistas e pequisa de campo. A entrevista foi estruturada pois estava orientada por um roteiro definido e que foi aplicado a todos os entrevistados.

Para a realização deste trabalho, usou-se como materiais bloco de notas e esferográficas. Computador e flash para guardar informações importantes durante a pesquisa.

Grupo Alvo
Residentes de Changalane, dentre eles Homens e Mulheres com idades compreendidas entre 10-50 anos de idades, de diferentes níveis académicos, jardineiros, camponeses e guardas. Não só como também envolvemos estudantes, professores e funcionários do ISET.

4. Resultados alcançados

Quanto ao Objectivo específico

Identificar as causas das queimadas descontroladas em Changalane.

Para dar resposta a esta questão desenhamos um roteiro de entrevista que foi dirigida aos residentes de Changalane de diferentes idades e níveis acadêmicos.
Como resultado das pesquisas feitas na comunidade de Changalane sobre a prática de queimadas descontroladas, os residentes apontam como motivos de queimadas descontroladas os seguintes:

*      A caça de animais;
*      Abertura de novos campos para prática de agricultura tradicional;
*      Controlo de espécies vegetais indesejáveis;
*      Controlo de pragas e doenças;
*      Renovação das áreas de pastagem;
*      Produção de carvão;
*      Queima de lixo orgânico e inorgânico;
*      Abertura de caminhos para passagem;
*      Confeção de alimentos na Machamba ou no mato por parte de pastores de gado e camponeses e;
*      Cigarro deixado ao relento sem ter apagado

 Objectivo específico 2
 
Consciencializar a população a abandonar a prática das queimadas descontroladas em Changalane

No que concerne ao ponto 2 relacionado com a consciencialização da população a abandonar a prática de queimadas descontroladas verificamos que é muito urgente acabar com a prática de queimadas descontroladas em Changalane por uma razão. Ora vejamos, o Instituto Superior de Educação e Tecnologia (ISET) localizada em Changalane sempre enfrentou problemas de queimadas descontroladas que criaram danos materiais. Em 2010 houve uma queimada muito grande que havia sido provocada supostamente por um cigarro atirado na mata. Aquele fogo não só criou vários danos materiais ao ISET como também a própria população de Changalane. Várias famílias perderam seus pertences: Campos agrícolas e casas. Portanto, para colmatar a situação, várias são as campanhas  desenvolvidas anualmente por estudantes do ISET como uma forma de mostrar a população os riscos que corremos caso continuem a praticar actos dessa natureza

Durante o nosso trabalho, tivemos algumas acções de sensibilização que podemos ver abaixo:
·      Através de palestra sobre queimadas descontroladas, consciencializamos as crianças em idade escolar sobre os impactos negativos das queimadas descontroladas e fazer com que elas possam difundir essa informação aos encarregados de educação.
No entanto, durante os estudos feitos descobrimos que a insuficiência de informação contribui para o alastramento de tais actos. De acordo com as entrevistas feitas algumas pessoas ainda mostravam-se pouco conhecedoras do assunto por isso que achamos que difundindo essa informação as crianças em idade escolar poderiam levar a mesma para os seus pais ou encarregados de educação.

 Levamos a informação à comunidade de Changalane (Chefes de família) sobre as causas, impactos e técnicas de prevenção e controlo as queimadas descontroladas em Changalane.

Para isso, primeiro fizemos uma entrevista para perceber o grau do conhecimento dos perigos das queimadas descontroladas para o bem estar de Gaia ou nossa terra mãe. Onde colhemos os seguintes resultados:
Durante a entrevista percebemos que alguns têm noção dos impactos negativos que podem surgir com a prática de queimadas descontroladas. Segundo Alexandre Simões de 30 anos de idade, residente em Changalane, sustenta que as queimadas descontroladas tem um impacto negativo para o ambiente como, por exemplo, desgaste de solo, perda da biodiversidade (plantas e animais). Para Osvaldo João natural de Maputo e residente em Changalane sustenta que a prática de queimadas descontroladas pode condicionar a falta de chuva e aumento de temperaturas. Não só como também pode tornar o solo improdutivo e afugentar os animais do seu habitat. Joshua Manave também residente em Changalane afirma que as queimadas podem contribuir para baixa produção na machamba. 

