terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Cultura do povo moçambicano (Zona Sul)

Resumo
Este trabalho centra-se no estudo da cultura do povo Moçambicano, especialmente à zona sul.   Moçambique possui uma rica e longa tradição cultural de coexistência de diferentes raças, grupos étnicos e religiões, ora isto reflecte a diversidade de valores culturais que em conjunto criam as identidades do Moçambique moderno. Apesar de possuír uma diversidade cultural e religiosa diferente de outros lugares raramente serve de razão para gerar conflitos entre os povos de Moçambique.

Com o objectivo de criar uma identidade nacional, o Português foi adoptado como língua oficial depois da independência. No entanto,  existem em Moçambique cerca de 20 grupos linguísticos e eles são contrários ao Português largamente falado, especialmente nas zonas urbanas e hoje, cerca de 25% da população fala Português.

O presente trabalho cujo tema é Cultura e tradição  é de extrema importância dado que, a identidade de um indivíduo encontra-se na sua cultura. Portanto,  nesse trabalho falaremos de todos os aspectos relacionados com a  Cultura da zona Sul.

2. Introdução

No presente trabalho temos como tema, Cultura no caso da zona Sul. A  cultura define-se como sendo um conjunto complexo de maneiras de ser, estar, comportar-se e relacionar-se desde o nascimento até a morte passando pelos rituais que marcam os principais momentos do processo de integração social e de socialização.

Note-se que a constituição da Repúbica de Moçambique estabeleceu o princípio segundo o qual o estado promove o desenvolvimento da cultura e personalidade nacional e garantiu a livre expressão das tradições e valores da sociedade mocambicana.

Efectivamente, a cultura deve ser entendida como um componente determinante da personalidade dos moçambicanos e considera-se a sua valorização como um elemento fundamental para a consolidação da unidade Nacional, da identidade individual e do grupo (bolentim da República,1997 ).

O presente Trabalho irá debruçar-se sobre a Cultura no caso da zona Sul de Moçambique, no que  respeita precisamente a  língua, Religião, Dança, Hábitos alimentares, Casamentos, Ritos de iniciação, Falecimentos, atribuição de nomes tradicionais, Feitiçaria/Curanderismo, Adulteiro/Poligamia e por último o Ciúme.



2.1. Localização Geográfica de Moçambique
Moçambique estende-se ao longo da costa Sudeste Africana entre a República da África do Sul e a Tanzânia, numa distância de aproximadamente 2 500 km. Faz fronteira com a República da África do Sul, Swazilândia, Zâmbia, Malawi e Tanzânia. A sua área total é de 799.380 km2.

O clima é sub-tropical até tropical (de sul para norte) , com uma estação chuvosa, quente e húmida de Novembro a Abril, e uma estação seca e fresca de Maio a Outubro. A parte Sul sofre de secas cíclicas. Vários rios cruzam o país no seu percurso para o Oceano Índico, em particular o grande Zambeze, assim como os Rios Limpopo, Rovuma e Save.

Em termos de área, Moçambique pode ser aproximadamente dividido numa planície costeira até 200 km de largura e num planalto montanhoso a Noroeste, nas fronteiras com países vizinhos do interior. Terra fértil é encontrada ao longo das bacias dos rios e no planalto, ao passo que a maior parte do Sul e da costa é arenosa com pouca fertilidade.

A população total é de mais de 18 milhões habitantes, distribuídos por 10 províncias e a cidade de Maputo, 128 distritos, 394 postos administrativos, 1.072 localidades e 10.025 aldeias. Por razões geográficas, económicas e históricas, estas províncias distribuem-se por três grandes regiões: a região Norte, que compreende as províncias de Niassa, Cabo Delgado e Nampula; o Centro, com as províncias da Zambézia, Tete, Manica e Sofala e a região Sul, que inclui Inhambane, Gaza, Maputo Província e Maputo Cidade (Agenda 2025, 2003 :7 ).

Maputo, antiga Lourenço Marques, é a capital e a maior cidade de Moçambique. É também o principal centro financeiro, corporativo, e mercantil,do país. Localiza-se no sul do país, na margem ocidental da Baia de Maputo.
A cidade constitui administrativamente um município com um governo eleito e tem também, desde 1980, o estatuto de província.

2.2Caracteristicas de Funcionamento da língua Xichangana ( Zona Sul )

Situação geográfica
Xichangana é uma língua de origem “bantu”, falada na região sul de Moçambique, exactamente na província de Gaza e na  província de Maputo, nos distritos de Magude, Moamba e em algumas localidades ou arredores do destrito da Manhiça. Nesse caso tratar-se-á da comunidade de Maputo.

Código linguístico
Xichangana é uma língua que pertence a zona S, grupo linguístico S50-Tsonga, do código linguístico S53.

Caracteristicas da língua Xichangana

Xichangana é uma das diversidades da língua “Bantu”com traços de parentesco com outras da mesma origem, além disso é uma língua de classe e de concordância.

3.Religião

Quanto á religião está mais ligada a religião cristã, Zione/ Sião, Católica, Evangélica/ Pentecostal, Islâmica e Anglicana.
Comparando os censos de 1997 e 2007, verifica-se redução no número de pessoas que dizem não pertencer a qualquer seita religiosa, passando de 15,9% em 1997 para 14,3% em 2007.
Foi verificado também redução no número de pessoas pertecentes a  Igreja Zione, uma seita religiosa que constitui uma miscelânea entre o cristianismo e crenças animistas tradicionais, de 38,7% em 1997 para 25,2% em 2007.
O número de católicos, por sua vez, aumentou de 21,6% em 1997 para 23,1% em 2007. Os muçulmanos passaram de 4,6% para 5,3%, enquanto que os protestantes dobraram de 1997 para 2007, atingindo 21,2%. A meu ver a religião mais predominante, é a religião católica ocupando a maior parte da população.
3.1Dança

No que toca a este aspecto, na zona sul, existem vários tipos de dança, dentre as quais temos, danças tradicionais:
Ø  Xigubo
Ø  Ngalanga
Ø  Xingomani
Ø  Makuaela
Ø  Makuai

3.3.Hábitos alimentares

No que concerne aos hábitos alimentares, na Zona Sul temos a Matapa, cacana, xiguinha, macofo e nhangana.
A matapa é feita apartir de mandioca e água de coco e amendoim. A cacana, é usada para a alimentação e para fins medicinais, sobre tudo em infusão. E é muito usada pelas mulheres amamentando, pois acredita-se possuir propriedades que aumentam capacidade da mulher produzir leite.
A xiguinha é preparada apartir de tuberculos de mandioca e folhas de cacana, feijão nhemba e fruta de cacana.
A macofo é feita com folhas de couve e amendoím e a nhangana é prepada a partir de folhas de feijão nhemba e amendoim.

3.4.Casamentos

Se um homem está interessado por uma Mulher, tem de  falar para os seus pais, em seguida interpela-se à família que a moça pertece, por formas que os pais do homem entrem em contacto com a família da Mulher, de modo que chegado lá não tenham nenhuma complicação,  na vedade a expressão que se usa logo que são recebidos é a seguinte “yikombela mati” que  significa, estamos a pedir água e a família da mulher perguntará qual é a água que eles precisam( água é a expressão que se usa porque a mulher chegado em casa do marido terá de fazer todos os trabalhos de casa incluindo procurar água para ser utilizado em casa), isto por a água ser um precioso líquido muito importante, portanto, os familiares do homem terão que  caracterizar a moça. Note-se que a Família do Homem terá que explicar quais as tendências que tem com a moça. De seguida os familiares  da  Moça irão dizer quais são os requisitos necessários para que ela saia de casa  (é o caso de lobolo e/ou casamento).  

Quanto aos casamentos, na zona sul, um jovem honesto passa por 3 Casamentos: Tradicional ou lobolo, Civil e Religioso.

Todavia, o lobolo é imprescindível, razão pela qual o governo reconhece como legítimas às famílias constituidas neste casamento, desde que as estruturas comunitárias de base assistem e enviem relatórios à admnistração local, esta por sua vez assenta no registo civil que três meses depois os noivos podem ir assinar o registo do seu casamento, desde que autorizados pelos seus pais.  