Contudo, chegamos a perceber que algumas pessoas estão informadas sobre os impactos negativos que podem surgir dessas práticas, mas como dizia anteriormente a pobreza é tida como sendo uma das causas fundamentais das queimadas descontroladas em Moçambique, pois a população das zonas rurais usa o fogo como meio rápido e barato para a abertura dos campos na agricultura e limpeza dos arredores das residências como forma de proteção contra animais feroses (MICOA, 2007:14). Contudo, depois das informações colhidas informamos a população dos perigos que correm caso continuem a praticar actos dessa natureza como é o caso de queimadas descontroladas. Quanto mais queimamos nossas espécies vegetais estamos a aumentar quantidades de CO2 na atmosfera que podem fazer com que haja aumento de temperaturas e consequentemente aquecimento global do nosso planeta. Para minimizar os impactos negativos vindos das acções dos próprios homens procuramos ao grupo que era apontado como causador dessas queimadas descontroladas como Carvoeiros, Pastores, Agricultores para dar alguns concelhos pertinentes:

Para os Carvoeiros
 Incentivamos a ter mais cuidado no processo da produção do carvão porque durante a investigação percebemos que uma das causas apontadas pela população está relacionada com a produção de carvão.


Para os Pastores de gado
Desencorajamos o confessionamento de alimentos na mata porque as vezes não tem o cuidado apagar o fogo adequadamente. 
 
Para Agricultores
   Divulgamos técnicas sustentáveis de agricultura para a comunidade de Changalane como é o caso da agricultura orgânica e sustentável.

Para os residentes
  Desencorajamos a prática de queimadas descontroladas na comunidade de Changalane
Incentivamos aos residentes a denunciar os que praticam as queimadas descontroladas ao posto administrativo local.

Trocamos experiências sobre as consequências das queimadas descontroladas com a comunidade de Changalane e alguns professores do ISET no dia 21 de Dezembro de 2014 no ISET.

 # Objectivo específico 3

Mobilizar a população no plantio de árvores em Changalane (ISET).

Durante o trabalho percebemos que uma das consequências das queimadas descontroladas é o aquecimento global e uma das formas de diminuir o é o plantio de mais árvores. Segundo os estudos feitos as árvores são reguladoras da temperatura. Não só, como também estaremos a contribuir para o bem estar de Gaia que é o nosso planeta maravilhoso. Para tal desenvolvemos acções que culminaram com o plantio de árvores no ISET- Changalane. 

As florestas desempenham um papel fundamental para o abrandamento das mudanças climáticas. Ademais, as florestas conservam a biodiversidade, os recursos terrestres e aquáticos e, quando geridas de forma sustentável, podem fortalecer as economias locais e nacionais e promover o bem estar das gerações presentes e futuras (ODM, 2009: 08). 

É importante que as comunidades usem técnicas limpas e avançadas na agricultura para evitar a emissão excessiva de carbono. Uma das técnicas mencionada foi à agricultura sustentável.

A acção foi desenvolvida no dia 24 de Janeiro de 2015 no ISET-OWU que fica localizada em Changalane. Contou com a participação de 40 pessoas dentre elas homens e mulheres. Foram plantadas 300 árvores como forma de garantir a preservação ambiental e fazer com que haja diminuição de aquecimento global. 

O plantio de árvores é importante porque protege contra a erosão do solo, além disso, as arvores libertam o oxigénio e absorvem o dióxido de carbono.

III. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES

 
James Lovelock apresenta o seu ponto de vista com relação ao estado em que a terra (Gaia) se encontra. Analisa os sintomas de superlotação desde o aquecimento global e a mudança do clima até o desmatamento e conclui que o planeta está doente. No entanto, precisa de uma intervenção para a sua cura.

De acordo com os estudos feitos, concluiu-se que a emissão de gases poluentes tem provocado efeito estufa e este fenômeno gera aquecimento global. No que diz respeito às queimadas descontroladas, tivemos que concluir que estão a contribuir em grande escala para o aquecimento global. Esta tomada de consciência levou-nos a pensar no que deve ser feito no sentido de colmatar a situação e salvar milhões de pessoas pobres que se encontram em situações difíceis devido ao aquecimento global do nosso planeta. 

No entanto, foram vários estudos que provaram a participação do homem nas atividades que perigam o nosso meio ambiente através das suas atividades diárias que acabam contribuindo para o aquecimento global. Como uma das formas de preservar o nosso planeta desenvolvemos uma acção de plantio de 300 árvores em Changalane, especialmente no ISET local que está propenso as queimadas descontroladas. 

Como todos sabem, as queimadas descontroladas emitem grandes quantidades de CO2 que cria uma espécie de telhado, como o de uma estufa, sobre a terra.
Relativamente às hipóteses de pesquisa temos a afirmar que foram todas confirmadas. A primeira hipótese foi confirmada, pois conseguimos graças ao trabalho desenvolvido identificar as causas das queimadas descontroladas em Changalane e daí extrair estratégias para a sua diminuição. As estratégias que referimos estão explicitas dentro do nosso trabalho. Uma das estratégias consiste em mobilizar os protagonistas do acto a serem mais cuidadosos nas práticas das suas acções porque a maior parte deles são agricultores, pastores e carvoeiros. Os residentes foram informados sobre os impactos negativos que são trazidos com as queimadas descontroladas. Quanto à segunda hipótese também foi confirmada porque na verdade conseguimos consciencializar a população a não praticar queimadas descontroladas em Changalane evitando o aquecimento global.


RECOMENDAÇÕES

Como forma de solucionar o problema de queimadas descontroladas em Changalane colocamos como medidas:

  Os caçadores devem deixar de usar as práticas de queimadas para afugentar os animais.
Os carvoeiros devem parar de deixar o carvão aceso sem controle porque isso pode ocasionar queimadas descontroladas.

Os pastores devem definir- se em relação as suas práticas como confeção de alimentos na mata. Quando alguém deseja confeccionar alimentos deve tomar conta do fogo depois e não deixar o fogo aceso, porque pode causar queimadas descontroladas.

Os camponeses nas suas práticas diárias, devem ter muito cuidado em queimar os restos das plantas porque podem causar o desgaste do próprio solo e contribui para um aumento significativo de temperatura na atmosfera.

Há uma necessidade de apostar na agricultura sustentável porque além de garantir a sustentabilidade ambiental aumenta a produção e produtividade agricola.

7. BIBLIOGRAFIA


ALEXANDRIA. (2008) Revista de educação em ciências e tecnologia, v1, n2, P.107-120.
MEDEIROS,F. (2007) Guia para Elaboração de Monografias, 3ed. Instituto de ensino Superior FUCAPI
MICOA, 2007, Plano de Acção para a Prevenção e Controlo as Queimadas Descontroladas 2008-2018, 32 Secção do Conselho de Ministros.
MILAZZO, A e CARVALHO, A, (2008) Revisão de Educação em Ciência e Tecnologia, vol.1, nr. 2, p107-120
ODM, (2009) Ganhar a vida garantir a sustentabilidade ambiental edição Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, Lisboa.
RIBEIRO. H, e ASSUNÇÃO. V, (2002) Efeitos das Queimadas na Saúse Humana, São Paulo vol.16 Nro 44.
TAVARES. (2000) A Terra é viva? Hipóteses Gaia, Definições de vida.
LOVELOCK, J. (S/d) A vingança de Gaia, o que é Gaia PDF pág. 27-46.
IPCC – Internacional Painel of Climate Change (2001).

http://monografias.brasilescola.com/geografia/aquecimento-global-1.htm
http://noticias.sapo.mz/info/artigo/1267284.html 3 de setembro de 2012
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aquecimento_global
http://pt.wikipedia.org/wiki/Queimada
http://www.infoescola.com/geografia/o-que-e-aquecimento-global/ 18 de Janeiro de 2015
http://www.verdade.co.mz



Autora:  https://liandralanga.blogspot.com/ 


[1] http://www.gaia-movement.org/files/0911%20Info1%20CC%20adaptation%20Pt.pdf 15.03.2015
[2]  Práticas de agricultura tradicional que tem como característica a queima de resíduos orgânicos durante o preparo do solo
[3] http://pt.wikipedia.org/wiki/Aquecimento_global 19.03.2015
[4] Revista Multiciência Campinas edição nro 8 Mudanças Climáticas Maio de 2007
[5] http://pt.wikipedia.org/wiki/Aquecimento_global 19.03.2015
[6] www.genderlinks.org.za
[7] www.portaldogoverno.gov.mz

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