Lobolo é um costume cultivado até hoje no sul de Moçambique. A família da noiva recebe dinheiro pela perda que representa o casamento e a ida para outra casa. No entanto, o lobolo tem significado de unir os antepassados das duas famílias (a do noivo e a da noiva), pedir aos antepassados que dêem sorte ao novo lar e sobretudo a fertilidade da noiva; garantir protecção da mulher na família do seu marido e finalmente passa a pertecer a família do seu marido; garantir o direito a noiva continuar na casa do marido a cuidar dos filhos, caso este morra o irmão do marido assume a esposa como herdeiro da família. Com efeito, o mesmo permite que com a morte da esposa ainda jovem (sobretudo se deixar filhos menores) a família dela oferece ao genro uma menina para cuidar de seus sobrinhos como seus filhos e ela passará a ocupar o lugar da falecida irmã no lar. Se o genro está disposto a lobolar a menina, trata de organizar todas as formalidades, dádivas que constituem  vestuários para pai da noiva, sua mãe, suas tias (materna e paterna), seus avós (maternos e paternos), cinco litros de vinho, tabaco, algumas bebidas tradicionais e um valor de 1000 MT ( este valor varia de família em família podendo ser mais ou igual. Portanto, há famílias que com a pobreza e economia do mercado querem ser compensadas às despesas feitas para o crescimento, saúde e educação da menina já que uma vez formada vai trabalhar para a família do seu marido.

3.5.Falecimentos
Relativamente aos falecimentos, se por acaso morre alguém da família, todas as crianças devem ficar fora de casa para que não peguem susto e não podem ver um morto. É obrigatória a presença de todos os menbros da família como uma forma de demonstração da união na família e também para despedida da pessoa que teria perdido a vida. Caso isso não acontença o familiar (filho), que não estiver no velório terá azar.


Portanto, na casa onde haver falecimentos não deve ficar sem familiares ou visinhos, isto significa que a casa do falecido deve sempre estar lotada de presentes como forma de consolar a viúva no sentido de sentir-se proctegida para não pensar no sucedido e não estar sempre angustiada pela perda do ente-querido.

No caso de um chefe de família que perdeu a vida, a esposa deve estar sempre coberta dos pés até a cabeça e não pode ser vista de maneira nenhuma  e também deve ficar no quarto com as tias de casa, chamadas “MASSUNGACATE” que significa tias de casa ou irmãs do falecido. A viúva quando estiver a ir ao cemintério deve estar coberta com uma capulana grande, chamada “MUCUME”. Com objectivo de escondê-la porque presume-se que ela está quente, pelo facto de ter perdido seu marido. Assim, regresando do velório deve-se cortar o cabelo e vestir de preto, como sinal de luto na família. Enfim, fica-se em casa da viúva durante um tempo que corresponde a uma semana para poder visitar a campa do falecido pela segunda vez, o que se chama cerimónia de depositação de flores. Voltando para casa, há uma reunião na família do falecido para decidir acerca de um rito de purifição da mulher, chamado “kuthinga”, onde o irmão mais novo do falecido deve fazer sexo com a viúva. Á noite, após fazer sexo deve-se ferver um chá, onde quem faz é a própria viúva, toma e depois serve para todos os seus filhos como mais uma maneira de lavar a casa.


3.6.Atribuição do nome

No respeitante a atribuição de nomes, temos o seguinte aspecto, na cultura changana para atribuição do nome a uma criança recém nascida existêm dois critérios a serem seguidos: o nome tradicional e um nome do gosto dos pais.

No que concerne ao nome tradicional, antes do bebé nascer deve procurar saber dos curandeiros qual é a pessoa que tenha morrido na família que deseja ser chará da criança, sendo assim os pais da menor vão procurar saber dos espíritos chamados “tinguluves” e seguidamente fazem todas as cerimónias até encontrar um nome de um falecido. Caso não procurem saber do nome nos curandeiros e atribuir-se um nome qualquer que seja, pode dar o caso da criança ficar sempre doente, até perceber-se que existe um falecido na família que precisa ser recordado. Nesse sentido, se a família da criança ignorarar esse aspecto a criança pode chegar a perder a vida, nisso porque os espíritos irão zangar e levarão a criança para junto deles. Pensa-se que os antepassados estão sempre com eles para lhes proctegerem caso haja um incoveniente, eles retiram-se deixando as coisas/ a vida correr mal do lado da família.

3.7.Curanderismo / Feitiçaria

Curandeiro ou “médicos tradicionais”são os que assumem um papel central quer na prestação de cuidados de saúde, quer na regulação da incerteza e dos problemas sociais dos seus utentes.
Os curandeiros são os que detêm  poderes curativos, divinatórios e de eficácia ritual ao facto de serem possuídos por espíritos de defuntos que com eles formam uma simbiose profissional e ontológica (Honwana 2002).

Numa família se alguém estiver com esse dom são ainda estes espíritos que o forçam a abraçar a profissão, através de uma doença de chamamento que é, simultaneamente, uma declaração de intenções por parte dessas entidades espirituais e uma ameaça de morte caso recusem submeter-se à eles.

No entanto, o indivíduo com essas tendências a partir do momento em que inicia a sua formação, é orientada por um nyanga experiente, a profissão passa a ser o fulcro da sua existência, a que todos os restantes aspectos da vida se subordinam e objecto de um forte investimento emotivo, intelectual e valorativo.

O papel e função do nyanga é ser um prestador de serviços terapêuticos e rituais, ser um intermediário junto das entidades espirituais (recorrendo à adivinhação ou transe) e ser um gestor da incerteza. Isto faz com que, para além de curar doenças, possa ver-se obrigado a desempenhar tarefas tão díspares como combater feiticeiros ou servir de conselheiro matrimonial e familiar.

A capacidade para desempenhar estas tarefas advir-lhe-á de ser possuído por espíritos (chikuembo) ou seja, por entidades espirituais que ao contrário dos antepassados e defuntos comuns adquiriram poderes especiais em virtude do estatuto, acções ou excepcional força espiritual que tiveram em vida ou devido a circunstâncias negativas na sua morte. Com efeito, não é suposto alguém escolher ser nyanga, mas antes ser escolhido para essa tarefa por espíritos que mantêm algum tipo de ligação familiar com a pessoa e «querem trabalhar» através dela (ou, mais precisamente, com ela e nela), após um acto de possessão.


Em casos excepcionais, que apenas detectei em famílias onde um dos pais herdou uma grande quantidade de espíritos, a escolha pode ser anunciada (por sonhos, adivinhação ou transe) mesmo antes do nascimento da criança juntamente com o género e o nome a atribuir ao bebé.
O Habitual, contudo, é que a exigência de trabalho por parte dos espíritos assuma a forma de uma «doença de chamamento» que, a par de sintomas físicos individualizados e/ou de acidentes frequentes e insólitos, incluirá uma fraqueza geral e fortes dores (em particular nas articulações) para as quais a biomedicina não encontrará aparente explicação. Normalmente, o enfermo irá recorrendo a todos os prestadores de cuidados de saúde a que puder ter acesso, até que um nyanga lhe diagnostique uma possessão por espíritos, revelando a identidade destes e os acontecimentos que no passado e na genealogia legitimam o seu chamamento.

A família poderá nunca ter ouvido falar dessas histórias e, por isso, recusar validade à sua exigência. Pode também, caso elas tenham acontecido há várias gerações sem que os espíritos alguma vez tenham chamado familiares seus, alegar que as razões invocadas já prescreveram e negociar uma outra forma de compensação. Ainda que se as exigências são consideradas legítimas mas o doente não reconhece a presença dos espíritos, se recusa a cumprir o chamamento ou tenta adiá-lo sem razões válidas, espera-se que sistemáticas doenças, desgraças e mortes o venham a atingir a si e à sua família.

Entretanto, ter acesso a todas as capacidades de que um nyanga pode dispor implica que se seja possuído por pelo menos três tipos diferentes de espíritos: por membros falecidos da família (tinguluve, cuja principal especialidade é a cura de doenças, embora também façam adivinhação), por espíritos vaNguni (os invasores de origem zulu que estabeleceram o império de Gaza no século XIX, cujas especializações são inversas das anteriores) e por espíritos vaNdau (os mais longos resistentes à expansão Nguni, então integrando já nas suas tropas os anteriores habitantes do sul de Moçambique que têm como principal especialidade o kufemba, processo de detecção e eventual expulsão de espíritos).

Quanto a Feitiçaria não se difere tanto do curandeirismo, mas para ser feiticeiro na cultura de machangana é preciso que procure um medicamento num curandeiro que lhe dê esse poder de se intrometer na vida dos outros, isso é mais para pessoas com invenja dos outros isto quando não gosta-se ver o desenvolvimento de outras pessoas, contudo fazem de tudo para lhes amaldiçoarem. Portanto, existem em nós forças vivas não utilizadas e muitas influências não controladas que podem ser usadas em tudo. Forças, que podem ser usadas para nossos beneficícios desde agora e servir para nos conduzir nos caminhos do sucesso, no campo afectivo, profissional e financeiro, além da resolução dos mais diversos problemas que que se nos apresentam no dia a dia, contudo, pretende-se chamar a atenção para as graves  consequências, isto se não souber lidar com tais influências que além de outras coisas nos podem levar á loucura e perdição total. A feitiçaria  é  usada para o bem assim como para o mal conforme a vontade e desejo do paciente através do mago que invocará os mais diversos espíritos sendo que cada espírito tem  a sua função, quer no reino do bem e quer no reino do mal. Enfim, várias pessoas tem optado pela parte maldosa, daí designar-se feiticeiro todo aquele que têm um coração maldoso e rancoroso. Na feitiçaria há tranferência de poderes de pais para filhos, contudo um feiceiro sempre escolhe um seu filho para continuar com esses actos depois dele morrer.
   
 3.8.Poligamia /Adulteiro

Poligamia  é uma  palavra de origem grega que significa união conjugal de uma pessoa com várias outras vivendo simultaneamente sob o mesmo tecto.
 Na cultura da zona sul, para os machanganas um homem tem o direito de ter mais de uma esposa para fazer crescer a família com o número de filhos que terá. Mas com essa situação as mulheres são as que sentiam em primeiro o impacto negativo que advém da partilha do mesmo homem e a seguir os/as filhos/as.
Para os homens, não tinham nada melhor que ter mulheres sub-missas em todos os aspectos e isso faz os sentirem-se mais homens ou homens de verdade.

Contudo, estavamos  perante uma desigualdade de género onde o homem aparece como o que detêm todo o poder e que por via disso tem o “direito” de fazer tudo quanto lhe apetecer.
A mulher que diante das normas sociais estabelecidas, ela só devia obeceder, ter paciência, entender o homem e como se não bastasse fingir ser feliz com tudo isto.

Os homens poligamos ficavam felizes e em contrapartida suas esposas não, contudo eles sabiam fazer uma boa gestão da situação o que favorecia para um bom ambiente de convivência entre elas. Por outro lado, chegou um tempo em que as mulheres já não pensavam da mesma maneira e ficou claro que elas não estavam felizes com a situação, mas tinham que manter o relacionamento para não serem humilhadas por não terem marido, por fim, elas faziam de contas que estavam felizes só para manterem uma boa imagem social. A poligamia não se difere tanto do adultério, mas essa já a um nível mais avançado e sem o consentimento do parceiro(a).


3.9.Ciúmes

As mulheres assim como os homens machanganas são muito ciumentos o ciúme, é claro, provém de uma falta de confiança, isso significa que ambos não se confiam e isso acaba de certa forma tornando a relação não saudável e tem os seus efeitos péssimos.
Um machangana por causa do ciúme exagerado prefere quando vai a África do Sul trabalhar, procurar um medicamento para controlar a esposa e saiba no momento em que a esposa se envolver com outro homem. Esse é de facto um sentimento indescente responsável por muitos divórcios pois,  ele não só faz crescer a desconfiança entre os esposos, como também desperta a malícia no cônjuge. Por essa razão, diz bem a Sagrada Escritura no livro do Eclesiástico: "Não sejas ciumento de tua esposa para que ela não empregue contra ti a malícia que lhe ensinaste" (Eclesi. IX, 1).
4.Conclusão

Finalmente, depois de ter feito um estudo profundo acerca da cultura na Zona Sul de Moçambique-Xichangana, é inportante referir o valor que têm o conhecimento da tradição para sabermos como interagir com os outros respeitando a sua cultura e tradição de cada povo, falo exactamente na difusão de informação nas comunidades.  Assim sendo, a manifestação de nossos valores culturais, ideias e emoções,  deve-se  fazer o uso da cultura de cada povo para que possámos nos entender.

 A cultura da zona sul, tem as suas implicações quer negativas, quer posetivas, mas não podemos criticar visto que são os modos vivendis que os destinguem de outras sociedades.

De salientar que  a cultura Moçambicana deve ser estudada para que ela seja um elemento activo na luta pelo desenvolvimento do pais, pois a maioria dos produtores desse país são conhecedores da cultura e tradição dos povos e por essa razão que é preciso um estudo profundo acerca da origem de cada cidadão moçambicano.

Para concluir é importante o conhecimento de diferentes culturas de cada povo respeitando a maneira de ser e de estar de cada cidadão, tratando-o de mesma forma.

5.Bibliografia

1.BOLENTIM DA REPÚBLICA ( junho de 1997), Política Cultural e estratégias da sua implementação , I SÉRIE – Número 23, pág 1 e 2

2.INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICA (INE). III Recenceamento Geral da população e habitação, 2007.

3.NGUNGA, Armindo (2004): Introdução à Linguistíca Bantu, Imprensa Universitária

Paginas da web
    1.http//www.meu artigo.brasilescola.com/curiosidades/lobolo

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Impacto meio-ambiental na produção, uso e transformação da energia

A energia é conhecida duma forma restrita pelas comunidades, muitas das quais conhecem a electricidade apenas, mas a energia é muito mais que isto. Este trabalho tem como tema “Impacto meio-ambiental na produção, uso e transformação da energia, visto que, o mundo contemporâneo, pela sua complexidade, pela sua riqueza e diversidade exige que sejamos capazes de interagir e sobretudo de cooperar criando e desenvolvendo sinergias entre as temáticas do ambiente e as realidades do desenvolvimento. O objectivo deste trabalho é “estudar acerca das implicações que as energias causam ao meio ambiente”, visto que um dos maiores desafios que nos deparamos é a promoção de uma cultura de cidadania global e de responsabilidade colectiva pelos impactos que as nossas acções têm sobre o ambiente. O motivo da escolha do tema, foi pela sua relevância, visto que na actualidade grande parte dos problemas ambientais estão relacionadas com a produção, exploração e utilização de energia, o que têm condicionado para o surgimento da poluição, chuvas ácidas, destruição da camada de ozônio, aquecimento da Terra, o aumento da intensificação do efeito estufa e destruição da fauna e flora. O presente trabalho irá debruçar acerca da geração de energia e o seu impacto ambiental, fontes renováveis e não renováveis, as suas vantagens e desvantagens, far-se-á um estudo, no caso de moçambique, o tipo de energia mais predominante e preservação do meio ambiente.


Palavras Chave: Energia ; Meio ambiente.

A pralavra Energia, provém de um vocábulo grego , enèrgea, que significa exactamente «força em acção». Sem a presença de energia, nosso mundo seria completamente inerte, inativo. ( BRANCO, 2004: 81).

Energia é capacidade de produzir trabalho. Esta palavra surge sempre associada à capacidade de poder fazer qualquer coisa acontecer. ( Quelhas).

Meio ambiente- lugar em que vivemos, do qual dependemos para nossa sobrevivencia e o qual nos envolve e nos cerca.

II. MARCO TEÓRICO

 A extração de materias do sub solo para a utilização humana, já constitui uma espécie de violação á natureza, com possiveis consequências ao meio ambiente, visto que ao serem extraidos podem alterar a composição do ambiente existente, isto é, á Biosfera ou seja a camada superficial do planeta que é habitada por seres vivos (Branco, 2004:94).

A Lei do Ambiente no seu Artigo 1, número 21 define poluição como “a deposição no ambiente de substâncias ou resíduos, independentemente da sua forma, bem como a emissão de luz, som e outras formas de energia, de tal modo e quantidade tal que o afecta negativamente”.As actividades que aceleram a erosão, a desertificação, desflorestamento ou qualquer outra forma de degradação do ambiente são também proibidas ( Lei do Ambiente, Artigo 9, número 1), A Lei também proíbe a importação de resíduos ou lixos perigosos, salvo o que vier estabelecido em legislação específica (Lei do Ambiente, Artigo 9, número 2). (Xerinda 2007 :13).

Existem vários meios de produzir energia elétrica, cada qual com suas vantagens e desvantagens econômicas e ambientais. Pode-se produzir electricidade a partir de fontes renováveis ou não renováveis. Energias renováveis: são aquelas que não se esgotam. Algumas delas são fontes permanentes e contínuas.  como o Sol (solar), o vento ( eólica), a água (hidráulica) e o calor da terra (geotérmica) – outras podem se renovar – como a biomassa. As formas mais limpas de produção de eletricidade estão associadas ao uso de fontes de energia renováveis.

Vantagens das energias renováveis

 É necessário a utilização de energias renováveis, pois não se esgotam;
 ?São mais limpas e não emitem gases com efeito estufa, sendo excepção a biomassa que origina quantidades insignificantes de CO2, SO2 e N2O para a atmosfera;
 A exploração local das energias renováveis, contribui para reduzir a dependência energética relativamente a importação do petróleo. Desvantagens das energias renovaveis
 Produzem impactos visuais elevados;
 São variáveis e não são previsíveis na sua totalidade;
 Algumas não estão suficientemente desenvolvidas tecnologicamente. Ao contrário, as fontes de energia não renováveis, como o petróleo, o carvão mineral, o gás natural e o urânio (usado nas usinas nucleares), tendem a se esgotar. São reservas formadas durante milhões de anos a partir da decomposição natural de matéria orgânica, não podendo ser repostas pela acção do homem. Vantagens das energias não renovaveis  São fáceis de utilizar;
 Tem uma grande disponibilidade e;
 podemos usá-las quando queremos. Desvantagens das enegias não renováveis  Emitem gases que contaminam a atmosfera e;
  resutam toxinas para a vida.

 III. PRODUÇÃO DE ENERGIA NÃO RENOVAVEIS (PRIMÁRIAS) E TRANSFORMAÇÃO Segundo CEPADE, unidade 6:2 defende que :

 Carvão: É o pior combustível não renovável, pois sua combustão emite grandes quantidades de óxidos de nitrogênio e enxofre, que provocam acidificação (chuva ácida), além de agravar doenças pulmonares, cardiovasculares e renais nas populações próximas.

 A queima do carvão também libera dióxido de carbono, que contribui para o aumento do efeito estufa.  Têm um impacto «Térmico» derivado sobre o gotejamento das águas de maior temperatura, outro impacto «Fisico» provocado pelo arrastamento de sedimentos e impacto «Químico» por gotejamento dos contaminantes.

 Petróleo: Quando queimados, os derivados do petróleo (gasolina, óleo combustível, óleo diesel etc.) produzem gases contaminantes, como monóxido de carbono, óxidos de nitrogênio e dióxido de carbono, que poluem a atmosfera e contribuem para o aquecimento da Terra e para a formação de chuva ácida, entre outros efeitos nocivos. Também tem possível incidência sobre o solo especialmente por depósitos acidentais. Polui o meio ambiente pelo fumo que liberta (CO2) e mau cheiro na zona de extracção. Ex: oleduto de Machipanda.

 Transporte: o Petróleo e o gás Natural distribuem por meio de navios óleos e gasóleos, e estes por acidente podem escapar-se afectando o meio ambiente (fauna, flora e águas), com incidência no meio ambiente.

  O gás natural : o seu uso final pode emitir na atmosfera uma parte da sua emissão por fugas imprevistas. Sua combustão libera óxido de nitrogênio e também dióxido de carbono, embora este último em quantidades menores que o petróleo e o carvão. No sector doméstico e terciário: as emissões na atmosfera são precedentes de processos de combustão de gás, produtos petrolíferos e carvão( CO2, SO2, NO2 e Particulas ), usados em aquecimentos e fogões de lenha. Esses componentes, SO2, NOx influenciam basicamente na produção da massa ácida dos hidrocarbonetos voláteis e NO2, em presença de radiação ultravioleta , o CO2 e CH4 incidem formando o efeito estufa. Exemplo:
Fogões e queima de árvores para a produção de carvão para confeccionar os alimentos nas Comunidades Todas as potencias incidências (excepto CO2), podem ser melhoradas basta um comprimento dos limites impostos por legislação em cada caso, aplicando tecnologias e disponibilidades de mercado. Toda a regulação de emissões da incidência meio ambiental deve realizar-se mediante uma análise- Custo-beneficio dado que a tecnologia precisa cumprir uma eliminação em todos os casos ( CEPADE, unidade 6:3 ) .

Em suma, como garantia de comprimento da sua regulação meio ambiental, as actividades energéticas estão sugeitas a estudos de impacto ambiental previstos e a sua realização é condicionado as alternativas de localização Fisica e a sua inclusão em projectos de medidas de protecção adequadas no processo industrial e o meio físico. Na produção de Energia, o Carvão, petróleo, biocombustiveis são as fontes de energia que terão enormes consequências nas emissões globais de gases com efeito estufa em especial o dióxido de carbono (CO2).

Os cientistas garantem que essas emissões só poderão continuar a crescer até o ano 2015. As alterações Climáticas são mais de que uma questão ambiental, que representam também um problema na redução da pobreza (ODM, 2009:19).

IV. EFICIENCIA ENERGÉTICA

 Eficiencia energética é nada mais que aproveitar a energia sem disperdaça-la. A melhor maneira de melhoramento do impacto das actividades energéticas e o meio ambiente é melhorar a sua eficiencia, transformação e uso final. Uma economia só consegue crescer com a demanda energética estabilizada. A energia total consumida no mundo é apenas de 40% (energia útil), perdendo 60% em ineficiencias derivadas encencialmente de tecnologias de transformação e uso final ( CEPADE, unidade 6:4 ).

 A melhoria de eficiencia energética só pode se conseguir de diferentes formas:

 Poupança de energia:
usando tecnologias eficientes tanto na indústia como nos transportes, no sector doméstico e terciário. Com gestão da demanda energética (especialmente a elétrica). Exemplo: No seu dia-a-dia, o consumidor doméstico pode adotar uma série de medidas simples, mas que no final do mês podem se converter numa boa economia de energia. Chuveiro O chuveiro elétrico é um dos aparelhos que mais consomem energia. O ideal é evitar seu uso em horários de maior consumo (entre 18 h e 20 h; no horário de verão, entre 19 h e 20h30).

Máquinas de lavar e ferro elétrico

 Habitue-se a juntar a maior quantidade possível de roupas para passá-las de uma só vez. Se o ferro for automático, regule sua temperatura. Passe primeiro as roupas delicadas, que precisam de menos calor. .

Lâmpadas

Evite acender lâmpadas durante o dia. Aproveite melhor a iluminação natural abrindo bem as janelas, cortinas e persianas. Apague as lâmpadas dos ambientes que estiverem desocupados. Televisão Quando ninguém estiver assistindo, desligue o aparelho.

Ar-condicionado

Mantenha limpos os filtros do aparelho, para não prejudicar a circulação e a qualidade do ar. Aquecedor Ligue o aquecedor apenas durante o tempo necessário; se possível, coloque um timer para que essa função se torne automática.

 Substituição de algumas energias por outras: trocando o carvão, gás natural por outros produtos petroliferos. Energias renovaveis por hidrocarbonetos.

 Energias renovaveis: o seu uso em geral implica o uso eficiente , por aplicações locais que evitam o transporte de energia primária e os processos de tranformação associadas ao seu alto rendimento. Assim são competitivas.

O emprego de energia biomassa em usos finais e geração elétrica, hidráulica e eólica. É necessário a utilização de Energias Renováveis, pois não se esgotam; são mais limpas e não emitem gases com efeito estufa, sendo excepção a biomassa que origina quantidades insignificantes de CO2, SO2 e N2O para a atmosfera;

 A exploração local das Energias Renovaveis, contribui para reduzir a dependência energética relativamente a importação do petróleo.

 V. POLITICA ENERGÉTICA E IMPACTO MEIO AMBIENTAL

 Um dos objectivos prioritários da política energética é ser compatível a preservação da qualidade meio ambiental com os princípios de eficiência , segurança e diversificação das actividades de produção, tranformação, transporte e usos de energia. A qualidade do meio ambiente e o consumo de energia devem ser componentes básicos do desenvolvimento industrial. Como exemplo, para atingir esse objectivo, na Espanha, uma das actuações da política energética é o fomento do consumo de energia de gás natural. Por isso tem realizado enormes invenções para estender a rede de gasodutos e ter esta energia disponivel em todo o território nacional.
No caso de Moçambique, Situação Geográfica de Moçambique Moçambique é banhado pelo Oceano Índico, ao longo de aproximadamente 2.800 km. Tem cerca de 4.330 km de fronteiras terrestres com a Tanzânia, o Malawi, a Zâmbia, o Zimbabwe, a Suazilândia e a África do Sul. A superfície do território é de cerca de 799.380km_. A população total é de mais de 18 milhões de habitantes, distribuídos por 10 províncias e a cidade de Maputo, 128 distritos, 394 postos administrativos, 1.072 localidades e 10.025 aldeias. (Agenda 2025, 2003: 8).

 Moçambique é um dos países mais pobres do mundo. O país está posicionado no fundo na lista anual do Índice de Desenvolvimento Humano do PNUD, ocupando o 168˚ lugar em 177 países. Estando também situado na região mais pobre do mundo, os seus vizinhos ocupam do 164˚ a 167˚ lugar, Congo, Zâmbia, Malawi e Tanzânia, respectivamente. Os restantes países vizinhos encontram-se espalhados pela metade inferior da lista, com a Africa do Sul a fechar a lista no 120˚ lugar. (Un-habitat, 2007: 13).

 Segundo Pascoal Bacela, no portal da tv cabo, declara que Moçambique "está no caminho certo" no sector da energia e pode dar um contributo significativo para resolver a escassez energética na região. "Moçambique, não só é auto-suficiente para suprir as suas necessidades internas, como tem potencial para ajudar em parte a resolver a crescente demanda regional", disse à Agência Lusa, ressalvando: "isso, desde que se façam os investimentos necessários para tornar o potencial energético disponível em recurso comercializável". "O potencial energético de Moçambique é um facto, pois temos a capacidade hídrica do Zambeze, gás natural e carvão", enfatizou Pascoal Bacela. Actualmente, Moçambique consome por ano apenas 250 megawatts (MW) de energia, sendo a maioria dos 2 075 MW produzidos pela Hidroeléctrica de Cahora Bassa vendidos à África do Sul, Malaui e Zimbabué. Na forja está a construção de uma segunda grande barragem no rio Zambeze - Mphanda Nkuwa - um projecto com uma capacidade de produção de electricidade de 1.500 MW, avaliado em 1,1 mil milhões de euros, que será construído por um consórcio que integra a construtora brasileira Camargo Corrêa. O arranque da construção da barragem de Mphanda Nkuwa estava previsto para o início de 2009 e a conclusão do empreendimento em 2013. Nos cálculos do governo moçambicano, o rio Zambeze tem capacidade para suportar a construção de pelo menos cinco barragens. Mas para poder responder à crise de energia na região, Moçambique, como o resto dos países da África Austral, precisa de se preparar, planificar, organizar e mobilizar recursos para grandes investimentos no sector energético. "Não basta ter potencial, é necessário criar capacidade para aproveitar essas disponibilidades e isso exige enormes recursos e tempo. Não é só identificar a crise e pensar que há ali mercado para vender energia", advertiu Bacela. O director nacional de Energia considerou ainda que "o governo [de Moçambique] teve sempre razão, ao defender a criação de mais empreendimentos energéticos, infelizmente tem-se levado muito tempo a explicar a necessidade dessa intervenção". "A crise energética chegou bem mais cedo do que se previa, mas mostra que estivemos sempre do lado certo quando defendemos a implementação de mais projectos na área da energia eléctrica", sublinhou Pascoal Bacela. A África do Sul, o maior fornecedor de energia na África Austral, anunciou que vai impor restrições nos abastecimentos aos seus parceiros da região, na sequência da escassez deste recurso, provocada pelo crescente aumento da demanda interna. Apesar de a energia consumida em Moçambique ser fornecida pela África do Sul, a empresa pública Electricidade de Moçambique (EDM) já garantiu que a actual crise não afectará o país, dado que a sua energia só passa pela África do Sul, mas é gerada em Moçambique, pela Hidroeléctrica de Cahora Bassa. Além de Moçambique, a África do Sul distribui energia igualmente ao Zimbabwe, Lesoto, Suazilândia, Botswana e Malawi. Fonte: www.noticiaslusofonas.com Actualmente em Moçambique, opta-se pelo uso da energia da biomassa. O que é biomassa A biomassa (massa biolόgica) é a quantidade de matéria orgânica produzida numa determinada área de um terreno. Este termo tem sido muito utilizado nos últimos anos, em função das preocupações relacionadas às fontes de energia. A biomassa é capaz de gerar gases que são transformados, em usinas específicas, em energia. Esta energia é resultado da decomposição de materiais orgânicos como, por exemplo, esterco, madeira, resíduos agrícolas, restos de alimentos , entre outros. A biomasssa pode ser uma boa opção energética, pois é renovavel e gera baixas quantidades de poluentes. Numa usina de álcool, por exemplo, os resíduos de cana de açucar (bagaço) podem ser utilizados para produzir biomassa e energia. A geração de energia através da biomassa pode contribuir para a diminuição do efeito estufa e do aquecimento global. Situação actual da área de actividade energética em Moçambique Energia da Biomassa Em Moçambique a energia da biomassa representa cerca 80% de consumo doméstico. A maior parte das famílias residentes em zonas urbanas e peri-urbanas, utilizam combustíveis lenhosos (lenha e carvão) como fonte de energia primária e todas as famílias rurais dependem destes combustíveis para satisfazer as suas necessidades em energia doméstica e incrementar a sua renda. A principal fonte de energia, tem sido as florestas naturais, visto que nos últimos tempos tem se verificado o desflorestamento das áreas florestais devido a pressão exercida pelas comunidades rurais na procura de lenha e produção de carvão para uso, como energia e fonte de renda respetivamente. O uso mais intensivo da biomassa como energia está concentrado nas regiões Sul e centro do País. É neste contexto, que o Ministério da Energia através da DNER tem estado a promover as novas tecnologias de produção de carvão (fornos melhorados) e de utilização de lenha e carvão (fogões melhorados) a nível doméstico e institucional (escolas, hospitais, quartéis, etc) no país, com vista a preservar estes recursos de modo a permitir que as gerações vindouras possam beneficiar do mesmo. O gás natural apresenta vantagens meio ambientais do que outras energias:

 Emite menor quantidade de CO2, por unidade de energia (em relação ao carvão/petróleo);  Emite menos quantidade de Nox ( óxido de nitrogénio/azoto) por unidade de energia;
 Não emite dióxido de enxofre em particulas;
 Seu uso final é mais eficiente e não necessita de tranformação;
 Sua produção elétrica pode empregar tecnologias de maior rendimento ( produção de centrais de ciclo combinado), isto implica menores impactos em relação a outras energias é igualmente muito útil ( CEPADE, unidade 6:5 ). Com relação às emissões que vêm do gás natural
 Azoto (Nox) :
Originam um terço de chuvas ácidas do que os outros restantes, devido ao dióxido de enxofre. O óxido de nitrogénio, realizam uma combustão por reação do combustível em forno de altas temperaturas, que actuam como catalizadores na formação. Portanto, esta depende da tecnologia utilizada na combustão e com gás natural, existe uma maior flexibilidade de descrição e regulação de queimadores reduzindo as emissões.

 Metano( CH4)- cotribui para o efeito estufa em 20% aproximadamente. Em termos quantitativos globais, as estimações anuais indicam números parecidos para combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás). 
Dióxido de carbono (CO2): é o principal causador do efeito estufa e como consequências de mudanças potencialmente associados. O gás emite menos CO2 por unidade de energia, tendo em sua composição química uma proporção de hidrogénio, o carbono é maior que as demais combustíveis fósseis.  Das emissões totais estimadas em cada energia existe uma vantagem no gás, que contribui para as totais emissões, sendo que – CO2= 17.4%; SO2= 0%; NO2=14.7% e Hc=12.5% ( CEPADE, unidade 6:5 )

VI. CONCLUSÃO

Concluindo, a energia é um dos factores de desenvolvimento, ademais a energia que utilizamos sofre processos vários, e o que se verifica é o não cumprimento do 7º objectivo de desenvolvimento de milénio- garantir a sustentabilidade ambiental. A poluição ou não do ambiente depende da mudança comportamental do homem, pois á medida que se avolumam as utilizações de produtos do sub solo, é necessário tomar maiores cuidados com a contaminação ou alteração que eles podem produzir nos ecossistemas, quando trazidos e espalhados pela superficíe. O petróleo constitui um exemplo calamitoso disso. E á medida que produzimos excessivamente as energias vão poluindo o meio ambiente. Preservar o ambiente, um objectivo que depende de todos.
 O homem é o ser vivo que mais interfere com o meio que o rodeia. A construção de uma grande represa; de um moinho de vento ou de um parque eólico; implica sempre uma transformação do meio e um significativo impacto ambiental. O actual modelo energético, baseado na queima de combustíveis fósseis e na energia nuclear, é insustentável. Este sistema baseado nas energias não renováveis, acarreta uma série de problemas de difícil resolução: a contaminação ambiental; a dependência do exterior por parte dos países não produtores de energias fósseis; o esgotar, num período relativamente curto, das reservas mundiais de petróleo, carvão e gás natural, ou ainda a produção de resíduos radioactivos e a possibilidade de acidentes nucleares. A sociedade actual utiliza a energia como se não existissem limites. Neste sentido, um dos maiores problemas ambientais que o planeta enfrenta são as alterações climáticas. Uma das alternativas actuais consiste em promover o uso das energias renováveis e, obviamente, pressupõe que se abandonem hábitos de consumo incorrectos, privilegiando a eficiência energética e a utilização racional da energia. Os nossos hábitos diários, no que se refere ao consumo da energia, reflectem-se directa ou indirectamente no meio que nos rodeia (esgotar os recursos; incrementar a produção de resíduos, etc.). É importante que tenhamos consciência deste facto e que urgentemente adquiramos hábitos mais amigos do ambiente. VII.

RECOMENDAÇÕES

O homem como responsável de suas acções deve saber decidir :

  Optar pelo uso de energias Renováveis, não convecionais visto que são mais limpas;  Deve-se, reduzir as emissões do efeito estufa;
 Deve-se diminuir o desmantamento;
 Eficiencia energética e a reciclagem de materias;
 Melhorar o transporte público.

VIII. Bibliografia:

 AGENDA 2025, Visões e estratégias da nação Maputo- Moçambique, 2003, 181pp  BRANCO, Samuel Murgel, Energia e Meio Ambiente, 2ª Edição, reforme, São Paulo editora Moderna, 2004, 144pp  Instituto Portugues de apoio ao Desevolvimento(IPAD), Ganhar a vida, Garantir a sustentabilidade ambiental, ODM, lisboa, 147 pp  Universidade Politécnica de Madrid (CEPADE), “Sector Energético e Sua incidência sobre Meio Ambiente- unidade 6, 28pp.  XERINDA, Maurício, O Quadro Legal Para Licenciamento Ambiental Em Moçambique 2007, 84pp  web pag http://www.maputo.co.mz/por/economia/noticias/crise_energetica_na_africa_austral_pode_ser_boa_oportunidade para moçambique.

Autora: Orlanda André Langa

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Criança Feliz

Não nascí em berço de ouro
Nem crescí num mar de rosas
Minha mãe é uma Camponesa
Mas sou uma criança feliz

Tenho a minha identidade,
Um ser que não chora, não canta, nem grita
Mas brinco com ela toda hora
Ela é a mimha inspiração

Mesmo sem abrigo e sem comida;
Tenho alguém sempre feliz do meu lado
A minha alegria!
A minha inspiração.

Mesmo sem Pão,
Com ela tenho sonhos realizados
Ela é o meu EU .
Mesmo sem dinheiro, sou uma criança feliz

Liberdade numa prisão

Sinto me livre, no meio duma cela
Como um prisioneiro amando seu abrigo
Dormindo sem pensar em quém pedir um Pão

Sinto-me livre, mesmo algemado
Não faço plano do que vou comer, nem beber;
Encontro tudo sempre preparado, mesmo sendo num papel

Sinto-me livre, como um Pássaro
Mesmo estando numa gaiola;
Mas tenho sonhos de algum dia ser alguém
Sonho um mundo com meus irmãos sorrindo

Sinto me livre, mesmo acorrentado
Só de saber que estou ao lado do meu povo
Mesmo estando numa prisão
Sinto-me livre!

Perspectivas alternativas de tomada de decisão Organizacional

I. RESUMO

Este trabalho centra-se no estudo das perspectivas alternativas de tomada de decisão Organizacional bem como analisar os limites da racionalidade na tomada de decisão pelos Indivíduos.
O cenário em que as organizações estão inseridas se modifica constantemente, cabendo desta feita ao Líder dar toda a sua influência no processo de tomada de decisão em todos os aspectos, diante disto, faz-se um alerta por parte dos Líderes, para que as escolhas sejam feitas com base na realidade organizacional.

Contudo, fatores tais como a globalização, o avanço tecnológico, o desenvolvimento das telecomunicações e a diminuição do tempo de processamento das informações, fazem com que o ambiente organizacional fique cada vez mais complexo, levando os Líderes a reavaliarem constantemente o processo decisório.

No presente trabalho, pretende-se em linhas gerais falar das diferentes formas alternativas que podem-se usar na tomada de decisão dentro de uma organização.

Palavras -Chave: Alternativas, decisão, Organizacão


II. INTRODUÇÃO

No presente trabalho temos como tema, perspectivas alternativas de tomada de decisão Organizacional. O motivo da escolha do tema foi pela sua relevância, visto que nas nossas vidas assim como nas nossas Organizações, sempre nos deparamos com situações muito complicadas que nos levam a ter que analisar todas as implicações possíveis e imagináveis que a resolução das mesmas pode trazer pois, o processo de tomada de decisão envolve muitos riscos para os Líderes.

Utilizam para isso suas experiências passadas, seus valores e crenças, seus conhecimentos técnicos, suas habilidades e filosofias, os quais noteiam a forma pela qual tomam decisões. Esses diversos modos de tomada de decisão poderiam representar tanto o sucesso como o fracasso das pessoas que decidem daquelas que dependem desse processo, além da organização na qual estejam inseridas.
É notório que as pessoas nas organizações a todo momento têm de decidir diante de diversas situações e sobre problemas. O processo de liderança é complexo visto que geralmente os líderes tomam decisão e depois analisam. Saber decidir na sua vida profissional e pessoal é uma arte complicada mas que pode ser aprendida, eis a razão do desenvolvimento deste trabalho.

A decisão nos permite lidar com as oportunidades e as incertezas da nossa existência, este processo nos acompanha a vida toda, entretanto, neste trabalho pretendemos intergrar a Liderança no processo de tomada de decisão Organizacional.

O objectivo deste trabalho é compreender as alternativas viáveis na tomada de decisão Organizacional e mostrar o quanto o processo decisório nas organizações se converte na essência da habilidade de influenciar em que a responsabilidade do Líder é decidir a melhor alternativa para cada momento em que se encontra a organização, de modo a garantir os resultados esperados.


III. CONCEITOS

Alternativa: sucessão de duas coisas que não ocorrem ao mesmo tempo ou seja opção entre duas coisas.

Decisão: é o conjunto das fases necessárias para a escolha da melhor alternativa para atingir os objectivos traçados ou para resolver as situações-problemas constatados, (Hammond, Keeney, Raiffa, 2004:17).

Organização: é uma combinação de esforços individuais que tem por finalidade realizar propósitos coletivos (Maximiano,1992).


IV. REVISÃO DA LITERATURA


Processo de tomada de decisão organizacional

A complexidade dos factores contextuais que afectam a tomada de decisão são notáveis, dentre as quais perspectivas (racionalidade); problemas; escolha da melhor alternativa; busca da solução satisfatória tendo em conta o nível de incerteza, nível de risco, ambiguidade e certeza; bem como a contínua alteração dos cenários organizacionais em que ocorre, determina o formato dominante do processo de tomada de decisão.

Deste modo, estes factores tendem a ignorar a ecologia da decisão onde, a teoria ecológica não se mostra capaz de propor um conjunto de prescrições para a atividade de adaptação organizacional (Donaldson, s/d) ao contrário de Gibson ( s/d) afirmando que a compreensão da percepção deve ser seguida pelo estudo do meio ambiente em que vive o indivíduo e não no laboratório e essa não percepção deste elemento essencial que é o ambiente, tem conduzido a:
Conflitos, Complexidade, acontecimentos Simultâneos e Contraditórios que vão caracterizar o ambiente organizacional. Entretanto as premissas das decisões estão frequentemente longe de serem estáveis e claras, por causa da sua complexidade.

V. MODELO RACIONAL

Neste contexto podemos considerar o modelo racional que assenta na combinação de duas noções essenciais: O interresse próprio ou modelo prescritivo (os indivíduos tendem a decidir maximizando o enteresse próprio) e as preferencias do decisor.

Portanto no primeiro, os decisores possuem um conjunto de alternativas da acção, conhecem as consequências, e o valor de utilidade de cada alternativa, permitindo a comparação entre elas, significa que supoem-se que os decisores dispõem de regras que lhes permitem selecionar uma única alternativa com base no cálculo probabilistico da unidade esperada (Bazerman, 1994), e segundo este autor existem 6 elementos a ter em conta:

A definição do problema: O decisor específica a natureza do problema, procurando as causas e factores determinantes.
Identificação dos critérios de decisão: o decisor procura identificar os critérios relevantes para as escolhas que conduzem à decisão;
Atribuição de um coeficiente de importância a cada critério: o decisor determmina as suas preferências atribuindo um valor relativo a cada critério;
Produção de alternativas: identificar as possíveis vias de acção, e o tempo é um elemento crucial nesta etapa;
Classificar cada alternativa quanto aos critérios: previsões acerca das consequências potenciais de cada alternativa atribuindo-lhe um valor da unidade esperada;
O cálculo da decisão óptima: multiplicar a eficiência esperada de cada alternativa pelo peso atribuido a cada critério. Será escolhida a solução que apresente a expectativa de utilidade com valor mais elevado.

Este modelo assume que o decisor possui não só a capacidade de antever as consequências da decisão, entraves do cálculo das probabilidades objectivas da sua ocorrência, como também a faculdade de atribuir valores exactos a importância de cada uma dessas consequências.


Entretanto Comnolly e keput (1997); Mc Daniel (1993), citado por Simões (2001:424) criticam esta visão probabilística onde a decisão é assumida, como constituindo a base dos vários modelos alternativos que designam "tomada de decisão naturalista".

No que concerne a decisão naturalista segundo Zsambok (1997:4), citado por Russo, Frederick, Nogueira (2001:8) afirmam que dentro das teorias descritivas, o termo decisão Naturalista (Naturalistic Decision Marking- NDM), explica que é a forma que as pessoas usam sua experiência para tomar decisões no seu campo de actuação. Para Simões (2001: 406) focam -se primordialmente os comportamentos e as cognições dos decisores.

A tomada de decisão em grupo, pode aparentemente, minorar as limitações da decisão individual ao permitir que as contribuições de diferentes elementos enriqueçam a informação disponível e produzam um maior número de alternativas. Contudo, se muitas vezes este potencial é concretamente e traduzido em decisões de elevada qualidade, frequentemente, alguns padrões de interação nos grupos fomentam a ocorrência de enviesamentos colectivos que afectam negativamente o processo de tomada de decisão. (Simões, 2001:426).

Neste contexto, este tipo de decisão tem as suas implicações quer negativas assim como posetivas, dependendo do contexto em que se insere, visto que quando um grupo é constituido por indivíduos que partilham objectivos, revelam actitudes similares face ao objecto de decisão e possuem expectativas de recompensa externa associadas ao sucesso grupal, é provável que apresente um nível elevado de coesão.

VI. VANTAGENS E DESVANTAGENS NA TOMADA DE DECISÃO NATURALISTA


Vantagens

  1. Maior informação e conhecimento temático;
  2. Maior número de alternativas;
  3. Maior compreensão e aceitação da decisão final;
  4. Progresso nas capacidades dos elementos do grupo; ( Ramos s/d)

Desvantagens

  1. Consome mais tempo;
  2. Avaliação incompleta das alternativas e dos objectivos;
  3. Pobreza de informação devido a enviesamentos nos mecanismos de busca de selecção;
  4. Análise deficiente das escolhas e das preferências do grupo;
  5. Ausência de planos de contigências, dado que a sua existência assumiria implicitamente a possibilidade do grupo não "ter razão" na decisão.


Um dos pontos de partida desta orientação é a constatação da dificuldade dos seres humanos em lidar com as variáveis de decisão em ambientes complexos como aqueles que caracterizam as organizações. Por essa razão, os indivíduos e os grupos tratam os problemas organizacionais agindo e reflectindo sobre o feedback das suas acções, constituindo ciclos de decisão (Connolly e Koput,1997) citados por Simões (2001:424). O que se propõe é uma forma alternativa de racionalidade em que "acção precede largamente a reflexão", isto significa, o que faz com que nossas decisões não sejam efectivadas é porque muitas das vezes buscamos esquecer o passado e não queremos refletir sobre o que aconteceu, pois podemos concluir que a responsabilidade foi somente nossa, entretanto na maioria das vezes, estamos míopes pela ambição ao invés de nos guiarmos por objetivos práticos, positivos e éticos, esquecendo de raciocinar e perceber que as boas decisões são construídas em cima de bons objetivos. E se isso não acontece à medida que emergem as consequências da acção, é quando inicia -se uma fase de reflexão enquanto já for tarde demais.


VII. TEORIA DE IMAGEM

Relactivamente á teoria da imagem (Beach e Mitchel,1990) citado por Simões (2001:426) inscreve-se igualmente “nesta orientação gradualista dos processos de decisão”. Estes são vistos como um conjunto e esforços de coordenação das representações (imagens) elaboradas pelos decisores acerca de diferentes aspectos do funcionamento organizacional. Assim, os autores distinguem quatro elementos da auto-imagem organizacional que servem de pano de fundo ao processo de tomada de decisão:

Auto-imagem organizacional- Percepção das crenças, valores e orientações normativas da organização;
Imagem da tragectótia organizanizacional- o esboço da estratégia para o futuro, visão das metas organizacionais;
Imagem da acção organizacional- refere-se à percepção dos planos anteriormente adoptados para atingir os objectivos organizacionais;
Imagem organizacional projectada- a antecipação dos acontecimentos e resultados da possível adopção de um determinado plano acção de uma acção já em marcha.


Nesta perspectiva, considera-se que as decisões são adoptadas na medida em que são compatíveis com os conteúdos dos elementos da imagem. A escolha depende ainda de um sub processo de previsão, que os autores designam por teste de rentabilidade, consistindo na comparação da eficácia antecipada das várias alternativas da decisão.


Ao contrário da previsão probabilistica dos modelos racionais, esta antecipação dos benefícios de cada alternativa possui carácter abrangente. A escolha é realizada em função do maior ou menor grau de adequação da alternativa aos elementos da imagem.

As decisões respeitantes a planos de acção já desencadeados (decisões de progresso) requerem compatibilidade com a imagem projectada e a imagem da tragectótia. Caso sejam detectadas incompatibilidades, deverá ter lugar um processo de adopção de uma nova decisão.

Na última década, vários autores tem vindo a conceber a tomada de decisão enquanto atribuição de sentido. Mesmo um autor aparentemente associado a concepções probabilísticas da decisão, como March (1997), citado por Simões (2001:245), admite que as simplificações da informação são determinadas, não apenas por limitações cognitivas individuais, mas também pelo sentido organizacional que esta informação pode vincular. A tomada de decisão constitui uma ocasião para descobrir e interpretar o significado da decisão e relacionar esta com as acções anteriores dos diversos actores organizacionais.

Numa versão mais radical desta perspectiva, o processo que conduz á decisão constituiria uma oportunidade de actualizar opções e escolhas latentes. Weick (1955:185) afirma -o com firmeza : « A tomada de decisão consiste em localizar, articular e ratificar uma escolha antiga, trazendo -a para o presente e defendendo-a como se fosse a decisão acabada de tomar.

Em conexão com esta visão, alguns autores ( Pennington e Hastie, 1988; Hastie e Pennington:1991) propõem um modelo em que a organização da informação para a tomada de decisão é concebida como uma forma de construção de ligações causais, configurando vários episódios narrativos susceptiveis de justificar a decisão. Estas narrativas refletem os esquemas explicativos ou a atribuição de sentido preferidos do decisor ou partilhados pelos elementos do contexto social em que este se insere. Posteriormente, emerge uma « história » dominante que valida a decisão a tomar.

Outros autores sublinham a inserção do processo de tomada de decisão organizacional numa teia de narrativas que o preparam e enquadram. Por exemplo. O´ Connoor (1997) faz notar que a decisão, sendo um construto humano, depende largamente do espaço simbólico em que ocorre. Baseando-se nas conclusões num estudo de campo, a autora mostra que os decisores constroem narrativas progressivamente convergentes que antecipam e definem a natureza não só da decisão, mas também dos problemas que a justificam e das soluções consideradas.


Critíca ao modelo racional de tomada de decisão

Muita das vezes não se tem muita atenção ao querer tomar uma decisão dentro de uma organização, (Simon:1955, March e simon:1993), citado por Simões (2001:408) afirma que para que esse fosse aplicável, os individuos deveriam ter acesso a toda a informação, o que não acontece na maioria dos casos, por outro lado concordando com os mesmo autores sustentam que mesmo dispondo de informação suficiente, existem limitações na capacidade humana de processamento da informação que impedem os decisores de maximizarem as escolhas de forma racional; Limitações em relação aos cursos alternativos de ação, utilidades conseqüências O ambiente determina as conseqüências previsíveis.

Para que modelo acima referenciado seja aplicável, os indivíduos devem ter acesso a toda informação o que não acontece.

VIII. CONCLUSÃO

Concluíndo, em nossos dias, o domínio da teoria e do processo de tomada de decisão é cruscial para as organizações e gestores, pois a complexidade dos negócios é crescente e exige respostas mais rápidas.
Na tomada de decisão geralmente usamos a percepção selectiva, pois, já temos uma opção em mente. Este "favorito implícito" influência em como desenvolvemos o processo de tomada de decisão. No ambiente de trabalho, se suspeitamos que alguém tem um mau desempenho, vamos observá-lo cuidadosamente, e provavelmente encontramos evidência do seu mau desempenho, mas com que freqüência nós realmente procuramos evidência que seja contra nossa percepção inicial? Talvez este mau desempenho foi um fato isolado, e a pessoa pode ter um bom desempenho geral, mas nunca vamos saber disso, já que não estamos procurando esta informação.
Em suma, o processo de decisão numa organização, não é uma tarefa fácil, para tal significa que os decisores precisam estar cientes do que pretendem atingir, visto que muita das vezes se metem em situações muito difícies em que não fazem análise da sua experiência passada e este mal entendido surge, principalmente, pela falta de compreensão de significados importantes que cada critério possui.

Para conseguir-se tomar decisões é importante verificar, na história organizacional, os momentos importantes da mesma e que podem ser relevantes para a decisão que precisam tomar. É saber que estão, onde estão hoje, graças a suas escolhas passadas. É compreender porque optam por aquele caminho específico naquele momento. Ou seja, é entender como tomaram suas decisões no passado. Este conhecimento é importante porque muitos Líderes têm tendência a decidir sempre da mesma forma o que de certa forma os leva ao arrepandimento.

A figura do tomador de decisão é central, o seu comportamento acaba por definir variações no processo de decisão. Estas variações se apresentam relacionadas tanto a limitações cognitivas quanto a condicionantes de natureza ideológica e de valores próprios de ou de outros grupos/ Indivíduos envolvidos.
A comunicação e a articulação entre esses agentes são fundamentais, e quanto a política devem ser considerados nos processos decisórios.


IX. RECOMENDAÇÕES

Os Líderes devem:

Aprender com os erros dos outros e não repeti-los;

Uma decisão de qualidade significa que os Líderes escolhem o plano de acção que permite à empresa alcançar os seus objectivos de forma mais eficiente do que através de todas outras alternativas plausíveis, isto significa, a organização leva à cabo com êxito o plano de acção selecionado, cumprindo os objectivos estratégicos durante o processo de decisão;

Os Líderes devem pensar nos assuntos cuidadosamente, reunirem informações e levarem a cabo análises alargadas e depois escolherem um plano de acção, aplicarem também um pouco de intuição e retirarem algumas lições da sua experiência;

Os Líderes não podem ter ideias pré-concebidas antes de tomar uma decisão, pois as mesmas ideias acabam fazendo com que não façam uma análise rigorosa;

A tomada de decisão consiste em localizar, articular e ratificar uma escolha antiga, trazendo -a para o presente e defendendo-a como se fosse a decisão acabada de tomar.


X. BIBLIOGRAFIA

1.DARCOSO, António Luís Rocha, Tomada de decisão e risco, dissertação de Mestrado-Faculdade de Economia, Admnistração e Contabilidade- FEA, SP, 1999
2.FERREIRA, J.M. Carvalho, NEVES, José, Caetano António Manuel, Manual de psicossociologia, editora MCGRAW-HILL, Portugal, 2001,
3.GUIA, Nuno Manuel Vinagreiro, Treino da tomada de decisão do treinador: análise da influencia dos constranfimentos metadimencionais, UTL, Faculdade de Motricidade humana, 2009,
4.OLIVEIRA, Fernando Frazão, Conhecimento processual da tomada de decisão em Orientação, U.D.P, 2001,
5.ROBERTO, Michel A. Grandes Líderes não aceitam um sim como resposta, 1ª Edição, Casa das letras, 2008,

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Ser Feliz

O que é ser feliz?

Esta é uma questão que me coloco diante de tudo o que tenho presenciado e observado na sociedade. Pessoas tristes, frustradas, cansadas de viver, vingativas e crueis.
Eu sou feliz porque com os meus pensamentos sei que é possivel ver o poder que tenho de atravessar fronteiras e lapidar o prazer de viver. Uso o meu poder interior para executar todos os meus planos. E contudo consigo alcançar resultados concretos.
O mais importante é saber libertar o poder que possuo dentro de mim, de amar, de espalhar beneficios e riquezas, de sorrir até nas situações em que os outros se atormentam. É gratificante quando conseguimos transformar o impossível em possível.
Creio que posso mudar o meu destino e pintar na tela da minha vida uma paisagem deslumbrante. Todos podem desde que queiram e estejam satisfeitos com a dádiva de Deus.
Nós não temos o poder de escolher as pessoas que entram  nas nossas vidas mas temos o dever de escolher as que ficam. A gerência depende de nós. 
Tem várias coisas impressionantes que acontecem nas nossas vidas mas devemos nos acustumar com as tempestades e não apenas com a bonança.  Contudo, não devemos perder o nosso foco, a confiança, a esperança, a coragem e o desejo de vencer. Nunca devemos deixar que ninguém mude o nosso destino. Não podemos nos frustrar e nos arrependermos de termos deixado entrar em nossas vidas indivíduos que nos fizeram mal. É importante que eles façam parte da nossa história, da nossa caminhada porque eles nos ajudam a nos tornar fortes e saber fazer escolhas acertadas. Só quem viveu a experiência pode ser a voz do consolo. Não podemos nos tornar ranzizas por conta de alguêm pois no mundo não existe ninguêm capaz de mudar o rumo ou o destino de outra pessoa. Cada ser é individual e capaz de caminhar com os próprios pés.

O que serve para mim é o que vem dos meus bons pensamentos, de auto estima e de alto altral. A vida mostrou me que é possível viver em paz comigo mesma. Ter a paz emocional e não ser dependente.  Confio nas minhas capacidades, no meu conhecimento, na minha intuição e no poder que tenho de exercer grandes influências na vida das pessoas.

Deve-se aprender a viver, se quiser ter sucesso é importante aprender a conviver com o fracasso porque tudo faz parte da caminhada. As melhores lições da vida nós tiramos dos nossos fracassos. As pessoas que não falharam foram aquelas que nunca tentaram. 
O caminho pode ser longo mas a vontade de chegar ao destino faz da pessoa grande vencedora.

Afinal de contas o que é viver ou ser feliz é ficar o tempo todo se equilibrando entre escolhas e consequências por isso não devemos ter medo de ser feliz. A felecidade conquista-se. Não serás feliz com ninguêm se não consegue ser feliz com voce mesmo.


Beijo grande

terça-feira, 15 de junho de 2010

O poder da palavra

A palavra tem poder, aquilo que alguém diz toma importância e cresce. Todo o ser humano tem que acreditar em si, em sua vida e na sua maneira de pensar, visto que isso torna a vida mais boa, mais atraente, mais cativante e acima de tudo emoncionante.

Se por agum motivo perdes o seu ente querido e te poes a lamentar, é verdade que as tuas recordações e dores aumentam.  Se muito falas de assuntos triviais, eles se tornam avantajados, se  apenas tens uma visão do mundo de apenas uma parte significativa do que acontece, esses pensamentos te impedem de ter uma visão global do universo porque so te limitas a ficar imaginando ou pensando no que acontece ao seu redor. Se só falas do seu trabalho, diminues a tua percepçao de outras coisas também importantes, como é o caso da sua vida particular, pois não deves te limitar a olhar ou a pensar na profissão, visto que não é relevante a quase todo o momento.

Se te fixas nos assuntos tristes, eles crescem desmesuradamente e te fazem sofrer. O melhor a fazer seria, exaltar o seu lado alegre pois a tua alegria aumentará e te acariciará. Es a razão do nome do Blog «Alegria de viver» porque a vida é bela e quanto mais pensamentos positivos tivermos mais seremos felizes. Valorizo os assuntos alegres, construtivos, de bem, beleza e progresso e considero acima de tudo o meu mundo num jardim florido.

Torna-se feliz quem usa bem da palavra.

Enfrente o medo e viva feliz

Medo Várias vezes ouviu falar de medo, suas consequências na vida de um ser humano. Medo é um estado emocional que surge em resposta a con...